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Voltar pro blogDicas de Estágio e Trabalho

Tem um profissional em toda gravação cuja função é nunca aparecer

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Palco de teatro vazio nos bastidores, com escadas e refletores guardados em um rack na parede, pronto para a próxima montagem de cena

O contrarregra movimenta e posiciona os objetos de cena em teatro, TV e cinema, e é treinado pra nunca ser notado. Uma profissão sem curso superior específico, aprendida na prática, que sustenta qualquer produção ao vivo por trás das câmeras.

Um copo precisa estar cheio no segundo exato. Um telefone precisa tocar no instante certo. Uma cadeira precisa sumir do cenário entre um bloco e outro, sem que ninguém perceba a troca. Nenhuma dessas coisas acontece sozinha: existe um profissional treinado justamente pra nunca ser notado.

O que faz um contrarregra

O contrarregra é quem movimenta e posiciona os objetos de cena em teatro, cinema, TV e eventos ao vivo, garantindo que cada item esteja no lugar e no momento combinados, sem interferir no espetáculo. O trabalho começa antes de a câmera ligar: organizar e testar as posições de cada objeto conforme o roteiro ou a ficha técnica, conferir listas de material, cuidar da manutenção do que vai entrar em cena. Durante a gravação ou a apresentação ao vivo, ele troca a arma de cena por outra, ajeita o jornal em cima da mesa do apresentador, esconde o fio do microfone atrás do sofá, sempre discreto o bastante pra ninguém perceber que algo mudou de lugar. No fim, recolhe e guarda tudo, mantendo a coxia organizada e alinhada com a direção de arte e a produção.

Uma profissão que se aprende fazendo

Não existe curso superior específico de contrarregra, e a formação acadêmica não é exigência da área: o que conta é o domínio prático da produção cênica. A entrada costuma ser como assistente em montagens de teatro, produções audiovisuais ou eventos, aprendendo com quem já está no palco ou no set.

Quando a engrenagem falha

O trabalho de um contrarregra só vira notícia quando dá errado: o objeto que não estava no lugar, a troca que atrasou um segundo além da conta e aparece torta na gravação, a cena que precisa ser refeita porque faltou algo que devia estar ali. É esse risco, o de uma falha pequena virar erro grande na tela, que faz da discrição do contrarregra um trabalho tão técnico quanto qualquer um na frente das câmeras.

Quem se interessa por esse lado de trás das câmeras encontra esse caminho no curso de Produção Profissionalizante da Escola de Rádio. Pra tirar dúvida direto, dá pra chamar também no WhatsApp da escola.

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