Sergio Chapelin abriu o Globo Repórter em 1973 e foi ele quem o fechou, quase 50 anos depois

Sergio Chapelin começou anunciando a hora certa numa rádio do interior fluminense e virou um dos apresentadores mais constantes da TV brasileira: revezou o Jornal Nacional com Cid Moreira e apresentou o Globo Repórter em três fases, ao longo de 23 anos.
Sergio Chapelin tinha 18 anos quando trocou a rádio da própria cidade pela capital fluminense, atrás de um trabalho maior: anunciar a hora certa na rádio Tamoio. Décadas depois, dividiria a bancada do Jornal Nacional com Cid Moreira e comandaria o Globo Repórter em fases diferentes, ao longo de quase cinco décadas.
Da hora certa ao Jornal Nacional
Chapelin nasceu em Valença, no interior do Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1941, e começou como locutor na rádio Clube da própria cidade. Foi depois de se mudar pra capital que passou a anunciar a hora certa na rádio Tamoio. Em 1962, foi pra rádio Nacional narrar noticiário, e ficou lá até 1964, quando se transferiu pra rádio Jornal do Brasil.
Na televisão, chegou em 1972, apresentando o Jornal Hoje na Globo. Ainda naquele ano, começou a dividir a bancada do Jornal Nacional com Cid Moreira, parceria que durou até 1983 e rendeu a Chapelin dois Troféus Imprensa de Melhor Apresentador, em 1973 e 1976.
O programa que ele abriu e fechou
Também em 1973, Chapelin se tornou o primeiro apresentador do Globo Repórter, formato então novo de reportagem que misturava jornalismo e documentário. Ficou à frente do programa pelos dez anos seguintes, voltou ao Jornal Nacional, retornou ao Globo Repórter entre 1986 e 1989, saiu de novo, e voltou uma última vez, permanecendo no comando até setembro de 2019.
Vinte e três anos com o mesmo programa, em pedaços diferentes de uma carreira
Somadas as três passagens, foram 23 anos apresentando o Globo Repórter, quase seis décadas depois de anunciar a hora certa numa rádio de interior. O que ligou as pontas dessa carreira não foi sorte: foi uma voz treinada desde jovem pra clareza e presença, testada primeiro no anúncio seco de um relógio, muito antes de qualquer estúdio de televisão.
A trajetória de Chapelin resume um caminho possível: começar na locução e chegar à bancada de TV. Quem quer trilhar esse percurso hoje encontra na Escola de Rádio o curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional.
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