Pular para o conteúdo
ER+ Escola de Rádio TV & Web
Voltar pro blogEsporte

A voz que ecoa no estádio não está na TV nem no rádio

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Homem de microfone na mão, com o braço erguido, fala para a arquibancada de um estádio durante um evento ao ar livre

Não é o narrador da TV nem o locutor do rádio: é o speaker do estádio, que anuncia escalação, gol e avisos para quem está nas arquibancadas. Conheça o locutor de arena e o mercado de eventos.

A torcida completa os sobrenomes em coro, o gol sai e uma voz grave anuncia quem marcou. Essa voz não é a do narrador da TV nem a do locutor do rádio: é o speaker do estádio, o locutor de arena, que fala para quem está ali dentro, sem microfone de transmissão. Quase ninguém pensa nessa profissão, mas ela existe e tem técnica própria.

O que faz o locutor de arena

Ele é a voz oficial do evento para o público presente. Anuncia as escalações, confirma os gols e as substituições, lê avisos e promoções, conduz o esquenta antes da partida e segura a energia da torcida nos intervalos. Não narra o jogo, quem está no estádio já está vendo. O papel dele é informar, organizar e empolgar as pessoas nas arquibancadas, do primeiro anúncio ao apito final.

Falar para um estádio é diferente de falar para uma câmera

O desafio é de outra natureza. Há o eco do espaço, que devolve a própria fala com atraso e obriga a um ritmo mais pausado. Há a energia de milhares de pessoas, que precisa ser conduzida sem ser cansada. E há o momento certo de entrar: nunca por cima de um lance, sempre na hora exata em que a informação importa. É locução presencial, sem segunda tomada e sem edição para corrigir depois.

Nem só de futebol vive essa profissão

A mesma função aparece em muito mais lugares que o estádio de futebol. Ginásios de vôlei e basquete, autódromos, eventos de luta, shows, desfiles, formaturas, convenções de empresa: todo grande evento com público tem um locutor oficial conduzindo. É um mercado de eventos inteiro, espalhado pelo ano e pelo país, que poucos associam à locução.

Por que isso exige técnica

Parece só gritar nomes ao microfone, mas o que sustenta a função é projeção, dicção, senso de tempo e a leitura de um público que muda de humor a cada lance, além de fôlego para aguentar o evento inteiro sem perder energia. Nada disso se aprende na arquibancada. Projeção, dicção, leitura de público e resistência se treinam nos cursos de locução da Escola de Rádio, do mesmo jeito que qualquer outra locução feita diante de gente, ao vivo.

Compartilhar

Receba novas postagens no seu email

Posts relacionados