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Voltar pro blogDicas de Estágio e Trabalho

Um reel comercial dura 90 segundos e um de narração pode passar de quatro minutos, e a diferença não é acaso

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Engenheiro de áudio observa, pela janela da cabine, um vocalista gravando na frente do microfone em estúdio profissional, ilustrando a gravação de um demo

Comercial, personagem e narração pedem demos de durações bem diferentes, cada um seguindo a praxe do mercado que vai ouvir. Além do tamanho certo por categoria, os erros de edição que entregam um demo amador antes mesmo de julgar a voz.

Um demo de locução comercial dura só 15 segundos por peça. Um demo de narração pode passar de dois minutos numa leitura só. A diferença não é capricho: cada mercado escuta a voz de um jeito diferente, e o tempo ideal muda conforme o trabalho que o demo representa.

Comercial e institucional pedem corte rápido

Reels desse tipo costumam durar de 90 a 120 segundos no total, mas nenhuma peça isolada passa de 15 segundos: o material reúne os melhores trechos de seis roteiros diferentes, um atrás do outro, pra mostrar registro comercial e institucional lado a lado sem cansar quem ouve.

Personagem e animação trocam fôlego por variedade

Uma amostra de personagem segue duração parecida, de 90 a 120 segundos, mas divide esse tempo entre 12 e 20 vozes distintas, cada uma com só 5 a 10 segundos. O desafio aqui não é aguentar uma única voz: é provar variação suficiente pra convencer um diretor de casting de que a mesma pessoa consegue soar como personagens diferentes.

Só narração pede fôlego longo

Um demo de narração foge da lógica de corte rápido: dura de 2 a 5 minutos, com leituras de 30 a 45 segundos cada. É o tipo em que o cliente quer justamente ouvir alguém manter ritmo e clareza por mais tempo, porque é isso que o trabalho real vai exigir depois.

A edição é onde o demo quebra

A Voice123, plataforma internacional de casting de voz, alerta que uma amostra gravada às pressas soa apressada mesmo quando quem grava não percebe isso. Os problemas de um demo, porém, quase sempre nascem na edição: cortar um trecho no meio de uma respiração, colar duas gravações com volume desigual, ou deixar uma transição seca demais entre um estilo e outro. O ouvido do cliente percebe esse tipo de corte antes mesmo de avaliar a voz em si.

Saber montar um demo assim, e entender por que cada praça de mercado espera uma duração diferente, é parte do que se trabalha ao longo do curso de Locução Profissionalizante da Escola de Rádio, que prepara o aluno pra gravar material com esse nível de acabamento.

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