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Uma rádio pirata interferiu na comunicação das torres de controle de Guarulhos e Congonhas

Por Arthur Jobim1 min de leitura
Emaranhado de antenas improvisadas e arame farpado no topo de um prédio antigo, contra um céu azul limpo, remetendo à estética de transmissões de rádio não oficiais

A Anatel fecha em média seis rádios piratas por dia no Brasil. Um caso recente mostra o risco real: uma emissora clandestina interferiu na comunicação das torres de Guarulhos e Congonhas.

A Anatel fecha, em média, seis rádios piratas por dia em todo o Brasil. Mesmo assim, a agência estima que cerca de quinze mil emissoras clandestinas continuam no ar agora, espalhadas pelo país.

Quando o problema deixa de ser só concorrência desleal

Uma rádio pirata compete de forma desleal com quem pagou pela outorga e cumpre as regras técnicas. O risco real é técnico: uma emissora clandestina que operou na frequência 93,5 MHz chegou a provocar interferência na comunicação das torres de controle dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, dois dos mais movimentados do país.

Transmitir sem autorização é crime previsto na Lei 9.472, de 1997, com pena de dois a quatro anos de detenção e multa de dez mil reais. A pena pode chegar a seis anos quando a interferência causa dano a terceiros, caso do episódio em Guarulhos e Congonhas. Pra operar de forma legal, uma emissora precisa de outorga do Ministério das Comunicações e de licença da Anatel pra usar a frequência.

Antes de pensar em outorga ou equipamento, quem quer trabalhar com isso a sério passa primeiro pelo microfone, aprendendo a controlar a própria voz no ar.

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