Pular para o conteúdo
ER+ Escola de Rádio TV & Web
Voltar pro blogCampanhas & Publicidade

A Justiça Eleitoral exige a propaganda de campanha pronta 48 horas antes de ir ao ar, e é esse prazo que comanda toda a produção

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Microfone profissional com fone de ouvido em primeiro plano, com tela de software de edição de áudio desfocada ao fundo em estúdio de gravação

A regra das 48h de antecedência da Justiça Eleitoral, somada ao calendário de registro de candidaturas, comprime toda a produção do horário eleitoral gratuito numa janela de poucos dias. O ofício por trás: locutores publicitários contratados especificamente pra campanha.

A Justiça Eleitoral exige que a mídia da propaganda eleitoral esteja pronta e entregue à emissora com pelo menos 48 horas de antecedência, em dias úteis, antes de entrar no ar. Se o partido atrasar, quem carrega o risco é a própria campanha: a emissora fica isenta de responsabilidade se transmitir um programa em desacordo com o mapa de mídia, desde que o prazo não tenha sido respeitado do lado de quem produziu.

O calendário não ajuda. Nas eleições de 2026, o tempo de antena de cada partido só pode ser calculado definitivamente depois de 15 de agosto, data final de registro de candidaturas, mas a propaganda no rádio e na TV já estreia em 28 de agosto. Entre saber quanto tempo cada campanha tem e entregar a primeira peça pronta, sobram poucos dias pra escrever, gravar, editar e aprovar dezenas de inserções e programas inteiros.

Quem grava não é sempre o candidato

Existe um ofício de locução dedicado especificamente a campanha política: locutores publicitários contratados por produtoras de áudio e vídeo pra gravar vinhetas de identificação e locução institucional das inserções, além da voz do próprio candidato. Uma orientação comum de mercado pra quem produz peça de rádio eleitoral é que o locutor tem cerca de quinze segundos pra prender o eleitor no início, e que o tom recomendado é natural, evitando o registro de discurso pra multidão.

Campanhas grandes costumam chegar ao início da veiculação já com vários programas prontos, incluindo formatos como depoimentos de eleitores captados em diferentes regiões do país antes mesmo do primeiro dia no ar, um jeito de driblar o prazo apertado produzindo material com antecedência, mesmo sem saber ainda o tempo exato de antena.

O tempo de propaganda política é regulado até o segundo, mas quem sustenta a produção inteira dentro desse prazo são locutores publicitários treinados pra escrever rápido, gravar rápido, e ainda soar como se não houvesse pressa nenhuma.

Compartilhar

Receba novas postagens no seu email

Posts relacionados