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Novo design deixa YouTube mais parecido com a experiência de ver TV

Designers do YouTube estão tentando reproduzir “o escurinho do cinema” em celulares ou notebooks.

Essa novidade é parte de uma atualização de design mais ampla da plataforma YouTube, do Google, que será lançada para seus dois bilhões de usuários nas próximas semanas.

As mudanças incluem botões agora redondos para curtir e se inscrever, além da opção de aumentar o zoom nos detalhes de um vídeo. Essas mudanças podem parecer sutis para alguns, mas são o design vencedor dentre mais de 100 propostas distintas. Elas também marcam uma importante mudança estratégica para o serviço de streaming.

Essa preocupação nasceu, em grande parte, por causa da interface utilitária e em blocos do YouTube, que os designers do Google concordam que ficou obsoleta. A impressão foi apenas confirmada pela pesquisa em andamento com usuários. Assim, por meio de uma série de sprints e reuniões de design, a equipe do YouTube reduziu 100 propostas a uma dúzia e depois a apenas uma.

REDESIGN INSPIRADO NA TV

O modo escuro do YouTube, que antes era cinza profundo, agora é preto profundo. Essa escolha foi estratégica. Inspirada no modo como as TVs geralmente são fabricadas – com molduras escuras que ficam em segundo plano para destacar as cores –, a nova interface do YouTube destina-se a tornar cada conteúdo mais vibrante e imersivo.

No entanto, a interface é muito mais do que uma moldura preta. Olhando para a borda do vídeo, o usuário consegue realmente ver a cor saindo sutilmente da janela de visualização. Consegue até ver a cor vazando através de alguns de seus botões.

Transmitir e processar dados extras de vídeo é o tipo de desafio que os engenheiros do YouTube preferem contornar, já que o tipo de dispositivo e a largura de banda variam muito entre os usuários ao redor do mundo.

Como solução, o Google substituiu o feed de vídeo em segundo plano pelos mesmos arquivos em miniatura que já estavam sendo puxados para sua barra de depuração, mas ampliados e desfocados em um fundo suave e opaco, para que o recurso não exigisse nenhum download extra para funcionar.

O ENGAJAMENTO ENCONTRA O CONFORTO

Além de recriar a experiência de assistir um vídeo, os designers também redefiniram a hierarquia de informações na tela. A mudança mais nítida é que o criador do vídeo foi movido para o topo da página e agora está ancorado com destaques abaixo do vídeo, enquanto o botão de inscrição fica ao lado do nome.

O tratamento brilhante do novo botão de inscrição quase salta da página, atraindo sua atenção para o clique. Já os botões de “gostei” e “não gostei” desceram uma fileira, com o baixo contraste deixando-os mais discretos.

Os botões retangulares e miniaturas dentro do aplicativo receberam um tratamento de canto arredondado. Sim, esse arredondamento é relativamente discreto, mas os designers insistem que a sutileza é exatamente o que as pessoas preferem. Um conceito amado, internamente apelidado de Bloobtoob, levou a estética arredondada ao extremo, com miniaturas borbulhantes e menus suspensos.

Mas o que mais gerou elogios ​​foram os muitos confortos adicionados à interface. Agora o usuário pode escolher o ponto do vídeo deslizando a barra inferior com o polegar, sem acionar um monte de outros controles que distraem.

Para vídeos mais longos, que impossibilitam a depuração precisa porque o menor toque do dedo pode avançar minutos em vez de segundos, foi criada uma “visualização em tira de filme” que permite escolher o ponto do vídeo com a precisão de um quadro.

No entanto, a atualização mais apreciada talvez venha a ser simplesmente a possibilidade de fazer zoom nos vídeos, para distinguir detalhes mais finos enquanto se assiste ao conteúdo – o que imagino que será tão benéfico para tutoriais de decoração de bolos quanto de dicas de reparo de bicicletas.

O Ambient Mode (modo ambiente) tem como objetivo fazer com que a experiência de uso do YouTube se pareça com a de assistir à TV preguiçosamente do sofá, mas as ferramentas de zoom e o botão para se inscrever nos canais imploram por mais interação, atenção e engajamento. São lembretes de que o YouTube, no fim das contas, é sempre alimentado pelo usuário.

Fonte: Fast Company Brasil

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