Pular para o conteúdo
ER+ Escola de Rádio TV & Web
Voltar pro blogTecnologia e Inovação

O microfone mais sensível nem sempre é o melhor para você

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Três microfones de estúdio diferentes em suportes anti-choque, vistos de baixo para cima dentro de uma sala de gravação com tratamento acústico no teto.

Dinâmico ou condensador? A escolha errada é a causa mais comum de gravação com eco ou ruído — e quase nunca é defeito do microfone. Entenda a diferença e qual usar em cada situação.

Você compra um microfone bom, grava em casa e o resultado vem cheio de eco e do barulho da rua. A primeira reação é culpar o aparelho. Quase sempre não é defeito dele: é que ele é do tipo errado para o lugar onde você grava. E essa escolha — entre os dois tipos mais comuns, dinâmico e condensador — decide o resultado antes de qualquer ajuste no computador.

A diferença em uma frase

O microfone dinâmico é menos sensível: ele "escuta" de perto e ignora boa parte do que está em volta. O condensador capta cada detalhe da voz — e também o ventilador, a rua, o eco da parede. Não existe melhor ou pior; existe o certo para cada situação. A sensibilidade que é qualidade num lugar vira problema no outro.

Quando usar cada um

  • Dinâmico — para ambiente sem tratamento. Se você grava num quarto comum, sem espuma na parede, ou num lugar com algum ruído, o dinâmico perdoa: pega a sua voz de perto e deixa o resto de fora. É o microfone clássico de rádio e de palco.
  • Condensador — para ambiente tratado e silencioso. Num estúdio com tratamento acústico, o condensador entrega uma voz rica, detalhada, encorpada. Mas ele só brilha se o ambiente estiver sob controle — senão, capta tudo o que você não quer.

Dois detalhes que pegam o iniciante

O condensador precisa de alimentação elétrica, a chamada phantom power (+48V), que vem da interface de áudio ou da mesa — sem ela, ele simplesmente não funciona. Já o dinâmico costuma pedir um ganho mais alto na entrada para a voz chegar com volume. Saber disso evita o clássico "comprei e não funciona" e a busca por defeito onde não há.

No fim, o microfone certo no lugar errado grava ruído caro: casar o equipamento com a acústica do ambiente é metade do trabalho. Entender essa relação é o tipo de coisa que se aprende na prática nos cursos de produção da Escola de Rádio, onde a teoria encontra o estúdio.

Compartilhar

Receba novas postagens no seu email

Posts relacionados