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Duas vezes por semana, bolinhas caindo de um globo decidem os prêmios da Loteria Federal ao vivo

Por Arthur Jobim1 min de leitura
Fileira de bolinhas numeradas de sorteio, brancas com números em azul e preto, refletidas sobre superfície espelhada com fundo verde-azulado

O sorteio da Loteria Federal ainda é feito ao vivo, com bolinhas numeradas caindo de um globo giratório, sem corte nem edição. Como funciona a mecânica que resiste à digitalização.

Duas vezes por semana, um sistema puramente mecânico decide quem leva prêmios em dinheiro da Loteria Federal: bolinhas numeradas caem de um globo giratório, ao vivo, no Espaço da Sorte, em São Paulo. A transmissão vai direto pros canais oficiais da Caixa e pro G1.

Como funciona o sorteio

O sorteio pode usar quatro globos, com bolas carregadas em fileiras, três repositórios de dez bolas cada e um de cem, ou, alternativamente, um único globo com dez bolas numeradas de zero a nove. É um sistema quase sem margem pra erro de operação, girando ao vivo enquanto praticamente todo o resto da televisão migrou pro digital.

O que impede um corte disfarçado

Nada é gravado, cortado ou editado: qualquer falha apareceria na hora, pro Brasil inteiro assistindo. Uma bola fora do lugar seria vista ao vivo, não escondida numa edição, e é isso, mais do que qualquer selo de auditoria, que sustenta a confiança no resultado.

Sustentar uma transmissão ao vivo, sem corte e sem segunda chance, é uma habilidade que se treina: é o que o curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional da Escola de Rádio ensina, na prática.

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