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Cientistas e ativistas emprestam a voz ao audioguia do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Por Arthur Jobim2 min de leitura
Visitante de museu usando fone de ouvido de audioguia, observando uma obra na parede de uma galeria, com outros visitantes desfocados ao fundo

O audioguia do Museu do Amanhã não é narrado por um locutor institucional único: cada bloco temático tem a voz de um especialista real, como o ecólogo Fábio Scarano.

O audioguia do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tem a voz de gente como o ecólogo Fábio Scarano e a ativista Jurema Werneck, cada um comentando o trecho da exposição ligado à própria área de conhecimento.

Por que cada bloco tem uma voz diferente

A lógica por trás disso é dar credibilidade de especialista ao conteúdo: cada bloco temático ganha a voz de quem entende do assunto na vida real. O MASP seguiu por um caminho parecido numa instalação sonora guiada pela artista Juçara Marçal, conhecida pelo trabalho com música e performance.

A técnica que não vem com o diploma de cientista

Gravar uma faixa de audioguia parece simples: é só ler um texto. Na prática, exige ritmo constante, dicção limpa e energia sustentada por vários minutos seguidos, sem cortar no meio pra respirar ou recomeçar, porque o visitante segue o percurso físico do museu no mesmo tempo em que ouve a narração. É a técnica que separa uma faixa fácil de acompanhar de uma cansativa, o quanto a pessoa entende do assunto pesa menos do que se imagina.

Ler um texto informativo com ritmo e clareza, sem soar robótico, é o tipo de entrega que se treina desde a base, num curso de locução.

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