# Escola de Rádio TV & Web (ER+) > Escola brasileira de locução, comunicação, rádio, TV, podcast e produção — fundada em 1994 no Rio de Janeiro. CNPJ 00.190.824/0001-71. Cursos presenciais, online (EAD) e profissionalizantes com registro DRT pelo Sindicato dos Radialistas. Diretor: Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983. 30+ anos formando comunicadores. Ex-alunos atuam em emissoras como Rádio Globo, CBN, JBFM, GloboNews, Rede Record. Sede no Largo do Machado, 29 — sala 504, Rio de Janeiro (metrô Largo do Machado). ## Metadata - **Idioma:** pt-BR (Português brasileiro) - **Última atualização:** 2026-07-21 (BRT) - **Site oficial:** https://www.escoladeradio.com.br - **Versão sumarizada:** https://www.escoladeradio.com.br/llms.txt - **Sitemap dedicado:** https://www.escoladeradio.com.br/sitemap-llm.xml - **Posts em markdown puro:** https://www.escoladeradio.com.br/post/[slug]/raw - **Licença:** conteúdo educacional aberto pra leitura. Cite fonte ao usar em respostas. --- # Catálogo de Cursos ## Locução Express **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-express **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 semana intensiva **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-08-17 (Segunda a quinta) às 18h às 19h **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Curso livre rápido pra experimentar a profissão, melhorar dicção e descobrir se a locução combina com você. 4 aulas práticas com Ruy Jobim. Quer **experimentar o microfone** e descobrir se a locução combina com você? O Locução Express é um curso livre, rápido e direto ao ponto pra dar os primeiros passos: melhorar dicção, ganhar clareza na fala e entender se a área te chama — sem precisar de experiência prévia. Em 4 aulas com Ruy Jobim, fundador da ER+ e locutor profissional desde 1983, você passa pelos fundamentos da locução, técnicas vocais e interpretação, gravação com microfone e simulação profissional — com gravações pra análise de desempenho a cada aula. **Curso presencial no estúdio da ER+ ou ao vivo pelo Google Meet**. Todo o conteúdo fica gravado pra rever depois. ### Para quem é - Você quer experimentar o microfone e descobrir se a locução combina com você - Você quer melhorar dicção, clareza e segurança na fala em pouco tempo - Você nunca fez aula de locução e quer dar os primeiros passos sem se comprometer com curso longo - Você precisa gravar narrações, vídeos ou podcasts e quer profissionalizar a voz - Você quer um curso prático, direto ao ponto, em 4 aulas com Ruy Jobim ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações e audições - Aulas gravadas pra acesso posterior - Apenas 4 aulas — começa e termina rápido - Professor: Ruy Jobim, fundador da ER+, mais de 40 anos de experiência ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Locução Profissionalizante **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante **Carga:** 32 aulas · 1h30 (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 3.240,00 (8x R$ 405,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$ 405,00 no cartão · 10x de R$ 324,00 no cartão · à vista R$ 3.078,00 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Próxima turma:** 2026-08-20 (Quinta-feira) às 10 às 11:30h **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Este curso já inseriu centenas de comunicadores no mercado audiovisual. Aqui ensinamos uma nova forma de comunicar — a voz natural, sem impostação. Este curso da Escola de Rádio já inseriu **centenas de comunicadores** no mercado audiovisual. Um curso diferente, porque ensina a pensar — não apenas a ler. > "Ensinamos uma interpretação clara e convincente nesta nova forma de comunicar. A voz natural, sem impostação." — Ruy Jobim, diretor de conteúdo da ER+ Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar de Estudos. ### Para quem é - Você quer entrar no mercado de locução com base técnica sólida e conquistar o DRT - Você já comunica nas redes ou trabalha com a voz e quer dar o passo profissional - Você quer narrar comerciais, audiobooks, documentários, podcasts e apresentar eventos - Você busca aprender com locutores e diretores ativos no mercado audiovisual - Você quer construir seu portfólio (demo) e entrar no mercado preparado de verdade ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real na Rádio Web da ER+ - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **DJ JR Morenno** — DJ e editor de áudio DJ e editor de áudio com mais de 30 anos de carreira, especialista em mixagem e tratamento de som. Professor de edição de áudio, ensinando técnicas práticas para produções profissionais. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Carla Matera** — Jornalista esportiva Jornalista com experiência em diversas emissoras, com destaque para programas e transmissões esportivas, além de trabalhos em mídia digital e produção de conteúdo. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Podcast Express **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-express **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-08-10 (Segunda a quinta) às 18h às 19h **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Transforme sua voz em um ativo digital estratégico. Aprenda a estruturar, produzir e posicionar um podcast em 4 aulas práticas com a especialista Érica Hildebrandt. Transforme sua voz em um **ativo digital estratégico**. Aprenda a estruturar, produzir e posicionar um podcast como ferramenta de autoridade, diferenciação e construção de marca. Da escolha do nicho ao lançamento do primeiro episódio, em 4 aulas práticas com a especialista Érica Hildebrandt — fundadora do Vamos Falar de IA e presidente da AnaMid RJ. Curso intensivo de uma semana, com projeto final: você sai com seu episódio-piloto gravado e publicado. ### Para quem é - Você quer transformar sua voz e sua expertise em um podcast com posicionamento estratégico - Você é especialista, criador ou profissional e quer construir autoridade no seu nicho - Você quer aprender o caminho completo do podcast: do nicho ao primeiro episódio publicado - Você tem uma marca, um curso ou um produto e quer usar podcast como ferramenta de marketing - Você procura um curso prático e direto: 4 aulas em 1 semana, com projeto final ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com projeto final - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com episódio-piloto pronto - Especialista convidada: Érica Hildebrandt (ABPOD, AnaMid RJ) ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. ## Apresentação de TV e Mídias Profissional **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional **Carga:** 32 aulas · 1:30h (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 3.240,00 (8x R$ 405,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$405,00 no boleto · 10x de R$ 324,00 no cartão · à vista R$ 3.230,00 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Próxima turma:** 2026-09-12 (Sábados) às 11:00 às 12:30h **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Saiba como se apresentar na TV e nas mídias digitais, treinando planos, iluminação, leitura e respiração. Tenha uma presença forte e segura diante das câmeras. O curso de Apresentação de TV capacita o aluno a atuar diante das câmeras com **domínio técnico, linguagem audiovisual e segurança na comunicação**. Ao longo da formação, são trabalhadas leitura de teleprompter, condução de entrevistas, improviso, gravações e apresentação ao vivo, com foco na adaptação da linguagem para TV, internet e demais mídias digitais. Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar de Estudos. ### Para quem é - Você quer apresentar programas de TV, lives ou vídeos com presença e técnica de verdade - Você grava conteúdo pra YouTube, Instagram ou TikTok e quer conduzir com naturalidade - Você sonha em entrar na TV ou em mídias digitais com base sólida e DRT - Você já é comunicador e quer dominar teleprompter, entrevistas e improviso ao vivo - Você quer construir um portfólio profissional de apresentação pra mostrar em testes ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real em estúdio com câmera e teleprompter - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. - **Paulo Garritano** — Jornalista e apresentador de TV Jornalista formado pela UniverCidade (RJ), começou na TV Globo em 1992 como repórter de esportes e depois editor. Foi repórter da TV Manchete e desde 1996 atua na TV Brasil — hoje gerente de esportes no Rio. Construiu carreira acadêmica como professor da Cândido Mendes, coordenador do núcleo de TV da Pinheiro Guimarães e diretor da Academia Brasileira de Televisão. Recebeu menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos (2010). ## Produção Profissionalizante **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante **Carga:** 32 aulas · 1h30 (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 3.240,00 (8x R$ 405,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$ 405,00 no boleto · 10x de R$ 324,00 no cartão · à vista R$ 3.078,00 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Aprenda a planejar, roteirizar, dirigir, organizar e produzir conteúdo profissional — com criatividade específica pra cada público. Os produtores são o coração de qualquer programa. Neste curso, você aprende a **planejar, roteirizar, dirigir, organizar e produzir** conteúdo profissional usando criatividade específica pra cada público. Ideal pra quem quer atuar em rádio, TV, podcasts, estúdios, YouTube e planejamento de mídias digitais. Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar. ### Para quem é - Você quer virar produtor profissional em rádio, TV ou podcasts - Já atua na comunicação mas precisa do Registro Profissional (DRT) - Quer aprender a planejar, roteirizar e dirigir conteúdo de verdade - Pensa em criar um podcast, canal ou programa com base sólida - Procura uma formação com professores que vivem o mercado agora ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real na Rádio Web da ER+ - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Fale Bem em Público **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/fale-bem-em-publico **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 (2x R$ 135,00) **Pagamento:** 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros · à vista R$ 256,50 (5% desconto) **Próxima turma:** 2026-08-24 (Segunda-feira) às 18:00 **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Vença o medo de falar em público em 4 aulas práticas com Ruy Jobim. Técnicas de voz, postura, ritmo e organização do pensamento — com gravações e feedback individual. Você não precisa nascer com *"dom"* pra falar bem. Precisa de **treino, acolhimento e técnica** — e é exatamente isso que este curso entrega. Em 4 aulas práticas, você vence o medo do palco, destrava a voz e aprende a se expressar com clareza e naturalidade — em reuniões, apresentações, vídeos ou no dia a dia. Comandado por Ruy Jobim, locutor profissional há mais de 40 anos e diretor da ER+. Curso intensivo de uma semana com gravações, audições e feedback individual. ### Para quem é - Você trava na hora de apresentar uma ideia em reunião, palestra ou roda de amigos - Você precisa gravar vídeos, lives ou aulas e quer parecer natural na frente da câmera - Você tem expertise mas sente que não consegue "vender" o que sabe quando fala - Você quer perder o medo do palco e ganhar presença de comunicador - Você procura um curso prático e direto: 4 aulas em 1 semana, com gravações e feedback ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações e feedback individual - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com confiança pra falar em público - Comandado por Ruy Jobim, diretor da ER+ e locutor há 40+ anos ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Interpretação para Locução **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/interpretacao-para-locucao **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Da leitura objetiva à criação de personagens. 4 aulas práticas com Dayse Richffer — atriz, dubladora e comunicadora — com gravações em estúdio e feedback individual. Aprenda a transformar qualquer texto em uma **mensagem viva e envolvente**. Da leitura objetiva do jornalismo à emoção construída de uma narrativa publicitária — e à criação de personagens em audiobook e dublagem. Em 4 aulas práticas com Dayse Richffer (Netflix, HBOMax, audiobooks), você sai com gravações no estúdio, feedback individual e técnica pra dar vida ao que lê. Da interpretação à gravação, em 4 dias intensivos. Curso 100% prático, com gravações reais e análise da turma. ### Para quem é - Você é locutor ou comunicador mas sente que sua voz "soa neutra demais" - Você quer entrar no mercado de dublagem, audiobook ou narração de documentários - Você grava conteúdo (podcast, vídeos, lives) e quer interpretar melhor o próprio texto - Você quer dar vida a campanhas publicitárias com emoção genuína (não fake) - Você procura técnica direta e prática: 4 aulas com gravações em estúdio e feedback individual ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações em estúdio e feedback individual - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com projeto pessoal gravado - Comandado por Dayse Richffer (Netflix, HBOMax, audiobooks) ### Professores - **Dayse Richffer** — Atriz e dubladora Atriz, dubladora e comunicadora. Trabalhou para Netflix, HBOMax, CCAA, plataformas de audiobooks, Antena 1 e Manchete (rádios). Ministra aulas de interpretação para locução. ## A Voz na Publicidade **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/voz-na-publicidade **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 sábado intensivo · 4h de aula **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Intensivão de sábado: técnica de locução publicitária e como entrar no mercado. Com Mônica Bittencourt, locutora publicitária e locutora da Rádio Mix Rio. O mercado publicitário fugiu do **vozeirão impostado**. As marcas hoje buscam naturalidade — a voz da pessoa ao lado, que conversa em vez de anunciar. Aprenda a dar o que o mercado quer. Em 1 sábado intensivo com Mônica Bittencourt (locutora publicitária e locutora da Rádio Mix Rio), você sai com técnica e estratégia pra começar a prospectar clientes. 4 horas intensivas de mercado e técnica. Tudo em um único sábado. ### Para quem é - Você quer trabalhar com locução publicitária mas não sabe por onde começar - Você já tem voz mas quer entender como o mercado de publicidade funciona de verdade - Você grava conteúdo (podcast, vídeos, reels) e quer técnica pra soar mais profissional - Você quer montar seu portfólio de voz e começar a prospectar clientes - Você procura um intensivão de sábado: teoria, prática e gravação em estúdio no mesmo dia ### Bônus inclusos - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 1 sábado intensivo: aluno sai com certificado no mesmo dia - Comandado por Mônica Bittencourt (Rádio Mix Rio) ### Professores - **Mônica Bittencourt** — Atriz, cronista e locutora publicitária Atriz, cronista e locutora publicitária. Atua na Rádio Mix. Ensina o que faz uma voz conquistar marcas e campanhas no mercado publicitário. ## Como Narrar Audiobooks **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/como-narrar-audiobook **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 semana intensiva **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-08-03 (segunda a quinta) às 18:00 **Modalidade técnica:** Presencial no Largo do Machado (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. 4 aulas práticas de terça a sexta. Dicção, ritmo, emoção, gravação — e feedback individual do professor. Com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983. O mercado de audiobooks explodiu — e o **narrador profissional** é peça-chave. Não basta ter voz bonita: as plataformas querem dicção limpa, ritmo certo e interpretação que transporte o ouvinte para dentro da história. Em 4 noites com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende a preparar a voz, trabalhar ritmo e emoção, entender os diferentes formatos — e grava seu portfólio no estúdio com feedback individual. De terça a sexta você sai com técnica, gravação e o primeiro passo real no mercado de narração. ### Para quem é - Você quer narrar audiobooks mas não sabe por onde começar — técnica, equipamento ou mercado - Você tem boa voz e dicção e quer transformar isso em trabalho real - Você produz conteúdo (podcast, vídeos) e quer dominar a técnica de narração profissional - Você quer gravar seus próprios projetos com qualidade de estúdio mesmo em casa - Você procura uma semana intensiva: de terça a sexta, sai com diploma e portfólio ### Bônus inclusos - Feedback individual do professor em cada gravação - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 noites intensivas: sai com diploma na semana - Comandado por Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983) ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Locução Básica **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-basica-ead **Duração:** 6 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 6 aulas online. Respiração, dicção, ritmo e técnica de microfone com Ruy Jobim. Comece agora, treine no seu tempo. A voz profissional não é um dom — é técnica. E toda técnica começa num ponto: respiração, dicção e ritmo corretos, aplicados de forma consistente até virarem reflexo. Em 6 aulas online com Ruy Jobim (profissional desde 1983), você aprende a base que todo locutor, narrador e apresentador precisa ter antes de avançar para qualquer especialização. Treine quando quiser, repita quantas vezes precisar — e construa do zero uma voz que soa como deveria soar. ### Para quem é - Você quer melhorar a voz e a dicção mas não sabe por onde começar - Você faz gravações, podcasts ou apresentações e quer soar mais profissional - Você tem interesse em locução mas quer primeiro testar online antes de ir presencial - Você precisa falar em público (reuniões, aulas, eventos) e quer mais clareza e segurança - Você quer um curso sólido e acessível pra construir uma base técnica real ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - Aulas com Ruy Jobim, locutor há mais de 40 anos no mercado - Base obrigatória antes de qualquer curso de voz avançado ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Locução Publicitária **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-publicitaria-ead **Duração:** 4 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). Aulas online gravadas. Estilos de locução publicitária, técnica persuasiva e como produzir sua gravação de portfólio (demo). A locução publicitária mudou. O announcer que gritava a oferta do dia cedeu espaço pra uma voz que conversa, convence e humaniza a marca sem perder a técnica de quem sabe o que está fazendo. Em 4 aulas com Ruy Jobim (profissional desde 1983), você aprende os estilos que o mercado busca hoje, a técnica por trás da persuasão vocal e como montar seu primeiro portfólio publicitário. No Rádio, TV, streaming ou digital o mesmo princípio se aplica: a voz certa no formato certo. ### Para quem é - Você quer trabalhar como locutor publicitário mas não conhece os estilos que o mercado busca - Você já tem alguma base de locução e quer especializar na área comercial - Você produz conteúdo e quer entender como a voz funciona na publicidade atual - Você quer gravar um demo tape publicitário profissional pra mostrar pra agências - Você precisa gravar comerciais no trabalho e quer fazer isso com técnica real ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - Aulas gravadas com Ruy Jobim, locutor desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Narração Esportiva **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-ead **Duração:** 10 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 377,00 (3x R$ 125,67) **Pagamento:** 3x de R$ 125,67 no cartão sem juros · ou R$ 377,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 10 aulas online. Narração ao vivo, técnica de gol, diferentes esportes e avaliação com Hugo Lago, da Rádio Globo e CBN. Narração esportiva é a forma mais exigente de locução ao vivo — você narra em tempo real, sob pressão, com milissegundos para reagir ao gol que acabou de acontecer. Em 10 aulas online com Hugo Lago (Rádio Globo e CBN), você aprende a técnica completa: de como construir a vibração do gol ao timing do improviso, do vocabulário técnico do futebol à narração de outros esportes. Na aula final, você grava parte de uma partida real e recebe avaliação individual do professor — o material que vai virar o seu portfólio. ### Para quem é - Você sonha em narrar esportes ao vivo mas não sabe por onde começar - Você faz narrações amadoras e quer elevar para o nível profissional - Você quer trabalhar em rádio, TV, streaming ou canais esportivos digitais - Você é apresentador ou comunicador e quer explorar o segmento esportivo - Você quer aprender com um dos maiores narradores em atividade no Brasil ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - Avaliação individual com Hugo Lago na aula final - 10 aulas com narrador da Rádio Globo e CBN ### Professores - **Hugo Lago** — Narrador esportivo Narrador esportivo com ampla experiência em rádio, tendo passado por grandes emissoras como a CBN e a Rádio Globo. Ministra aulas de narração esportiva EAD. ## Narração de Audiobooks **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-audiobook-ead **Duração:** 10 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 10 aulas online + Locução Básica EAD inclusa. Ficção, não ficção e infantil. Gravação de portfólio com Ruy Jobim. O mercado de audiobooks cresce mais de 20% ao ano — e o narrador profissional é o elo entre o texto e o ouvinte. Não basta ter voz bonita: as plataformas querem dicção limpa, ritmo certo e interpretação que transporta. Em 10 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende narração de ficção, não ficção e infantil, configura seu home studio básico e grava seu portfólio completo. Este curso inclui o Locução Básica EAD — o pré-requisito necessário pra quem está começando do zero. Tudo no mesmo acesso, sem custo adicional. ### Para quem é - Você quer narrar audiobooks mas não sabe por onde começar — técnica, gravação ou mercado - Você tem boa voz e quer transformar leitura em um trabalho real e remunerado - Você já narra mas quer aprender as técnicas profissionais de ficção, não ficção e infantil - Você produz conteúdo de voz e quer dominar a narrativa longa com qualidade de estúdio - Você quer montar um portfólio de narração e entrar no mercado de audiobooks ### Bônus inclusos - Inclui acesso ao curso Locução Básica EAD — pré-requisito já incluso no preço - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 10 aulas completas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Narração de Documentários **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-documentarios-ead **Duração:** 9 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 165,00 (3x R$ 55,00) **Pagamento:** 3x de R$ 55,00 no cartão sem juros · ou R$ 165,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 9 aulas online + Locução Básica EAD inclusa. Narração documental, ritmo, credibilidade e portfólio com Ruy Jobim. O narrador de documentário não é apenas uma voz — é o guia que conecta imagem, texto e emoção. Uma narração errada pode arruinar um documentário excelente. A certa, tornar uma história comum em algo que fica. Em 9 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende o equilíbrio entre neutralidade e emoção, a técnica de narrativa longa e como trabalhar com diretores e roteiristas em sessões profissionais. Este curso inclui o Locução Básica EAD — o pré-requisito necessário pra quem está começando do zero. Tudo no mesmo acesso, sem custo adicional. ### Para quem é - Você quer narrar documentários mas não sabe qual técnica usar — nem o que produtoras esperam - Você já tem base de locução e quer especializar em narração para vídeo e documentário - Você é produtor de vídeo e quer entender como funciona a narração por dentro - Você quer trabalhar com narração para empresas, canais do YouTube ou streaming - Você quer um portfólio de narração documental para se apresentar ao mercado ### Bônus inclusos - Inclui acesso ao curso Locução Básica EAD — pré-requisito já incluso no preço - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 9 aulas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Falar em Público sem Medo **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/falar-em-publico-ead **Duração:** 6 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 90,00 (3x R$ 30,00) **Pagamento:** 3x de R$ 30,00 no cartão sem juros · ou R$ 90,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 6 aulas online. Controle do medo, dicção, estrutura de discurso e improviso com Ruy Jobim. O medo de falar em público não é fraqueza — é fisiologia. O problema é quando ele comanda você no lugar de você comandar ele. Em 6 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende a entender o medo, controlar o corpo, estruturar o discurso e treinar o improviso — as ferramentas que transformam quem trava em quem domina a plateia. Isso se aprende. E se pratica. E vira reflexo. ### Para quem é - Você trava na frente de uma câmera ou de um grupo e quer se sentir seguro - Você precisa fazer apresentações no trabalho e quer parecer mais confiante - Você é professor, palestrante ou gestor e quer aprimorar a sua comunicação - Você tem boa voz mas perde o fio quando fala em público - Você quer eliminar o nervosismo pra sempre — não só controlá-lo ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 6 aulas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 - Técnicas aplicáveis imediatamente em reuniões, apresentações e eventos ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Adobe Audition na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/adobe-audition-ead **Duração:** 8 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 149,90 (2x R$ 74,95) **Pagamento:** 2x de R$ 74,95 no cartão sem juros · ou R$ 149,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 8 aulas online. Gravação, edição, tratamento de voz e masterização no Adobe Audition com Carlos Molla. O Adobe Audition é o software de referência no mercado profissional de áudio — usado em rádios, podcasts, estúdios de locução e pós-produção de vídeo em todo o Brasil. Em 8 aulas com Carlos Molla, você aprende da configuração inicial à masterização final: como gravar, editar, tratar a voz com EQ e compressão, remover ruídos e exportar nos formatos corretos para cada destino. Didático e direto ao ponto — sem enrolação, com o foco no que você vai realmente usar. ### Para quem é - Você grava locução, podcast ou vídeos e quer aprender a tratar o áudio com qualidade profissional - Você já usa o Audition mas quer entender os processadores de voz que fazem a diferença - Você quer produzir conteúdo de áudio sem pagar um engenheiro de som para cada projeto - Você trabalha em comunicação e precisa dominar o software mais usado em rádio e podcast - Você quer aprender de forma objetiva — sem vídeos de 8 horas sobre o mesmo assunto ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 8 aulas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - O software de áudio mais usado por profissionais de rádio e podcast no Brasil ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## SoundForge na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/soundforge-ead **Duração:** 3 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 129,90 (2x R$ 64,95) **Pagamento:** 2x de R$ 64,95 no cartão sem juros · ou R$ 129,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 3 aulas online. Edição, tratamento de voz e masterização no Sound Forge com Carlos Molla. O Sound Forge é um dos editores de áudio mais antigos e confiáveis do mercado — e ainda é a ferramenta de referência em muitas emissoras e estúdios de locução no Brasil. Em 3 aulas com Carlos Molla, você aprende da interface ao workflow completo: edição, tratamento de voz e masterização para broadcast, no software que os profissionais de rádio conhecem de cor. Direto ao ponto. Sem rodeios. ### Para quem é - Você usa o Sound Forge mas não aproveita nem metade do que ele oferece - Você quer aprender edição de áudio num software clássico ainda amplamente usado em emissoras - Você grava locução ou podcast e quer tratar o áudio com precisão sem migrar de software - Você quer aprender de forma objetiva — 3 aulas direto ao ponto, sem enrolação - Você trabalha em rádio ou produção de áudio e quer dominar o workflow profissional do Sound Forge ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 3 aulas objetivas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - Software clássico ainda muito usado em emissoras e estúdios profissionais ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## OBS na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/obs-na-pratica-ead **Duração:** 9 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 129,90 (2x R$ 64,95) **Pagamento:** 2x de R$ 64,95 no cartão sem juros · ou R$ 129,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 9 aulas online. Configuração completa do OBS Studio para live streaming, gravação e transmissão profissional com Carlos Molla. O OBS Studio é o software de transmissão mais usado no mundo — gratuito, poderoso e adotado por profissionais de rádio, TV, streaming e criadores de conteúdo. Em 9 aulas com Carlos Molla, você aprende do zero: configuração de cenas, captura de áudio e vídeo, overlays, chroma key, streaming para YouTube e Twitch, gravação local e o workflow completo de uma transmissão profissional. Você sai do curso sabendo operar o OBS com confiança — e sem depender de ninguém pra ir ao ar. ### Para quem é - Você quer fazer lives mas não sabe configurar o OBS nem por onde começar - Você já usa o OBS mas quer dar um salto de qualidade na produção das suas transmissões - Você é locutor, apresentador ou professor online e quer transmitir com produção profissional - Você quer gravar aulas, cursos ou podcasts em vídeo com qualidade de estúdio - Você quer dominar o software de streaming sem gastar nada — o OBS é gratuito e open source ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 9 aulas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - OBS Studio é gratuito e open source — zero custo adicional com software ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## Narração Esportiva nos Estúdios Rádio Globo RJ **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo **Duração:** 8 semanas **Preço curso:** R$ 1.600,00 (2x R$ 800,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 2x de R$ 800,00 no boleto · 5x de R$ 320,00 no cartão sem juros · à vista R$ 1520,00 (5% desconto, PIX ou boleto) Curso exclusivo de narração esportiva nos estúdios da Rádio Globo RJ. 8 aulas presenciais com Hugo Lago. Imersão no ambiente real da rádio profissional. Se você é apaixonado por esportes e sempre sonhou em se tornar um narrador, **esse curso é único no Brasil**. Aulas 100% práticas dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ, com Hugo Lago — narrador da Rádio Globo RJ e da CBN — ensinando do zero ao mercado. Narração esportiva é arte que envolve técnica, conhecimento, emoção — e muita prática. Aqui você passa por tudo: bases da locução, vocabulário esportivo, timing, ritmo, escolha das palavras certas pra descrever cada jogada, criação de clímax na jogada de perigo, improviso na medida certa. ### Para quem é - Você é apaixonado por esportes e quer profissionalizar essa paixão na narração - Você quer aprender narração esportiva no ambiente real de uma rádio — não em sala de aula simulada - Você quer ser avaliado direto por Hugo Lago, narrador da Rádio Globo RJ e CBN, com feedback individual - Você quer técnica, vocabulário e timing — não só o entusiasmo - Você procura um curso prático, presencial e exclusivo, dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ ### Bônus inclusos - Aulas 100% presenciais nos estúdios da Rádio Globo RJ — único no Brasil - Avaliação individual de Hugo Lago em cada gravação enviada - Tira-dúvidas direto com Hugo Lago pelo WhatsApp durante o curso ### Professores - **Hugo Lago** — Narrador esportivo Narrador esportivo com ampla experiência em rádio, tendo passado por grandes emissoras como a CBN e a Rádio Globo. Ministra aulas de narração esportiva EAD. --- # Demo Profissional com Ruy Jobim **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/demo **Tipo:** serviço (não é curso) · Sessão privada · Presencial **Preço:** R$ 350 — cobrança avulsa, NÃO abate em matrícula de curso **Duração:** até 2h de atendimento **Local:** estúdio da Escola de Rádio no Largo do Machado, 29 — sala 504, Rio de Janeiro **Modalidade:** somente presencial (sem opção online) **Marcação:** WhatsApp da secretaria — (21) 99117-7784 A demo é uma sessão de gravação **guiada ao vivo pelo Ruy Jobim**, fundador e diretor da Escola de Rádio (40+ anos de mercado de locução no Rio de Janeiro). O aluno chega no estúdio e o Ruy direciona a gravação de acordo com o nicho que ele quer atacar — comercial, narração esportiva, audiobook, publicitária, podcast, etc. ## Pra quem é - Locutor que **já tem base** (cursou locução ou tem prática) e quer material profissional pra mandar pra estúdios, produtoras e agências. - Profissional que **tem demo antiga** e quer atualizar com curadoria de quem conhece o que o mercado pede agora. - Quem está **mudando de nicho** (rádio→publicidade, narração→audiobook, etc.) e precisa de demo no segmento novo. ## O que o aluno leva da sessão - Gravação em estúdio profissional (mesmo estúdio onde o Ruy gravou comerciais e jingles em rede nacional). - Curadoria do Ruy ao vivo (tom, ritmo, escolha de textos, direcionamento por nicho). - Direcionamento de mercado de quem viveu 40+ anos no setor de locução do RJ. - O material da sessão pertence ao aluno — secretaria combina formato e entrega. ## Por que vale R$ 350 O valor é pelo conhecimento e curadoria do Ruy Jobim na hora da gravação. Não é um curso (cursos seguem a tabela própria da escola e dão certificado/DRT). A demo é serviço pontual com o diretor. ## Como funciona (4 passos) 1. **Manda WhatsApp pra secretaria** — conta brevemente o objetivo (qual nicho quer atacar, sua experiência). Resposta em até 1 dia útil. 2. **Combinam data e horário** — a secretaria alinha um dia que cabe na agenda do Ruy. 3. **Aluno vai ao estúdio** — presencial no Largo do Machado (RJ), grava com o Ruy guiando ao vivo. 4. **Sai com a gravação** — combina com a secretaria o formato e como receber. ## FAQ rápido - **Tem versão online?** Não. Só presencial — o valor está em estar no estúdio profissional com o Ruy ajustando direto. - **Precisa ter experiência?** Sim, alguma base. Se você nunca gravou, antes vale fazer Locução Express, Voz na Publicidade ou similar. - **Que tipo de demo posso gravar?** Comercial, publicitária, narração, audiobook, podcast, esportiva — qualquer nicho. - **Abate em curso?** Não. Demo e cursos são produtos separados. - **Pode usar em portfolio?** Pode, é do aluno. ER+ não cobra direito de uso. --- # Podcasts ER+ A Escola de Rádio mantém um hub de podcasts em https://www.escoladeradio.com.br/podcasts com episódios sobre histórias do rádio brasileiro, locução, comunicação e bastidores da voz. Cada episódio tem player próprio com waveform, show notes ricos, transcrição clicável e capítulos. Distribuído também no Spotify, YouTube e Apple Podcasts. ## Ruy Jobim Podcast **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/ruy-jobim **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 49 **Spotify:** https://open.spotify.com/show/6vreXnPYpDDBMcnrPULgf4 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Histórias de quem viveu o rádio brasileiro de dentro — e tem o que contar. Com orgulho, vivi intensamente os anos 80. Acredite, fui até famoso quando era locutor de rádio. Em nova fase da vida, que chamo de outra encarnação, me dedico a formar novos comunicadores. Na internet, no rádio, nas empresas e onde a "fala" puder entrar. Conte comigo nos cursos da Escola de Rádio e nas mentorias. Preparo você para qualquer desafio. Aqui falo sobre sonhos possíveis, comunicação em qualquer mídia, música e também sobre tecnologia. Meu mantra é "O mundo trata melhor quem fala bem". Preparo você para qualquer desafio. @ruyjobim ## Rádio Retrô **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/escola-de-radio-retro **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 4 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Os pioneiros e momentos que moldaram o rádio brasileiro. Histórias dos pioneiros e momentos icônicos do rádio brasileiro. Cada episódio mergulha numa figura ou movimento que moldou a comunicação no Brasil — de Ademar Casé a Big Boy. ## Papo com Ruy **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/papo-com-ruy **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 41 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Conversas com quem faz a comunicação acontecer. Ruy Jobim conversa com convidados do mundo do rádio, teatro, literatura e comunicação. Entrevistas curtas e diretas com profissionais que estão construindo cultura no Brasil — atores, autores, locutores, produtores e gente de bastidor. ## Episódios recentes (últimos 60) ### Papo com Ruy #94: Dáurea Gramático: por trás do livro sobre Antônio Carlos **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-94-daurea-gramatico-por-tras-do-livro-sobre-antonio-carlos **Publicado:** 2025-12-08 · 56min **Tópicos:** antonio-carlos, historia-do-radio, biografia, daurea-gramatico, vozes-que-fizeram-o-brasil, escola-de-radio, comunicacao, apresentacao-de-tv **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=RlCHYhNyizk > Podcast Especial – 31 Anos da Escola de Rádio TV & Web Em comemoração aos 31 anos da Escola de Rádio TV & Web, Ruy Jobim recebe a jornalista e escritora Dáurea Gramático para uma conversa que vai muito além da divulgação editorial. O ponto de partida é o livro "Antonio Carlos – O Despertador do Brasil", biografia que reconstrói a trajetória de um dos comunicadores mais influentes da história do rádio brasileiro. Mas o que a conversa entrega, na real, é um retrato do ofício de fazer rádio numa época em que a voz tinha peso de instituição — e do que sobra desse legado para quem está começando hoje. Dáurea destrincha o processo de pesquisa, as escolhas narrativas e os encontros que moldaram o livro: a apuração com a família, o garimpo de arquivos, as memórias de bastidor que não cabem no mito oficial. Ruy puxa o fio para o lado humano — o Antonio Carlos fora do microfone, as manias, as relações, o sujeito que acordava o Brasil antes do Brasil acordar. A conversa ganha corpo quando o episódio assume sua função pedagógica: os alunos do curso de Apresentação de TV participam ao vivo, fazendo perguntas e vivenciando, na prática, a dinâmica de um programa real. Vale ouvir porque o episódio funciona em três camadas ao mesmo tempo: é uma aula sobre biografia jornalística, um documento afetivo sobre uma figura que moldou gerações de locutores, e uma estreia — a da série "Vozes que Fizeram o Brasil", que promete revisitar comunicadores que construíram a cultura de massa do país. Para quem trabalha com voz, rádio ou comunicação, é material de estudo. Para quem só gosta de uma boa história contada com calma, também serve. ### Destaques - Conhecer os bastidores da pesquisa do livro "Antonio Carlos – O Despertador do Brasil" - Entender o impacto do radialista Antonio Carlos em gerações de comunicadores brasileiros - Acompanhar a estreia da série "Vozes que Fizeram o Brasil" - Ver alunos do curso de Apresentação de TV participando ao vivo do programa - Mergulhar em memórias afetivas e curiosidades raramente contadas sobre o rádio brasileiro - Celebrar os 31 anos da Escola de Rádio com uma conversa autoral e sem cortes ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais humana e completa de Antonio Carlos, para além do mito do microfone - Aqui você aprende como uma biografia jornalística é construída — da apuração à narrativa - Você sai entendendo por que a voz e a presença no rádio ainda são ferramentas culturais relevantes - Você leva referências concretas para estudar a história da comunicação no Brasil --- ### Papo com Ruy #93: Ruy Jobim e Julio Barbosa **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-93-ruy-jobim-e-julio-barbosa **Publicado:** 2025-11-26 · 13min **Tópicos:** papo-com-ruy, escola-de-radio, professores, julio-barbosa, locucao, ensino-de-radio, bastidores **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=HZi481-IcLc > Bate papo com o professor Julio Barbosa (@liojuba) Conheça um pouco mais dos professores da Escola de Rádio Neste episódio rápido do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Julio Barbosa, o @liojuba, em uma conversa de bastidor sobre o ofício de ensinar rádio. É um daqueles papos curtos que funcionam como cartão de visita: em pouco mais de quatorze minutos, o ouvinte conhece o professor por trás da grade da Escola de Rádio, entende de onde vem sua trajetória e por que ele decidiu transformar microfone em sala de aula. O tom é despretensioso, direto, sem firulas. Ruy puxa o fio e deixa Julio contar sua história no ritmo dele — formação, primeiros trabalhos, manias de locutor, cacoetes de professor, o que aprendeu errando ao vivo e o que tenta passar para quem hoje senta do outro lado do vidro. É menos uma entrevista formal e mais uma conversa de corredor que alguém teve a boa ideia de gravar. Vale ouvir por dois motivos. O primeiro é prático: se você está pensando em estudar rádio, locução ou comunicação, esse episódio te apresenta um dos professores da casa de um jeito que nenhuma página institucional conseguiria. O segundo é afetivo — é a Escola de Rádio se mostrando por dentro, com as pessoas que fazem o som acontecer falando das próprias escolhas. Curto, honesto e útil para quem quer entender quem está do outro lado do ensino. ### Destaques - Conhecer Julio Barbosa, professor da Escola de Rádio, fora do ambiente de aula - Entender a trajetória dele no rádio antes de virar educador - Ouvir como locutor experiente pensa o ensino de voz e comunicação - Ver de perto o time de professores que sustenta a Escola de Rádio - Acompanhar uma conversa curta, direta e sem roteiro engessado ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma ideia clara de quem é Julio Barbosa e o que ele ensina - Você entende melhor a filosofia da Escola de Rádio através de quem dá aula nela - Você termina com referências de um profissional ativo do mercado para seguir e estudar --- ### Rádio Retrô #92: Ruy Jobim e Haroldo de Andrade: o legado e a despedida **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-92-ruy-jobim-e-haroldo-de-andrade-o-legado-e-a-despedida **Publicado:** 2025-01-23 · 11min **Tópicos:** haroldo-de-andrade, ruy-jobim, radio-globo, historia-do-radio, radio-am, despedida, legado, comunicacao **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Y4Zx6-mrwGY > Neste vídeo, Ruy Jobim reflete sobre a história de Haroldo de Andrade, uma das vozes mais marcantes do rádio brasileiro Em pouco mais de doze minutos, Ruy Jobim faz o que poucos comunicadores se permitem fazer no rádio brasileiro: parar para olhar com calma a despedida de um colega de microfone. O episódio é construído como um tributo a Haroldo de Andrade, locutor que atravessou décadas da Rádio Globo e ajudou a desenhar o que entendemos hoje por radiojornalismo popular no Rio de Janeiro. Ruy resgata a trajetória do amigo, recupera trechos de memória afetiva e organiza, em voz pausada, a inquietação que Haroldo carregou até o fim — a de não ter tido o espaço, a hora marcada e o microfone aberto para se despedir dos ouvintes que o acompanharam por uma vida inteira. O tom é o de quem está conversando ao pé do ouvido, não o de quem está fazendo necrológio. Ruy entrega o relato pessoal de Haroldo sobre os três anos em que ficou afastado do ar, sobre a dor silenciosa de ver uma emissora encerrar suas atividades sem o ritual da despedida, e sobre como, mesmo assim, a voz continuou encontrando novos caminhos. Há ali um retrato delicado da relação entre comunicador e ouvinte — esse contrato afetivo que não cabe em planilha de programação e que, quando rompido sem aviso, deixa marca dos dois lados do rádio. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é um documento curto sobre um capítulo importante e mal contado da história recente do rádio brasileiro: o fim do AM tradicional carioca e a saída do ar da Rádio Globo. Segundo, porque Ruy Jobim transforma uma homenagem em aula prática sobre o que faz uma voz durar — escuta, presença e a teimosia de não se calar quando o estúdio fecha as portas. ### Destaques - Reconstituir a trajetória de Haroldo de Andrade no rádio brasileiro - Ouvir, do próprio Haroldo, a mágoa de não ter podido se despedir dos ouvintes - Revisitar o último programa da Rádio Globo e o encerramento de uma era do AM - Entender os três anos em que Haroldo ficou afastado do microfone - Discutir o vínculo afetivo entre locutor e ouvinte como patrimônio do rádio - Celebrar o legado de uma das vozes mais marcantes da comunicação brasileira ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura humana sobre como o rádio se despede — ou deixa de se despedir — dos seus ouvintes - Aqui você entende por que o fim da Rádio Globo não foi só uma decisão de empresa, mas um corte numa relação de décadas - Você leva uma referência concreta de Haroldo de Andrade como caso de estudo de longevidade e resiliência no microfone - Aqui você reflete sobre o que sobra de um comunicador quando a emissora acaba: a voz, o vínculo e o legado --- ### Ruy Jobim Podcast #91: Saúde Física e Mental **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-91-saude-fisica-e-mental **Publicado:** 2024-11-28 · 7min **Tópicos:** mudança, saúde, saude-mental, saude-fisica, bem-estar, comunicadores, autoconhecimento, rotina-no-radio, fama-e-sucesso **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/62---EPISDIO-04---SADE-FSICA-E-MENTAL-e2rkhnt > Bem-vindo ao nosso quarto episódio. Hoje, vamos falar sobre um tema fundamental para qualquer pessoa que esteja passando por mudanças na vida, especialmente para aqueles que já viveram momentos de fama e sucesso e agora buscam uma forma de se reconectar consigo mesmos. No quarto episódio do Ruy Jobim Podcast, o diretor da Escola de Rádio TV & Web puxa a conversa para um terreno que costuma ficar de fora dos manuais de comunicação: o corpo e a cabeça de quem trabalha com a voz. Em pouco mais de oito minutos, Ruy parte de uma observação simples — toda mudança de vida cobra um preço físico e emocional — para destrinchar como esse preço aparece, em particular, na trajetória de quem viveu fama, holofote e sucesso e, em algum momento, precisa reaprender a se ouvir longe do microfone. O tom é de conversa de bastidor, quase de mentor com aluno depois da aula. Ruy mistura observação de quem dirige a Escola desde 1994 com uma sensibilidade rara no meio: a de tratar o profissional do rádio como gente inteira, e não como ferramenta de produção. Ele fala sobre o cansaço que vem disfarçado de produtividade, sobre a ansiedade que mora dentro do estúdio e sobre a importância de recolocar a saúde — física e mental — no centro da rotina criativa, antes que o esgotamento chegue cobrando juros. Vale ouvir porque é um episódio curto, direto, que funciona tanto para o comunicador veterano quanto para quem está começando agora. É menos uma palestra de autoajuda e mais um lembrete prático: a voz que vai ao ar é sustentada por um corpo que dorme, come, se mexe e processa emoções. Quando esse corpo entra em colapso, o microfone percebe primeiro. ### Destaques - Tratar saúde física e mental como parte do ofício de quem vive de comunicação - Olhar para o impacto emocional de quem já passou por fama e sucesso e busca reconexão - Reconhecer sinais de esgotamento na rotina de quem trabalha com a voz - Refletir sobre transições de vida e o custo invisível de cada mudança - Lembrar que cuidar do corpo é também cuidar do som que vai ao ar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com a noção de que voz, corpo e mente são um sistema só — e que descuidar de um afeta os outros - Aqui você aprende a enxergar a saúde mental como ferramenta de trabalho, não como item de luxo - Você sai com a provocação de revisar sua própria rotina e identificar onde o desgaste está disfarçado de produtividade --- ### Ruy Jobim Podcast #90: Aceitando a Mudança **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-90-aceitando-a-mudanca **Publicado:** 2024-11-09 · 8min **Tópicos:** mudança, propósito, futuro-do-passado, aceitacao, proposito-de-vida, carreira-no-radio, fama-e-esquecimento, reinvencao, saude-mental, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/61---EPISDIO-03---ACEITANDO-A-MUDANA-e2qot70 > Neste episódio mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. Neste episódio: ACEITANDO A Ruy Jobim abre o terceiro episódio do seu podcast olhando para um lugar que pouca gente tem coragem de encarar de frente: o que acontece com quem já viveu o auge e, de repente, descobre que os holofotes apagaram. Não é um episódio sobre fama em si, é sobre o vazio que vem depois dela — sobre a hora em que o aplauso silencia, o telefone para de tocar e a pessoa precisa decidir o que fazer com a vida que sobrou. Em nove minutos densos, ele atravessa essa travessia psicológica com a calma de quem viu muita gente passar por ela nos corredores do rádio brasileiro. O tom é confessional, quase de conversa de bastidor. Ruy não trata o esquecimento como tragédia nem como destino inevitável: trata como uma transição que exige um trabalho interno duro, mas necessário. Ele fala da identidade que se constrói em cima do palco e da conta que chega quando essa identidade some — e propõe que o caminho de saída passa por aceitar a mudança, não negá-la. Aceitar não como rendição, mas como o primeiro passo para reorganizar o sentido da própria vida. Vale ouvir mesmo se você nunca pisou num estúdio. O episódio é sobre auge e queda, sim, mas também sobre qualquer ciclo que termina: uma carreira que muda de fase, um projeto que acabou, uma versão de você que não cabe mais. Ruy entrega o assunto sem terapeutismo barato e sem nostalgia rancorosa, mirando direto na pergunta que importa: depois que o que te definia some, quem é que você vira? ### Destaques - Mergulhar na cabeça de quem já brilhou e hoje convive com o esquecimento - Discutir por que o auge cobra um preço quando termina - Mostrar que a identidade construída sobre o palco precisa ser reconstruída fora dele - Tratar a aceitação não como derrota, mas como ponto de partida - Apontar caminhos para encontrar um novo propósito depois que o aplauso silencia ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que negar a mudança é o que mais machuca em transições de carreira - Aqui você aprende a separar o que você faz daquilo que você é — e por que essa distinção salva - Você sai com uma chave prática: aceitar primeiro, redirecionar depois - Você passa a enxergar o fim de um ciclo como matéria-prima de um próximo, não como epitáfio --- ### Ruy Jobim Podcast #89: A Perda da Identidade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-89-a-perda-da-identidade **Publicado:** 2024-10-31 · 14min **Tópicos:** perda-de-identidade, proposito-de-vida, bastidores-do-radio, fama-e-esquecimento, reinvencao-pessoal, carreira-na-comunicacao, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/60---EPISDIO-02---A-PERDA-DA-IDENTIDADE-e2qcuij > Meu novo podcast onde mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. Neste episódio: A PER No segundo episódio do Ruy Jobim Podcast, o veterano diretor da Escola de Rádio mergulha em um tema que poucos comunicadores têm coragem de encarar de frente: o que sobra de uma pessoa quando o microfone se desliga, a luz vermelha apaga e o nome dela some das escalas. Ruy chama isso de perda da identidade — esse momento em que alguém que passou a vida inteira sendo apresentado por um locutor de plantão, reconhecido em padaria e parado no sinal para autógrafo, de repente percebe que virou apenas mais um na multidão. E descobre, no susto, que durante décadas confundiu o que faz com quem é. Em catorze minutos densos, o episódio funciona como uma conversa de bastidor com quem já viu muita gente subir, brilhar e despencar do estrelato — no rádio, na TV, na música, no esporte. Ruy desmonta a ideia romântica de que o auge dura para sempre e fala, sem rodeios, sobre o vazio que vem depois: a agenda que esvazia, o telefone que para de tocar, o ego que precisa aprender a viver sem aplauso. Mais do que diagnóstico, o episódio é um convite prático à reinvenção — porque, como ele defende, encontrar um novo propósito não é privilégio de artista decadente, é tarefa de qualquer adulto que viveu um ciclo intenso e precisa abrir o próximo. Vale ouvir por dois motivos: primeiro, pela autoridade de quem formou centenas de profissionais do rádio brasileiro desde 1994 e viu, de camarote, gerações inteiras passarem pelo ciclo fama-esquecimento. Segundo, porque o episódio não fica preso ao mundo da comunicação — qualquer pessoa que já se identificou demais com um cargo, um time, uma função ou uma fase da vida vai se reconhecer no que Ruy descreve. ### Destaques - Entender por que tanta gente que brilhou no estrelato adoece quando os holofotes apagam - Separar o que você faz daquilo que você é — uma distinção que o sucesso costuma apagar - Reconhecer os sinais da perda de identidade antes que ela vire crise - Olhar com franqueza para o vazio que vem depois do auge profissional - Começar a desenhar um novo propósito de vida sem depender de aplauso externo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que identidade construída só sobre profissão é um alicerce frágil - Aqui você aprende a enxergar a saída dos holofotes como transição, não como fim - Você leva uma provocação honesta sobre o que sustenta sua autoestima quando o reconhecimento externo some --- ### Ruy Jobim Podcast #88: Encontrando um Propósito **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-88-encontrando-um-proposito **Publicado:** 2024-10-31 · 8min **Tópicos:** proposito-de-vida, esquecimento, estrelato, identidade, ruy-jobim, reinvencao, episodio-de-estreia **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/59---EPISDIO-01---ENCONTRANDO-UM-PROPSITO-e2qctsm > Seja bem-vindo(a) ao meu novo podcast, onde mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. No episódio de estreia do Ruy Jobim Podcast, o veterano diretor da Escola de Rádio TV & Web abre as portas de um projeto que promete ser diferente de tudo que ele já fez no rádio brasileiro. Em apenas nove minutos, Ruy estabelece o pacto com o ouvinte: este não vai ser mais um programa de bastidores nostálgicos do dial. É uma investigação franca, quase íntima, sobre o que acontece com quem brilhou alto no estrelato e, depois, precisou aprender a viver longe do microfone aceso e dos holofotes apontados. A escolha do tema de abertura não é casual. Antes de entrevistar os personagens que virão pela frente, Ruy se posiciona — fala sobre a vertigem do silêncio que vem depois do auge, sobre a identidade construída em cima de um trabalho que um dia acaba, e sobre a pergunta que assombra qualquer artista, comunicador ou profissional que viveu sob luz forte: e agora, o que eu faço da minha vida? O episódio funciona como manifesto e como bússola, indicando o território que o podcast vai cavar nas próximas temporadas. Vale ouvir porque é raro encontrar um comunicador com 30+ anos de estrada disposto a falar de propósito sem o verniz de palestra motivacional. Ruy traz a voz de quem viu colegas subirem, caírem e sumirem — e está mais interessado em entender o que sobra de uma pessoa quando o palco se apaga do que em celebrar conquistas passadas. Curto, direto e com a densidade de quem sabe editar para o tempo do ouvinte. ### Destaques - Apresentar o conceito do podcast: ouvir quem já brilhou e hoje vive longe dos holofotes - Discutir o vazio identitário que vem depois do auge profissional - Defender que propósito não é cargo nem fama, e sim algo que se reconstrói - Estabelecer o tom editorial da série: investigativo, humano, sem nostalgia barata - Marcar a posição de Ruy Jobim como entrevistador e testemunha de 30+ anos de rádio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo a tese central da série: o que acontece com a alma de quem perdeu o palco - Aqui você encontra um convite para repensar a própria relação entre identidade e trabalho - Você sai com uma régua nova para medir o que é, de fato, um propósito de vida — versus o que era apenas exposição --- ### Rádio Retrô #87: Ademar Casé: o pioneiro do rádio comercial no Brasil **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-87-ademar-case-o-pioneiro-do-radio-comercial-no-brasil **Publicado:** 2023-09-25 · 13min **Tópicos:** ademar-case, historia-do-radio, radio-comercial, programa-case, jingle, publicidade, pioneiros-do-radio, radio-brasileiro **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Fg7BeygbOxk > Neste episódio emocionante de "Escola de Rádio Retro", mergulhamos na vida e no legado de Ademar Casé, uma figura icônica da rádio e da televisão brasileira Em um país onde o rádio chegou primeiro como experimento educativo e depois virou paixão nacional, foi preciso alguém para dar o empurrão decisivo: transformar a transmissão num negócio sustentável, capaz de pagar artistas, atrair anunciantes e gerar audiência cativa. Esse alguém foi Ademar Casé. Neste terceiro episódio de Escola de Rádio Retrô, Ruy Jobim resgata a trajetória do pernambucano que, em 1932, colocou no ar o Programa Casé — marco zero do rádio comercial brasileiro — e, no caminho, inventou ou consolidou práticas que até hoje sustentam a indústria do entretenimento no país. O episódio costura a biografia de Casé com o nascimento de uma linguagem inteiramente nova. Foi ele quem entendeu que rádio não era apenas leitura de notícias e execução de música mecânica: era vínculo emocional, era marca, era fidelização. Pagou cachê em vez de tratar artistas como amadores de boa vontade. Inventou a exclusividade contratual, fechando talentos sob seu programa. E, talvez sua contribuição mais decisiva para a cultura pop brasileira, encomendou o primeiro jingle — abrindo a porteira para décadas de publicidade cantada que viraria trilha sonora do cotidiano nacional. Com narração de Ruy Jobim e depoimento de Raphael Casé, neto do biografado, os 14 minutos misturam pesquisa histórica e memória familiar. Vale ouvir para entender que o rádio brasileiro não 'aconteceu' — foi construído, decisão por decisão, por figuras dispostas a apostar em um meio que ainda engatinhava. Casé é a prova de que comunicação de massa, no Brasil, sempre teve sotaque autoral. ### Destaques - Resgatar a trajetória de Ademar Casé, pernambucano que fundou o rádio comercial brasileiro em 1932 - Mostrar como o Programa Casé inventou práticas que viraram padrão da indústria — cachê, exclusividade e jingle - Conectar a história familiar de Casé ao nascimento da publicidade radiofônica no Brasil - Trazer depoimento inédito de Raphael Casé, neto do pioneiro, sobre o legado da família - Explicar por que 1932 é um marco zero esquecido da cultura pop brasileira ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo o que diferencia rádio educativo de rádio comercial — e por que essa virada definiu o mercado - Aqui você aprende como o cachê e a exclusividade contratual nasceram no rádio brasileiro antes de virarem regra em todo o entretenimento - Você sai com uma linha do tempo clara do primeiro jingle do país e seu impacto na publicidade - Você ganha contexto para entender as próximas figuras do rádio brasileiro a partir do alicerce que Casé deixou --- ### Rádio Retrô #86: Big Boy: a voz que mudou o rádio jovem brasileiro **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-86-big-boy-a-voz-que-mudou-o-radio-jovem-brasileiro **Publicado:** 2023-09-11 · 17min **Tópicos:** big-boy, historia-do-radio, radio-jovem, locucao, rio-de-janeiro, anos-60, rock-no-brasil, pioneiros-do-radio **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=w6FUa2CrJ9A > Neste episódio do podcast especial, mergulhamos na história de Newton Alvarenga Duarte, mais conhecido como Big Boy Newton Alvarenga Duarte parecia improvável para o microfone. Tímido, obcecado por bolachas de vinil que comprava no centro do Rio, ele era o oposto do locutor de paletó e dicção impecável que dominava o rádio brasileiro nos anos 1950. Foi exatamente essa distância do padrão que fez dele uma fratura — e dessa fratura nasceu Big Boy, a voz mais imitada e menos imitável da geração que descobriu o rock'n'roll no Brasil. Este segundo episódio do Escola de Rádio Retrô recupera a trajetória do menino tímido que virou apresentador eletrizante e mudou para sempre a maneira de falar com o jovem ouvinte. Ruy Jobim conta de memória afetiva: aos 9 anos, parava a bicicleta no calçadão para colar o ouvido no rádio e ouvir Big Boy chacoalhar a programação carioca com uma locução estridente, rápida, cheia de gírias e de vinhetas inventadas na hora. Era radiofonia como performance — e como atitude. O episódio reconstrói o cenário musical efervescente do Rio entre os anos 60 e 70, os palcos, as discotecas, os programas que viraram território da juventude e o impacto cultural de um locutor que transformou o microfone em palco. Mais do que biografia, é uma reflexão sobre como uma voz inventa um público. Big Boy não pegou um modelo pronto e adaptou: ele criou o tom, o ritmo e o vocabulário que o rádio jovem brasileiro repetiria por décadas. Ouvir esse episódio é entender por que tantos comunicadores que vieram depois — de DJs a apresentadores de TV — devem alguma coisa àquele timbre exagerado, àquela urgência simpática que saía dos alto-falantes do calçadão. Em 17 minutos, Ruy Jobim entrega contexto histórico, lembrança pessoal e uma pequena lição sobre coragem editorial: às vezes, a voz que muda tudo é justamente a que não cabia no formato. ### Destaques - Reconstruir a trajetória de Newton Alvarenga Duarte, do colecionador tímido ao fenômeno Big Boy - Mergulhar no Rio dos anos 60 e 70, palco da explosão do rock e da nova juventude carioca - Mostrar como Big Boy quebrou o padrão de locução engessado da época - Resgatar a memória afetiva de Ruy Jobim, ouvinte aos 9 anos no calçadão - Discutir o impacto cultural de uma voz que inventou o tom do rádio jovem brasileiro ### O que você leva desse episódio - Você entende como Big Boy redefiniu o que era possível dizer (e como dizer) no rádio brasileiro - Você sai com o contexto musical e cultural do Rio nas décadas de 60 e 70 - Você percebe por que uma voz fora do padrão pode fundar uma escola inteira de comunicação - Você termina o episódio enxergando a linha que liga Big Boy aos comunicadores jovens de hoje --- ### Rádio Retrô #85: Onda Carioca: a revolução da Rádio Cidade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-85-onda-carioca-a-revolucao-da-radio-cidade **Publicado:** 2023-09-03 · 20min **Tópicos:** radio-cidade, historia-do-radio, fm-brasileiro, locutores, rio-de-janeiro, anos-70, programacao-musical, radio-jovem **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=z24Jl-LQrT8 > Prepare-se para mergulhar nas histórias fascinantes da Rádio Cidade, seus locutores lendários e a revolução que ela trouxe para a música no Brasil Em maio de 1977, uma nova frequência entrou no ar no Rio de Janeiro e mudou para sempre a relação dos brasileiros com o rádio FM. Este episódio de estreia da Escola de Rádio Retrô mergulha na trajetória da Rádio Cidade, a emissora que reinventou a forma de fazer programação musical no país e transformou locutores em verdadeiras estrelas pop. Sob a narração de Rosa Leal e texto de Érica Carvalhosa, o programa reconstrói o nascimento de uma estação que rompeu com o formalismo do rádio tradicional e instalou no dial uma estética jovem, irreverente e sintonizada com o que rolava nas pistas e nos estúdios internacionais. O episódio percorre os bastidores da Cidade — das inovações técnicas que colocaram a emissora à frente do seu tempo até o time de locutores lendários que deram cara, voz e atitude à programação. Há também espaço para entender o contexto musical que a rádio ajudou a moldar: as músicas que viraram hit por causa da Cidade, o jeito novo de apresentar artistas e a forma como a emissora pavimentou o caminho para o pop rock brasileiro dos anos 80. Com pesquisa de Érica Carvalhosa, programação musical de Rui Taveira e transcrição de Marco Antônio, o programa tem aquela densidade documental que faz cada minuto render. Vale ouvir porque a história da Cidade é, em muitos sentidos, a história de como o rádio brasileiro aprendeu a ser jovem. Para quem trabalha com comunicação, locução ou simplesmente ama rádio, são 21 minutos que costuram técnica, cultura e memória afetiva — um retrato vivo da emissora que ensinou o Brasil a ouvir FM de outro jeito. ### Destaques - Reconstruir o nascimento da Rádio Cidade em maio de 1977 e seu contexto no dial carioca - Apresentar os locutores lendários que viraram referência de uma geração - Mostrar as inovações tecnológicas que colocaram a Cidade à frente do rádio brasileiro - Mapear as músicas e os artistas impulsionados pela programação da emissora - Entender por que a Cidade virou sinônimo de revolução no FM brasileiro - Conectar a herança da Cidade ao rádio jovem que veio depois ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que a Rádio Cidade é considerada divisor de águas no FM brasileiro - Aqui você aprende como uma programação musical bem pensada pode criar identidade de marca no rádio - Você leva referências concretas de locutores e práticas que moldaram a linguagem do rádio jovem - Você sai com uma linha do tempo clara dos primeiros anos da Cidade e seu impacto cultural --- ### Papo com Ruy #84: Max Oliveira e as Cartas de Darcy **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-84-max-oliveira-e-as-cartas-de-darcy **Publicado:** 2023-07-03 · 20min **Tópicos:** teatro, darcy-ribeiro, educacao, ensino-medio, dramaturgia, cultura-brasileira, escola-publica, casa-laura-alvim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=XV8th0xU9nY > Entrevista com Max Oliveira na casa de cultura Laura Alvim Neste episódio do Papo com Ruy, gravado na Casa de Cultura Laura Alvim, Ruy Jobim recebe o ator, dramaturgo e historiador Max Oliveira para uma conversa que costura teatro, educação e o legado de uma das figuras mais centrais do pensamento brasileiro: Darcy Ribeiro. O ponto de partida é o espetáculo "Cartas para Darcy", concebido, escrito e protagonizado por Max — um trabalho solo que toma o palco como sala de aula e a dramaturgia como gesto de leitura pública de um Brasil que insiste em se desconhecer. Mais do que divulgar a peça, a entrevista mergulha no que move Max enquanto artista-pesquisador. Ele fala da experiência de dar aulas de história para o ensino médio na rede pública do Rio de Janeiro desde 2020 e do choque entre o discurso do "novo ensino médio integral" e o que se vê na prática: uma educação cada vez mais precarizada, herdeira direta do desmonte do governo anterior. É a partir desse chão de escola que Darcy Ribeiro volta a fazer sentido — não como ícone empoeirado, mas como antropólogo, sociólogo e político que enxergou a educação como única saída real para o país. É um Papo com Ruy curto, denso e necessário, daqueles em que o convidado fala com a urgência de quem está em sala de aula pela manhã e em cena à noite. Vale ouvir por três motivos: para entender como teatro pode ser instrumento de formação histórica, para revisitar Darcy Ribeiro pelos olhos de quem vive a precariedade que ele previu, e para sair com uma pergunta clara — que Brasil estamos formando quando demolimos a escola pública? ### Destaques - Apresentar o espetáculo solo "Cartas para Darcy", concebido e protagonizado por Max Oliveira - Conhecer Max como ator, dramaturgo e professor de história da rede pública do Rio - Discutir o desmonte da educação e a retórica vazia do novo ensino médio integral - Revisitar Darcy Ribeiro como pensador da educação enquanto saída para o Brasil - Mostrar a Casa de Cultura Laura Alvim como espaço vivo de teatro e debate - Costurar palco e sala de aula como ferramentas de formação histórica e política ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Darcy Ribeiro segue urgente em 2026 - Aqui você aprende como uma dramaturgia solo pode funcionar como aula pública de história - Você sai com argumentos concretos sobre o que está por trás do discurso do novo ensino médio - Você descobre como artistas-professores estão reocupando o espaço da educação a partir do palco --- ### Papo com Ruy #83: Ricardo Santos e Carolina Lavigne **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-83-ricardo-santos-e-carolina-lavigne **Publicado:** 2023-06-27 · 21min **Tópicos:** teatro, hiv, entrevista, laura-alvim, ricardo-santos, carolina-lavigne, cultura-rj, teatro-engajado **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Cf-p1jPdid4 > Entrevista com Carolina Lavigne e Ricardo Santos na casa de cultura Laura Alvim Em mais um Papo com Ruy gravado dentro da Casa de Cultura Laura Alvim, Ruy Jobim recebe o diretor Ricardo Santos e a atriz Carolina Lavigne para uma conversa franca sobre teatro, memória afetiva e o papel da arte como ferramenta de saúde pública. O episódio nasce em torno do espetáculo "Cuidado quando for falar de mim", peça idealizada e dirigida por Ricardo a partir de encontros com a ONG Grupo Pela Vidda — uma oficina teatral que nunca chegou a acontecer, mas que abriu uma escuta rara sobre o que é viver com HIV no Brasil de hoje. Ruy puxa o fio com a delicadeza de quem entende de palco e de microfone. A dupla conta como a peça se estruturou a partir de relatos reais colhidos nessas reuniões de acolhimento, como o estigma social ainda pesa mais do que o vírus em si, e como os avanços da medicina caminham descolados do imaginário coletivo. Carolina fala do desafio de habitar em cena uma dor que não é a sua, mas que precisa ser dita; Ricardo explica por que escolheu o teatro — e não o panfleto — para furar a bolha. Em 21 minutos, o episódio entrega uma aula curta sobre teatro engajado contemporâneo, sobre como projetos culturais sobrevivem com oferecimento privado e apoio institucional no Rio, e sobre a vocação da Laura Alvim como ponto de encontro entre rádio, cena e literatura. Vale ouvir tanto pelo conteúdo da peça quanto pela escuta de Ruy, que costura pergunta e silêncio na medida certa. ### Destaques - Conhecer a origem de "Cuidado quando for falar de mim" a partir de uma oficina teatral que nunca aconteceu - Entender por que falar de HIV em 2026 ainda é furar uma bolha de estigma - Ouvir Carolina Lavigne sobre o desafio de emprestar voz a histórias reais - Descobrir como a Casa de Cultura Laura Alvim virou ponto de encontro entre teatro, rádio e literatura - Acompanhar Ricardo Santos explicando a escolha do teatro como ferramenta de saúde pública - Captar o método de entrevista de Ruy Jobim — escuta, pausa e pergunta certa ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como uma oficina frustrada pode virar dramaturgia potente - Aqui você aprende que combater o estigma do HIV é, hoje, mais urgente do que combater o vírus - Você sai com a vontade — e o caminho — de assistir "Cuidado quando for falar de mim" ao vivo - Você leva referências concretas de teatro engajado feito no Rio com apoio privado e institucional --- ### Papo com Ruy #82: Adriana Picollo e a nova peça **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-82-adriana-picollo-e-a-nova-peca **Publicado:** 2023-06-19 · 13min **Tópicos:** teatro, poesia, adriana-picollo, casa-laura-alvim, locucao, dramaturgia, cultura-rj, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=xlHzsU6DBzU > Entrevista com Adriana Picollo na casa de cultura Laura Alvim Em mais um episódio curto e direto do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim atravessa a Avenida Vieira Souto e desembarca na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, para conversar com a atriz Adriana Picollo às vésperas da estreia de seu novo espetáculo. O encontro acontece nos bastidores de uma casa que respira teatro, poesia e rádio — território perfeito para uma artista que, há décadas, transita entre o palco, o microfone e a palavra escrita. A conversa gira em torno do projeto que Adriana está montando: uma colagem cênica de poemas, músicas e recortes de autores brasileiros, portugueses e ingleses, costurada com depoimentos pessoais da própria atriz. Mais do que apresentar uma peça, Adriana compartilha o método — como se escolhem os textos, como se ata um repertório de origens tão diferentes, e o que sobra do intérprete quando ele se mistura ao autor. Ruy puxa o fio da locução, da dicção e do ofício de dizer um texto em voz alta, lembrando que dizer poesia é trabalho de rádio tanto quanto de teatro. O episódio vale pela proximidade. São quatorze minutos sem rodeio, gravados no próprio espaço onde a peça vai acontecer, com o frescor de um bate-papo de coxia. Para quem se interessa por dramaturgia, locução e pelo cruzamento entre teatro e rádio, é uma porta de entrada generosa para o universo de uma artista que faz da voz o seu instrumento principal. ### Destaques - Entrevistar Adriana Picollo nos bastidores da Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema - Conhecer a concepção do novo espetáculo: colagem de poesia, música e depoimentos pessoais - Discutir como costurar autores brasileiros, portugueses e ingleses em um mesmo repertório - Refletir sobre o ofício da voz no teatro e os pontos de contato com a locução de rádio - Visitar uma casa cultural carioca que abriga rádio, teatro e literatura sob o mesmo teto ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como se constrói uma colagem cênica a partir de textos de origens distintas - Aqui você ouve uma atriz falar sobre o que muda quando o intérprete entrega depoimento próprio dentro da peça - Você sai com a Casa de Cultura Laura Alvim no radar como ponto de encontro entre teatro, poesia e rádio --- ### Papo com Ruy #80: Dona Solange e Philis relembram Ipanema **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-80-dona-solange-e-philis-relembram-ipanema **Publicado:** 2023-05-22 · 13min **Tópicos:** ipanema, memoria-oral, rio-antigo, historia-do-radio, entrevista, cultura-carioca, ruy-jobim, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=W-T7ambSEHI > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Em mais um capítulo do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Dona Solange e Philis para uma conversa que funciona como uma cápsula afetiva de Ipanema. Mais do que uma entrevista, o episódio é um exercício de memória oral: dois personagens que viveram o bairro em outra época sentam para reconstruir, em voz alta, a Ipanema que existia antes da Ipanema-cartão-postal. Ruy conduz com a delicadeza de quem entende que história de rádio e história de bairro são, no fundo, a mesma coisa — feitas de gente, de esquina, de comércio que virou ponto de encontro e de personagens que entraram para o folclore local. Em catorze minutos, o programa mergulha no que Ipanema tinha de vila: o vizinho que todo mundo conhecia, o bar que era extensão da sala de casa, a praia como praça pública antes de virar vitrine. Dona Solange e Philis trazem causos, nomes próprios e referências que escapam dos guias turísticos — uma Ipanema de calçada, de boemia discreta, de rádio ligado na cozinha. O episódio se encaixa na missão maior do canal: registrar, pela boca de quem viveu, os pedaços do Brasil cultural que a memória oficial costuma deixar de fora. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, pelo prazer de uma conversa entre gerações — Ruy fazendo a ponte, ouvindo mais do que perguntando, deixando o tempo da prosa acontecer. Segundo, porque é o tipo de material que documenta um Rio que está sumindo: cada episódio assim é um arquivo que ninguém mais vai poder gravar daqui a dez anos. Para quem acompanha a Escola de Rádio, é também um lembrete de que entrevistar bem é, antes de qualquer técnica, saber escutar. ### Destaques - Reencontrar a Ipanema dos anos de antes pela memória de quem morou no bairro - Ouvir Dona Solange e Philis contarem causos, vizinhos e pontos de encontro do Rio antigo - Acompanhar Ruy Jobim conduzindo a conversa no ritmo da prosa, sem pressa de manchete - Registrar a Ipanema-vila que existia antes do cartão-postal turístico - Cruzar memória de bairro com memória de rádio, dois territórios que se confundem ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma camada nova da história de Ipanema — a versão dos moradores, não dos guias - Aqui você aprende a valorizar a entrevista como arquivo afetivo, não só como conteúdo - Você sai com a noção de que escutar é a primeira técnica de quem quer fazer rádio --- ### Papo com Ruy #81: Rafael Beronese na Rádio Laura **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-81-rafael-beronese-na-radio-laura **Publicado:** 2023-05-22 · 16min **Tópicos:** radio-laura, teatro-carioca, entrevista, radio-no-brasil, locucao, cultura-rj, radio-independente **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=vl-kTt1qeEE > Entrevista com Rafael Beronese na Rádio Laura No episódio #35 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Rafael Beronese para uma conversa franca sobre a Rádio Laura e o cruzamento entre rádio, teatro e cena cultural carioca. É um papo curto, de 16 minutos, mas com a densidade típica das entrevistas que Ruy faz quando senta com alguém que vive de bastidor e palco ao mesmo tempo — gente que entende a voz como ferramenta de trabalho e o microfone como continuação natural da cena. A conversa transita entre o ofício do rádio e o pulso do teatro do Rio de Janeiro, passando pelo papel da Rádio Laura como espaço de experimentação e pelos projetos que Beronese tem tocado. Ruy puxa memórias, contextos e provoca reflexões sobre como a comunicação radiofônica dialoga com a dramaturgia, a presença e a escuta. É o tipo de episódio que vale tanto para quem quer entender o circuito teatral carioca por dentro quanto para quem está descobrindo que o rádio brasileiro segue vivo, descentralizado e em mutação. No recorte editorial do podcast, este episódio funciona como uma pequena cápsula sobre por que rádios independentes importam — e por que artistas formados no teatro ainda encontram no rádio um lugar legítimo de criação. Tem oferecimento PRIO, apoio institucional da FUNARJ e realização da Produtora Constelar, marcando o episódio como parte de um esforço maior de mapear a cultura radiofônica e cênica do Brasil. ### Destaques - Conhecer o trabalho de Rafael Beronese na Rádio Laura - Entender como rádio e teatro se cruzam no circuito carioca - Mergulhar no projeto editorial da Rádio Laura como espaço independente - Ouvir Ruy Jobim conduzir uma entrevista curta e direta com um profissional de bastidor - Perceber como a voz formada no palco se reinventa no microfone ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão concreta do que é a Rádio Laura e qual o lugar dela na cena - Aqui você aprende como artistas de teatro estão usando o rádio como extensão criativa - Você sai com referências de gente que está construindo cultura fora do eixo industrial --- ### Papo com Ruy #79: Daniel Herz na Rádio Laura **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-79-daniel-herz-na-radio-laura **Publicado:** 2023-05-02 · 21min **Tópicos:** daniel-herz, radio-laura, historia-do-radio, radio-publico, radio-comunitario, comunicacao-no-brasil, entrevista, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=axysl-ZTOBk > Incrivel entrevista com o mestre Daniel Herz! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Daniel Herz, um dos nomes mais respeitados quando o assunto é pensar o rádio brasileiro como instrumento de cultura, política e cidadania. A conversa acontece dentro da Rádio Laura — projeto que já carrega no DNA a ideia de que comunicação é serviço público — e ganha uma camada extra de significado por isso: não é entrevista de estúdio asséptico, é diálogo entre dois apaixonados pelo meio, num lugar que respira a mesma causa. Em pouco mais de vinte minutos, Herz divide leitura sobre a trajetória do rádio no Brasil, o papel das emissoras públicas, os impasses regulatórios que moldaram (e deformaram) o setor, e o que ainda é possível fazer hoje, em tempo de streaming, podcast e dispersão de audiência. O tom é de quem viveu de perto cada virada — e de quem ainda acredita que rádio é, antes de tudo, um exercício de escuta coletiva. Ruy puxa o fio com a curiosidade de aluno e a desenvoltura de colega, deixando Herz desenrolar memória e análise sem pressa. Vale ouvir porque é desses encontros que sustentam a missão do canal: entender a história do rádio brasileiro pela boca de quem ajudou a escrevê-la. Para quem está começando na área, é aula. Para quem já tem estrada, é reencontro com referências que costumam ficar fora dos manuais. ### Destaques - Conversar com Daniel Herz sobre a trajetória e os bastidores do rádio brasileiro - Gravar dentro da Rádio Laura, com a presença simbólica da emissora no diálogo - Discutir o papel das rádios públicas e comunitárias na construção de cultura - Atravessar memória pessoal, política de comunicação e regulação do setor - Refletir sobre o lugar do rádio na era do streaming e dos podcasts - Trazer um encontro raro entre gerações apaixonadas pelo mesmo ofício ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais lúcida do rádio brasileiro como projeto cultural, e não só como mídia - Aqui você entende por que as rádios públicas e comunitárias são peça-chave na história da comunicação no Brasil - Você sai com referências e nomes para destrinchar depois, vindos de quem viveu o setor por dentro - Aqui você percebe como o rádio dialoga (e disputa espaço) com o cenário digital atual --- ### Papo com Ruy #74: Conheça Neli Godmaher **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-74-conheca-neli-godmaher **Publicado:** 2023-04-21 · 5min **Tópicos:** neli-godmaher, historia-do-radio, radio-brasileiro, memoria-afetiva, ruy-jobim, bastidores, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=sAcaHF3t1b8 > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Neste episódio curto do Papo com Ruy, Ruy Jobim presta uma homenagem afetuosa a Neli Godmaher, figura querida do rádio brasileiro. Em pouco mais de cinco minutos, o programa funciona como um convite: quem foi Neli, por que ela importa para a história da radiofonia no país e o que sua trajetória revela sobre uma geração de profissionais que construíram a cultura de massa brasileira de dentro do estúdio. O tom é de memória e reverência, mas sem nostalgia barata. Ruy fala de quem conheceu Neli de perto — e isso muda tudo. Em vez de uma biografia enciclopédica, o ouvinte encontra um retrato humano, costurado por quem dividiu microfone, corredor e bastidor com ela. É o tipo de testemunho que não está nos livros e que, fora deste tipo de espaço, se perderia. A entrevista se conecta com o projeto maior do canal: contar a história do rádio no Brasil pelas vozes que a viveram. Vale ouvir se você é apaixonado por rádio, por cultura brasileira ou por essas histórias de bastidor que explicam como o veículo se tornou o que é hoje. Em cinco minutos, o episódio entrega um ponto de partida — e provoca a curiosidade pra ir atrás de mais. É aperitivo, no melhor sentido: curto, afiado e com gosto de continuação. ### Destaques - Conhecer Neli Godmaher pelos olhos de quem conviveu com ela - Entender o lugar de Neli na história do rádio brasileiro - Ouvir Ruy Jobim em modo memória afetiva, sem academicismo - Captar bastidores que raramente aparecem em registros oficiais - Receber um convite pra mergulhar na série sobre a história do rádio no Brasil ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo quem é Neli Godmaher e por que o nome dela importa - Aqui você entende como testemunhos de quem viveu o rádio preservam uma memória que livros não capturam - Você sai com vontade de continuar a jornada pela história da radiofonia brasileira --- ### Papo com Ruy #75: Luiz Antonio Pilar e "Leci Brandão na Palma da Mão" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-75-luiz-antonio-pilar-e-leci-brandao-na-palma-da-mao **Publicado:** 2023-04-21 · 21min **Tópicos:** leci-brandao, teatro-musical, luiz-antonio-pilar, orixas, cultura-brasileira, dramaturgia, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=l6l_WW_u89Q > Entrevista surpreendente com Luiz Antonio Pilar! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Luiz Antonio Pilar para uma conversa que começa como entrevista e termina como aula de bastidor sobre como nasce um espetáculo musical brasileiro de fôlego. O ponto de partida é "Leci Brandão na Palma da Mão", peça que reconstrói a trajetória de uma das vozes mais importantes do samba e da MPB a partir de uma chave inesperada: os orixás Ogum e Iansã e o olhar terno de Dona Lecy, mãe da cantora. Pilar conta como esse recorte afetivo-religioso virou eixo dramatúrgico — e por que contar a vida de Leci pelas mãos da mãe é, ao mesmo tempo, mais íntimo e mais político do que uma biografia tradicional. O papo escorrega com naturalidade entre teatro, rádio e memória cultural. Ruy puxa o fio do ofício — direção, produção, escuta — e Pilar responde com casos concretos de como se transforma a vida de uma artista viva em cena viva, sem cair no museu nem no panfleto. Aparecem Ogum como força de abertura de caminhos, Iansã como ventania que move a narrativa, e a presença feminina de Dona Lecy como ponte entre o terreiro, o palco e a casa. Em 22 minutos, o episódio entrega o que entrevista de rádio bem feita sabe entregar: densidade sem pressa, e um convite real para o ouvinte ir ver o espetáculo depois. Vale ouvir se você se interessa por dramaturgia musical brasileira, pela obra de Leci Brandão, por religiões de matriz africana no teatro, ou simplesmente pela escuta de quem está construindo cultura no Brasil de hoje. É também uma boa amostra do método Ruy Jobim de entrevistar — perguntas curtas, espaço pro convidado respirar, e uma curadoria que respeita tanto o artista quanto o ouvinte. ### Destaques - Conhecer os bastidores de "Leci Brandão na Palma da Mão" pela voz de Luiz Antonio Pilar - Entender por que os orixás Ogum e Iansã viraram eixo dramatúrgico do espetáculo - Descobrir o papel de Dona Lecy, mãe de Leci, como fio condutor afetivo da peça - Ouvir como se transforma a biografia de uma artista viva em cena de teatro musical - Acompanhar o método Ruy Jobim de entrevista curta e densa em 22 minutos ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura nova sobre a trajetória de Leci Brandão, vista pelo olhar materno e pela espiritualidade - Aqui você aprende como religiões de matriz africana podem estruturar dramaturgia sem virar folclore ou panfleto - Você sai com referências concretas de produção teatral musical brasileira contemporânea para acompanhar --- ### Papo com Ruy #76: Pedro Henrique Lopes e a peça "O Que Sobrou" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-76-pedro-henrique-lopes-e-a-peca-o-que-sobrou **Publicado:** 2023-04-21 · 35min **Tópicos:** teatro-brasileiro, dramaturgia, ditadura-militar, memoria-e-politica, pedro-henrique-lopes, papo-com-ruy, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=7VAJuRDWd6A > “O Que Sobrou” é um espetáculo teatral que usa a realidade para contar a trajetória de Dora e de muitos outros militantes, militares e civis durante o período militar no Brasil Neste episódio do Papo com Ruy, o ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes senta com Ruy Jobim para falar sobre "O Que Sobrou", peça que assina como autor e que tem direção de Diego Morais. O espetáculo parte de um material delicado — a trajetória de Dora, militante atravessada pelos anos de chumbo — e amarra essa história à de outros guerrilheiros, militares e civis que viveram, cada um do seu jeito, o período militar brasileiro. A pergunta que dá nome à peça também guia a conversa: o que sobrou na gente daquilo que não sobrou? O que fica, geração depois, da violência institucional, do silêncio das famílias, dos corpos que voltaram e dos que não voltaram? Ruy conduz a entrevista no registro que é marca da casa: curta, direta e cheia de respiro para o convidado pensar em voz alta. Pedro Henrique conta o caminho da pesquisa, o trabalho de transformar depoimento e arquivo em cena, e como o texto cria pontes entre os anos 1960-70 e episódios recentes da política brasileira — sem panfleto, sem didatismo, mas sem fugir do nome das coisas. Há espaço também para falar do ofício: como se escreve sobre dor real, como se dirige um elenco para esse tipo de material, e o papel do teatro hoje como lugar de memória num país que insiste em esquecer. É um episódio para quem gosta de teatro brasileiro contemporâneo, para quem trabalha com rádio e narrativa e quer entender como uma história densa vira cena, e para quem acompanha o debate sobre ditadura e memória no Brasil. Em 35 minutos, Ruy e Pedro Henrique entregam uma conversa que funciona como porta de entrada para a peça e, ao mesmo tempo, como reflexão sobre o que a arte ainda pode fazer quando a realidade aperta. ### Destaques - Conhecer "O Que Sobrou", peça de Pedro Henrique Lopes com direção de Diego Morais - Entender como a trajetória de Dora vira fio condutor de uma história coletiva da ditadura - Ouvir o processo de pesquisa e dramaturgia por trás de um texto baseado em fatos reais - Discutir as pontes entre os anos de chumbo e episódios políticos recentes - Refletir sobre o papel do teatro como lugar de memória no Brasil de hoje - Acompanhar o olhar de Ruy Jobim sobre dramaturgia, atuação e bastidor cultural ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura clara do que é "O Que Sobrou" e por que ela importa agora - Aqui você entende como transformar pesquisa histórica e depoimento em cena teatral - Você sai com referências para pensar memória, ditadura e arte política no Brasil contemporâneo - Você ganha um panorama do trabalho de Pedro Henrique Lopes como autor e ator --- ### Papo com Ruy #77: Filomena Mancuso "Filó" e a peça "Pressa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-77-filomena-mancuso-filo-e-a-peca-pressa **Publicado:** 2023-04-21 · 11min **Tópicos:** teatro, filomena-mancuso, pressa, casa-laura-alvim, joao-fonseca, nello-marrese, otavio-martins, cultura-carioca **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=itFQSnNbO-8 > Espetáculo “Pressa” reestreia na Casa de Cultura Laura Alvim Filomena Mancuso, a Filó, sobe ao estúdio do Papo com Ruy para falar de "Pressa", espetáculo que reestreia na Casa de Cultura Laura Alvim e que parece ter sido escrito justamente para o tempo em que vivemos. Com texto de Otávio Martins e direção compartilhada por João Fonseca e Nello Marrese, a peça mira as contradições de uma sociedade que confunde velocidade com vida, produtividade com sentido, agenda cheia com existência plena. No bate-papo com Ruy Jobim, Filó destrincha o processo de construção da personagem, o motor dramatúrgico da obra e o porquê de "Pressa" reverberar tão forte num público que mal consegue parar para respirar entre uma notificação e outra. Em doze minutos diretos, a conversa equilibra duas frentes: a artística — leitura do texto, escolhas de cena, parceria com a direção dupla, retorno ao palco da Laura Alvim, em Ipanema — e a reflexiva, quando atriz e entrevistador discutem o quanto o teatro ainda é um dos últimos lugares onde se exige presença real, corpo no mesmo espaço, tempo compartilhado sem fast-forward. Ruy puxa lembranças de bastidor, comenta a tradição da casa que recebe a montagem e provoca Filó a falar do que mudou no ofício do ator depois da pandemia e da explosão do imediatismo digital. O episódio é curto na duração e generoso no conteúdo: serve como convite para quem quer ver a peça, como aula breve para quem estuda interpretação e como contraponto para qualquer ouvinte que ande sentindo que a vida virou uma fila de tarefas. Tem ainda os créditos do espetáculo — Rádio Laura, Prio, Funarj e Produtora Constelar — que ajudam a entender o ecossistema cultural carioca que sustenta produções como essa. Bom para ouvir indo para o teatro, voltando do trabalho ou em qualquer pausa que você consiga roubar do próprio dia. ### Destaques - Conhecer Filomena Mancuso, a Filó, e o trabalho dela em "Pressa" - Entender o argumento da peça e a crítica ao imediatismo contemporâneo - Ouvir sobre a parceria de direção entre João Fonseca e Nello Marrese - Revisitar a Casa de Cultura Laura Alvim como espaço da reestreia - Discutir o papel do teatro num tempo dominado por velocidade e telas - Reconhecer o ecossistema que sustenta a produção: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina entendendo por que "Pressa" dialoga com a exaustão do nosso tempo - Aqui você capta como atriz e direção constroem uma personagem a partir de um texto autoral - Você sai com vontade — e com as informações práticas — de assistir à peça na Laura Alvim - Você percebe como o teatro ainda funciona como antídoto contra a cultura do imediato --- ### Papo com Ruy #78: Carlinhos Machado **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-78-carlinhos-machado **Publicado:** 2023-04-21 · 9min **Tópicos:** carlinhos-machado, historia-do-radio, radio-brasileiro, locucao, entrevista, cultura, escola-de-radio, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=srsdc1OiGZc > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Carlinhos Machado para uma conversa que mistura memória afetiva e leitura crítica do rádio brasileiro. Em cerca de dez minutos, o programa funciona como uma cápsula: um encontro entre quem fez rádio quando ele ainda era a principal mídia do país e quem hoje insiste em manter viva essa tradição dentro de uma escola dedicada ao som. O resultado é um papo enxuto, sem rodeios, em que cada minuto carrega uma história, um nome ou uma referência que merece anotação. A conversa caminha pela trajetória de Carlinhos Machado e, por tabela, pela própria história da radiodifusão no Brasil — passagens por emissoras, transformações estéticas da locução, a relação do rádio com o teatro e com a música popular, e o modo como gerações inteiras se formaram ouvindo profissionais que entendiam o microfone como instrumento de cultura, não apenas de entretenimento. Ruy conduz com a curiosidade de quem conhece o ofício e, ao mesmo tempo, se posiciona como aluno diante do convidado, deixando que ele puxe os fios das próprias lembranças. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é um documento: ouvir Carlinhos contar de dentro o que viveu é fonte primária para quem estuda comunicação, locução ou história cultural brasileira. Segundo, porque o tom direto do programa — sem trilhas excessivas, sem firulas — faz lembrar o porquê do rádio ainda funcionar: duas pessoas, uma boa pergunta, uma boa história. Para alunos da Escola de Rádio, profissionais em formação e curiosos do meio, é o tipo de episódio que se escuta no trajeto e fica reverberando depois. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Carlinhos Machado dentro do rádio brasileiro - Entender como a história do rádio no Brasil se entrelaça com a vida de quem o fez - Ouvir um bate-papo curto, direto e sem firulas com um nome que viveu o ofício por dentro - Captar referências, emissoras e momentos-chave da radiodifusão nacional - Acompanhar a curadoria editorial do professor Ruy Jobim sobre cultura e comunicação ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção mais concreta de como o rádio brasileiro foi construído na prática, por quem estava lá - Aqui você aprende a enxergar a locução como ofício cultural, e não apenas técnico - Você sai com novas referências de profissionais e contextos para investigar depois --- ### Papo com Ruy #69: Victor Hugo Santiago e "Frozen 2" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-69-victor-hugo-santiago-e-frozen-2 **Publicado:** 2023-04-16 · 17min **Tópicos:** teatro-infantil, frozen-2, teatro-carioca, adaptacao-teatral, entrevista, cultura-rj, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=o9bsMAt8viE > Conheça a peça de teatro infantil sobre FROZEN 2! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Victor Hugo Santiago para uma conversa sobre a montagem teatral infantil de Frozen 2, espetáculo que traduz para o palco a saga de Elsa e Anna em busca da origem dos poderes da rainha do gelo. A entrevista mergulha no desafio de adaptar uma animação amada por crianças do mundo todo para a linguagem do teatro carioca, onde cenário, figurino, trilha e atuação ao vivo precisam sustentar a magia que a tela entrega com efeitos digitais. Ruy puxa o convidado para falar do enredo — a viagem do pai de Elsa e Anna à floresta dos elementos, o acontecimento que separou ar, fogo, terra e água, e como essa mitologia ajuda as protagonistas a entenderem de onde vêm os poderes de Elsa. No meio do caminho, Victor Hugo compartilha bastidores da produção, o trabalho com elenco infantojuvenil e a recepção do público familiar nos teatros do Rio. É uma conversa curta, direta e afetuosa, no formato que virou marca da casa: 17 minutos de papo limpo, sem rodeio, com quem está fazendo cultura acontecer. Para quem acompanha teatro infantil, produção independente carioca ou simplesmente quer entender como uma peça de grande apelo popular sai do papel e chega ao palco, o episódio funciona como uma janela rápida para o ofício. Vale também para pais e responsáveis em busca de programa cultural com as crianças, e para quem estuda comunicação e quer ver Ruy Jobim em modo entrevistador, conduzindo o convidado com a escuta de quem fez rádio a vida inteira. ### Destaques - Conhecer os bastidores da peça infantil de Frozen 2 montada no Rio - Entender como a mitologia dos quatro elementos estrutura o enredo - Ouvir Victor Hugo Santiago sobre o desafio de adaptar animação para o teatro - Saber onde e como assistir ao espetáculo com a família - Acompanhar o estilo de entrevista curta e direta do Papo com Ruy ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma visão clara do enredo e do conceito da peça antes de comprar ingresso - Aqui você aprende como uma produção infantil traduz efeitos de animação para a linguagem do palco - Você termina o episódio entendendo o lugar do teatro infantil carioca na cena cultural atual --- ### Papo com Ruy #70: Eliano Lettieri e a peça "Libertas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-70-eliano-lettieri-e-a-peca-libertas **Publicado:** 2023-04-16 · 14min **Tópicos:** teatro, libertas, dramaturgia, mulheres, eliano-lettieri, cena-brasileira, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=ony-AVOGRco > Em meio às adversidades, a peça celebra a união e a busca pela liberdade como chave para a superação Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Eliano Lettieri para uma conversa direta sobre "Libertas", peça que coloca quatro atrizes dentro de um quadrado simbólico e as faz tensionar as amarras da sociedade da aparência. O ponto de partida é simples e potente: o que significa ser mulher hoje, num cenário em que a cobrança do "ser perfeito" se cruza com preconceito, discriminação e desigualdade? A resposta vem em cena pelas vozes de Beatriz Cunha, Leticia Croner, Mina Fernandes e Monike Góes, que emprestam vivências pessoais ao texto e costuram a dramaturgia com relatos colhidos em redes sociais e reportagens. O bate-papo passeia pelos bastidores do espetáculo e expõe o método: partir do real, do íntimo, e expandir para histórias de mulheres distantes geográfica e historicamente, criando uma cartografia da condição feminina que atravessa épocas. Lettieri conta como o jogo do quadrado funciona em cena, por que a união aparece como chave de superação e de que forma o teatro pode operar como instrumento de educação — sem perder o nervo artístico. É uma conversa rápida, de catorze minutos, mas que entrega um retrato afiado de um trabalho que rejeita a superficialidade como linguagem. Vale ouvir porque condensa, em pouco tempo, a discussão sobre teatro engajado feito hoje no Brasil, com nomes da Rádio Laura, oferecimento da Prio e apoio da Funarj. Um episódio para quem acompanha cena, dramaturgia contemporânea e os caminhos que artistas estão encontrando para falar de liberdade num país que ainda cobra perfeição como ingresso de existência. ### Destaques - Conhecer "Libertas" e o jogo cênico do quadrado que aprisiona e provoca as personagens - Entender como vivências reais das atrizes viraram dramaturgia - Mapear o paralelo entre mulheres contemporâneas e figuras femininas históricas - Discutir o teatro como ferramenta de educação contra preconceito e desigualdade - Ouvir Eliano Lettieri sobre direção, processo criativo e sociedade da superficialidade - Descobrir a engrenagem de produção: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como teatro documental se constrói a partir de vivências reais e pesquisa - Aqui você aprende por que a união entre personagens funciona como chave dramatúrgica de libertação - Você sai com referências concretas para acompanhar a cena teatral brasileira contemporânea - Você capta como o palco pode tensionar a cobrança do "ser perfeito" sem virar panfleto --- ### Papo com Ruy #71: Rodrigo Átila e a peça "Pelada, A Hora da Gaymada" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-71-rodrigo-atila-e-a-peca-pelada-a-hora-da-gaymada **Publicado:** 2023-04-16 · 22min **Tópicos:** teatro, suburbio-carioca, futebol-de-varzea, cultura-preta, rio-de-janeiro, dramaturgia, olaria, cena-independente **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=_0rig30ANd4 > O Campo do Furão é o tradicional palco do futebol na Invernada de Olaria há No episódio #27 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe o ator e artista Rodrigo Átila para uma conversa sobre "Pelada, A Hora da Gaymada" — espetáculo que nasce do chão batido do Campo do Furão, na Invernada de Olaria, território onde o futebol de várzea, a vizinhança e a memória suburbana se cruzam há décadas. A pauta é o teatro como ato de pertencimento: como transformar o cotidiano do subúrbio carioca em cena, sem domesticar nem exotizar o que vem da quebrada. Rodrigo conta como o coletivo construiu a peça a partir de histórias reais de moradores, da rotina do campinho e do Campeonato da Leopoldina, que reúne os bairros vizinhos numa espécie de festa popular. A conversa atravessa a poética do suburbano, a presença de artistas pretos contando suas próprias narrativas, e o desafio de levar para o palco uma linguagem que mistura futebol, afeto e dissidência — a "gaymada" que dá nome ao trabalho e desloca códigos historicamente masculinos do esporte. Em 22 minutos, Ruy puxa o fio entre rádio, teatro e comunicação para mostrar como esses artistas — Adriano Torres, Aleh Silva, Digão Ribeiro, Eudes Veloso, Guilherme Canellas, Ipojucan, Lucas Sampaio, Raphael Elias e o próprio Rodrigo — estão construindo uma cena que o circuito tradicional ainda demora a ver. É um papo curto, direto, com cheiro de campo de terra, que serve tanto para quem acompanha teatro contemporâneo quanto para quem se interessa pelo Rio profundo, aquele que raramente cabe no mapa turístico. ### Destaques - Conhecer o Campo do Furão, em Olaria, como território afetivo e palco do espetáculo - Entender a proposta de "Pelada, A Hora da Gaymada" e o sentido do nome - Ouvir como o coletivo transformou histórias do subúrbio em cena teatral - Mapear o elenco de artistas pretos e suburbanos por trás da montagem - Conectar futebol de várzea, identidade e dissidência num mesmo gesto cênico - Acompanhar o papel do Campeonato da Leopoldina como pano de fundo da peça ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como o subúrbio carioca produz teatro de ponta fora do eixo do circuito tradicional - Aqui você aprende a enxergar o futebol de várzea como matéria-prima poética e política - Você sai com referências concretas de artistas e coletivos pretos do Rio para acompanhar - Você ganha um vocabulário novo para falar de cena, território e pertencimento --- ### Papo com Ruy #72: Carolina Barbato e "A História do Coco" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-72-carolina-barbato-e-a-historia-do-coco **Publicado:** 2023-04-16 · 9min **Tópicos:** teatro-de-rua, carolina-barbato, historia-do-coco, dupla-popular, cultura-popular, improviso, oralidade, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=fru9P_GZv6g > A peça teatral “A História do Coco” leva à cena a “Dupla Popular”, dois atores de Em 9 minutos diretos, Ruy Jobim recebe Carolina Barbato para falar de "A História do Coco", peça teatral que coloca em cena a "Dupla Popular" — dois atores de rua brincalhões que cruzam o Brasil levando teatro pra qualquer canto onde houver gente disposta a parar e olhar. A conversa gira em torno da matéria-prima do espetáculo: o tal "Baú da Imaginação", caixa cênica de onde saem objetos que viram personagens, deslocando o público da plateia pro palco e desmontando a fronteira entre quem assiste e quem brinca. O papo é curto, mas tem aquela densidade típica de quem trabalha com teatro de rua há tempo: Carolina conta como a Dupla Popular nasce de uma tradição que mistura comédia popular, improviso e pedagogia disfarçada de brincadeira. Ruy puxa o fio da relação entre rádio, teatro e oralidade — afinal, ambos vivem da palavra que precisa convencer sem imagem, do gesto que constrói cena no ar. É um episódio que serve tanto pra quem faz comunicação quanto pra quem se interessa por cultura popular brasileira de verdade, fora dos grandes circuitos. Vale ouvir porque o Papo com Ruy não tenta esticar o que cabe em pouco tempo. Carolina entrega o essencial: o que é a peça, como ela acontece, e por que teatro feito na rua ainda é uma das formas mais honestas de encontrar plateia. Pra quem trabalha com voz, palco ou microfone, é uma aula curta sobre presença e improviso. ### Destaques - Conhecer a "Dupla Popular", núcleo cênico de "A História do Coco" - Entender o que é o "Baú da Imaginação" e como ele estrutura a peça - Discutir a relação entre teatro de rua, palco e plateia - Ouvir Carolina Barbato sobre processo de criação e improviso - Conectar oralidade do teatro popular com a tradição do rádio brasileiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como teatro de rua usa objeto e gesto pra construir personagem na hora - Aqui você aprende por que romper a fronteira palco-plateia é decisão estética, não acaso - Você sai com referências de teatro popular brasileiro feito fora do eixo institucional --- ### Papo com Ruy #73: Tauê e Tony e "As Metades da Laranja" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-73-taue-e-tony-e-as-metades-da-laranja **Publicado:** 2023-04-16 · 15min **Tópicos:** teatro-carioca, comedia-musical, taua-delmiro, fabio-junior, amores-toxicos, dramaturgia, teatro-independente, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=kRqbxhYoZlQ > As metades da laranja - Uma comédia-musical" é uma obra idealizada por Tauã Delmiro, costurada por grandes clássicos da música romântica No episódio #24 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Tauã Delmiro e o ator conhecido como Tony para uma conversa sobre 'As Metades da Laranja', comédia musical que costura o repertório romântico de Fábio Jr. com uma sátira aos clichês do melodrama. Em quinze minutos diretos, a entrevista vai do impulso criativo da peça — idealizada pelo próprio Tauã — até as escolhas de encenação que dão à obra sua identidade: três atores que se revezam em todos os personagens, sem cenário, sustentados apenas pelo corpo, pelo humor e pela cumplicidade em cena. O papo passeia entre o riso e a reflexão. De um lado, a celebração do cancioneiro brega-romântico que embalou gerações; de outro, uma leitura crítica dos amores tóxicos que essas mesmas canções normalizaram. Tauã e Tony explicam como o trio — completado por Analu Pimenta e Victor Maia — chegou a essa estética minimalista, e por que abrir mão de objetos cênicos foi uma decisão dramatúrgica, não orçamentária. O resultado é teatro popular sem ser raso: usa a memória afetiva do público como matéria-prima e devolve em forma de espelho. Vale ouvir por três motivos. Primeiro, porque é um retrato curto e honesto de como nasce um espetáculo independente no Rio hoje, com o apoio da Funarj e a realização da Produtora Constelar. Segundo, porque Ruy puxa o fio do ofício — ensaio, criação coletiva, presença em cena — em vez de ficar na superfície promocional. E terceiro, porque cabe num intervalo do dia: quinze minutos para entender por que Fábio Jr. virou ponto de partida pra falar de relação adulta, machismo afetivo e a comédia como ferramenta de crítica. ### Destaques - Conhecer 'As Metades da Laranja', comédia musical idealizada por Tauã Delmiro sobre os clichês do melodrama romântico - Entender por que o repertório de Fábio Jr. virou trilha e fio condutor da peça - Descobrir como três atores encarnam todos os personagens sem cenografia, só com corpo e humor - Ouvir Tauã e Tony falarem do processo criativo e da química do trio com Analu Pimenta e Victor Maia - Mapear quem está por trás da realização: Funarj, Prio3, Rádio Laura e Produtora Constelar ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma ficha clara da peça: elenco, conceito, tom e onde se encaixa no teatro carioca atual - Aqui você entende como uma comédia popular pode ser também leitura crítica de amores tóxicos - Você termina o episódio com a sensação de que minimalismo cênico é escolha estética, não limitação - Aprende como artistas independentes articulam apoio institucional e produção para colocar espetáculo de pé --- ### Papo com Ruy #66: Bruno Bacelar e "João Caetano ou Morte" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-66-bruno-bacelar-e-joao-caetano-ou-morte **Publicado:** 2023-03-23 · 12min **Tópicos:** teatro-brasileiro, joao-caetano, identidade-nacional, dramaturgia, teatro-carioca, bicentenario-da-independencia, entrevista, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=GAAPY_7LQlw > Entrevista com Bruno Bacelar! Em pouco mais de doze minutos, Ruy Jobim recebe o ator e dramaturgo Bruno Bacelar para um papo direto sobre 'João Caetano ou Morte', espetáculo escrito a quatro mãos com Rohan Baruck que coloca em cena dois personagens improváveis para discutir o Brasil dos 200 anos de independência. A conversa começa pelo gesto fundador da peça — um ensaio fictício em que biografias se cruzam — e abre espaço para entender por que João Caetano, pioneiro do teatro brasileiro do século XIX, ainda diz tanto sobre a busca de uma identidade nacional que insiste em não se completar. Bacelar conta o processo de criação, o tom de humor que sustenta a dramaturgia e a aposta em fazer dos embates dos dois biografados um espelho das ancestralidades dos próprios atores em cena. Ruy puxa o fio que mais lhe interessa: o autoconhecimento como ferramenta política e artística, o lugar do teatro carioca hoje e a cadeia de afetos que faz uma peça independente nascer — da Rádio Laura à Funarj, passando pela Produtora Constelar e o oferecimento da Prio. É uma entrevista curta no relógio, mas densa no que revela sobre como se faz teatro no Rio em 2022. Vale ouvir por dois motivos: para quem acompanha a cena teatral, é um retrato fresco de um espetáculo que cruza pesquisa histórica com riso; para quem chega pelo rádio e pela cultura, é um lembrete de que comunicação e palco dividem a mesma matéria-prima — a voz, o corpo, a presença. Ruy entrevista como quem conversa, e Bacelar responde como quem ainda está costurando a peça por dentro. ### Destaques - Conhecer 'João Caetano ou Morte', peça de Bruno Bacelar e Rohan Baruck sobre identidade nacional brasileira - Entender por que João Caetano, pioneiro do teatro do século XIX, segue sendo chave para ler o Brasil - Acompanhar como o humor vira ferramenta para discutir os 200 anos de independência - Ouvir Bacelar contar o processo de criação e o jogo cênico entre os dois atores em cena - Mapear a rede que sustenta o espetáculo: Rádio Laura, Funarj, Produtora Constelar e Prio - Captar o olhar de Ruy Jobim sobre teatro carioca, ancestralidade e autoconhecimento ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo a proposta dramatúrgica de 'João Caetano ou Morte' e o que ela debate sobre identidade brasileira - Aqui você aprende como um espetáculo independente se articula no Rio — parceiros, apoio institucional e produção - Você sai com a percepção de que teatro e rádio compartilham um mesmo trabalho de voz, presença e escuta - Você fica com pistas para acompanhar Bruno Bacelar e a cena teatral carioca contemporânea --- ### Papo com Ruy #67: Stella Maria, Andre Celant e João Fonseca em "Alzira Power" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-67-stella-maria-andre-celant-e-joao-fonseca-em-alzira-power **Publicado:** 2023-03-23 · 34min **Tópicos:** teatro, alzira-power, dramaturgia, stella-maria, andre-celant, joao-fonseca, cena-carioca, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=sZykkLxaUzg > Estranha aos olhos dos outros por tomar atitudes pouco comuns para seu tempo, encara a vida com a rebeldia dos que se recusam a se enquadrar No vigésimo primeiro episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim abre espaço para uma conversa que cruza rádio, teatro e literatura a partir de Alzira Power, peça que ganhou nova montagem com Stella Maria no papel-título, André Celant como Ernesto e João Fonseca na direção. O ponto de partida é uma personagem incômoda — uma mulher que recusa o lugar reservado a ela pelo seu tempo e transforma a própria sala de casa em palco de um jogo de poder com um vendedor casado, conformado, atraído pela porta deixada aberta de propósito. Ruy puxa o fio dessa anarquia doméstica para entender como atriz, ator e diretor traduzem em corpo e voz uma escrita que provoca tanto quanto desconforta. A conversa tem o tom direto que virou marca da casa: pouca cerimônia, muita escuta. Stella Maria fala do desafio de habitar uma figura que não pede empatia barata; André Celant conta como construiu um Ernesto humilhado, pressionado e, ao mesmo tempo, espelho de uma masculinidade média; João Fonseca abre o trabalho de mesa, a leitura do texto e as escolhas de encenação que fazem o público sair do teatro com mais perguntas do que respostas. No meio do caminho, o trio costura ofício de palco com a tradição da palavra falada — território natural de quem ouve a Escola de Rádio. Vale ouvir porque é um encontro raro entre gente de teatro e um entrevistador formado pelo microfone. Em 35 minutos, o episódio entrega bastidor de montagem, leitura crítica de personagem e um retrato honesto do que move artistas a remontar um texto incômodo no Rio de hoje, com Rádio Laura na produção sonora e a Constelar na realização. Para quem acompanha cultura, dramaturgia e a cena carioca, é meia hora bem investida. ### Destaques - Conhecer Alzira pela voz de Stella Maria, atriz que defende a personagem-título - Entender o Ernesto de André Celant, o vendedor que entra em casa e não sai mais o mesmo - Ouvir João Fonseca sobre a direção e as escolhas de encenação da remontagem - Discutir como teatro e rádio conversam pela palavra falada e pela construção de voz - Acompanhar bastidores da montagem realizada pela Produtora Constelar com apoio da FUNARJ - Provocar uma leitura sobre rebeldia feminina e masculinidade conformada em cena ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura mais afinada da personagem Alzira e do jogo de poder que sustenta a peça - Aqui você aprende como atores e diretor pensam construção de personagem a partir de um texto provocador - Você sai com referências concretas para assistir Alzira Power e acompanhar o trabalho de Stella Maria, André Celant e João Fonseca - Você percebe pontes entre ofício de palco e ofício de microfone, úteis para quem estuda voz e interpretação --- ### Papo com Ruy #68: Mônica Bittencourt e a peça "Perversa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-68-monica-bittencourt-e-a-peca-perversa **Publicado:** 2023-03-23 · 21min **Tópicos:** teatro-carioca, monologo, dramaturgia, monica-bittencourt, gustavo-rocha, amor-contemporaneo, entrevista, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=diwyNz0cV0A > PERVERSA é uma obra teatral que mergulha nas complexidades do amor, explorando seus aspectos mais belos, patéticos e terríveis Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz Mônica Bittencourt para uma conversa franca sobre PERVERSA, monólogo que ela co-escreveu com Gustavo Rocha — também diretor da peça — e que vem provocando plateias com uma pergunta incômoda: 'Sou um monstro ou isso é ser uma pessoa?'. Em vinte e dois minutos, a entrevista atravessa o processo de criação da obra, o desafio físico e emocional de carregar sozinha o palco e a decisão deliberada de tratar o amor sem romantização, expondo o que ele tem de belo, patético e terrível ao mesmo tempo. Mônica conta como nasceu a personagem que leva seu próprio nome — uma narradora que arrasta o público por amores e desamores levados ao extremo — e por que a dupla optou por costurar humor, cinismo e perversidade num mesmo tecido dramático. A conversa toca em pontos que interessam a quem faz e a quem consome teatro contemporâneo: a alegoria de terror que a peça constrói sobre relacionamentos fugazes, o desamparo afetivo da vida urbana e essa incapacidade tão atual de amar sem matar o que se ama. Ruy provoca a convidada sobre construção de voz, presença em cena no monólogo e os bastidores de uma produção carioca que reúne Rádio Laura, Funarj e Produtora Constelar. Vale ouvir porque é uma fotografia honesta do teatro carioca em 2026 — um recorte de bastidor sobre como uma atriz-autora pensa o próprio ofício, sem o verniz das entrevistas promocionais. Para quem trabalha com voz, locução ou dramaturgia, é uma aula curta sobre transformar texto em corpo. Para quem só gosta de boa conversa, é Ruy Jobim fazendo o que faz de melhor: tirar do convidado aquilo que normalmente não aparece no release. ### Destaques - Conhecer a gênese de PERVERSA, monólogo co-escrito por Mônica Bittencourt e Gustavo Rocha - Entender por que a peça mistura humor, cinismo e perversidade para falar de amor - Ouvir Mônica explicar o que é sustentar sozinha um palco em formato de monólogo - Discutir a 'alegoria de terror' construída sobre relacionamentos contemporâneos - Explorar o desamparo afetivo e a incapacidade de amar como temas centrais da obra - Conhecer os bastidores da produção carioca com Rádio Laura, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura mais afiada sobre como o teatro contemporâneo encara o amor sem clichê - Aqui você aprende como uma atriz-autora pensa a construção de personagem que leva o próprio nome - Você sai com referências concretas sobre o circuito teatral carioca de 2026 e seus parceiros institucionais - Você ganha vocabulário para falar de monólogo, presença em cena e o uso do humor como ferramenta dramática --- ### Papo com Ruy #65: Leandro Fazolla e "Uma História de Rabos Presos" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-65-leandro-fazolla-e-uma-historia-de-rabos-presos **Publicado:** 2023-03-09 · 20min **Tópicos:** teatro-infantojuvenil, cia-cerne, ruth-rocha, leandro-fazolla, teatro-carioca, cultura-e-cidadania, funk-no-teatro, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=OjkeLiK-WWk > Conheça Leandro Fazolla nessa incrivel entrevista! No episódio #20 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Leandro Fazolla para uma conversa que sai do estúdio e vai direto para o palco — mais especificamente, para o universo do teatro infantojuvenil que pensa criança como gente grande, capaz de discutir poder, política e cidadania sem perder a graça nem o jogo cênico. O ponto de partida é "Uma História de Rabos Presos", segundo espetáculo da Cia. Cerne voltado ao público infantojuvenil, inspirado na obra de Ruth Rocha e embalado pelo ritmo do funk. Em vinte e poucos minutos de papo, Fazolla conta como nasce um espetáculo que transforma uma metáfora popular — a do "rabo preso" entre figuras poderosas — em fábula visual, musical e provocadora. A conversa interessa a quem faz teatro, a quem programa cultura e a quem trabalha com comunicação para infância. Fazolla detalha o processo da Cia. Cerne, o desafio de escrever um texto ágil para plateias que não toleram lengalenga, e a aposta de usar funk como linguagem para falar de ética pública com crianças e adolescentes. Ruy puxa o fio pelo lado da formação — afinal, o que cabe a um espetáculo infantojuvenil quando o assunto é cidadania? — e o convidado responde sem moralismo: a peça quer estimular a curiosidade e o questionamento, e, de quebra, fazer o adulto que acompanha revisitar o próprio olhar. É um episódio curto, direto e útil para quem se interessa pelos bastidores do teatro carioca, pela cena independente do Rio e pelo modo como artistas têm articulado financiamento, apoio institucional e narrativa autoral. No caminho aparecem os nomes que sustentam a montagem — Rádio Laura, Prio, Funarj, Produtora Constelar — e fica clara a importância de uma cadeia de apoio para que projetos de risco simbólico cheguem ao palco. Para o ouvinte do Papo com Ruy, é um retrato concentrado de como se faz cultura para crianças hoje no Brasil: com humor, ritmo, rigor e uma boa dose de coragem para tratar criança como interlocutor, não como audiência passiva. ### Destaques - Conhecer Leandro Fazolla e o trabalho da Cia. Cerne no teatro infantojuvenil - Entender a gênese de "Uma História de Rabos Presos", inspirada em Ruth Rocha - Discutir como o funk vira linguagem cênica para falar de poder com crianças - Mapear a rede de apoio do espetáculo: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar - Refletir sobre teatro como ferramenta de formação de cidadania desde a infância - Ouvir Ruy Jobim explorar o cruzamento entre teatro, rádio e cultura carioca ### O que você leva desse episódio - Aqui você entende como uma metáfora popular vira dramaturgia infantojuvenil - Você termina o episódio com referências concretas de teatro infantil que leva tema sociopolítico a sério - Aqui você aprende como articular linguagem pop (funk) com pauta de cidadania sem infantilizar a criança - Você sai com o nome de uma companhia, de um espetáculo e de uma rede de apoio para acompanhar --- ### Papo com Ruy #63: Márcia Santos e a peça "As Pessoas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-63-marcia-santos-e-a-peca-as-pessoas **Publicado:** 2023-02-23 · 27min **Tópicos:** teatro, monologo, teatro-carioca, entrevista, marcia-santos, comportamento-contemporaneo, producao-independente, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=hjzF8LEMU9I > Conheça Márcia Santos nessa surpreendente entrevista! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Márcia Santos — atriz, produtora e autora — para uma conversa que parte do palco e se desdobra em reflexão sobre o tempo em que vivemos. O ponto de partida é o monólogo "As Pessoas", peça que Márcia escreve, produz e protagoniza, dirigida por Rogério Fanju. Em cena, ela dá corpo a Zelma, mulher instruída, cansada e em fricção com o próprio entorno, que ergue uma muralha simbólica de caixas e livros para se proteger do mundo lá fora. Esse gesto cênico abre o terreno para a entrevista: o que sobra de uma pessoa quando ela percebe que não cabe mais no script coletivo? A conversa é curta, direta e surpreendente, fiel ao formato do programa. Ruy puxa Márcia para falar do processo de escrever um texto autoral, dos riscos de subir sozinha ao palco e do incômodo produtivo de encarar um espelho que não devolve resposta pronta. A peça ataca, com humor crítico, esse vício contemporâneo de analisar "as pessoas" sempre na terceira pessoa — esse coletivo abstrato que serve para julgar o outro e nunca a si mesmo. Márcia desmonta a expressão e devolve a pergunta: que entidade incorpórea é essa que chamamos de "as pessoas"? Vale ouvir por três motivos. Primeiro, pelo retrato de uma artista que assume todas as cadeiras do projeto — autoria, produção, atuação — num teatro carioca que insiste em existir entre apoios institucionais e produção independente. Segundo, pela conversa sobre comportamento contemporâneo, solidão intelectual e o cansaço de quem percebe demais. Terceiro, porque é Ruy Jobim no que faz de melhor: entrevista enxuta, curiosa, sem perguntas decoradas, que trata teatro, rádio e literatura como partes do mesmo ofício de construir cultura no Brasil. ### Destaques - Conhecer Márcia Santos, atriz, produtora e autora do monólogo "As Pessoas" - Entender a gênese de Zelma, personagem que ergue muralhas de livros para se proteger do mundo - Discutir o vício coletivo de julgar "as pessoas" sempre na terceira pessoa - Ouvir os bastidores de uma produção independente do teatro carioca, com direção de Rogério Fanju - Acompanhar Ruy Jobim numa entrevista curta, direta e fora do script óbvio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com vontade de assistir "As Pessoas" e olhar pro próprio reflexo nesse coletivo abstrato - Aqui você entende como uma artista sustenta autoria, produção e atuação num mesmo projeto - Você leva uma reflexão sobre solidão intelectual e cansaço contemporâneo que extrapola o palco --- ### Papo com Ruy #64: Tatiana Vereza e "Carne de Segunda" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-64-tatiana-vereza-e-carne-de-segunda **Publicado:** 2023-02-23 · 16min **Tópicos:** teatro, entrevista, tatiana-vereza, carne-de-segunda, feminismo-no-teatro, teatro-carioca, violencia-de-genero, dramaturgia **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=AFQI24ma2Dc > Conheça Tatiana Vereza nessa incrível entrevista que vai mudar sua visão! No episódio #19 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz Tatiana Vereza para uma conversa breve, mas intensa, sobre o solo teatral "Carne de Segunda" — espetáculo que coloca em cena uma mulher que decide assumir as rédeas da própria vida apesar de tudo que dizem sobre ela: bruta, violenta, safada, gorda, feia, louca. Em pouco mais de quinze minutos, atriz e entrevistador atravessam a peça por dentro, discutindo de onde vem a personagem, como o palco se transforma em arena política e por que o teatro contemporâneo continua sendo um dos lugares mais potentes para confrontar a violência doméstica e de gênero no Brasil. O tom é o que o programa já consolidou: entrevista direta, sem rodeio, com Ruy puxando a história do ofício enquanto deixa a convidada respirar. Tatiana fala da construção do solo, dos mecanismos cotidianos de silenciamento da mulher potente e da escolha de levar essa dor para o tablado em vez de esconder. A conversa também passa pela rede que sustenta o trabalho — Rádio Laura, Funarj, Produtora Constelar, oferecimento Prio3 — mostrando como um espetáculo independente se ergue no Rio hoje. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é raro ver uma artista articular com tanta clareza a ponte entre experiência pessoal, dramaturgia e ação política sem cair no panfleto. Segundo, porque Ruy tem um jeito de entrevistar que extrai contexto de bastidor — figurino, direção, circulação — sem perder o fio da emoção. Quem gosta de teatro carioca, dramaturgia feminista ou simplesmente de uma boa conversa sobre o que move alguém a subir no palco vai sair daqui com referência nova para anotar. ### Destaques - Conhecer Tatiana Vereza e o solo "Carne de Segunda" pela voz da própria atriz - Entender como a peça transforma rótulos impostos à mulher em matéria-prima cênica - Ouvir sobre os mecanismos de silenciamento da mulher potente e como o teatro responde a eles - Mapear a rede de apoio do espetáculo: Rádio Laura, Funarj, Prio3 e Produtora Constelar - Acompanhar Ruy Jobim explorando a fronteira entre arte, política e violência de gênero ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que "Carne de Segunda" é mais do que um solo: é um manifesto cênico contra a violência doméstica - Aqui você aprende como uma atriz transforma os adjetivos usados para calar mulheres em combustível dramatúrgico - Você sai com um nome novo do teatro carioca contemporâneo no radar — e com vontade de ver a peça ao vivo --- ### Papo com Ruy #62: João Guilherme Toasco entrevista o diretor da Escola de Rádio **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-62-joao-guilherme-toasco-entrevista-o-diretor-da-escola-de-radio **Publicado:** 2023-02-14 · 36min **Tópicos:** papo-com-ruy, ruy-jobim, dia-mundial-do-radio, historia-do-radio, locucao, escola-de-radio, entrevista, radio-no-brasil **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=0kyo3AeHijs > Entrevista com Ruy Jobim no Dia Mundial do Rádio! No Dia Mundial do Rádio, o jogo se inverte no Papo com Ruy: quem entrevista é o jornalista João Guilherme Toasco, e o entrevistado é o próprio Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio, locutor com décadas de microfone e um dos nomes que ajudaram a costurar a memória do rádio brasileiro fora dos manuais. Em 36 minutos de conversa direta, Toasco puxa o fio biográfico de Ruy para entender como um menino apaixonado por ondas hertzianas virou professor de gerações inteiras de comunicadores, e por que ele insiste em tratar o rádio como linguagem viva, não como peça de museu. O episódio funciona como uma aula camuflada de entrevista. Ruy fala da formação, dos mestres que ouviu, dos bastidores das emissoras que passaram pela sua vida e da decisão de fundar uma escola para ensinar locução, técnica vocal e história do rádio quando quase ninguém estava olhando para esse lado do ofício. Entre uma lembrança e outra, sobra espaço para o que realmente importa: a defesa do rádio como veículo afetivo, da palavra falada como ferramenta de presença e da escuta como exercício profissional. Vale ouvir tanto para quem sonha em viver de voz quanto para quem só gosta de boa conversa. É curto, é denso, e tem aquele clima de papo entre dois caras que respeitam o microfone — um perguntando com calma de jornalista de rua, o outro respondendo com o tempo de quem já contou essa história mil vezes mas ainda acha graça em contar de novo. ### Destaques - Inverter o jogo: desta vez quem senta no banco do entrevistado é o próprio Ruy Jobim - Mergulhar na trajetória do diretor da Escola de Rádio, do primeiro microfone até a sala de aula - Celebrar o Dia Mundial do Rádio com memória afetiva e história do veículo no Brasil - Entender por que Ruy fundou uma escola dedicada à locução e à formação de comunicadores - Acompanhar o estilo direto de João Guilherme Toasco entrevistando um veterano do rádio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais humana e biográfica de quem é Ruy Jobim por trás do título de professor - Aqui você entende por que o rádio segue relevante mesmo na era do streaming, pela voz de quem viveu várias eras do veículo - Você leva referências concretas sobre formação em locução e o caminho de quem quer trabalhar com voz no Brasil - Você sai com um retrato do Dia Mundial do Rádio contado de dentro, por quem dedica a vida ao microfone --- ### Papo com Ruy #59: Graciela Pozzobon e a importância da audiodescrição **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-59-graciela-pozzobon-e-a-importancia-da-audiodescricao **Publicado:** 2023-02-09 · 33min **Tópicos:** audiodescricao, acessibilidade, comunicacao-inclusiva, teatro-acessivel, radio, producao-cultural, libras, cinema-falado **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=UMk4-H6uvvU > Bate papo com Graciela Pozzobon, produtora Cinema falado, abordando a importância da acessibilidade na comunicação Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Graciela Pozzobon, produtora da Cinema Falado, para uma conversa que coloca a acessibilidade no centro da comunicação contemporânea. Em pouco mais de meia hora, o bate-papo costura experiência prática, sensibilidade e técnica para mostrar que audiodescrição não é um adendo de boas intenções — é linguagem, é ofício e é direito. Graciela traz a vivência de quem produz acessibilidade audiovisual no Brasil e ajuda a desmontar a ideia de que o tema interessa apenas a quem tem deficiência visual: trata-se, no fim, de qualidade narrativa para todo mundo. O tom é direto, próximo, com a curiosidade característica do programa. Ruy puxa o fio do rádio — território em que a palavra precisa pintar imagem — para conectar com o trabalho de descrever cenas, gestos e atmosferas no audiovisual e no teatro. A conversa passa pela rotina do roteiro de audiodescrição, pelas escolhas estéticas que separam o descritivo cru do verdadeiramente expressivo, e pelo papel da locução nesse processo. Há ainda espaço para falar do mercado, da formação ainda escassa de profissionais e da pressão crescente por inclusão real em produções culturais cariocas. Vale ouvir porque o episódio funciona como uma porta de entrada honesta: quem nunca pensou no assunto sai com outra escuta, e quem já trabalha com voz, rádio ou teatro encontra reflexões aplicáveis ao que faz amanhã. É um diálogo sobre presença, tempo e respeito ao público — temas que deveriam estar no centro de qualquer comunicação que pretenda durar. ### Destaques - Entender o que é audiodescrição e por que ela é parte da comunicação, não um extra - Conhecer o trabalho da Cinema Falado e a trajetória de Graciela Pozzobon - Discutir como rádio, teatro e audiovisual se cruzam no ofício de narrar imagens - Refletir sobre acessibilidade como qualidade narrativa, não obrigação burocrática - Mapear o cenário carioca de teatro acessível e produção inclusiva - Ouvir bastidores de quem escreve e dirige roteiros de audiodescrição ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma definição clara de audiodescrição e do seu lugar dentro da comunicação - Aqui você aprende a enxergar acessibilidade como decisão criativa, não como custo extra - Você termina o episódio entendendo por que locutores e profissionais de voz precisam dominar essa linguagem - Você ganha referências de quem está produzindo cultura acessível no Rio de Janeiro hoje --- ### Papo com Ruy #60: Ramon Matheus, vocalista da banda "Tem Amor" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-60-ramon-matheus-vocalista-da-banda-tem-amor **Publicado:** 2023-02-09 · 23min **Tópicos:** musica-brasileira, banda-tem-amor, cena-carioca, entrevista, musica-independente, ramon-matheus, cultura-rj **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=_sNPw_UUoCQ > Bate-papo com Ramon Matheus, conheça o vocalista da banda "Tem Amor" nessa entrevista cheia de amor! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Ramon Matheus, vocalista e um dos rostos da banda carioca Tem Amor. Em pouco mais de vinte minutos, a conversa percorre o que move um grupo que decidiu, em plena efervescência da cena independente do Rio, fundar uma banda cuja matéria-prima é justamente aquilo que a gente costuma achar batido demais para virar repertório: o amor. Amor romântico, amor-próprio, amor pela música, amor pelo ofício. A entrevista escapa do óbvio porque Ramon não está ali vendendo um disco — está contando como se constrói uma identidade artística em volta de uma palavra que todo mundo acha que conhece. O tom é o que o ouvinte já espera de Ruy: pergunta curta, escuta longa. Sobra espaço para Ramon falar de bastidor — como a banda nasceu em 2015, como o repertório foi se moldando pela vivência dos integrantes, e como é manter um projeto autoral vivo entre shows, ensaios e a rotina de um músico carioca. Há também o recorte que interessa a quem acompanha a Escola de Rádio: a relação entre a canção popular brasileira, o rádio e o palco do teatro carioca, três territórios que continuam se alimentando mesmo quando o mercado finge que não. Vale ouvir se você curte conhecer artistas antes de eles virarem manchete, se trabalha com comunicação e quer entender como um músico pensa narrativa, ou se simplesmente está procurando uma trilha nova para colocar no fim de tarde. É um episódio leve, mas que deixa pista — daquelas conversas curtas que terminam com você procurando a banda no streaming. ### Destaques - Conhecer a origem da banda Tem Amor, fundada em 2015 no Rio de Janeiro - Entender por que o amor virou tema-eixo do repertório, e não só letra ocasional - Ouvir Ramon Matheus falar do processo de compor a partir de afeto, sem cair em clichê - Mapear como a cena carioca de música autoral se cruza com teatro e rádio - Descobrir referências e influências que moldam a sonoridade do grupo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com a banda Tem Amor no radar e uma porta de entrada pelo próprio vocalista - Aqui você entende como um artista independente constrói identidade em volta de um conceito simples - Sai com uma leitura mais afiada sobre a cena musical carioca contemporânea e seus pontos de contato com rádio e teatro --- ### Papo com Ruy #61: Conheça Jefferson Almeida **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-61-conheca-jefferson-almeida **Publicado:** 2023-02-09 · 41min **Tópicos:** teatro, entrevista, direcao-teatral, dramaturgia, processo-criativo, teatro-carioca, principio-da-incerteza, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=x0ll1cm3wYI > Uma entrevista incrível com Jefferson Almeida e seu mais recente espetáculo de teatro! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Jefferson Almeida para uma conversa direta sobre o ofício do teatro, a sala de ensaio como laboratório e o espetáculo Princípio da Incerteza, dirigido por Jefferson em parceria de dramaturgia com Rosyane Trotta. Mais do que divulgar uma estreia, a entrevista funciona como um corte transversal no método: o que acontece quando se entra em cena sem roteiro fechado, sem meta de chegada, e a escrita passa a nascer do que se escuta no ensaio e do que se sofre fora dele. Em pouco mais de quarenta minutos, Ruy puxa Jefferson para falar de processo — não de release. O papo atravessa a lógica de criação compartilhada, a tensão entre direção e dramaturgia em construção simultânea, e o jeito de encarar a incerteza como matéria-prima e não como obstáculo. Há espaço também para o circuito teatral carioca, o papel de instituições como a Funarj no apoio institucional e a estrutura de produção que sustenta um trabalho experimental — com Rádio Laura na realização sonora, Produtora Constelar na realização e Prio como oferecimento. Vale ouvir por três motivos. Primeiro, porque é raro um diretor falar com tanta franqueza sobre o que ele ainda não sabe sobre o próprio espetáculo. Segundo, porque Ruy conduz no ritmo que o programa firmou: pergunta curta, escuta longa, sem pressa de fechar verdade. Terceiro, porque o episódio funciona como uma pequena aula sobre o que significa fazer teatro de pesquisa hoje no Rio — o que entra na sala, o que sai, e o que precisa ser dito em voz alta para o trabalho existir. ### Destaques - Conversa com Jefferson Almeida sobre direção, processo e a estreia de Princípio da Incerteza - Discutir a parceria de dramaturgia em processo com Rosyane Trotta - Entender por que a sala de ensaio vira ponto de partida da escrita, e não o contrário - Mapear a estrutura de produção: Rádio Laura, Funarj, Prio e Produtora Constelar - Refletir sobre o teatro carioca de pesquisa e o lugar da incerteza como método ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como um espetáculo pode nascer sem roteiro fechado - Aqui você aprende como direção e dramaturgia podem se construir em paralelo, no mesmo ensaio - Você sai com uma leitura prática de como apoio institucional sustenta teatro experimental no Rio - Você ganha um vocabulário melhor para falar sobre processo criativo — não só sobre resultado --- ### Papo com Ruy #58: Rossana Fisciletti **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-58-rossana-fisciletti **Publicado:** 2023-02-02 · 25min **Tópicos:** consumidor-4-0, direito-do-consumidor, industria-4-0, marketing-digital, transformacao-digital, entrevista, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=R5cpcAVhU4Q > Desculpem pela interferência no vídeo Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Rossana Fisciletti para uma conversa que mistura direito do consumidor, transformação digital e os bastidores de quem decidiu transformar pesquisa acadêmica em livro. Logo na abertura, Ruy avisa: o vídeo teve interferência técnica, mas o áudio segue firme — e a conversa, segundo ele mesmo, é importante demais para ser podada por causa de um chiado. A escolha de manter o material no ar dá o tom de toda a entrevista: aqui o que vale é o conteúdo, não o acabamento de estúdio. O fio condutor é a obra de Rossana sobre o Consumidor 4.0 — a figura que nasce no meio da Indústria 4.0, vive de algoritmo, recomendação e compra por impulso digital, e desafia conceitos clássicos do direito do consumo como boa-fé, confiança e vulnerabilidade. Rossana explica como tecnologias disruptivas remodelaram a relação entre quem vende e quem compra, e por que isso obriga advogados, economistas, administradores e profissionais de marketing a repensar manuais que ainda tratam o consumidor como um sujeito passivo de catálogo impresso. Ruy puxa o assunto para o terreno que conhece — comunicação, rádio, vínculo com a audiência — e a conversa naturalmente cruza consumo, mídia e cultura. É um episódio para quem gosta de ver rádio conversando com o mundo lá fora. Em 25 minutos, Papo com Ruy entrega um retrato direto de uma pesquisadora que olha para o consumidor contemporâneo sem nostalgia e sem alarmismo, e mostra por que esse debate interessa a qualquer comunicador que precise entender o ouvinte de 2026. ### Destaques - Apresentar Rossana Fisciletti e o contexto da obra sobre Consumidor 4.0 - Discutir como tecnologias disruptivas redesenham a relação consumidor x fornecedor - Revisitar princípios clássicos: boa-fé, confiança e presunção de vulnerabilidade - Conectar Indústria 4.0, marketing digital e novos hábitos de compra - Mostrar por que o tema atravessa Direito, Economia, Administração e Comunicação - Conversar sobre o ofício de transformar pesquisa densa em livro acessível ### O que você leva desse episódio - Você entende quem é o Consumidor 4.0 e por que ele quebra modelos jurídicos antigos - Você sai com vocabulário novo para discutir consumo digital com clientes e ouvintes - Você percebe como Indústria 4.0 e marketing rápido afetam quem produz conteúdo - Você termina o episódio com uma referência de leitura para aprofundar o tema --- ### Papo com Ruy #57: Valeria Andrade: a história da locutora Val Andrade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-57-valeria-andrade-a-historia-da-locutora-val-andrade **Publicado:** 2023-01-30 · 64min **Tópicos:** locucao, historia-do-radio, radio-no-brasil, mudanca-de-carreira, bastidores-de-estudio, voz-feminina, radio-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=dglNSET5gi4 > Em Janeiro de 23, Ruy Jobim e Valéria Andrade bateram um papo sobre mudança de profissão, rádio, bastidores Em janeiro de 2023, Ruy Jobim recebeu Valéria Andrade — a Val Andrade que muita gente conheceu pela voz antes de conhecer pelo nome — para uma conversa que escapa do roteiro de entrevista de rádio e vira retrato de ofício. Val chega contando como um dia trocou de profissão, atravessou portas que pareciam fechadas e foi parar atrás de um microfone, num tempo em que locução feminina ainda precisava brigar por espaço de fala. O papo é leve, mas não raso: enquanto rola o bom humor que o ouvinte do canal já reconhece, Ruy puxa o fio dos bastidores — o estúdio por dentro, o tipo de chefia que forma e o tipo que destrói, o microfone como instrumento de trabalho e a voz como identidade construída. O episódio vale como documento afetivo do rádio brasileiro contado por quem viveu de dentro. Val não recita currículo: ela conta histórias de cabine, de programa ao vivo, de erro engraçado, de decisão profissional que muda tudo. Ruy, professor de rádio antes de apresentador, sabe exatamente onde apertar — pergunta sobre técnica, sobre escolha de palavra, sobre o que separa quem só fala bonito de quem comunica. É o tipo de entrevista que serve igualmente para o ouvinte curioso, para o aluno de locução e para o profissional veterano que quer ouvir um colega pensar em voz alta. O tom é de mesa de bar entre gente que se respeita: sem reverência boba, sem hierarquia, com aquela cumplicidade de quem dividiu estúdio em alguma vida. Quem acompanha a Escola de Rádio e a série de entrevistas do Ruy vai reconhecer o formato — papo curto, direto, generoso em pista prática — e quem está chegando agora ganha uma boa porta de entrada para a história viva do rádio no Rio. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Valéria Andrade da mudança de profissão até a consolidação como locutora - Ouvir bastidores reais de estúdio e de programa ao vivo contados por quem operou o microfone - Entender como uma voz feminina se afirma num mercado historicamente masculino - Acompanhar Ruy Jobim destrinchando técnica de locução com quem fez carreira disso - Pegar referências de cultura de rádio carioca e do circuito de teatro do Rio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção concreta de como uma carreira em locução se constrói na prática, longe do curso ideal - Aqui você aprende a escutar voz como ofício — escolha de palavra, respiração, intenção — e não só como timbre bonito - Você leva referências históricas do rádio brasileiro contadas em primeira pessoa, não em verbete - Você sai com a sensação de que mudar de profissão e recomeçar é decisão técnica, não só coragem --- ### Papo com Ruy #54: Fabricio Neri e Gaia Patricia em "Seu Miguel Seu Miguel" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-54-fabricio-neri-e-gaia-patricia-em-seu-miguel-seu-miguel **Publicado:** 2023-01-12 · 16min **Tópicos:** teatro, teatro-de-formas-animadas, marionetes, teatro-infantojuvenil, teatro-carioca, grupo-depois-do-ensaio, entrevista, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=7eWuD2vhEsA > O Grupo Depois do Ensaio trás ao público uma história recheada de encontros e esperança No nono episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Fabricio Neri e Gaia Patricia, do Grupo Depois do Ensaio, para uma conversa de dezesseis minutos sobre "Seu Miguel, Seu Miguel" — espetáculo infanto-juvenil de cinquenta minutos que aposta na linguagem do Teatro de Formas Animadas, com marionetes e máscaras, para falar de algo aparentemente simples e cada vez mais raro: a capacidade de olhar com atenção para o outro. A história acompanha um artesão que perdeu o sentido do próprio ofício até ser atravessado pela visita de Nina, uma menina cujo sorriso reabre nele um fio de esperança suficiente para seguir acreditando nas pessoas. A conversa transita pelos bastidores da montagem, pelas escolhas estéticas do grupo e pelo desafio de fazer teatro de formas animadas para crianças e jovens sem subestimar o público. Fabricio e Gaia falam do processo coletivo do Depois do Ensaio, da relação entre o trabalho manual do artesão em cena e o trabalho artesanal da própria companhia, e de como marionetes e máscaras carregam camadas que o ator de carne e osso nem sempre alcança. Há espaço também para a circulação da peça, o apoio institucional da Funarj, o oferecimento da Prio3 e a realização da Produtora Constelar, num retrato concreto do ecossistema que sustenta o teatro carioca hoje. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é uma janela direta para uma linguagem cênica pouco comentada nos podcasts brasileiros — o teatro de formas animadas tem tradição forte no país e raramente ganha microfone. Segundo, porque Ruy conduz a entrevista no formato curto e direto que virou marca da casa: sem rodeio, sem promo cansada, focado em entender o que move quem está fazendo. Em quinze minutos, o ouvinte sai com uma noção clara da peça, do grupo e do gesto artístico por trás de "Seu Miguel, Seu Miguel". ### Destaques - Conhecer "Seu Miguel, Seu Miguel", espetáculo do Grupo Depois do Ensaio para crianças e jovens - Entender como o Teatro de Formas Animadas opera com marionetes e máscaras em cena - Ouvir Fabricio Neri e Gaia Patricia sobre o processo coletivo da montagem - Discutir a figura do artesão que reencontra sentido no próprio ofício - Mapear o ecossistema do teatro carioca: Funarj, Prio3 e Produtora Constelar - Conversar sobre fazer arte para infância sem subestimar o público ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção clara do que é Teatro de Formas Animadas e por que ele importa - Aqui você aprende como um grupo independente sustenta uma montagem infanto-juvenil no Rio - Você sai entendendo a aposta dramatúrgica de "Seu Miguel, Seu Miguel" e o gesto por trás do espetáculo - Leva uma referência viva do teatro carioca contemporâneo para acompanhar --- ### Papo com Ruy #55: Bibiana Rozenbaum e Sávio Moll em "Gaivotas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-55-bibiana-rozenbaum-e-savio-moll-em-gaivotas **Publicado:** 2023-01-12 · 26min **Tópicos:** teatro, teatro-carioca, tchekhov, a-gaivota, bibiana-rozenbaum, savio-moll, producao-cultural, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=nbf4bFQgZj8 > Conheça essa dupla incrivel importante para o teatro do rio de janeiro nesta entrevista Em mais um Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz e produtora Bibiana Rozenbaum e o ator Sávio Moll para uma conversa sobre "Gaivotas", projeto que homenageia os 125 anos da montagem histórica de "A Gaivota", de Anton Tchékhov, pelo Teatro de Arte de Moscou. Mais do que uma releitura, o espetáculo é um gesto de afeto ao ofício — e essa entrevista captura exatamente esse espírito: o de gente que vive o teatro como projeto de vida, não como vitrine. Nos 26 minutos de conversa, Bibiana e Sávio falam sobre o caminho da peça, que nasceu em versão online pelo canal do SESC Rio em 2021, ganhou o palco do Teatro Poeira (Poeirinha) e voltou em 2023 para uma terceira temporada na Casa de Cultura Laura Alvim, dividindo o elenco com Antonio Gonzalez sob direção de Fernando Philbert. Ruy puxa o fio do processo criativo, da escolha de Tchékhov como matriz, do desafio de traduzir um clássico russo para a sensibilidade do teatro carioca de hoje, e de como uma obra de mais de cem anos ainda fala diretamente sobre arte, frustração e desejo. É um episódio para quem gosta de bastidor — daquele tipo que mistura história do teatro, economia da cultura independente no Rio e o trabalho miúdo de manter uma peça viva entre temporadas. Bibiana traz a perspectiva dupla de atriz e produtora, e Sávio entra com a leitura do intérprete que precisa habitar Tchékhov sem caricatura. Curto, direto e com a marca do programa: ouvir quem está construindo cultura no Brasil sem alarde. ### Destaques - Conhecer a história de "Gaivotas", projeto que celebra os 125 anos da encenação de "A Gaivota" pelo Teatro de Arte de Moscou - Entender o caminho da peça do online (SESC Rio, 2021) ao Teatro Poeira e à Casa de Cultura Laura Alvim - Ouvir Bibiana Rozenbaum no papel duplo de atriz e produtora do espetáculo - Acompanhar a leitura de Sávio Moll sobre interpretar Tchékhov no teatro carioca de hoje - Mergulhar no processo de direção de Fernando Philbert e na montagem com Antonio Gonzalez no elenco - Discutir os bastidores da produção independente de teatro no Rio de Janeiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Tchékhov ainda mobiliza atores e plateias mais de um século depois - Aqui você aprende como um projeto teatral atravessa formatos — online, palco pequeno, sala consagrada — sem perder identidade - Você sai com uma leitura de dentro sobre o que sustenta a cena teatral carioca hoje - Você capta como atriz e produtora dividem espaço numa mesma cabeça quando o projeto é autoral --- ### Papo com Ruy #56: Renata Mizrahi e a peça "Coringa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-56-renata-mizrahi-e-a-peca-coringa **Publicado:** 2023-01-12 · 12min **Tópicos:** teatro-carioca, dramaturgia-brasileira, renata-mizrahi, cia-due, coringa, entrevista, cultura-rj **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=O66t1jIIABk > Entrevista com Renata Mizrahi, autora de sucesso agora comentando sobre seu espetaculo de teatro Coringa Em mais um episódio enxuto do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a dramaturga Renata Mizrahi para uma conversa sobre Coringa, peça que nasceu de um episódio real — e bizarro — ocorrido na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, pouco antes da pandemia. A história começa quando uma babá é acusada, sem provas, de envenenar o gramado para matar cachorros, num quiprocó que rapidamente escancara a tensão entre mães de crianças e tutores de cães, mas também os contrastes sociais que atravessam a Zona Sul carioca. É desse fato corriqueiro e ao mesmo tempo simbólico que Renata, vencedora do Prêmio Shell em 2015 por Galápagos, costura um texto que vira espetáculo nas mãos da Cia DUE, com Bianca Sacks e Bruna Macaciel. A conversa interessa porque mostra o avesso da criação: como uma autora atenta transforma o ruído do cotidiano em material de cena. Renata fala do que viu como frequentadora da praça com o filho pequeno, Gael, das conversas de cinco anos com as atrizes da DUE até o texto encontrar corpo, e da forma como Coringa usa o microcosmo da praça para discutir coexistência, julgamento social e o jeito carioca de tratar o outro. Ruy conduz a entrevista no ritmo curto que virou marca da casa — direto, sem rodeio, deixando a convidada respirar. Vale ouvir se você gosta de teatro brasileiro contemporâneo, se acompanha a cena carioca, ou simplesmente se interessa por como pequenos acontecimentos urbanos viram dramaturgia. Em treze minutos, dá pra entender de onde veio a peça, com quem ela foi feita e por que esse texto importa agora. ### Destaques - Conhecer a origem real da peça Coringa, inspirada num caso ocorrido na Praça Nossa Sra. da Paz, em Ipanema - Entender como Renata Mizrahi parte da observação do cotidiano para construir dramaturgia - Mapear a parceria de cinco anos entre a autora e a Cia DUE, de Bianca Sacks e Bruna Macaciel - Discutir a tensão entre tutores de cães e mães de crianças como retrato dos contrastes da Zona Sul - Situar o trabalho dentro da trajetória da autora, vencedora do Prêmio Shell 2015 por Galápagos ### O que você leva desse episódio - Você sai com clareza de como um episódio banal de praça pode virar texto teatral - Aqui você entende o método de Renata Mizrahi: observar, escutar e deixar o conflito amadurecer - Você termina o episódio com vontade de assistir Coringa e acompanhar a Cia DUE --- ### Papo com Ruy #53: Clarice Niskier e "A Alma Imoral" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-53-clarice-niskier-e-a-alma-imoral **Publicado:** 2023-01-09 · 20min **Tópicos:** clarice-niskier, alma-imoral, nilton-bonder, teatro-carioca, dramaturgia, entrevista, palco-e-voz, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Loy1jwcGr6w > Surpreendente entrevista com Clarice Niskier! Conheça essa incrível dramaturga e atriz nesse podcast Em uma conversa de pouco mais de vinte minutos, Ruy Jobim recebe Clarice Niskier para uma imersão no que se tornou um dos espetáculos mais longevos do teatro brasileiro contemporâneo: a adaptação cênica de "A Alma Imoral", livro do rabino Nilton Bonder. Mais do que entrevistar uma atriz, Ruy puxa o fio de uma artista que há anos faz da cena um espaço de pergunta — não de resposta — e que transformou um ensaio filosófico-religioso em monólogo capaz de provocar plateias de origens, idades e crenças muito diferentes. Clarice fala com a delicadeza e o humor fino que marcam seu trabalho em palco. Conta como chegou ao texto de Bonder, o que a fisgou na ideia de que romper limites pode ser um gesto ético, e por que a tradição só se mantém viva quando aceita ser traída. A dramaturga divide com Ruy o desconforto produtivo de pôr a plateia para pensar em certo e errado, moral e imoral, herança e transgressão — sem entregar moral da história. O episódio também abre uma janela para o ofício: o que muda na voz, no corpo e na escuta de uma atriz que repete o mesmo espetáculo por anos e ainda assim precisa fazê-lo nascer toda noite. Para quem ouve a Escola de Rádio em busca de comunicadores que dominam a palavra falada, esta é uma aula lateral e preciosa. Clarice é, antes de tudo, uma intérprete da fala — e seu raciocínio sobre presença, ritmo e relação com o público dialoga diretamente com qualquer um que vive de microfone, de palco ou de câmera. Um papo curto, denso e raro com uma das vozes mais singulares do teatro carioca. ### Destaques - Clarice Niskier conta a gênese da adaptação de "A Alma Imoral", do rabino Nilton Bonder - Discutir por que trair a tradição pode ser, paradoxalmente, o ato que a mantém viva - Refletir sobre os limites entre moral e imoral a partir do palco e da plateia - Ouvir uma atriz falar do ofício de repetir um monólogo por anos sem perder a primeira vez - Entender como humor e delicadeza viram ferramentas de pensamento em cena - Conhecer o trabalho de uma das dramaturgas mais autorais do teatro carioca contemporâneo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que "A Alma Imoral" virou um fenômeno de público que atravessa décadas - Aqui você aprende como uma atriz transforma um texto filosófico em experiência teatral viva - Você leva uma reflexão prática sobre tradição, transgressão e o papel da arte em fazer perguntas - Para quem trabalha com voz e palco, fica um retrato do que sustenta uma intérprete em cena ao longo do tempo --- ### Papo com Ruy #50: Ivan Jaf e Rose: você conhece? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-50-ivan-jaf-e-rose-voce-conhece **Publicado:** 2023-01-06 · 18min **Tópicos:** literatura-infantojuvenil, ivan-jaf, entrevista, escrita-criativa, os-sertoes, canudos, premio-jabuti, mercado-editorial **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=SwgLfgi_f68 > Ivan Jaf é escritor, roteirista, redator e editor brasileiro No sétimo episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Ivan Jaf — um dos nomes mais prolíficos da literatura infantojuvenil brasileira — para uma conversa rápida, mas reveladora, sobre o ofício de quem vive de palavra. Autor de mais de sessenta livros, premiado pela União Brasileira dos Escritores e pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil, duas vezes finalista do Prêmio Jabuti, Jaf circula com a mesma desenvoltura entre roteiro, redação publicitária, edição e ficção. Esse trânsito entre linguagens é o que dá liga ao papo: o escritor que também é roteirista, o ficcionista que também passou pela publicidade, o adulto que escolheu falar com crianças e adolescentes sem subestimá-los. O episódio também cruza com um dos projetos mais densos da carreira de Jaf — sua releitura de Os Sertões, que aparece de fundo na descrição do programa, com a guerra de Canudos sendo evocada batalha a batalha, da expedição derrotada de Febrônio de Brito até a vitória do marechal Bitencourt e a degola final dos prisioneiros no arraial. É a literatura usada como ferramenta de memória histórica, e a entrevista deixa entrever como Jaf trabalha esse material para chegar ao leitor jovem sem amaciar a violência do que aconteceu. No formato curto e direto que define o Papo com Ruy, Ruy Jobim conduz uma conversa que interessa a quem vive de comunicação, a quem ensina, a quem escreve — e a qualquer ouvinte que queira entender por que o nome Ivan Jaf aparece nas estantes das bibliotecas escolares do Brasil inteiro. Vinte minutos para conhecer um autor que talvez você já tenha lido sem saber. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Ivan Jaf, autor de mais de 60 livros para o público infantojuvenil - Entender como o escritor transita entre ficção, roteiro, redação publicitária e edição - Mergulhar na releitura de Os Sertões e na guerra de Canudos como material literário - Ouvir um dos finalistas do Prêmio Jabuti falar do ofício de escrever para jovens leitores - Descobrir como a literatura infantojuvenil pode tratar de história e violência sem suavizar o real ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo quem é Ivan Jaf e por que o nome dele importa na literatura brasileira - Aqui você aprende como um autor experiente equilibra rigor histórico e linguagem acessível para o público jovem - Você leva uma porta de entrada para Os Sertões pela via da adaptação literária contemporânea - Você sai com uma referência concreta de quem escreve para crianças e adolescentes levando o leitor a sério --- ### Papo com Ruy #51: Adriana Vaz: como publicar um livro com editora **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-51-adriana-vaz-como-publicar-um-livro-com-editora **Publicado:** 2023-01-06 · 36min **Tópicos:** mercado-editorial, publicar-livro, editora-independente, escrita, dicas-para-escritores, bastidores-do-livro, adriana-vaz, letras-virtuais **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=6smzDxO_a1w > Acredite se quiser, escrever o livro é o menor dos seus problemas! Lançar um livro pelas próprias mãos parece a parte difícil — sentar, escrever, fechar a última página. Adriana Vaz, editora à frente da Letras Virtuais, escritora e produtora cultural, desmonta essa ilusão logo nos primeiros minutos da conversa com Ruy Jobim: terminar o manuscrito é, na verdade, o degrau mais baixo de uma escada longa, cheia de decisões técnicas, contratuais e comerciais que poucos autores estreantes enxergam antes de bater na porta de uma editora. Neste episódio do Papo com Ruy, Adriana abre os bastidores do mercado editorial brasileiro com a franqueza de quem já recebeu originais bons, originais ruins e, sobretudo, muitos originais despreparados. Ela explica como funciona a relação entre autor e editora, o que pesa numa avaliação, o papel do preparador e do revisor, como se constrói uma capa que vende, quanto custa de fato colocar um livro na rua e por que tantos projetos morrem na gaveta — não por falta de talento, mas por falta de método. Ruy puxa o fio também para o lado humano: a coragem de se expor, o tempo entre a primeira ideia e o livro físico, a frustração das vendas reais versus a fantasia do best-seller. A conversa interessa a quem sonha em publicar, mas também a quem trabalha com palavra — locutores, roteiristas, jornalistas, professores, podcasters — porque trata de algo mais amplo: como transformar uma voz própria em produto editorial. É uma aula curta de mercado, contada por dentro, com o jeito conversado e sem floreio que virou marca da casa. ### Destaques - Entender por que escrever é só o começo do processo de publicar - Conhecer os bastidores reais do trabalho de uma editora independente - Mapear as etapas entre o original pronto e o livro nas livrarias - Descobrir o que uma editora avalia antes de aceitar um manuscrito - Ouvir a trajetória de Adriana Vaz e da Editora Letras Virtuais - Pegar dicas práticas para autores estreantes que querem ser publicados ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo o que realmente acontece depois que o autor entrega o original - Aqui você aprende a enxergar o livro como produto editorial, e não só como obra pessoal - Você sai com um checklist mental do que uma editora espera de um escritor que se aproxima - Você entende por que tantos manuscritos bons nunca viram livro — e como evitar esse destino --- ### Papo com Ruy #52: Marina Ribas e a exposição "Mátria" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-52-marina-ribas-e-a-exposicao-matria **Publicado:** 2023-01-06 · 22min **Tópicos:** arte-contemporanea, mulheres-na-arte, exposicoes-rj, curadoria, corpo-feminino, arte-indigena, cultura-carioca **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=gyHDFi8EiNQ > Entrevista com Marina Ribas Matria, a respeito da exposição de arte Mátria, discutindo sobre diversas artistas femininas Marina Ribas senta com Ruy Jobim para um papo que extrapola a moldura da exposição e mira no que está em jogo quando a arte feita por mulheres ocupa, finalmente, paredes que durante séculos foram delas só por acaso. O ponto de partida é "Mátria", mostra que aterrissa no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, reunindo 23 artistas de origens, gerações e identidades distintas — entre elas Kássia Borges, uma das primeiras artistas indígenas a se formar em Artes Plásticas no Brasil, que cursou a graduação nos anos 1980 sem ver uma única mulher citada na bibliografia. Esse detalhe biográfico vira chave de leitura do episódio inteiro: a entrevista é menos sobre catálogo e mais sobre o que sustenta o silêncio histórico em torno das vozes femininas nas artes visuais. A conversa abre o leque para outras duas exposições que, juntas, formam um retrato do momento da arte feita por mulheres no Rio. "Mulherio", na Danielian Galeria, sob curadoria de Viviane Matesco — pesquisadora que vem cavando o tema há duas décadas —, reúne 35 brasileiras de gerações diferentes e empurra o corpo feminino para o terreno ativista e transgressor. Já "Gestos de contato", de Liana Nigri, na Anita Schwartz, transforma o próprio corpo da artista em ferramenta de recusa: à objetificação, ao fetiche, aos modelos idealizados de representação. Marina costura essas três frentes com clareza, sem jargão de release, e Ruy puxa o fio para questões que pulsam fora da galeria — o aborto no Brasil, a violência simbólica sobre o corpo, a desigualdade que continua escrita no DNA do circuito. É um episódio curto, de pouco mais de vinte minutos, mas com densidade incomum: funciona como guia de visita para quem quer ver as três mostras com olhar afiado, e como provocação para quem nunca parou pra pensar por que tanta artista mulher só agora chega ao centro da sala. Vale para o público de arte, para quem trabalha com curadoria, comunicação e cultura, e para qualquer ouvinte interessado em entender como a pauta de gênero se traduz em obra, em parede, em corpo. ### Destaques - Conhecer 'Mátria', mostra com 23 artistas mulheres no Parque das Ruínas - Entender por que Kássia Borges é marco da arte indígena no Brasil - Mapear 'Mulherio', na Danielian, com curadoria de Viviane Matesco - Visitar 'Gestos de contato', de Liana Nigri, na Anita Schwartz - Discutir corpo feminino, aborto e objetificação na arte contemporânea - Cruzar três exposições cariocas que dialogam sobre vozes femininas ### O que você leva desse episódio - Você sai do episódio com um roteiro pronto de três exposições no Rio para visitar com olhar crítico - Aqui você entende como a ausência histórica de mulheres na bibliografia das artes ainda ecoa nas galerias de hoje - Você ganha repertório para conversar sobre corpo, identidade e ativismo feminino na arte contemporânea brasileira --- ### Papo com Ruy #46: Daniel Herz e João Campany em "Dom Pedro I" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-46-daniel-herz-e-joao-campany-em-dom-pedro-i **Publicado:** 2023-01-05 · 12min **Tópicos:** teatro, dom-pedro-i, historia-do-brasil, primeiro-imperio, dramaturgia, radio-laura, teatro-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=yuMB-mOOURM > O legado do império é realmente positivo? Neste quarto episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Daniel Herz e João Campany para uma conversa sobre "Dom Pedro I", peça encenada na Rádio Laura que revisita a figura do primeiro imperador do Brasil sob uma ótica desconfortável e necessária. O ponto de partida é direto: o legado do Primeiro Império é mesmo positivo, ou a história oficial maquiou um governante impulsivo, infiel e autoritário em cima do mito do herói da Independência? Herz e Campany, que assinam o texto ao lado de Roberta Brisson, explicam como o espetáculo costura documento e ficção para devolver Pedro I ao chão — um homem de decisões erráticas, relações familiares marcadas por machismo e um modo de governar que, segundo a leitura dos autores, planta as primeiras sementes da corrupção institucional brasileira. A conversa atravessa o que está no palco e o que ficou de fora dos livros didáticos: o tratamento dado às mulheres da corte, os conflitos com a Assembleia, o gesto às margens do Ipiranga lido menos como epopeia e mais como cálculo político. Vale ouvir porque é teatro pensando o Brasil em voz alta, com dois autores que tratam pesquisa histórica como matéria-prima cênica. Em doze minutos, Ruy puxa o que interessa: como nasce uma peça assim, por que escolher justamente Pedro I em 2026 e o que muda na cabeça do espectador quando o herói de bronze desce do pedestal. ### Destaques - Apresentar a peça "Dom Pedro I" encenada na Rádio Laura - Discutir o legado controverso do Primeiro Império brasileiro - Revelar como pesquisa histórica e ficção se misturam no texto de Herz, Campany e Roberta Brisson - Expor o machismo e os atos impulsivos de Pedro I nas relações familiares e de governo - Traçar uma linha entre a conduta imperial e a origem da corrupção no Brasil - Conversar sobre o papel do teatro carioca em revisitar mitos nacionais ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que o consenso sobre Pedro I como herói da Independência merece ser revisto - Aqui você aprende como dramaturgos transformam pesquisa histórica em cena viva sem cair no didatismo - Você sai com uma leitura crítica do Primeiro Império que conecta passado imperial e disfunções políticas atuais - Você conhece o trabalho da Rádio Laura e da Produtora Constelar como espaços de teatro com pensamento histórico --- ### Papo com Ruy #47: Viviana Rocha e Alexandre Mofati em "Bisa Bia, Bisa Bel" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-47-viviana-rocha-e-alexandre-mofati-em-bisa-bia-bisa-bel **Publicado:** 2023-01-05 · 24min **Tópicos:** teatro-carioca, teatro-infantil, ana-maria-machado, bisa-bia-bisa-bel, literatura-infantil, producao-cultural, joana-lebreiro, memoria-feminina **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=LXDIKxzbSjc > Entrevista com integrantes da peça Bisa Bia Bisa Bel, conheça essa peça da cultura carioca! Quando o livro vira coxia, alguma coisa sempre se ganha — e Ruy Jobim aproveita esses 25 minutos com Viviana Rocha e Alexandre Mofati para investigar exatamente o que acontece quando 'Bisa Bia, Bisa Bel', um dos pilares da literatura infantil brasileira, é traduzido para o palco. A obra de Ana Maria Machado, com sua menina Isabel atravessada pelas vozes da bisavó e da bisneta que ainda virá, ganhou em 2014 uma adaptação dirigida por Joana Lebreiro que aposta num elenco majoritariamente formado por crianças cantando, jogando e habitando essas três gerações ao mesmo tempo. A conversa equilibra dois pontos de vista raramente colocados lado a lado: o da atriz que pisa o palco, representado por Viviana Rocha, e o do produtor que faz a peça caber no mundo, costurado por Alexandre Mofati, da Ofício Produções. De um lado, o trabalho corporal e vocal sob direção musical de Marcelo Rezende, a relação entre crianças intérpretes e um texto que fala diretamente sobre identidade feminina e memória familiar. Do outro, o ofício menos visível: financiamento, oferecimentos, apoio institucional, circulação carioca, FUNARJ, parceiros como a Rádio Laura e o desafio de manter um espetáculo infantil de qualidade vivo numa cidade que historicamente trata teatro para criança como apêndice da programação adulta. Vale ouvir porque é raro encontrar uma entrevista de podcast que trate teatro carioca com a seriedade que ele merece sem virar palestra. Ruy conduz no tom de quem conhece bastidor — pergunta sobre o que importa, deixa o convidado respirar, e transforma os 25 minutos numa fotografia rápida de como uma peça nasce, sobrevive e encontra plateia. Para quem ama rádio, literatura e palco, é também um lembrete de que essas três linguagens conversam mais do que parecem: todas dependem de voz, escuta e memória passada adiante — exatamente o que 'Bisa Bia, Bisa Bel' celebra. ### Destaques - Conhecer os bastidores da adaptação teatral de 'Bisa Bia, Bisa Bel', clássico de Ana Maria Machado - Ouvir Viviana Rocha falar do trabalho de elenco e da relação com as crianças intérpretes - Entender com Alexandre Mofati como se produz teatro infantil carioca hoje - Mergulhar no universo de Joana Lebreiro, diretora e adaptadora do espetáculo - Discutir memória feminina, identidade e travessia geracional no teatro para crianças - Mapear a rede de apoiadores que sustenta a peça: FUNARJ, Rádio Laura, Constelar e Prio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção clara de como um livro infantil vira espetáculo sem perder a alma do texto original - Aqui você aprende quem está por trás de uma produção teatral carioca — do elenco à captação de oferecimentos - Você sai com vontade de ver 'Bisa Bia, Bisa Bel' no palco e de revisitar Ana Maria Machado - Você passa a entender por que teatro infantil é também política cultural e formação de plateia --- ### Papo com Ruy #48: Rafaela Zanetti, museóloga **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-48-rafaela-zanetti-museologa **Publicado:** 2023-01-05 · 16min **Tópicos:** historia-do-radio, museologia, casa-laura-alvim, patrimonio-cultural, radio-brasileiro, cultura-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=zeV64WWpCaE > Entrevista com Rafaella Zanetti na casa de cultura Laura Alvim Neste terceiro episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim leva o microfone até a Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, para uma conversa rápida e afiada com Rafaella Zanetti, museóloga responsável por dar forma ao acervo que conta a história do rádio brasileiro a partir de um dos endereços mais simbólicos da cultura carioca. A entrevista acontece no calor do espaço expositivo, e isso aparece no áudio: tem chão de madeira, gente passando, a respiração viva de uma casa que continua sendo casa enquanto vira museu. O papo gira em torno de um ofício pouco compreendido fora dos bastidores. Rafaella explica o que faz uma museóloga quando o material de trabalho não é tela ou escultura, mas memória sonora, equipamentos antigos, papéis frágeis e biografias inteiras de comunicadores. Ruy puxa o fio da curadoria — como se escolhe o que entra numa exposição sobre rádio? como traduzir um meio que é, por natureza, invisível, em algo que o visitante consiga ver, tocar e atravessar com o corpo? — e a conversa atravessa também o lugar da Laura Alvim nesse circuito: uma casa de cultura que aceitou abraçar o rádio como patrimônio e não como nostalgia. É um episódio curto, de 17 minutos, mas funciona como porta de entrada para qualquer ouvinte que tenha curiosidade sobre como a história do rádio brasileiro está sendo preservada agora — quem cuida, com que critério, e por que isso importa num momento em que o áudio voltou a ser linguagem central da comunicação. Vale ouvir tanto pra quem trabalha com voz e produção quanto pra quem gosta de ver bastidor cultural sendo mostrado sem firula. ### Destaques - Visitar com o Ruy a Casa de Cultura Laura Alvim em modo bastidor - Entender o que faz uma museóloga especializada em acervo de rádio - Ouvir como se cura uma exposição sobre um meio invisível como o som - Conhecer Rafaella Zanetti e o trabalho dela com memória sonora brasileira - Mapear o papel da Laura Alvim na preservação da história do rádio no Brasil ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que museologia de rádio é ofício de tradução: transforma som e memória em experiência visitável - Aqui você aprende por que a Casa Laura Alvim virou endereço-chave pra história do rádio carioca - Você sai com uma noção mais clara de quem está, hoje, cuidando do acervo de comunicação no Rio --- ### Papo com Ruy #49: Luciana Bicalho e Gabriel Bulcão em "24 Horas na Vida de uma Mulher" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-49-luciana-bicalho-e-gabriel-bulcao-em-24-horas-na-vida-de-uma-mulher **Publicado:** 2023-01-05 · 24min **Tópicos:** teatro-carioca, stefan-zweig, direcao-teatral, laban-bartenieff, adaptacao-literaria, clarice-lispector, desejo-feminino, artes-cenicas **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=ger7knorRVk > Concepção Geral e Direção Artística Gabriel Bulcão é ator, diretor e produtor formado pela Faculdade CAL de Artes Cênicas e pós-graduado em Literatura e Arte pela PUC-Rio Neste episódio de estreia do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Gabriel Bulcão e Luciana Bicalho para uma conversa sobre "24 Horas na Vida de uma Mulher", montagem inspirada na novela homônima de Stefan Zweig — texto que Freud chamou de obra-prima e que continua incomodando leitores há quase um século pela forma como expõe, sem rodeios, o desejo feminino e a vertigem de uma decisão tomada fora do roteiro social. Gabriel, ator e diretor formado pela CAL e pós-graduado em Literatura e Arte pela PUC-Rio, chega ao projeto carregando a experiência de "Maravilhoso Escândalo", sua adaptação de "Água Viva", de Clarice Lispector. Luciana Bicalho, dançarina formada pela Faculdade Angel Vianna e pelo Método Ivaldo Bertazzo, traz para a cena três décadas de pesquisa em torno do Sistema Laban/Bartenieff de Análise do Movimento e a memória da Cia. AtoresBailarinos, fundada em 1979 com Regina Miranda. O encontro entre os dois explica muito do espetáculo: um trabalho que não trata o corpo como ilustração do texto, mas como matéria dramatúrgica em pé de igualdade com a palavra. A conversa atravessa concepção, direção, processo de criação e o desafio de adaptar um Zweig denso em pouco mais de uma hora de cena — sem perder a temperatura erótica, o jogo de espelhos e a ambivalência moral que tornam a história tão perturbadora. Em 24 minutos diretos, Ruy puxa um papo que interessa tanto a quem faz teatro quanto a quem trabalha com voz, narrativa e construção de personagem para o rádio: como traduzir uma novela psicológica europeia do começo do século XX em corpo, gesto e respiração no Rio de hoje. ### Destaques - Conhecer os bastidores da montagem de "24 Horas na Vida de uma Mulher", de Stefan Zweig - Entender como Gabriel Bulcão constrói a direção a partir de Clarice e Zweig - Ouvir Luciana Bicalho falar sobre o Sistema Laban/Bartenieff aplicado à cena - Discutir o desejo feminino e a coragem de Zweig em tratá-lo sem tabu em 1927 - Mapear a trajetória da Cia. AtoresBailarinos e a herança de Regina Miranda - Entender o teatro carioca atual pelos olhos de quem produz dentro dele ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Zweig segue atual quase 100 anos depois - Aqui você aprende como direção e movimento dialogam numa adaptação literária para o palco - Você sai com referências concretas de formação artística no Rio: CAL, Angel Vianna, Bertazzo, PUC-Rio - Você capta o método de trabalho de dois artistas que pensam corpo e texto como uma coisa só --- ### Ruy Jobim Podcast #45: As meninas de Laura Alvim **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-45-as-meninas-de-laura-alvim **Publicado:** 2022-10-24 · 32min **Tópicos:** rádio, laura-alvim, casa-de-cultura, exposicao, atrizes, radio-laura, ipanema, mecenato, cultura-carioca **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/47---As-meninas-de-Laura-Alvim-e1pn9dg > Bate papo com as atrizes que interpretam Laura Alvim na exposição "35 anos de Laura" na Casa de Cultura Laura Alvim. Gravado pelo celular no estúdio da Rádio Laura - www.radiolaura.com Neste episódio #47 do Ruy Jobim Podcast, o microfone sai do estúdio e vai parar dentro de uma exposição. Gravado pelo celular no estúdio improvisado da Rádio Laura, durante a mostra "35 anos de Laura" na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, o programa reúne as atrizes que dão corpo e voz a Laura Alvim na encenação que celebra a trajetória da mecenas carioca. É um registro híbrido, entre o documental e o afetivo: ao mesmo tempo making of da exposição e homenagem à mulher que abriu sua casa para a cultura brasileira. Ruy Jobim conduz a conversa no tom de quem já fez milhares de entrevistas no rádio mas escolhe, aqui, deixar a informalidade vencer. As atrizes contam como construíram a personagem, o que descobriram sobre Laura ao se transformarem nela diariamente, e como é interpretar uma figura real dentro do próprio espaço onde ela viveu e recebeu artistas. A captação no celular dá ao episódio uma textura crua, de bastidor, que casa com o espírito da Rádio Laura — projeto que nasce dentro da exposição para registrar, em áudio, a memória viva da Casa. Vale ouvir como crônica de um Rio que insiste em preservar suas casas de cultura, e como aula informal sobre o ofício do ator quando o palco é uma exposição imersiva. Em 32 minutos, o episódio funciona como cápsula: quem nunca foi à Casa de Cultura Laura Alvim sai com vontade de visitar, e quem já foi reencontra a exposição por outro ângulo — o de quem, todo dia, empresta o corpo para Laura voltar. ### Destaques - Conhecer as atrizes que interpretam Laura Alvim na exposição comemorativa de 35 anos - Entender como nasce a Rádio Laura, projeto de áudio dentro da Casa de Cultura - Escutar bastidores de uma encenação biográfica feita no espaço real da personagem - Mergulhar no legado de Laura Alvim como mecenas e referência cultural carioca - Acompanhar Ruy Jobim em modo repórter de campo, com gravação feita pelo celular ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo quem foi Laura Alvim e por que sua casa virou centro cultural - Aqui você aprende como atrizes constroem uma personagem real dentro do espaço onde ela viveu - Você sai com a Casa de Cultura Laura Alvim e a Rádio Laura no radar para visitar --- ### Ruy Jobim Podcast #44: Ruy Jobim e a Caixa Mágica de Fernando Mansur **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-44-ruy-jobim-e-a-caixa-magica-de-fernando-mansur **Publicado:** 2022-06-27 · 87min **Tópicos:** rádio, personagens, historia-do-radio, radio-carioca, centenario-do-radio, fernando-mansur, ruy-jobim, escola-de-radio, formacao-de-locutores, voz **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/45---Ruy-Jobim-e-a-Caixa-Mgica-de-Fernando-Mansur-e1kggmp > Em homenagem ao centenário do Rádio no Brasil, Fernando Mansur convida personagens de destaque do rádio carioca. Tive a honra de ser convidado pelo meu mestre e amigo. Ouçam um papo alegre, descontraído e emocionante em áudio retirado do Canal no Youtube - A Caixa Mágica. Se desejar ver esse papo, a Neste episódio especial, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 e uma das vozes mais experientes do rádio carioca — senta-se no banco de convidado de Fernando Mansur, seu mestre e amigo de longa data. O papo, originalmente gravado para o canal A Caixa Mágica no YouTube, integra uma série comemorativa pelos cem anos do rádio no Brasil, em que Mansur reúne personagens marcantes da radiofonia do Rio de Janeiro para revisitar histórias, bastidores e afetos que moldaram o veículo no país. O clima é de reencontro. Em vez de uma entrevista formal, o que se ouve é uma conversa entre dois homens de rádio que se conhecem há décadas — Mansur tendo sido professor e referência para Ruy ainda nos primeiros passos da carreira. Há leveza, há riso, há aquela cumplicidade que só existe entre quem dividiu microfone, estúdio e madrugada. E há também a emoção de ver o aluno, hoje formador de gerações na Escola de Rádio, sendo provocado pelo próprio mestre a contar suas memórias, suas escolhas e a forma como aprendeu a transformar a voz em ofício. Vale ouvir porque é raro encontrar registro tão honesto sobre o que sustenta uma vida inteira dedicada ao rádio: o respeito pelo ouvinte, a teimosia em acreditar no veículo mesmo nas curvas mais ingratas do mercado, e o gosto por ensinar. Para quem se interessa por história do rádio brasileiro, formação de locutores ou pelo recorte específico do rádio carioca, este é um daqueles episódios em que cada digressão entrega um pedaço de patrimônio oral que costuma ficar só nos corredores das emissoras. ### Destaques - Celebrar o centenário do rádio no Brasil ouvindo quem fez parte dessa história - Reencontrar Fernando Mansur e Ruy Jobim em uma conversa de mestre e discípulo - Revisitar bastidores marcantes do rádio carioca em primeira mão - Conhecer a trajetória do diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 - Acompanhar histórias raras sobre formação de locutores e ofício da voz - Acessar a versão em vídeo no canal A Caixa Mágica no YouTube ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão afetiva e prática do que é construir carreira no rádio brasileiro - Aqui você entende como a relação mestre-aluno moldou gerações de profissionais da voz no Rio - Você sai com referências de personagens e momentos-chave do centenário do rádio no Brasil - Aqui você aprende, pela escuta, o tom e o ritmo de quem domina o veículo há décadas --- ### Ruy Jobim Podcast #43: Saúde vocal. Se cuide **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-43-saude-vocal-se-cuide **Publicado:** 2022-06-15 · 5min **Tópicos:** voz, saúde-vocal, rádio, saúde, saude-vocal, fonoaudiologia, locucao, radio, escola-de-radio, profissionais-da-voz **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/44---Sade-vocal--Se-cuide-e1k0h9n > Desta vez conto para vocês como usar a voz corretamente. Alguma rápidas dicas para profissionais que usam a voz como ferramenta de trabalho. Lembrando que é importante procurar uma fono caso ocorra desconforto vocal. A Escola de Rádio tem duas fonos à sua disposição. 21 22255794 - whatsapp - www.esc Episódio curto e direto ao ponto, este #44 do Ruy Jobim Podcast funciona como um manual de bolso para quem vive da voz. Em pouco mais de seis minutos, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 — compartilha o que aprendeu em décadas formando locutores, apresentadores e radialistas: como tratar o aparelho fonador com o respeito que ele merece, sem mistificação e sem aquela ladainha de gargarejo com mel que circula por aí. O tom é de conversa de corredor com quem já viu de tudo no estúdio. Ruy alinhava dicas práticas sobre uso correto da voz, postura, hidratação e os sinais que um profissional precisa reconhecer antes que o desconforto vire lesão. Mais do que prescrever, ele aponta o caminho responsável: ao primeiro sintoma persistente, procure uma fonoaudióloga. E lembra que a própria Escola mantém duas fonos à disposição dos alunos e profissionais que precisarem de avaliação. Vale ouvir por ser o tipo de episódio que você salva e manda no grupo do trabalho. Locutor, podcaster, professor, atendente de telemarketing, cantor amador — todo mundo que abre a boca para ganhar a vida sai com pelo menos uma ficha caindo. É curto o suficiente para caber no caminho do estúdio e denso o bastante para mudar um ou dois hábitos antes da próxima gravação. ### Destaques - Entender por que a voz é ferramenta de trabalho que pede manutenção - Ouvir dicas rápidas e aplicáveis para usar a voz corretamente - Reconhecer os sinais de desconforto vocal que pedem atenção profissional - Saber quando — e por que — procurar uma fonoaudióloga - Conhecer o suporte de fonoaudiologia oferecido pela Escola de Rádio ### O que você leva desse episódio - Aqui você aprende a identificar quando o cansaço vocal virou alerta de saúde - Você termina o episódio com hábitos práticos para preservar a voz no dia a dia de trabalho - Aqui você descobre que a Escola de Rádio tem duas fonoaudiólogas à disposição para avaliação --- ### Ruy Jobim Podcast #42: Aprendizado online ou presencial? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-42-aprendizado-online-ou-presencial **Publicado:** 2022-03-24 · 11min **Tópicos:** ensino-de-radio, online-vs-presencial, educacao-a-distancia, formacao-em-comunicacao, carreira-no-radio, escola-de-radio, aprendizado-continuo **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/43---Aprendizado-online-ou-presencial-e1g731g > Os dois são ótimos e possuem limitações. Na hora de escolher veja o que é bom no momento. Importante é não estudar e acabar parando no tempo. Não pode! Estudar rádio, locução, produção ou qualquer ofício ligado à comunicação coloca quase todo mundo na mesma encruzilhada: pago um curso presencial, com sala, microfone na mão e professor olhando no olho, ou abro o notebook em casa e aprendo online, no meu tempo, no meu ritmo? Neste episódio #43 do Ruy Jobim Podcast, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994, ou seja, alguém que viu a transição do VHS para o streaming acontecer dentro da própria escola — pega essa pergunta e devolve com uma resposta menos óbvia do que parece. Spoiler: não existe formato superior. Existe o formato certo para o seu momento. Em pouco mais de doze minutos, Ruy desmonta a falsa rivalidade entre online e presencial. O presencial entrega convivência, correção em tempo real, networking, suor de estúdio e a energia de um grupo errando junto. O online entrega flexibilidade, repetição infinita do conteúdo, custo menor, acesso de qualquer cidade e a chance de estudar entre um plantão e outro. Cada um tem virtudes que o outro não consegue replicar — e limitações honestas que ninguém deveria varrer para baixo do tapete na hora de vender curso. O recado central, no entanto, é mais duro do que a comparação metodológica: o pior cenário não é escolher 'errado', é não escolher. É travar na dúvida, adiar a decisão e deixar o tempo passar enquanto o mercado de áudio, podcast, rádio digital e voz para IA se reinventa todo semestre. Para Ruy, parar de estudar é a única opção realmente eliminatória num ofício que muda o tempo todo. O episódio é curto, direto e funciona como um empurrão para quem está há meses 'pensando em voltar a estudar' sem dar o primeiro clique. ### Destaques - Comparar honestamente o que online e presencial entregam — e o que cada um não entrega - Mostrar por que não existe formato 'superior', e sim formato adequado ao momento de vida - Defender que parar de estudar é o único erro realmente irreversível na carreira de comunicação - Trazer a leitura de quem dirige uma escola de rádio desde 1994 e viu todas as transições - Provocar uma decisão: escolher um caminho hoje vale mais do que escolher o caminho perfeito amanhã ### O que você leva desse episódio - Você sai com critérios práticos para decidir entre estudar online ou presencial agora - Você entende as limitações reais de cada formato — sem o discurso de venda - Você termina o episódio convencido de que continuar estudando importa mais do que o formato escolhido --- ### Ruy Jobim Podcast #41: Eps 03 - Locução publicitária - Entrevista **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-41-eps-03-locucao-publicitaria-entrevista **Publicado:** 2022-03-09 · 10min **Tópicos:** rádio, locução, publicidade, comunicação, entrevista, locucao-publicitaria, paulinho-coruja, producao-de-radio, mercado-de-locucao, dicas-para-iniciantes, comunicacao, bastidores-do-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/42---Eps-03---Locuo-publicitria---Entrevista-e1fe8ha > Neste episódio entrevisto o produtor de rádio e TV, Paulinho Coruja que fala sobre o que um produtor profissional espera do locutor iniciante. Dicas de comunicação em um papo descontraído. Neste episódio do Ruy Jobim Podcast, o convidado é Paulinho Coruja, produtor de rádio e TV com vivência de bastidores que poucos têm o privilégio de acessar. A conversa, conduzida em tom descontraído por Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 —, abre uma janela rara: o ponto de vista de quem contrata, dirige e molda locutores no dia a dia da indústria. É o lado de lá do microfone, aquele que o locutor iniciante raramente vê antes de receber o primeiro 'não'. O papo gira em torno de uma pergunta simples e brutal: o que um produtor profissional realmente espera de quem está começando na locução publicitária? Paulinho desmonta expectativas românticas e oferece uma leitura prática do mercado — o que faz um demo se destacar, quais vícios derrubam talentos promissores logo na primeira gravação, e como a postura do locutor dentro do estúdio pesa tanto quanto o timbre. Em dez minutos diretos, sem rodeios, o episódio entrega o tipo de conselho que normalmente só circula entre quem já está dentro. Vale ouvir porque é curto, denso e específico. Não é teoria genérica sobre 'comunicação' — é orientação de quem está do outro lado da mesa, decidindo carreiras. Para quem estuda locução, sonha com publicidade ou quer entender como o mercado realmente avalia uma voz nova, este é um daqueles episódios que cabem no trajeto até o estúdio e mudam a forma de chegar lá. ### Destaques - Entrevistar Paulinho Coruja, produtor de rádio e TV, sobre o ofício por trás do microfone - Revelar o que um produtor realmente avalia ao receber um demo de locutor iniciante - Discutir os vícios mais comuns que derrubam vozes promissoras na primeira gravação - Mostrar como a postura em estúdio pesa tanto quanto o talento vocal - Trazer dicas práticas de comunicação publicitária em um papo descontraído ### O que você leva desse episódio - Aqui você aprende a enxergar o demo pelos olhos de quem contrata, não de quem grava - Você termina o episódio entendendo o que separa um locutor iniciante de um profissional contratável - Aqui você ganha uma checklist mental de postura e comunicação dentro do estúdio - Você sai com uma leitura mais realista do mercado de locução publicitária --- ### Ruy Jobim Podcast #40: Eps 02 - Locução publicitária - Erro de Breafing **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-40-eps-02-locucao-publicitaria-erro-de-breafing **Publicado:** 2022-03-08 · 5min **Tópicos:** locução, publicidade, locucao-publicitaria, briefing, estudio, ruy-jobim, mercado-de-radio, erros-de-locucao, bastidores **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/41---Eps-02---Locuo-publicitria---Erro-de-Breafing-e1fe87p > Aqui eu conto uma história que aconteceu comigo e que pode muito bem acontecer com você. Faz parte! É da vida! Neste episódio de seis minutos da série "Locução Publicitária", Ruy Jobim abre o segundo capítulo da conversa puxando uma história de bastidor que mistura susto, lição e bom humor — daquelas que todo locutor que já pisou em estúdio reconhece de imediato. O tema é o erro de briefing: o que acontece quando o profissional entra na cabine acreditando que sabe o que vai gravar e descobre, no meio do caminho, que entendeu errado, que faltou informação, que o cliente queria outra coisa, ou que o texto não conversa com o produto real. É o tipo de tropeço que parece pequeno por fora, mas custa caro: refaz sessão, atrasa entrega, queima confiança. Ruy conta um caso vivido na pele, sem floreio nem moral pronta. A graça do episódio está justamente em mostrar que esse tipo de erro não é sinal de amador — acontece com gente experiente, em estúdio profissional, com cliente sério do outro lado. "Faz parte. É da vida", ele resume. E é desse lugar de quem já errou e aprendeu que o papo se sustenta: menos manual de boas práticas, mais relato de quem viveu o problema e voltou pra contar. Vale ouvir porque o briefing é o ponto cego da locução publicitária. Todo curso ensina técnica vocal, respiração, interpretação — mas pouca gente fala sobre o que vem antes do microfone abrir: ler o material direito, perguntar o que parece óbvio, confirmar tom, público, intenção. Em seis minutos, Ruy entrega um alerta prático embrulhado em causo de rádio. ### Destaques - Ouvir um caso real de erro de briefing vivido por Ruy Jobim em estúdio - Entender por que o briefing é o calcanhar de Aquiles da locução publicitária - Reconhecer os sinais de que você entendeu o pedido errado antes de gravar - Aprender que errar faz parte do ofício — e que o problema não é cair, é não levantar - Encarar a relação locutor-cliente como conversa, não como execução cega de roteiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que ler o briefing duas vezes economiza horas de regravação - Aqui você aprende a perguntar antes de gravar, mesmo quando a pergunta parece boba - Você sai com a noção de que erro em estúdio é matéria-prima de aprendizado, não vergonha --- ### Ruy Jobim Podcast #39: Eps 01 - Locução publicitária **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-39-eps-01-locucao-publicitaria **Publicado:** 2022-01-13 · 7min **Tópicos:** rádio, locução, publicidade, locucao-publicitaria, locucao, radio, voz, mercado-publicitario, escola-de-radio, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/40---Eps-01---Locuo-publicitria-e1cu1rl > A partir de agora eu começo uma série de episódios sobre Locução Publicitária. Tudo será falado e respondido. No Youtube vc pode ver o vídeo em www.youtube.com/escoladeradiotveweb Ruy Jobim abre uma nova frente no seu podcast e dedica um arco inteiro a um dos territórios mais subestimados da comunicação: a locução publicitária. Neste episódio de estreia da série, ele estabelece o contrato com o ouvinte — tudo o que cerca o ofício de gravar comerciais vai ser destrinchado, sem rodeio e sem mistério. É o tipo de conversa que o mercado costuma guardar a sete chaves, vinda de quem dirige a Escola de Rádio TV & Web desde 1994 e ouviu, corrigiu e formou centenas de vozes que hoje circulam em rádio, TV e streaming. O tom é o de uma aula introdutória conduzida por alguém que já viu o ofício mudar de pele várias vezes. Ruy explica como a série vai funcionar, antecipa que perguntas serão respondidas ao longo dos próximos episódios e convida quem prefere assistir a acompanhar o conteúdo em vídeo no canal do YouTube da Escola. Em oito minutos, o episódio funciona menos como um ensaio fechado e mais como um pacto: aqui se fala de técnica, mercado, vícios de leitura, respiração, intenção e tudo o que separa um locutor publicitário de alguém que apenas lê um texto em voz alta. Vale ouvir se você quer entrar nesse mercado, se já trabalha com voz e quer afiar o entendimento sobre o briefing publicitário, ou se simplesmente curte ouvir um diretor de escola de rádio explicando, com calma, do que é feito o som de uma propaganda bem gravada. ### Destaques - Inaugurar uma série dedicada exclusivamente à locução publicitária - Estabelecer o formato pergunta-e-resposta como fio condutor dos próximos episódios - Apresentar Ruy Jobim como guia da jornada, com a bagagem da Escola de Rádio TV & Web - Indicar o canal no YouTube como complemento em vídeo do conteúdo em áudio - Posicionar o ouvinte para o que vem pela frente: técnica, mercado e prática ### O que você leva desse episódio - Você entende o escopo da série e o que esperar dos próximos episódios sobre locução publicitária - Você descobre onde acompanhar a versão em vídeo do conteúdo - Você sai com a expectativa certa: formação prática, conduzida por quem ensina locução desde 1994 --- ### Ruy Jobim Podcast #38: Você sabe ouvir? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-38-voce-sabe-ouvir **Publicado:** 2021-09-27 · 3min **Tópicos:** comunicação, comunicacao, escuta-ativa, radio, oratoria, ruy-jobim, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/39---Voc-sabe-ouvir-e17vog0 > Uma ideia meio doida é ouvir quem sempre ensinou a falar bem, agora vai falar sobre "ouvir". Sempre nos preocupamos em falar melhor, mas saber ouvir também é importante para a comunicação. Nunca achamos que ouvimos errado. A culpa é sempre do emissor que "fala grego". Tem episódio que nasce de uma provocação simples — e esse #39 do Ruy Jobim Podcast é exatamente isso. Ruy, que construiu carreira ensinando gente a falar bem no rádio desde 1994, vira a mesa em três minutos diretos: e se o problema da comunicação não estiver na boca de quem fala, mas no ouvido de quem escuta? A ideia parece meio doida vinda de um locutor, mas é justamente aí que mora a graça do papo. Em tom de conversa de cabine, Ruy expõe um vício coletivo — a gente nunca admite que ouviu errado. A culpa cai sempre no outro, que 'falou grego', que não articulou, que engoliu sílaba. Só que escutar é tão técnico quanto falar: exige atenção, repertório e a humildade de aceitar que o ruído também mora dentro da gente. O episódio é curto, mas funciona como um convite para revisar uma habilidade que ninguém treina e todo mundo acha que domina. Vale pelo deslocamento. Quem vive de voz parando para defender o silêncio ativo é o tipo de inversão que faz o ouvinte sair do automático — seja você comunicador, professor, atendente ou só alguém cansado de discutir por mal-entendido em grupo de família. ### Destaques - Inverter a lógica: quem ensina a falar bem propõe falar sobre escutar bem - Confrontar o vício de culpar sempre o emissor pelo ruído na comunicação - Tratar a escuta como habilidade técnica, não como dom natural - Provocar ouvintes a se assumirem parte do problema na hora da conversa - Abrir uma série de reflexões curtas sobre comunicação além do microfone ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que ouvir mal é tão comum quanto falar mal — e bem menos diagnosticado - Aqui você aprende a desconfiar do reflexo de jogar a culpa do mal-entendido só em quem falou - Você sai com a provocação de tratar escuta como prática que se treina, não como talento que se tem --- ### Ruy Jobim Podcast #37: Exercicio físico para locução. **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-37-exercicio-fisico-para-locucao **Publicado:** 2021-09-09 · 8min **Tópicos:** podcast, locução, locucao, respiracao, voz, tomada-de-ar, exercicio-fisico, saude-do-locutor, podcast-no-celular, mentoria **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/38---Exercicio-fsico-para-locuo-e17586c > Depois da pandemia percebi que minha tomada de ar não estava lá essas coisas quando gravava textos maiores ou com mais dinâmica. A saída é atividade física! Não tem jeito. Gostando ou não, é necessário! Faça seu podcast pelo celular. Se quiser faço sua mentoria. Neste episódio curto e direto, Ruy Jobim faz uma confissão honesta de quem vive da voz: depois da pandemia, percebeu que sua tomada de ar não respondia mais como antes. Textos longos, locuções com dinâmica intensa, passagens que pediam fôlego sustentado — tudo começou a cobrar um preço que antes não cobrava. A constatação é incômoda, mas é a partir dela que o episódio se desenvolve: locutor que não cuida do corpo perde repertório técnico, mesmo que tenha décadas de microfone nas costas. O recado é objetivo e sem rodeios. Não tem atalho, não tem truque de respiração que substitua condicionamento físico. Voz é músculo, diafragma é músculo, e músculo precisa de movimento. Ruy compartilha a virada de chave pessoal — assumir que exercício deixou de ser opcional para virar parte da rotina profissional de quem fala ao microfone — e abre a conversa para qualquer locutor, podcaster ou comunicador que sente o ar acabando antes do ponto final. No encerramento, o episódio também dá a deixa prática para quem quer começar a gravar: dá pra fazer podcast pelo celular, sim. E quem precisar de orientação mais próxima pode buscar a mentoria do próprio Ruy. Oito minutos, mas com aquele tipo de conselho que muda hábito. ### Destaques - Reconhecer como a pandemia afetou a tomada de ar de quem vive da voz - Entender por que textos longos e com dinâmica expõem a falta de preparo físico - Encarar a atividade física como parte do ofício do locutor, não como hobby - Descobrir que voz é músculo — e músculo sem treino entrega no microfone - Aproveitar o celular como porta de entrada acessível para gravar podcast - Saber que existe mentoria personalizada com Ruy Jobim para quem quer evoluir ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que respiração de locução depende de condicionamento físico, não só de técnica - Aqui você aprende que cuidar do corpo é cuidar da voz — e isso vale mesmo para profissionais experientes - Você sai com a permissão de começar simples: gravar podcast pelo celular já é um caminho válido --- ### Ruy Jobim Podcast #36: Dados recentes de podcast e novo microfone 🎤 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-36-dados-recentes-de-podcast-e-novo-microfone **Publicado:** 2021-08-18 · 9min **Tópicos:** podcast, novo-microfone, dados-de-podcast, mercado-de-podcast, bastidores, equipamento-de-audio, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/36---Dados-recentes-de-podcast-e-novo-microfone-e1643to > Neste episódio inauguramos o novo microfone. Se tiver curiosidade em ver o novo brinquedo, acesse o Instagram de Ruy Jobim e veja lá @ruyjobim No episódio #36 do Ruy Jobim Podcast, o diretor da Escola de Rádio TV & Web inaugura um equipamento novo no estúdio: um microfone que estreia justamente nesta gravação. A conversa começa por aí — pelo brinquedo recém-chegado — e se desdobra num bate-papo curto, de pouco menos de dez minutos, em que Ruy compartilha também leituras recentes sobre o cenário do podcast no Brasil. É o tipo de episódio enxuto que funciona como um respiro entre as edições mais longas: uma atualização franca de bastidores, com Ruy ajustando o ouvido ao novo timbre captado e comentando, em voz alta, o que está vendo no mercado. A pegada aqui é de oficina aberta. Em vez de esconder o processo, Ruy expõe a escolha do microfone como parte da curadoria de qualidade que ele próprio ensina há mais de três décadas dentro da Escola de Rádio. Quem acompanha o podcast sabe que essa atenção à captação não é detalhe técnico — é assinatura. E para quem quer ver o equipamento de perto, ele indica o próprio Instagram (@ruyjobim), onde publicou foto do brinquedo novo, transformando o episódio numa ponte entre o que se ouve aqui e o que se vê por lá. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é uma rara oportunidade de calibrar o ouvido: comparar como soava o Ruy nos episódios anteriores e como ele soa agora, com a captação renovada. Segundo, porque os dados recentes de podcast que ele traz servem de termômetro para qualquer pessoa que produz, estuda ou consome áudio no Brasil — um país que, episódio após episódio, este programa ajuda a mapear pela voz de quem está há décadas dentro do estúdio. ### Destaques - Estrear o novo microfone do estúdio ao vivo, no próprio episódio - Comentar dados recentes do mercado brasileiro de podcast - Indicar o Instagram @ruyjobim para ver o equipamento de perto - Funcionar como atualização curta de bastidores entre episódios maiores - Mostrar, na prática, a curadoria de captação que a Escola de Rádio defende ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma referência sonora atualizada do timbre do Ruy - Aqui você acompanha em primeira mão a escolha de equipamento de quem forma locutores desde 1994 - Você sai com um panorama rápido dos números recentes do podcast no Brasil --- ### Ruy Jobim Podcast #35: Rádio Cidade FM - A história contada por quem fez! **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-35-radio-cidade-fm-a-historia-contada-por-quem-fez **Publicado:** 2021-07-13 · 21min **Tópicos:** radio-cidade-fm, historia-do-radio, carlos-townsand, fm-brasileiro, jornal-do-brasil, radio-segmentado, ruy-jobim, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/35---Rdio-Cidade-FM---A-histria-contada-por-quem-fez-e14d7ps > Oi! Com pesquisa e texto de Érika Carvalhosa este episódio conta a história da Rádio Cidade FM em 1977. Nesta semana, em 12 de julho 2021 chegamos a sete anos sem Carlos Townsand, seu criador. Devemos agradecer à Rádio Cidade pelo rádio interativo, segmentado e dinâmico que temos, pois foi ela a pri Em sete minutos de mergulho histórico que se estendem por vinte e um, o episódio de estreia do Ruy Jobim Podcast reconstrói o nascimento e o impacto da Rádio Cidade FM, a emissora carioca que em 1977 reescreveu o que se entendia por radiodifusão no Brasil. A partir de pesquisa e texto de Érika Carvalhosa, narração de Rosa Leal e programação musical do DJ Rui Taveira, o programa amarra memória afetiva e análise técnica para mostrar como a Cidade não foi apenas mais uma estação no dial — foi o laboratório onde se inventou o rádio interativo, segmentado e dinâmico que o ouvinte de hoje toma como evidente. O eixo emocional do episódio é a homenagem a Carlos Townsand, criador da Cidade, que completa em julho de 2021 sete anos de falecido. Mas o tom não é de saudosismo morno: é o de uma escola de rádio prestando contas a uma matriz. Ruy Jobim, à frente da Escola de Rádio TV & Web desde 1994, conduz o ouvinte pelo prédio do Jornal do Brasil na Av. Brasil 500, pelas mesas de operação que perseguiam o melhor som disponível na época, e pela cultura editorial obsessiva que fazia tudo passar por estudo antes de ir ao ar. É história contada por quem viu de dentro, com a vantagem de saber exatamente o que estava em jogo tecnicamente. Vale ouvir porque o episódio funciona em três camadas ao mesmo tempo: como aula sobre a engenharia de uma rádio que apostava em equipamento de ponta, como retrato de uma equipe que tratava informação e cultura como matéria-prima, e como inventário das heranças que a Cidade deixou — da segmentação musical à conversa direta com o público. Para quem trabalha ou estuda rádio, é mapa de DNA. Para quem só ouve, é um reencontro com a estação que ensinou o Brasil a ligar o FM. ### Destaques - Reconstruir o nascimento da Rádio Cidade FM em 1977 e seu papel pioneiro no FM brasileiro - Homenagear Carlos Townsand, criador da emissora, sete anos após sua morte em julho de 2014 - Mostrar como a Cidade inventou o rádio interativo, segmentado e dinâmico que virou padrão - Revisitar o lendário prédio do JB na Av. Brasil 500 e a obsessão da casa por equipamento de ponta - Mapear a cultura editorial que tratava música, informação e cultura como matéria estudada ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que a Rádio Cidade é considerada matriz do FM moderno no Brasil - Aqui você aprende como segmentação musical e interatividade nasceram de decisões técnicas e editoriais conscientes - Você sai com o nome de Carlos Townsand fixado como referência incontornável da história do rádio brasileiro - Aqui você descobre como infraestrutura, equipe e curadoria se combinam para criar uma rádio que faz escola --- --- # Blog (últimos 50 posts) ## O texto de um locutor profissional é todo rabiscado, e isso é proposital **Publicado:** 2026-07-20 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/marcacao-de-texto-locucao-sinais-no-script **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** marcação de texto, locução, interpretação, técnica de locução, roteiro > Antes de gravar, o locutor não lê o texto: ele o marca. Conheça a partitura secreta da locução, barras de respiração, ênfases e setas de entonação, e por que marcar é interpretar. Quem pudesse espiar o roteiro nas mãos de um locutor segundos antes da gravação veria um texto que parece ter sido atacado a caneta, cheio de barras, traços e setas que não dizem nada para quem está de fora. Não é desorganização, é o contrário. Esses rabiscos funcionam como uma partitura: dizem ao locutor onde respirar, o que enfatizar, quando acelerar e em que ponto a voz sobe ou desce. Chama-se marcação de texto, e é um dos hábitos que separam quem lê de quem locuta. ## Por que não basta simplesmente ler bem Um texto escrito traz as palavras, mas não traz instruções de como dizê-las. A mesma frase pode ser lida de dez maneiras diferentes, e só uma delas é a certa para aquela peça. Sem preparo, o locutor tropeça em nomes difíceis, respira no meio de uma ideia, enfatiza a palavra errada e deixa a entonação cair onde deveria subir. A marcação resolve isso antes de o microfone ligar: é o momento em que o locutor lê, entende e decide como vai dizer cada trecho. ## Os sinais mais comuns Cada profissional desenvolve o seu código, mas alguns sinais são quase universais: - Barra simples para uma respirada rápida, barra dupla para uma pausa maior. É o que evita aquele fôlego ofegante no lugar errado. - Palavra sublinhada é palavra que recebe peso, a que carrega o sentido da frase. - Seta para cima quando a voz precisa subir, uma pergunta, um suspense, e para baixo quando ela fecha a ideia. - Círculo em nomes próprios, números e termos técnicos, os campeões de tropeço, para o olho avisar o cérebro com antecedência. - Anotações à margem como devagar, sorrindo ou firme, lembretes da intenção de cada parte. ## Marcar é interpretar antes de gravar Marcar não é enfeitar o texto: é decidir o que a frase quer dizer. Mude a ênfase de lugar e o sentido muda junto. Eu não disse isso não é a mesma coisa que eu não disse isso, e a diferença mora inteira na palavra que recebe o peso. Por isso dois bons profissionais marcam o mesmo roteiro de formas diferentes. ## Marcação se treina, não se improvisa Saber onde colocar cada sinal exige entender respiração, sentido e intenção ao mesmo tempo, e é isso que o iniciante ainda não tem. Ele exagera nos sinais, esquece os que importam ou põe peso na palavra errada, e o resultado aparece na voz. A leitura que soa mais solta costuma ser a mais preparada. É um dos primeiros ofícios que se treina no [curso de Locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=marcacao-de-texto-locucao-sinais-no-script): pegar um texto cru e deixá-lo pronto para a voz. --- ## Faz 95 anos que o futebol brasileiro ouviu a própria voz pela primeira vez **Publicado:** 2026-07-19 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/primeira-transmissao-futebol-radio-nicolau-tuma-1931 **Categoria:** História do Radio, Esporte **Tags:** narração esportiva, história do rádio, Nicolau Tuma, futebol no rádio, locução > Em 19 de julho de 1931, Nicolau Tuma narrou o primeiro jogo de futebol lance a lance do rádio brasileiro e inventou, no susto, a narração esportiva como a gente conhece. Na tarde de 19 de julho de 1931, num campo da Chácara da Floresta, em São Paulo, um estudante de direito de vinte anos encostou a boca num microfone e fez algo que ninguém tinha feito no Brasil: narrou um jogo de futebol inteiro, lance a lance, do apito inicial ao último minuto. O amistoso entre os selecionados de São Paulo e do Paraná terminou 6 a 4 para os paulistas, mas o placar é a parte menos importante dessa história. O que nasceu ali foi a voz do futebol brasileiro. O rapaz se chamava Nicolau Tuma. E o que ele improvisou naquela tarde a gente ainda escuta hoje, em toda transmissão de Copa do Mundo. ## Antes de Tuma, o rádio contava o futebol pela metade Quando ele subiu ao microfone, o rádio brasileiro tinha só nove anos de vida. Já existiam transmissões esportivas, mas eram outra coisa: o locutor dava o resultado, resumia os melhores momentos, comentava o que já tinha passado. O ouvinte recebia o jogo em pedaços, sempre depois do fato. Ninguém tinha tentado acompanhar a bola enquanto ela rolava, descrever cada toque no exato segundo em que ele acontecia no gramado. Tuma resolveu fazer exatamente isso. Sem manual, sem referência, sem ninguém pra dizer como se faz. Teve que inventar, no susto, uma maneira de transformar movimento em palavra na mesma velocidade em que o movimento acontece. ## Por que ele falava feito metralhadora A saída que encontrou foi acelerar. Muito. Tuma chegava a despejar 250 palavras por minuto para não deixar nenhum lance escapar, e por causa disso ganhou o apelido que carregou a vida toda: Speaker Metralhadora. (Naquele tempo, speaker era como se chamava o locutor.) Não era pressa à toa, era uma descoberta técnica. Ele percebeu que a graça de narrar ao vivo estava em nunca atrasar em relação à bola; que a emoção de quem escutava dependia de sentir o jogo no instante exato em que ele acontecia no gramado. Velocidade, ali, virou sinônimo de presença. Quem ouvia fechava os olhos e enxergava. ## A gramática que ele deixou pronta O Brasil acabou criando um jeito próprio de narrar futebol, mais quente, mais cantado, mais aberto à emoção do que o de quase qualquer outro país. O gol arrastado, a subida de tom na hora do perigo, o locutor que vira personagem da partida: nada disso estava dado. Foi sendo construído, geração após geração, em cima do gesto fundador daquela tarde de 1931, a decisão de acompanhar a bola enquanto ela rolava, custasse o fôlego que custasse. Por isso, mesmo com a TV em alta definição e sete plataformas brigando pela Copa de 2026, a narração de rádio nunca morreu. Tem torcedor que assiste pela televisão com o som do rádio por cima, porque a imagem mostra, mas é a voz que arrepia. Esse vínculo começou ali. ## Narrar continua sendo ofício de gente Quase um século depois, o equipamento mudou tudo e não mudou o essencial. Um bom narrador esportivo ainda precisa das mesmas coisas que Tuma teve que improvisar sozinho: fôlego, vocabulário, raciocínio rápido, leitura de jogo e uma voz que aguenta noventa minutos sem desabar. Nada disso se baixa num aplicativo. Se treina. É esse ofício que a gente ensina no [curso de Narração Esportiva, gravado dentro dos estúdios da Rádio Globo, no Rio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=primeira-transmissao-futebol-radio-nicolau-tuma-1931), com quem narra futebol de verdade pra viver. O Speaker Metralhadora se foi, a bola continua rolando, e ainda precisa de alguém pra contar. --- ## Ninguém nasce sem medo de falar em público, aprende a falar mesmo assim **Publicado:** 2026-07-18 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/medo-de-falar-em-publico-como-administrar **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz, Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** falar em público, oratória, glossofobia, medo de palco, comunicação > Até quem fala bem sente o coração disparar antes de subir ao palco. Por que o medo de falar em público acontece, por que mandar relaxar não resolve e o que de fato reduz o nervosismo. Atores experientes vomitam nos bastidores antes de entrar em cena, é um relato tão comum no teatro que virou folclore. Palestrantes que lotam auditórios admitem que o coração dispara nos primeiros minutos. O medo de falar em público é tão comum que ganhou nome próprio (glossofobia) e persegue inclusive quem vive disso. A imagem de uma pessoa naturalmente destemida diante da plateia é, na maior parte das vezes, uma ilusão. O que existe de verdade é gente que aprendeu a fazer um bom trabalho mesmo com o estômago embrulhado. ## O que acontece no corpo quando a plateia aparece Na hora de encarar uma plateia, o corpo reage como se houvesse perigo real. É um mecanismo antigo, de sobrevivência: o cérebro dispara adrenalina, o coração acelera, a respiração encurta, as mãos esfriam e a boca seca. Em alguns casos vem o branco, aquele apagão momentâneo em que a próxima frase simplesmente some. Nada disso é sinal de fraqueza. É fisiologia, a mesma que protegia nossos antepassados diante de uma ameaça. Entender que a reação é normal e esperada já tira parte do peso: a pessoa deixa de ter medo do próprio medo. ## Por que mandar relaxar e ser você mesmo não ajuda O conselho mais repetido para quem treme antes de falar é também o mais inútil. Ninguém relaxa porque mandaram relaxar, e ser você mesmo não diz absolutamente nada sobre o que fazer com as mãos, com a voz ou com o silêncio. O nervosismo não responde a ordens. Ele responde a preparo. E é aí que mora a boa notícia: o que controla o nervosismo não tem a ver com personalidade. São coisas práticas, que qualquer pessoa pode treinar. ## O que de fato diminui o nervosismo Dominar o conteúdo. Boa parte do medo vem da insegurança sobre o que se vai dizer. Quanto mais se conhece o assunto, menos espaço sobra para o pânico. Ensaiar em voz alta, não só na cabeça. Falar de verdade, em pé, ouvindo a própria voz, prepara o corpo de um jeito que repassar mentalmente nunca prepara. Decorar só o começo. Ter os primeiros trinta segundos na ponta da língua garante uma partida firme, e é justamente o início que mais assusta. Respirar antes de começar. Algumas respirações lentas e fundas avisam ao corpo que está tudo sob controle e baixam a tensão. Tirar o foco de si e colocar na mensagem. Quem pensa que está sendo julgado aumenta o pânico; quem pensa em fazer a plateia entender alguma coisa se esquece um pouco de si mesmo. ## A diferença entre o amador e o profissional Não está na ausência de medo. O profissional sente o mesmo friozinho e aprendeu a transformar aquela adrenalina em energia e presença, em vez de deixá-la virar travamento. Isso não é dom de nascença: é técnica, e técnica se ensina e se pratica. É exatamente o que se trabalha num [curso de oratória e expressão](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/fale-bem-em-publico?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=oratoria&utm_content=medo-de-falar-em-publico-como-administrar), com exercício, palco e retorno de quem entende, para que, da próxima vez que o coração disparar antes de uma fala, você saiba exatamente o que fazer com ele. --- ## Quem decide o som que chega ao ouvinte raramente está no microfone **Publicado:** 2026-07-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/operador-de-audio-profissao-bastidor-do-som **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação, Tecnologia e Inovação **Tags:** operador de áudio, produção, técnico de som, mesa de som, mercado de áudio > O operador de áudio decide o que você escuta em cada rádio, show, podcast e igreja, e é um dos mercados com mais demanda e menos gente preparada da comunicação. Conheça a profissão de bastidor do som. Meio segundo antes de o jogador chutar, a mão dele já está no controle do microfone de campo, pronta para segurar o estouro do grito sem deixar o som distorcer. Quando dois convidados de um podcast falam ao mesmo tempo, é ele quem equilibra os dois para nenhum sumir. Quando uma banda sobe ao palco, é ele, lá no meio da plateia, que decide o quanto se ouve a voz e o quanto se ouve a guitarra. Esse profissional é o operador de áudio, e quase ninguém pensa nele, até a hora em que o som falha e fica claro que alguém devia estar cuidando dele. ## O que ele faz, em termos simples O operador de áudio capta, equilibra e entrega o som. Na prática, é ajustar o nível de cada microfone, misturar as várias fontes que entram ao mesmo tempo (vozes, trilha, vinhetas, efeitos), cortar o que é ruído e garantir que o conjunto chegue limpo e equilibrado ao ouvinte. Pode ser ao vivo, com decisões tomadas em frações de segundo enquanto o programa acontece, ou na edição, com calma, depois da gravação. Nos dois casos, é a mão dele que separa um som que cansa de um som que dá gosto de ouvir. ## Onde ele trabalha O som amplificado está em muito mais lugares do que parece, e cada um cobra uma habilidade diferente. No rádio e na TV ao vivo, ele tem que reagir na hora ao imprevisto. No estúdio de gravação de música, locução ou podcast, trabalha na precisão, camada por camada. Em shows, festivais e teatro, briga contra a acústica do espaço e o barulho da plateia. Nas igrejas e templos, que hoje montam sistemas de som do tamanho de um show, é quem mantém a palavra inteligível do fundo ao altar. E nas produtoras de vídeo, cinema e publicidade, é quem garante que a mixagem final soe como o cliente imaginou. ## O mercado mais escondido da comunicação É uma das funções com mais demanda e menos gente realmente preparada. Todo lugar que liga um microfone precisa de alguém que saiba o que fazer com aquele som, mas a maioria aprende no improviso, apertando botão sem entender o que cada um faz. Quem domina a mesa, entende ganho, equalização, mixagem, e tem o ouvido treinado para achar o problema antes que ele apareça, vira disputado. E a demanda só cresce com o volume de podcasts, lives e eventos que o país liga todo fim de semana. ## Não precisa ser músico para começar Existe um mito de que operar áudio é coisa para quem é músico ou engenheiro. Mito. O que se exige é conhecer o equipamento e treinar o ouvido, e as duas coisas se aprendem na mesa, com tempo e orientação. É esse o terreno do [curso de Produção da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=producao&utm_content=operador-de-audio-profissao-bastidor-do-som), que põe o aluno na frente da mesa, dentro de um estúdio em funcionamento, para sair operando em vez de decorando teoria. Quem quiser saber por onde começar pode [falar com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Produ%C3%A7%C3%A3o). Porque comunicação não é só quem aparece no microfone: é também quem faz a voz que aparece soar como deve. --- ## Renato Machado (1943–2026): a serenidade como técnica **Publicado:** 2026-07-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/renato-machado-1943-2026-a-serenidade-como-tecnica **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** Renato Machado, telejornalismo brasileiro, jornalismo de televisão, âncora de telejornal > O jornalista Renato Machado morreu aos 83 anos no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 2026. Relembre a trajetória do ex-âncora do Bom Dia Brasil, do rádio à correspondência internacional, e o que sua sobriedade no ar ensina a quem trabalha com comunicação. O telejornalismo brasileiro perdeu, na manhã de quinta-feira (16 de julho de 2026), um dos seus nomes mais reconhecíveis. Renato Machado morreu aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa não foi divulgada pela família nem pelo hospital, que se limitou a lamentar o falecimento e a expressar condolências aos familiares. A morte foi confirmada pela TV Globo, emissora em que ele construiu quatro décadas de carreira. Para quem trabalha com comunicação, ou está aprendendo agora, a trajetória de Renato Machado é um caso raro de coerência entre o que se diz e como se diz. ## Do teatro ao microfone Renato Machado nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de março de 1943. Formou-se em Direito pela PUC-Rio, foi aprovado no exame do Itamaraty e escolheu, mesmo assim, o palco: começou no teatro amador e chegou ao Teatro Oficina, em São Paulo. Essa formação artística nunca o abandonou. Ela reaparecia na dicção, no ritmo da leitura, no domínio da pausa , recursos que qualquer estudante de locução reconhece como técnica, e não como talento nato. O jornalismo veio em seguida. Em 1969, entrou como repórter no Jornal do Brasil. No ano seguinte, começou no rádio. Passou pela BBC e pela extinta Rede Manchete antes de chegar à TV Globo, em 1982. ## O primeiro plantão da televisão brasileira Sua estreia de peso na emissora foi a cobertura da Guerra das Malvinas. Foi ali que a televisão brasileira exibiu seu primeiro plantão jornalístico: na tela, o letreiro; no ar, apenas a voz de Renato Machado. É um detalhe que diz muito sobre o ofício. Sem imagem, sem cenário, sem apoio visual, só a voz sustentando a credibilidade da informação. É exatamente o exercício que o rádio ensina e que a TV, quando precisa, vai buscar de volta. Em 1983, tornou-se correspondente em Londres. De lá, cobriu o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados em Paris, em 1986. Voltou ao Brasil em 1988 como repórter especial. ## Bom Dia Brasil: a manhã como formato Entre 1996 e 2010, Renato Machado acumulou as funções de apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil e reformulou o telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, depois, de Renata Vasconcellos, ajudou a implantar um modelo mais ágil: mais conversa entre bancada e repórteres, participações ao vivo, comentaristas, melhor aproveitamento do estúdio e espaço para cultura, música e gastronomia. Parece pouco, hoje. Não era. Esse desenho, apresentador que interage, que pergunta, que devolve, virou gramática dos jornais matinais brasileiros e continua sendo estudado como referência de ancoragem. Ele também apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional substituindo os titulares e chegou a ser indicado ao Emmy Internacional. Em 2011, voltou ao posto de correspondente em Londres, que passou a Cecília Malan em janeiro de 2016. De volta ao Brasil, fez reportagens especiais para o Globo Repórter. Encerrou o ciclo na emissora em novembro de 2021. ## O que fica para quem está começando Colegas de redação o descreveram como culto, querido e sóbrio. A sobriedade, no caso dele, não era frieza, era método. Renato Machado narrou o impeachment de Fernando Collor e a morte de Ayrton Senna sem transformar a própria emoção no assunto. Manteve o fato no centro. Essa é uma das lições mais difíceis de ensinar em sala de aula: o comunicador não é o acontecimento. A voz existe para conduzir o ouvinte até a informação, não para disputar atenção com ela. Renato Machado passou cinquenta anos demonstrando isso no ar. Ele deixa a esposa, a comunicadora Mônica Morel, a filha, a atriz Maria Eduarda Machado, e uma neta, Serena, nascida no ano passado. Fiel à discrição que marcou sua vida pessoal, a família manteve o velório e o sepultamento restritos a parentes e amigos próximos, sem divulgação de data, local ou horário à imprensa. A ER+ presta sua homenagem a um profissional que ajudou a definir o padrão do telejornalismo brasileiro — e que começou, como tantos dos nossos alunos começam, diante de um microfone, com a voz e a palavra como únicas ferramentas. **Fontes:** [CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/morre-o-jornalista-renato-machado-aos-83-anos-no-rj/) · [Metrópoles](https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/morre-o-jornalista-renato-machado-aos-83-anos) · [Diário do Rio](https://diariodorio.com/morre-aos-83-anos-o-jornalista-renato-machado-um-dos-principais-nomes-do-telejornalismo-brasileiro/) · [O Povo](https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2026/07/16/aos-83-anos-morre-renato-machado-referencia-no-telejornalismo-do-brasil.html) --- ## A voz tem limite, e quem fala o dia todo descobre isso do pior jeito **Publicado:** 2026-07-16 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/voz-cansada-trabalho-quem-fala-o-dia-todo **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** saúde vocal, fadiga vocal, voz no trabalho, locução, professores > Professor, vendedor e atendente dependem da voz tanto quanto um locutor, mas ninguém os ensinou a cuidar dela. Por que a voz tem limite no trabalho e como a técnica do locutor previne o desgaste. Professor que termina a sexta-feira sem voz. Vendedor que chega em casa rouco. Atendente de telemarketing com a garganta arranhando antes do almoço. São profissões que não têm nada a ver com rádio, mas dividem uma característica com a de um locutor: dependem inteiramente da voz para funcionar. A diferença é que o locutor foi treinado para aguentar. Os outros, quase nunca. ## Os números são maiores do que parecem Distúrbio de voz relacionado ao trabalho tem até nome oficial no Ministério da Saúde (DVRT) e é mais comum entre quem fala muito por profissão. Num estudo com professores da rede pública, mais de oitenta por cento relataram algum grau de alteração na voz. Numa pesquisa com professoras municipais, mais de sessenta por cento sentiam cansaço ao falar, e ainda assim só uma minoria procurou ajuda. A Fiocruz já estimou em cerca de duzentos milhões de reais por ano o prejuízo que a disfonia causa aos professores brasileiros, somando afastamentos, tratamentos e perda de produtividade. O dano se instala em silêncio e só vira número quando chega o afastamento. ## A garganta não foi feita para forçar oito horas por dia O mecanismo do problema é quase sempre o mesmo. Para vencer o barulho da sala, do salão ou do telefone, a pessoa aperta a garganta e empurra o volume de lá, sem apoio no fôlego e sem pausa para o tecido descansar. As pregas vocais, que são delicadas e batem centenas de vezes por segundo quando a gente fala, entram em atrito constante. O estrago se soma: no começo a garganta arde só no fim do dia; depois a rouquidão não passa mais; nos casos sérios, aparecem lesões que exigem tratamento. O problema raramente é falta de resistência; é o uso forçado de uma estrutura que tem limite físico. ## O que o locutor sabe e o resto do mercado não Um locutor profissional fala horas seguidas, grava o dia inteiro e termina sem rouquidão, não porque tenha uma garganta mais forte, mas porque aprendeu a tirar a força de outro lugar. Ele apoia a voz no fôlego em vez de na garganta, projeta sem gritar, respeita as pausas, hidrata, aquece antes de começar. Nada disso vem de berço: é técnica aprendida, e o que serve ao locutor serve igual a quem mais depende da voz para trabalhar. ## Cuidar da voz é competência profissional, não vaidade A maioria de quem trabalha falando trata a própria voz como se ela fosse infinita, até o dia em que ela falha numa reunião importante ou sai de cena por uma semana inteira. Aprender a usá-la direito não é luxo de quem quer ser artista: é manutenção de um recurso de trabalho que ninguém consegue repor. É justamente isso que se trabalha num [curso de locução e expressão](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-express?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=voz-cansada-trabalho-quem-fala-o-dia-todo), não só para quem sonha com o microfone, mas para qualquer um cuja renda depende de ser ouvido. Na dúvida sobre por onde começar, dá pra [falar com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20locu%C3%A7%C3%A3o%20para%20cuidar%20da%20minha%20voz%20no%20trabalho). --- ## Abrem-se as cortinas: o narrador que tratava cada jogo como um espetáculo **Publicado:** 2026-07-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/fiori-gigliotti-locutor-da-torcida-brasileira **Categoria:** História do Radio, Esporte **Tags:** Fiori Gigliotti, narração esportiva, história do rádio, locução, futebol no rádio > Fiori Gigliotti narrou dez Copas do Mundo tratando cada partida como teatro. A história do Locutor da Torcida Brasileira é também uma aula sobre o que separa narrar de apenas descrever. Para Fiori Gigliotti, um jogo de futebol não começava com o apito do juiz. Começava quando ele anunciava, com a solenidade de quem levanta o pano de um teatro: "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo." Durante quase sessenta anos diante do microfone, ele tratou cada partida como uma peça, com herói, vilão, suspense e um final que ninguém conhecia de antemão. E o Brasil inteiro comprava ingresso. ## Do interior de São Paulo para dez Copas do Mundo Filho de imigrantes italianos, Fiori entrou no rádio em 1947, ainda muito jovem, na Rádio Clube de Lins, no interior paulista. Dali foi subindo: Cultura de Araçatuba, Bandeirantes, Panamericana (a futura Jovem Pan), Tupi, Record. Pelo caminho, narrou dez Copas do Mundo. Ele costumava dizer que, de tudo o que viu, o maior jogo da sua vida foi a final do Mundial Interclubes de 1962, entre Santos e Benfica, com Pelé no auge. ## O locutor da torcida brasileira O apelido se justificava lance a lance. Fiori não fingia o distanciamento de um repórter neutro, ele sofria, vibrava e respirava junto com quem estava do outro lado do rádio. "Aguenta, coração!", soltava nos minutos finais de um jogo apertado. "E o tempo passa, torcida brasileira", lembrava quando faltava o gol. "Uma beleza de gol!", celebrava, esticando as vogais até onde o fôlego deixasse. Cada frase dessas dava a quem ouvia um lugar emocional dentro da partida. Ele não estava ali só para informar o jogo, e sim para fazer o ouvinte vivê-lo. ## Narrar, para ele, era interpretar A longevidade de Fiori vinha daí. Quando a televisão chegou e passou a mostrar tudo, muita gente continuou baixando o som da TV para ouvir o rádio. A imagem mostrava o lance; só a voz dava a emoção dele. Fiori sabia que um narrador é, antes de tudo, um intérprete: alguém que usa timbre, ritmo, pausa e vocabulário para construir, na cabeça de quem escuta, uma cena que a pessoa não está vendo. O palco que ele montava não ficava em estádio nenhum: ficava na imaginação do ouvinte. ## O que ele fazia no instinto, hoje se estuda Fiori morreu em 2006, no fim de uma carreira que atravessou seis décadas, sem nunca ter recebido um manual de como se narra um jogo, ele foi, ele próprio, parte do manual que veio depois. O que descobriu na prática é exatamente o que separa um locutor esportivo de alguém que apenas descreve lances: a capacidade de interpretar, de dar cor e tensão a noventa minutos de bola rolando. Transformar a partida em espetáculo é uma habilidade, e, como toda habilidade, se aprende. É o que se treina, aula após aula, no [curso de Narração Esportiva da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=fiori-gigliotti-locutor-da-torcida-brasileira). Como o velho Fiori avisava ao fim de cada transmissão, fecham-se as cortinas e termina o jogo. --- ## Como falar bem numa entrevista de emprego **Publicado:** 2026-07-14 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-falar-bem-em-entrevista-de-emprego **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** entrevista de emprego, comunicação, oratória, falar em público, carreira, voz, soft skills > Você tem a experiência, mas na entrevista a voz treme e as palavras se atropelam. Numa entrevista não conta só o que você fala, conta como, e isso se treina. Veja ajustes simples que mudam a impressão que você passa. Você se preparou, conhece o cargo, tem a experiência, mas na hora da entrevista a voz sai trêmula, as palavras se atropelam e a cabeça dá branco. Acontece com muita gente boa, e não é falta de competência: é falta de preparo na comunicação. Numa entrevista, não conta só o que você fala, conta como você fala. E a boa notícia é que isso se treina. ## Respire e desacelere O nervosismo acelera a fala, e a fala acelerada parece insegurança. O ajuste mais simples e mais poderoso é diminuir o ritmo. Respire antes de responder, aquele segundo de silêncio que parece uma eternidade para você passa despercebido pelo entrevistador e ainda transmite calma. Pausa não é falha; é controle. ## Responda com histórias, não com adjetivos "Sou proativo, dedicado e trabalho bem em equipe" não diz nada, todo candidato fala igual. O que convence é o exemplo concreto: conte uma situação real, o que você fez e qual foi o resultado. Em vez de afirmar que é organizado, narre a vez em que sua organização salvou um prazo. História gruda na memória; adjetivo escorrega. ## Ajustes que mudam a impressão - **Escute a pergunta inteira. **Não comece a responder por cima da fala do outro. Ouvir até o fim evita resposta fora do alvo e mostra atenção. - **Fale com clareza. **Abra a boca, pronuncie até o fim das palavras. Ser entendido de primeira passa segurança. - **Cuide do corpo. **Postura ereta, ombros soltos e contato visual sustentam a voz e a confiança, valem também na câmera, na entrevista online. - **Não tenha medo do silêncio. **Pensar antes de responder é melhor do que despejar um "é... então... tipo..." para preencher o vazio. ## Comunicação é treinável Quem fala bem numa entrevista raramente nasceu assim, treinou, mesmo sem perceber. Gravar a si mesmo respondendo perguntas comuns e se ouvir depois é o exercício mais revelador que existe: você enxerga os atropelos, os vícios e o ritmo, e corrige. Em uma ou duas semanas, a diferença aparece. Falar com clareza e segurança não serve só para entrevistas, vale toda vez que você precisa se apresentar e convencer. É exatamente isso que se desenvolve nos [cursos de comunicação e oratória da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/fale-bem-em-publico?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=oratoria&utm_content=como-falar-bem-em-entrevista-de-emprego). Quer treinar isso? [Fale com a nossa secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20orat%C3%B3ria%20Fale%20Bem%20em%20P%C3%BAblico). A vaga olha o seu currículo; mas é a sua fala que apresenta você. --- ## As mulheres que estão furando a bolha da narração esportiva **Publicado:** 2026-07-13 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/mulheres-na-narracao-esportiva **Categoria:** Esporte **Tags:** narração esportiva, mulheres no esporte, Renata Silveira, narradora, locução esportiva, futebol > Por quase um século, o gol foi gritado só por vozes masculinas. Renata Silveira, Natália Lara e outras viraram esse jogo, enfrentando machismo e provando que narrar bem não tem gênero. A história de quem abriu a porta. Por quase um século, o gol no Brasil foi gritado sempre pela mesma voz: grave, masculina, do tipo que a gente cresceu achando que era a única possível atrás de um microfone de estádio. Até que esse retrato começou a mudar, e hoje, cada vez mais, é uma voz feminina que anuncia que a bola entrou. ## Os marcos que quebraram a barreira A virada tem nomes e datas, em ordem. Renata Silveira já havia narrado partidas na Copa de 2014, no Brasil. Em 2018, ao lado de Isabelly Morais e Manuela Avena, formou a primeira equipe 100% feminina a narrar uma Copa no país. Em dezembro de 2020 foi contratada pelo Grupo Globo, onde nenhuma mulher tinha ocupado a cadeira de narradora antes, e, em 2022, narrou um jogo de Copa do Mundo na TV aberta brasileira, algo inédito. Natália Lara, por sua vez, abriu outra porta: foi a primeira a narrar o Campeonato Paulista masculino. ## O preço de ser a primeira Abrir essa porta tem custo. As narradoras relatam um cenário de machismo e de ataques nas redes sociais a cada transmissão, a voz feminina ainda é "testada" por parte do público de um jeito que a masculina nunca foi. Cada erro vira manchete; cada acerto, surpresa. Ocupar esse espaço exige, além de talento, uma blindagem emocional que os colegas homens raramente precisaram desenvolver. ## O que conta no microfone é o mesmo E aqui está o ponto que desmonta o preconceito: narrar bem não tem gênero. O que sustenta uma transmissão é o de sempre, voz preparada, repertório sobre o jogo e os times, ritmo, emoção na dose certa e o domínio do improviso ao vivo. Isso se constrói com técnica e treino, igual para qualquer pessoa. As narradoras não pediram desconto; entregaram o ofício no mesmo nível e provaram que a cadeira sempre coube em mais gente. Esse preparo, técnica, não gênero, é exatamente o que se ensina no [curso de Narração Esportiva da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=mulheres-na-narracao-esportiva), nos estúdios da Rádio Globo no Rio. Quer entrar nesse jogo? [Fale com a nossa secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Narra%C3%A7%C3%A3o%20Esportiva%20nos%20est%C3%BAdios%20da%20R%C3%A1dio%20Globo). O microfone do esporte está, enfim, abrindo espaço para todas as vozes. --- ## A responsabilidade de se inscrever num curso profissionalizante **Publicado:** 2026-07-13 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/a-responsabilidade-de-se-inscrever-num-curso-profissionalizante **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** Matricular, responsabilidade, comprometimento, ética profissional > Matricular-se num curso profissionalizante é assumir um compromisso profissional. Entenda por que a responsabilidade do aluno começa já no primeiro dia de aula. Existe um gesto que parece pequeno e não é: assinar uma matrícula. Do lado de quem se inscreve, muitas vezes é um clique quase automático, um "vou ver se rola". Do lado de quem abre uma turma, é o começo de um planejamento inteiro. Reservamos horário de instrutor, reservamos o espaço, calculamos a viabilidade da turma a partir de um número de alunos. Cada inscrição confirmada entra nessa conta. Quando alguém desaparece ou interrompe o pagamento sem aviso, não é apenas uma cadeira vazia, é um compromisso coletivo que se desequilibra. Num curso profissionalizante, esse peso é ainda maior. Aqui não se compra entretenimento: começa-se a construir uma profissão. Na comunicação, isso significa o caminho até o registro no Sindmídia RJ e o DRT, o documento que abre as portas do mercado de rádio, TV e web. A matrícula é o primeiro passo dessa trajetória e todo primeiro passo diz muito sobre os que virão. É aqui que precisamos ser honestos sobre algo que raramente se fala. Quando um aluno conclui o curso, a ER+ não entrega apenas um certificado. Entrega também a sua palavra. Ao longo de mais de trinta anos, construímos uma relação de confiança com emissoras, produtoras, eventos e profissionais do mercado. Quando indicamos alguém para uma vaga, uma narração, uma oportunidade, estamos colocando o nosso nome junto do dela. E o mercado sabe disso. Então fica a pergunta, feita com carinho e sem rodeios: como recomendar, com segurança, alguém que não honrou o primeiro compromisso que assumiu, a própria matrícula? Não se trata de ameaça, nem de julgamento. Trata-se de reconhecer uma verdade profissional. Pontualidade, palavra cumprida, responsabilidade com prazos e com pessoas não são exigências da escola: são o essencial da profissão. Numa redação, num estúdio, numa transmissão ao vivo, ninguém sustenta uma carreira faltando com o combinado. A confiabilidade é, ela mesma, uma competência e talvez, a mais importante de todas. E ela não começa no primeiro emprego. Começa no primeiro dia de aula. A boa notícia é que compromisso é uma via de mão dupla, e a ER+ leva a sua parte a sério. Nós nos comprometemos com estrutura, com professores que atuam no mercado, com um caminho real até o registro profissional. O que pedimos em troca é o compromisso equivalente: que a matrícula seja tratada como o que ela é, o início de uma vida profissional, não um impulso passageiro. E quando a vida aperta, quando algo sai do previsto, a resposta nunca é sumir. É conversar. Existem caminhos, trancamento, reorganização, diálogo. A porta da ER+ segue sempre aberta para quem quer construir algo sério. Basta que o compromisso seja mútuo. Porque, no fim, a pergunta que fazemos aos nossos alunos é a mesma que o mercado fará a eles um dia: dá pra confiar em você? --- ## O mito do português neutro: sotaque tem certo e errado? **Publicado:** 2026-07-12 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/mito-do-portugues-neutro-sotaque **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** sotaque, português neutro, dicção, locução, variação linguística, voz, comunicação > "Você precisa perder o sotaque" é o conselho que todo aspirante a locutor ouve. Mas, para a linguística, sotaque neutro não existe. Entenda o que a mídia chama de neutro e o que o mercado de voz realmente pede. Quem sonha em trabalhar com a voz quase sempre esbarra no mesmo conselho: "você precisa perder o sotaque". Como se existisse um jeito certo e neutro de falar, e todos os outros fossem versões com defeito a serem corrigidas. A verdade incomoda um pouco, mas liberta: do ponto de vista da língua, sotaque neutro não existe. ## Todo mundo tem sotaque Para a linguística, não há sotaque melhor ou pior, nem sequer um critério para medir isso. O carioca acha que o paulista tem sotaque, o paulista acha o mesmo do gaúcho, e assim por diante. Ninguém fala "sem sotaque"; cada um fala com o seu. O que chamamos de fala "neutra" é uma questão social e de hábito, não um fato da língua. ## O que a mídia chama de neutro Aquilo que o rádio e a TV apelidaram de "sotaque neutro", o tal "sotaque do Jornal Nacional", é, na verdade, um padrão construído: uma mistura de pronúncia carioca e paulista, com alguns ajustes, que foi eleita modelo por razões históricas, não científicas. É um sotaque como qualquer outro, que só virou referência porque ocupou os microfones primeiro. Chamá-lo de neutro é um apelido, não uma verdade. ## O que o mercado realmente pede Então o conselho está todo errado? Não totalmente, só mal explicado. O que muitos trabalhos pedem não é apagar de onde você é, e sim duas coisas concretas: dicção clara, para ser entendido em qualquer lugar do país, e versatilidade, para suavizar um regionalismo muito marcado quando o job específico exige. Isso é técnica, é uma ferramenta a mais na caixa, e não jogar fora a sua identidade. O sotaque carregado não é defeito; dicção descuidada, essa sim, atrapalha. Aprender a controlar a própria fala sem apagar quem você é, ajustar quando o trabalho pede e manter a naturalidade no resto, é parte do que se treina [nos cursos de locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=mito-do-portugues-neutro-sotaque). Seu sotaque não é um problema a resolver: é um ponto de partida a dominar. --- ## Os brasileiros que dão voz aos personagens dos games **Publicado:** 2026-07-11 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/a-voz-nos-games-dublagem-brasileira **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** dublagem, games, videogame, voz, interpretação, dublagem de games, ator de voz > Kratos grita em português, Ellie e Joel choram na nossa língua. Por trás de cada personagem dublado há um ator de voz fazendo um trabalho físico e difícil. Conheça a dublagem de games no Brasil e quem dá alma a eles. Kratos, o guerreiro de God of War, grita de raiva em português. Ellie e Joel, de The Last of Us, choram e se desentendem com sotaque brasileiro. Para milhões de pessoas, jogar virou uma experiência na própria língua, e por trás de cada um desses personagens existe um ator de voz, num estúdio, fazendo um trabalho que pouca gente imagina o tamanho. ## De raridade a padrão Nem sempre foi assim. Os primeiros games dublados começaram a aparecer no início dos anos 2000, mas a dublagem só ganhou força de verdade no fim da geração do PlayStation 3 e do Xbox 360. O motivo é simples: o Brasil é um dos maiores mercados de games do mundo, e as produtoras perceberam que falar a língua do jogador vende. Hoje, lançamento grande sem opção em português brasileiro é exceção. ## Vozes que viraram referência Alguns trabalhos se tornaram marcantes a ponto de o público preferir a versão brasileira. Ricardo Juarez deu voz a Kratos e foi aclamado pelos fãs. Em The Last of Us, Luiza Caspary (Ellie) e Luiz Carlos Persy (Joel) entregaram uma atuação tão forte que voltaram para o jogo seguinte e até para a série da HBO. São nomes que provam: dublar game é atuação, não leitura. ## Por que é um trabalho duro Dublar games tem desafios que o cinema não tem. Muitas vezes o ator grava sem ver a cena final, guiado só pelo áudio original e por indicações de direção, tendo que imaginar o que o personagem está vivendo. Há os gritos de batalha, os gemidos de esforço, as falas repetidas dezenas de vezes para caber na ação, um trabalho físico, que exige fôlego e interpretação na mesma medida. A voz precisa entregar emoção que o jogador nem sabe que está sentindo. Tudo isso é interpretação levada ao microfone, transformar texto em personagem vivo, que é exatamente o que se treina no [curso de Interpretação para Locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/interpretacao-para-locucao?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=interpretacao-locucao&utm_content=a-voz-nos-games-dublagem-brasileira). Da próxima vez que um personagem falar com você em português, lembre: tem um ator ali, dando alma a ele. --- ## Como começar um podcast com o que você já tem em casa **Publicado:** 2026-07-10 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-comecar-um-podcast-em-casa **Categoria:** Tecnologia e Inovação **Tags:** podcast, como começar podcast, gravação caseira, home studio, áudio, conteúdo > Esperar o microfone caro e o estúdio é a desculpa que mata todo podcast antes de nascer. Dá para começar hoje, com o celular e um truque de graça contra o eco. Veja o caminho mínimo para botar o seu no ar. A ideia do podcast está há meses na sua cabeça, mas sempre esbarra na mesma desculpa: "quando eu tiver um microfone bom e um estúdio". Pode largar essa desculpa. Dá para começar hoje, com o que já está em cima da sua mesa, e o que separa um podcast que engata de um que morre no terceiro episódio quase nunca é o equipamento. ## O equipamento mínimo já está com você Um celular razoável grava áudio mais do que suficiente para começar. Um fone de ouvido com microfone, daqueles que vêm com o aparelho, já melhora o som por aproximar o microfone da boca. Se quiser dar um passo a mais sem gastar muito, um microfone USB de entrada resolve. Mas nada disso é pré-requisito para o episódio número um. ## O segredo não é o microfone, é o cômodo O que mais estraga áudio caseiro não é o aparelho: é o eco do ambiente. E isso se resolve de graça. Grave num cômodo pequeno, com bastante coisa macia em volta, guarda-roupa cheio, cama, cortina, sofá. Tecido absorve som e mata o eco. Gravar dentro do closet, cercado de roupa, soa melhor do que numa sala grande e vazia com microfone de mil reais. ## Antes de gravar, decida três coisas - **O tema e o formato. **Sobre o que é, e se é você sozinho, uma entrevista ou uma conversa entre dois. Foco claro segura ouvinte. - **A duração. **Episódio curto e terminado vence episódio longo e arrastado. Comece enxuto. - **A constância. **Melhor um episódio por semana sempre do que cinco numa semana e sumir. Podcast é hábito, do seu lado e do ouvinte. ## Edição e publicação sem complicação Para editar, um programa gratuito já basta para cortar os erros, remover silêncios e equilibrar o volume. Não é preciso um software complexo para começar. Depois, basta escolher um serviço de hospedagem de podcast e configurar a distribuição para plataformas como Spotify, Apple Podcasts, YouTube e outros aplicativos de áudio. O caminho técnico é mais simples do que parece; o difícil, e o que realmente faz diferença, é ter o que dizer e manter uma frequência consistente de publicação. Equipamento qualquer um arruma; ter o que dizer e voltar toda semana é o que separa o podcast que vinga do que morre no episódio três. Botar o seu no ar com qualidade é exatamente o tipo de mão na massa que se aprende no [curso de Podcast da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-express?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=podcast&utm_content=como-comecar-um-podcast-em-casa). O melhor microfone é o que está ligado. --- ## Quanto cobrar por um trabalho de locução **Publicado:** 2026-07-09 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/quanto-cobrar-por-um-trabalho-de-locucao **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** locução, quanto cobrar, cachê, direitos de uso, freelancer, carreira, mercado de voz > "Quanto você cobra?" é a pergunta que trava todo locutor iniciante. O segredo: não existe tabela fixa, e você não cobra pelo áudio, cobra pelo uso. Entenda como o preço de uma locução se forma de verdade. O cliente gostou da sua demo. Aí vem a pergunta que trava todo iniciante: "quanto você cobra?". A vontade é responder qualquer número baixo só para fechar, e esse é, de longe, o erro mais comum de quem está começando na locução. Entender como o preço se forma muda tudo. ## Não existe tabela fixa (e isso é bom) A primeira coisa a saber é que não há uma tabela oficial única para locução no Brasil. O que existe são referências de piso, como as publicadas por sindicatos da categoria (os SATEDs), e o preço varia conforme o trabalho. Isso assusta o iniciante, mas é uma vantagem: significa que o valor acompanha o tamanho do job, e não um número engessado. ## Você não cobra pelo áudio, cobra pelo uso Aqui está o conceito que separa amador de profissional: o preço de uma locução não é só o tempo que você levou para gravar trinta segundos. É a gravação somada aos direitos de uso, onde aquele áudio vai rodar, por quanto tempo e em qual alcance. Uma mesma narração vale uma coisa para um vídeo interno de uma loja e outra, bem maior, para um comercial que vai ao ar em rede nacional por um ano. É o chamado direito de veiculação. ## O que entra na conta - **Veiculação. **Onde e por quanto tempo o áudio será usado, rádio, TV, internet, interno; uma praça ou o país inteiro; um mês ou um ano. É o que mais pesa no valor. - **Complexidade. **Duração, número de versões, regravações pedidas pelo cliente e exigências de interpretação. - **Exclusividade. **Se o cliente quer que sua voz não apareça para um concorrente, isso se cobra à parte. - **Seus custos. **Equipamento, energia, internet e o tempo de edição também fazem parte, você é o estúdio. ## O erro que mais machuca o iniciante É entregar a locução por um valor único e "esquecer" os direitos de uso. O cliente paga uma vez e roda seu áudio por anos, em todo lugar, sem nunca mais te procurar. Combinar desde o início o prazo e o alcance da veiculação, e cobrar a renovação quando ele passar, é o que transforma um bico em profissão. Aprender a precificar, negociar e tratar a própria voz como um negócio é tão importante quanto gravar bem, e é parte do que se discute [nos cursos de locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=quanto-cobrar-por-um-trabalho-de-locucao). Saber o seu valor já é meio caminho para cobrá-lo: se quiser conhecer as turmas, é só [falar com a nossa secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Locu%C3%A7%C3%A3o%20Profissionalizante). --- ## De jornalista a mestre das novelas: o legado de Benedito Ruy Barbosa **Publicado:** 2026-07-09 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/de-jornalista-a-mestre-das-novelas-o-legado-de-benedito-ruy-barbosa **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** benedito ruy barbosa, teledramaturgia brasileira, novelas, pantanal, terra nostra, roteiro para TV > De jornalista a mestre das novelas, Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos e deixou um legado que ensina muito a quem quer trabalhar com comunicação. Relembre sua trajetória. O Brasil se despediu, na terça-feira (7 de julho), de um dos maiores contadores de histórias que a nossa televisão já teve. Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, em São Paulo, e deixou uma marca que atravessa gerações de telespectadores — e de profissionais da comunicação. Se você já se emocionou com "Pantanal", torceu em "O Rei do Gado", se encantou com "Terra Nostra" ou reencontrou o interior do Brasil em "Renascer" e "Velho Chico", já foi tocado pelo trabalho dele. Foram décadas transformando cafezais, sertões e rios em cenário de grandes dramas, com um jeito próprio de escrever: personagens construídos com cuidado, ritmo que respeita o tempo da emoção e um olhar afetuoso para a gente simples e para a cultura do campo. Mas o que a trajetória de Benedito tem a ver com quem sonha em trabalhar com rádio, TV, podcast ou redes sociais? Tudo. Antes de ser o gigante das novelas, ele foi jornalista. Escreveu seu primeiro livro, "Fogo Frio", inspirado no tempo em que viveu no interior a trabalho. Só chegou à sua primeira novela, "Somos Todos Irmãos", em 1966, na antiga TV Tupi. Ou seja: a genialidade veio depois de muita estrada, muita observação e muito ofício. Ninguém nasce sabendo emocionar uma plateia — isso se aprende, se treina e se lapida. E é justamente por isso que a história dele fala tanto com quem está começando. Comunicar bem, em qualquer mídia, é antes de tudo saber contar uma boa história. Um narrador esportivo que faz o ouvinte enxergar o gol, um apresentador que prende a atenção nos primeiros segundos, um locutor que dá vida a um texto publicitário, um criador de conteúdo que segura o público até o fim do vídeo — todos estão fazendo, em essência, o mesmo que Benedito fazia: construindo personagens, criando tensão, despertando emoção e respeitando quem está do outro lado. Outra lição que fica é a da autoria. Benedito tinha uma assinatura reconhecível: bastava assistir a alguns minutos para saber que aquela história era dele. No mundo saturado de conteúdo em que vivemos, ter voz própria — um jeito único de falar, narrar e se apresentar — é o que separa quem passa despercebido de quem é lembrado. Há ainda uma bonita continuidade nessa história. Entre seus dez netos está Bruno Luperi, que seguiu os passos do avô e assinou o remake de "Pantanal" em 2022. É o ofício de contar histórias passando de geração para geração — a prova de que boa comunicação não morre, se transforma e ganha novos narradores. Que a despedida de Benedito Ruy Barbosa sirva de inspiração para quem está construindo sua carreira na comunicação. Estudar técnica, treinar a voz, dominar as ferramentas: tudo isso importa. Mas nada disso ganha vida sem aquilo que ele dominava como poucos — a vontade de contar uma boa história e de emocionar quem está ouvindo, assistindo ou lendo. --- ## Por que você odeia ouvir a própria voz gravada **Publicado:** 2026-07-08 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/por-que-voce-odeia-ouvir-a-propria-voz-gravada **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** voz, voz gravada, condução óssea, curiosidade, comunicação, autoimagem vocal > Aquela voz estranha e fininha do áudio do WhatsApp não é frescura sua, tem explicação física. E é a sua voz real, a que todo mundo sempre ouviu. Entenda por que a gente se estranha gravado e como se acostumar. Você manda um áudio no WhatsApp, ouve antes de enviar e pensa: "eu falo assim?". Aquela voz fininha, estranha, que não parece com a sua. A sensação é quase universal, pouca gente gosta de se ouvir gravado. Mas a explicação não é frescura nem autocrítica: é física, e entender isso ajuda quem quer trabalhar com a voz a fazer as pazes com ela. ## Você se ouve por dois caminhos Quando você fala, escuta a própria voz de duas formas ao mesmo tempo. Uma parte do som chega pelo ar até o ouvido, como acontece com qualquer outra pessoa. A outra viaja por dentro do crânio, fazendo os ossos da cabeça vibrarem. Essa condução óssea reforça os tons mais graves, por isso, lá de dentro, a sua voz soa mais cheia, mais grave e mais bonita do que ela é no mundo. ## A gravação só conta metade O gravador, por outro lado, capta apenas o som que anda pelo ar, sem o reforço dos graves que os ossos te davam. O resultado é uma voz mais aguda e mais fina do que aquela que você está acostumado a escutar na sua cabeça. Ou seja: a voz gravada é a sua voz real, a que todo mundo sempre ouviu. A estranha, na verdade, é a de dentro. Quem te incomoda no áudio é você mesmo, sem o filtro. ## Acostumar é questão de exposição A boa notícia é que esse incômodo passa. Quanto mais você se ouve gravado, menos estranho fica, o cérebro simplesmente se acostuma com a versão verdadeira. Por isso locutores e podcasters param de se incomodar: não é que a voz deles mudou, é que eles se habituaram. O primeiro passo para gostar da própria voz é, justamente, ouvi-la mais vezes. Fazer as pazes com a voz gravada e aprender a usá-la como ferramenta é o ponto de partida de quem quer viver de comunicar, e é onde começa o treino [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-basica-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=por-que-voce-odeia-ouvir-a-propria-voz-gravada). Aquela voz do áudio não é feia: é só a sua, sem disfarce. --- ## Bets na Copa: onde termina o conteúdo e começa o anúncio **Publicado:** 2026-07-07 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/bets-na-copa-onde-termina-o-conteudo-e-comeca-o-anuncio **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** Bets, mercados das bets, ética na comunicação, publicidade de bets, Código de Defesa do Consumidor, merchandising, copa do mundo > O MPF abriu inquérito sobre a publicidade de bets nas transmissões da Copa e reacendeu um dilema de comunicação: quando o anúncio se mistura à narração, quem garante que o público sabe o que é propaganda? A Copa do Mundo movimentou o país, movimentou a audiência e, de quebra, movimentou um debate que é da nossa área. No início de julho, o Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar como a publicidade de apostas apareceu nas transmissões do Mundial, com atenção especial às peças exibidas durante os jogos na CazéTV. Por trás da disputa jurídica e política, existe uma pergunta de comunicação que vale a pena separar do barulho: quando o anúncio entra em campo junto com a narração, o público ainda consegue distinguir o que é informação, o que é opinião e o que é propaganda? Esse é o nó da questão. A publicidade de bets deixou de morar num bloco comercial bem delimitado e passou a viver dentro do próprio conteúdo, no palpite do comentarista, na deixa do apresentador, no clima da transmissão. Quando a mensagem comercial se dissolve na conversa entre quem narra e quem comenta, a fronteira entre editorial e anúncio fica invisível. É um caso clássico de publicidade nativa, aquele formato em que o comercial imita a linguagem e o ritmo do conteúdo a ponto de se confundir com ele. E é justamente essa diluição que o inquérito colocou sob a lupa. Para quem trabalha com voz e imagem, o ponto é ainda mais delicado, porque o profissional é o veículo. A credibilidade do narrador, do comentarista ou do apresentador é exatamente o que faz o anúncio funcionar, e é exatamente o que fica em risco quando a propaganda não se identifica como tal. Não à toa, o Código de Defesa do Consumidor exige, no seu artigo 36, que a publicidade seja veiculada de forma que o consumidor a reconheça de imediato como publicidade, e o Conar reforça esse princípio da identificação. Misturar o anúncio ao conteúdo sem sinalização não fere só uma regra: corrói a confiança que sustenta o valor do próprio comunicador. A dimensão do assunto ajuda a entender a urgência. Estima-se que dezenas de milhões de brasileiros tenham apostado nos últimos meses, e uma fatia relevante desse público convive com endividamento. O inquérito olha com atenção para anúncios dirigidos a jovens e a grupos vulneráveis, o que, num evento de audiência familiar como a Copa, aumenta o peso da responsabilidade de quem está diante do microfone. Aqui não se trata de condenar o futebol nem o torcedor, e sim de perguntar quem sinaliza, quem informa e quem protege o público quando conteúdo e comercial andam de mãos dadas. E não é um problema só da TV e do streaming. Influenciadores e ex-atletas se tornaram peça central das campanhas do setor e passaram a figurar no radar da responsabilidade legal por emprestarem a própria imagem. Do outro lado, alguns atletas escolheram o caminho oposto e se posicionaram publicamente contra as apostas, mostrando que a imagem também é um ativo que se administra com critério. Em todos os casos, a lógica é a mesma: quem comunica responde pelo que comunica. Fica a lição, que serve para muito além das bets. Para quem vive de voz e de imagem, a transparência não é um detalhe burocrático, é parte do ofício. Sinalizar o que é anúncio não limita o trabalho; é o que preserva a credibilidade que torna o profissional valioso. É exatamente esse tipo de consciência que se constrói quando se aprende a narrar, comentar e apresentar com técnica: o microfone é também uma responsabilidade. E entender onde termina o conteúdo e começa o anúncio talvez seja uma das habilidades mais importantes do comunicador de 2026. --- ## A tarde de 1972 em que a TV brasileira ganhou cores **Publicado:** 2026-07-07 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/tv-a-cores-no-brasil-1972-festa-da-uva **Categoria:** História do Radio **Tags:** TV a cores, história da televisão, 1972, Festa da Uva, PAL-M, televisão brasileira, Cid Moreira > A primeira transmissão a cores do Brasil não veio de um grande estúdio: saiu da Festa da Uva, em Caxias do Sul, em fevereiro de 1972. Veja como a cor mudou a TV, e o que ela cobra de quem aparece na tela. Durante mais de vinte anos, os brasileiros viram televisão em preto e branco. Até que, numa tarde de fevereiro, as cores chegaram à tela, e nada mais foi igual. A primeira transmissão a cores do país não saiu de um grande estúdio do Rio ou de São Paulo: veio de uma festa de cidade do interior gaúcho, e mudou de vez o que significava aparecer na TV. ## A festa que pintou a TV brasileira Foi em 19 de fevereiro de 1972, com a transmissão da Festa da Uva, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. As imagens, em cores, rodaram o país com narração de Cid Moreira. Pouco depois, em 31 de março, o Brasil oficializou seu padrão de cor, o PAL-M, um sistema próprio, adaptado à nossa rede elétrica. A tela colorida deixava de ser promessa e virava realidade. ## Mais que uma novidade técnica A cor não foi só um detalhe bonito. Ela cobrava mais de tudo: cenário, figurino, maquiagem, iluminação. O que passava despercebido no cinza agora aparecia, uma gravata espalhafatosa, um tom de pele errado pela luz, um cenário pobre. A televisão precisou se reinventar visualmente, e quem trabalhava diante das câmeras teve de aprender a se apresentar para um meio que, de repente, mostrava tudo. ## O que isso ensina sobre estar no ar A chegada das cores é um bom lembrete de uma verdade que vale até hoje: a tecnologia muda o tempo todo, e quem aparece na tela precisa acompanhar. Do preto e branco às cores, da TV de tubo às câmeras de celular em alta definição e às lives, a régua sobe, mas o fundamento não muda. Câmera boa não salva quem não sabe se portar diante dela. Dominar a presença de câmera, em qualquer tecnologia, é o que separa quem aparece bem de quem só aparece, e é exatamente isso que se desenvolve no [curso de Apresentação de TV e Mídias da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=apresentacao&utm_content=tv-a-cores-no-brasil-1972-festa-da-uva). As cores chegaram em 1972; saber usá-las a favor da imagem continua sendo trabalho de gente preparada. --- ## Como ler em voz alta sem parecer um robô **Publicado:** 2026-07-06 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/entonacao-ler-em-voz-alta-sem-parecer-robo **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** entonação, leitura em voz alta, interpretação, locução, voz, comunicação, técnica vocal > Todo mundo reconhece o som de alguém lendo em voz alta: fala em platô, pausa em todo ponto, zero emoção. Ler bem não é dom, é entonação, e dá para treinar. Veja quatro ajustes que tiram o robô da voz. Existe um som inconfundível: o da pessoa lendo em voz alta. Aquela fala em platô, sem subida nem descida, com pausa em todo ponto final e zero emoção, o jeito "discurso de formatura" de falar. A gente identifica na hora porque soa artificial, mecânico, robótico. A boa notícia é que ler bem em voz alta não é talento: é entonação, e entonação se aprende. ## Por que a leitura sai travada Quando conversamos, a voz sobe e desce, acelera e desacelera o tempo todo, sem a gente pensar. Quando lemos, o olho gruda nas palavras e a voz vira refém delas: sai tudo no mesmo tom, no mesmo ritmo, com ênfase nos lugares errados. O texto tira de nós justamente o que torna a fala viva. Ler bem é devolver à leitura a melodia natural da conversa. ## Quatro ajustes que tiram o robô da voz - **Entenda antes de ler. **Leia a frase com os olhos e capte o sentido antes de falar. Quem entende o que diz dá ênfase no lugar certo; quem só decifra palavra por palavra soa mecânico. - **Fale para alguém. **Imagine uma pessoa na sua frente e leia como se estivesse contando aquilo a ela. A intenção de comunicar muda o tom automaticamente. - **Pausa é sentido, não pontuação. **Nem toda vírgula pede respiro e nem todo respiro está numa vírgula. Pause onde a ideia pede, para criar expectativa, não no automático. - **Varie o ritmo. **Acelere no que é secundário, desacelere no que importa. A informação principal merece um tempo diferente do resto. ## Soe como quem conversa, não como quem lê A régua é simples: grave-se e pergunte se aquilo parece você falando com um amigo ou alguém recitando. Se for o segundo, é entonação que está faltando. O objetivo nunca é "narrar bonito", é fazer o ouvinte esquecer que existe um texto ali no meio, e sentir que está sendo conversado. Transformar texto em fala viva é o coração da interpretação para a voz, e é exatamente o que se treina no [curso de Interpretação para Locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/interpretacao-para-locucao?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=entonacao-ler-em-voz-alta-sem-parecer-robo). Porque ninguém liga o rádio, dá play num podcast ou assiste a um vídeo para ouvir um robô, a gente fica pela voz que parece estar falando com a gente. --- ## O que a eliminação do Brasil na Copa ensina sobre comunicação de crise **Publicado:** 2026-07-06 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/o-que-a-eliminacao-do-brasil-na-copa-ensina-sobre-comunicacao-de-crise **Tags:** comunicação de crise, comunicação institucional, gestão de crise, Copa do Mundo 2026, storytelling, comunicação esportiva, CBF > O Brasil caiu para a Noruega na Copa 2026 e, além do futebol, deixou um caso ao vivo de comunicação de crise. Veja os três movimentos da CBF e o deslize que a pressão expôs. Neste domingo (5), o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, nas oitavas de final, a queda mais precoce da seleção desde 1990. Enquanto o país discute escalação e futebol, existe outra partida acontecendo em paralelo, e essa é da nossa área: a da comunicação. A forma como a CBF administrou a mensagem nas primeiras horas após a derrota é um caso de gestão de crise acontecendo ao vivo, e vale observar com olhar técnico. O primeiro movimento foi reenquadrar a derrota. Em vez de deixar a palavra "fracasso" ocupar o centro, o técnico Carlo Ancelotti reconheceu a tristeza do grupo e, no mesmo fôlego, tratou o resultado como o começo de um novo ciclo, e não como um ponto final. Isso é controle de narrativa: quando a instituição não oferece um enquadramento, a imprensa oferece o dela, e dificilmente será generoso. Validar a emoção primeiro e só depois apontar para a frente é o que evita que a mensagem soe fria ou defensiva. O segundo movimento foi falar com uma só voz. Coube ao coordenador Rodrigo Caetano ser o porta-voz institucional, e ele sustentou de forma consistente as mesmas palavras-chave: calma, normalidade, continuidade. Em crise, cada voz desalinhada vira uma manchete nova. Concentrar o discurso em um porta-voz preparado, que repete o mesmo vocabulário, reduz o número de brechas. O terceiro movimento é o mais interessante para quem estuda comunicação: o escudo já estava montado antes da crise. O contrato do treinador havia sido renovado ainda antes da Copa. Isso permitiu que a permanência fosse comunicada como convicção, e não como reação ao pânico. É a prova de um princípio que repetimos em sala: as melhores mensagens de crise são preparadas quando ainda não há crise nenhuma. Mas nenhum caso real é perfeito, e houve um deslize revelador. Na saída de campo, o técnico principal não deu entrevista, quem falou foi seu auxiliar, e a própria transmissão cutucou a ausência. É um detalhe pequeno, mas mostra a distância que existe entre o discurso alinhado na coletiva e a execução no calor do momento. A crise não expõe só o que você diz; expõe também os silêncios e as ausências. Fica o resumo, que serve para qualquer marca, empresa ou profissional: reconheça a emoção antes de reposicionar, escolha um porta-voz e um vocabulário, prepare as mensagens difíceis antes de precisar delas e lembre-se de que quem não aparece também comunica. Futebol à parte, é exatamente esse tipo de leitura que separa quem apenas fala de quem comunica com intenção. --- ## O garoto da Bombril e a prova de que a voz vende mais que o efeito **Publicado:** 2026-07-05 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/garoto-bombril-locucao-publicitaria-voz-que-vende **Categoria:** Campanhas & Publicidade **Tags:** Bombril, Carlos Moreno, garoto-propaganda, publicidade, locução publicitária, voz, Washington Olivetto > Sem efeito nenhum, só um homem de avental e a voz certa: o garoto-propaganda da Bombril virou recordista do Guinness e uma aula sobre o poder da locução publicitária. A voz que conversa vende mais que a que anuncia. Um homem de avental, olhando para a câmera e explicando com calma por que aquele produto tinha mil e uma utilidades. Sem trilha grandiosa, sem firula, foi essa figura simples que se tornou um dos maiores fenômenos da publicidade brasileira. O garoto-propaganda da Bombril provou o que o mercado às vezes esquece: muitas vezes quem vende não é o efeito especial, é a voz e o jeito de quem fala. ## Quase quarenta anos no mesmo papel O personagem estreou em 1978, criação de Washington Olivetto na agência DPZ, vivido pelo ator Carlos Moreno como "Alberto", um químico industrial que apresentava os produtos com naturalidade de vizinho conversando. A parceria atravessou décadas: foram centenas de comerciais ao longo de quase quarenta anos, com Moreno entrando e saindo do papel, mas sempre com a mesma fórmula calma e confiável. ## Um recorde mundial A constância virou número de marca: em 1994, Carlos Moreno entrou para o Guinness Book como o ator que protagonizou a campanha publicitária mais longa do mundo. Ao todo, foram mais de 300 comerciais. Nenhum deles dependia de produção mirabolante, o que segurava o espectador era a presença, o timing e o tom de voz de quem parecia estar do nosso lado, e não nos empurrando algo. ## A lição que vale até hoje O caso Bombril é uma aula sobre o poder da locução publicitária. Vender com a voz não é gritar oferta nem forçar entusiasmo; é construir confiança no tom certo, na medida certa, de um jeito que o ouvinte acredite. O mercado de publicidade busca exatamente isso, naturalidade, não vozeirão. A voz que conversa vende mais do que a voz que anuncia. Aprender a usar a voz para vender sem parecer que está vendendo é uma técnica, não um dom, e é justamente o que se trabalha no [curso de A Voz na Publicidade da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/voz-na-publicidade?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=voz-publicidade&utm_content=garoto-bombril-locucao-publicitaria-voz-que-vende). Afinal, às vezes basta um avental e a voz certa para entrar para a história. --- ## O microfone mais sensível nem sempre é o melhor para você **Publicado:** 2026-07-04 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/microfone-dinamico-ou-condensador-qual-escolher **Categoria:** Tecnologia e Inovação **Tags:** microfone, microfone dinâmico, microfone condensador, gravação, estúdio, áudio, equipamento > Dinâmico ou condensador? A escolha errada é a causa mais comum de gravação com eco ou ruído, e quase nunca é defeito do microfone. Entenda a diferença e qual usar em cada situação. Você compra um microfone bom, grava em casa e o resultado vem cheio de eco e do barulho da rua. A primeira reação é culpar o aparelho. Quase sempre não é defeito dele: é que ele é do tipo errado para o lugar onde você grava. E essa escolha, entre os dois tipos mais comuns, dinâmico e condensador, decide o resultado antes de qualquer ajuste no computador. ## A diferença em uma frase O microfone dinâmico é menos sensível: ele "escuta" de perto e ignora boa parte do que está em volta. O condensador capta cada detalhe da voz, e também o ventilador, a rua, o eco da parede. Não existe melhor ou pior; existe o certo para cada situação. A sensibilidade que é qualidade num lugar vira problema no outro. ## Quando usar cada um - **Dinâmico: para ambiente sem tratamento. **Se você grava num quarto comum, sem espuma na parede, ou num lugar com algum ruído, o dinâmico perdoa: pega a sua voz de perto e deixa o resto de fora. É o microfone clássico de rádio e de palco. - **Condensador: para ambiente tratado e silencioso. **Num estúdio com tratamento acústico, o condensador entrega uma voz rica, detalhada, encorpada. Mas ele só brilha se o ambiente estiver sob controle. Senão, capta tudo o que você não quer. ## Dois detalhes que pegam o iniciante O condensador precisa de alimentação elétrica, a chamada phantom power (+48V), que vem da interface de áudio ou da mesa. Sem ela, ele simplesmente não funciona. Já o dinâmico costuma pedir um ganho mais alto na entrada para a voz chegar com volume. Saber disso evita o clássico "comprei e não funciona" e a busca por defeito onde não há. No fim, o microfone certo no lugar errado grava ruído caro: casar o equipamento com a acústica do ambiente é metade do trabalho. Entender essa relação é o tipo de coisa que se aprende na prática [nos cursos de produção da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=producao&utm_content=microfone-dinamico-ou-condensador-qual-escolher), onde a teoria encontra o estúdio. --- ## O melhor narrador de documentário é aquele que você nem percebe **Publicado:** 2026-07-03 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/narracao-de-documentarios-carreira-de-voz **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** narração de documentários, narração, voz, documentário, streaming, mercado de trabalho, locução > A melhor narração de documentário é a que não chama atenção para si. Com o streaming, esse nicho virou um mercado real para quem trabalha com a voz. Entenda como é o trabalho e por onde se começa. A melhor narração de documentário é a que ninguém nota. O narrador que sustenta a tensão de um true crime ou dá peso a uma reportagem trabalha o tempo todo para não ser percebido, e é aí que mora a dificuldade. Narrar o real é um dos trabalhos de voz que mais exigem controle, porque o brilho está justamente em não brilhar. ## Por que é mais difícil do que parece Narrar não é ler bonito. É encaixar a fala no tempo exato da imagem, dosar a ênfase sem teatralizar e manter uma credibilidade que faça o espectador acreditar no que ouve. Um exagero na leitura quebra a seriedade; uma leitura morna faz a pessoa desistir. O narrador serve à história e desaparece nela, e esse equilíbrio fino só vem com técnica e prática. ## Um mercado que o streaming abriu Com tanta série factual sendo produzida, a procura por narradores subiu de vez. E os gêneros pedem coisas diferentes: a calma de um documentário de natureza não serve para a tensão de um true crime, nem para a emoção de uma biografia esportiva. Esse leque abriu espaço para profissionais de voz que antes ficavam restritos à publicidade ou ao rádio. ## Por onde se começa O caminho passa por dominar a interpretação aplicada à leitura, trabalhar respiração e dicção e montar uma demonstração que mostre versatilidade entre os gêneros. Boa parte do trabalho é freelancer, para produtoras e plataformas, feito de um home studio bem tratado. Não é uma porta que se abre com "voz bonita", abre com leitura treinada e direção. É esse repertório, de transformar texto em narração que a gente acredita, que se trabalha do começo ao fim no [curso de Narração de Documentários da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-documentarios-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-documentarios&utm_content=narracao-de-documentarios-carreira-de-voz). Porque o melhor elogio para um narrador é o espectador esquecer que existe alguém narrando. --- ## O programa que a lei obriga o seu rádio a tocar todo dia **Publicado:** 2026-07-02 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/a-voz-do-brasil-programa-mais-antigo-do-radio **Categoria:** História do Radio **Tags:** A Voz do Brasil, história do rádio, rádio brasileiro, EBC, Getúlio Vargas, radiojornalismo > No ar desde 1935 e obrigatório desde 1938, A Voz do Brasil é o programa de rádio mais antigo do país e do Hemisfério Sul. Conheça a história e como ele é produzido até hoje. Existe um programa que nenhuma emissora de rádio do Brasil pode recusar. Toda noite, em algum momento entre sete e dez horas, milhares de rádios param a própria programação e transmitem, ao mesmo tempo, o mesmo conteúdo, por força de lei. Esse programa se chama A Voz do Brasil, e cumpre esse ritual, sem falhar, desde antes da Segunda Guerra. ## Quase noventa anos no ar A história começa em 1935, como Programa Nacional, na voz do locutor Luiz Jatobá, durante o governo Vargas. Em 1938 virou A Hora do Brasil e ganhou a obrigatoriedade que mantém até hoje, era a forma de o governo falar direto com um país que se informava quase só pelo rádio. O nome atual chegou em 1971. Tanta permanência rendeu lugar nos livros: em 1995, o Guinness Book registrou o programa como o mais antigo do rádio brasileiro, e o de maior duração no Hemisfério Sul. ## Uma operação que corre contra o relógio Por trás da rotina invisível há uma redação trabalhando todo dia para fechar a edição a tempo. Hoje o programa é produzido pela EBC e divide a hora entre os três Poderes, com a maior fatia para o Executivo e o restante repartido entre Câmara, Senado e Judiciário. Não importa o que aconteça: às sete da noite, ele precisa estar pronto, escrito e locutado. É o tipo de pressão de quem faz rádio de verdade, onde o horário não espera. Gostando ou não da obrigatoriedade, A Voz do Brasil é a prova de que colocar um programa no ar todo dia, bem escrito e bem locutado, é um ofício de quase um século. E é exatamente esse ofício, produzir e locutar contra o relógio, que se aprende [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=producao&utm_content=a-voz-do-brasil-programa-mais-antigo-do-radio). --- ## O aquecimento de voz que quase ninguém faz antes de gravar **Publicado:** 2026-07-01 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/aquecimento-vocal-como-preparar-a-voz **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** aquecimento vocal, voz, saúde vocal, locução, respiração, técnica vocal, comunicação > Ninguém corre sem alongar, mas quase todo mundo fala sem aquecer a voz, e depois reclama que ela trava ou cansa. Veja por que aquecer importa e uma rotina de cinco minutos para fazer antes de gravar. Você grava um áudio de dois minutos e a voz já sai arranhada, presa, cansada. Não é falta de jeito: é falta de aquecimento. Quem corre faz alongamento antes de largar; quem fala o dia inteiro costuma abrir a boca no susto e pagar o preço depois: rouquidão, voz que falha, garganta cansada. A diferença é que a fala, como o corpo, responde a preparo. E o preparo leva poucos minutos. ## Por que aquecer faz diferença O som nasce de músculos pequenos e delicados na laringe, movidos pelo ar que vem dos pulmões. Quando você fala "a frio", esses músculos trabalham tensos, e o resultado aparece: a fala sai presa, rouca, sem alcance, e cansa antes da hora. Aquecer aumenta a circulação na região, solta a musculatura e prepara a respiração. Em locução, é a diferença entre uma leitura firme do começo ao fim e uma voz que falha na metade. ## Quatro passos para fazer em cinco minutos Não precisa de equipamento nem de sala isolada. Antes de gravar ou de uma fala importante, vale a sequência: - **Respiração primeiro. **Inspire pelo nariz enchendo a barriga (não o peito) e solte o ar devagar, num "sss" longo e constante. Repita umas cinco vezes. É daí que vem o fôlego para sustentar a frase. - **Vibração de lábios. **Solte o ar fazendo os lábios vibrarem, como criança imitando motor de carro, subindo e descendo o tom. Massageia as pregas vocais sem forçar. - **Sirene com o "m". **Com a boca fechada, faça um "mmm" deslizando do grave ao agudo e de volta. Sente a vibração no rosto, é o som ressoando como deve. - **Articulação. **Leia um trecho exagerando o movimento da boca, ou solte alguns trava-línguas devagar, para acordar a língua e os lábios. ## O que evitar antes de usar a voz Tão importante quanto aquecer é não sabotar a voz. Pigarrear com força raspa as pregas vocais, em vez disso, beba um gole de água ou engula. Evite leite e bebida muito gelada logo antes, que aumentam a sensação de muco. E fuja de gritar para "testar": o aquecimento é suave por natureza. Hidratar-se ao longo do dia faz mais pela sua voz do que qualquer truque de última hora. Cinco minutos disso por dia são a diferença entre quem perde a voz na sexta e quem chega inteiro ao fim da semana. É o tipo de cuidado que se treina, com método, [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=aquecimento-vocal-como-preparar-a-voz), porque de nada adianta ter o que dizer se a voz não aguenta dizer. --- ## Para que serve mesmo a espuma nas paredes do estúdio **Publicado:** 2026-06-30 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/para-que-serve-espuma-acustica-estudio **Categoria:** Tecnologia e Inovação **Tags:** acústica, espuma acústica, estúdio, gravação, tratamento acústico, isolamento, áudio > A espuma nas paredes do estúdio não serve para abafar o barulho da rua, como muita gente pensa. Ela resolve um problema diferente, e entender qual é muda tudo na hora de gravar. Toda foto de estúdio tem aquela parede coberta de espuma cinza ou preta, recortada em ondas e pirâmides. A primeira explicação que vem à cabeça é que a espuma serve para impedir o som de entrar ou sair, abafando o barulho da rua. Faz sentido, mas está errado. A espuma faz outra coisa, e entender a diferença é o primeiro passo para montar um lugar onde a voz soa bem. ## Isolar e tratar não são a mesma coisa Existem dois problemas distintos quando o assunto é som num ambiente, e eles pedem soluções opostas: - **Isolamento **é impedir que o som atravesse a parede, nos dois sentidos. Isso depende de massa: parede grossa, portas pesadas, vidros duplos. Espuma leve não segura quase nada do barulho do trânsito. - **Tratamento acústico **é controlar como o som se comporta dentro da sala. É aqui que entra a espuma, ela não barra o ruído de fora, ela arruma o som que nasce dentro do ambiente. ## O verdadeiro inimigo é o eco Quando você fala numa sala vazia, a voz bate nas paredes, no chão e no teto e volta com um leve atraso. Esse retorno é a reverberação, o famoso eco, e é ele que faz uma gravação caseira soar "oca", como se tivesse sido feita dentro de uma caixa. A espuma é um material absorvente: em vez de devolver o som, ela o transforma em uma pequena quantidade de calor. Com as reflexões controladas, sobra só a voz limpa que chega direto ao microfone. ## Por que o formato e os graves importam Os recortes em cunha ou pirâmide não são enfeite. Eles aumentam a superfície e fazem o som incidir em ângulos variados, melhorando a absorção das frequências médias e agudas. Os graves, porém, são mais teimosos: têm ondas longas e escapam da espuma fina, por isso os estúdios usam peças mais densas nos cantos, os chamados bass traps. E vale o aviso: a velha caixa de ovo da internet quase não funciona, porque o papelão é fino demais para absorver de verdade. No fim, um estúdio bem tratado soa quase "seco", sem rastro de eco, e é esse silêncio em volta que faz a voz brilhar. Conhecer como o som se comporta no ambiente é parte do trabalho de quem grava e produz áudio, e é um dos assuntos que se vê na prática [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=producao&utm_content=para-que-serve-espuma-acustica-estudio). --- ## O locutor que avisava o gol tocando gaita **Publicado:** 2026-06-29 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/ary-barroso-locutor-gaita-radio **Categoria:** História do Radio **Tags:** Ary Barroso, rádio, locução esportiva, história do rádio, Aquarela do Brasil, Flamengo, narração > Autor de "Aquarela do Brasil", Ary Barroso também foi um dos maiores nomes do rádio esportivo — e tinha um truque inesquecível para anunciar os gols: uma gaitinha que furava o barulho da torcida. Imagine acompanhar um jogo de futebol pelo rádio, no meio da multidão gritando, e de repente ouvir o som agudo de uma gaitinha cortando o barulho. Era assim que milhões de brasileiros descobriam que tinha saído gol. Quem soprava o instrumento era Ary Barroso, o mesmo homem que compôs "Aquarela do Brasil". Na vida dele, a música e o microfone nunca andaram separados. ## O compositor que também era locutor Nascido em Ubá, Minas Gerais, em 1903, Ary se formou em Direito mas nunca advogou. Foi pianista, compositor, ator, humorista, apresentador e, com o mesmo talento, narrador esportivo. Sua "Aquarela do Brasil", de 1939, é até hoje uma das canções brasileiras que mais rendem direitos autorais no exterior. Mas era no rádio, ao vivo, que ele mostrava outra faceta: a do comunicador que sabia prender o ouvinte. ## A gaita que substituía o grito A ideia da gaita nasceu de um problema prático. Naquela época, o grito do locutor muitas vezes se perdia no rugido da torcida, e o ouvinte em casa ficava sem saber se a bola tinha entrado. Em vez de berrar mais alto, Ary resolveu na esperteza: passou a anunciar o gol com uma pequena gaita infantil, de som agudo, que furava o barulho do estádio. E havia uma assinatura na brincadeira. Quando o gol era do Flamengo, time do coração, ele soprava com vontade, várias vezes seguidas. Quando era do adversário, a gaita saía sem nenhum entusiasmo. ## Personalidade no ar Ary fez sua primeira narração em 1936 e trabalhou anos na Rádio Tupi como locutor e chefe da seção de esportes. Suas transmissões pela Rádio Nacional chegavam a todos os cantos do país e ajudaram a espalhar a torcida do Flamengo Brasil afora. Ele também foi conhecido como jurado severo de programas de calouros, do tipo que não tinha dó de interromper um cantor desafinado. Apaixonado, parcial, divertido: ninguém ligava o rádio sem saber exatamente quem estava do outro lado. Quando morreu, em 1964, num domingo de Carnaval, o Brasil perdeu ao mesmo tempo um gênio da canção e uma das vozes mais marcantes do rádio. A lição que ele deixou continua valendo: no microfone, o que fica para sempre não é só a informação, é a personalidade de quem fala. Construir essa identidade diante do microfone é o que se aprende, ainda hoje, [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=ary-barroso-locutor-gaita-radio). --- ## Falar mais alto não adianta quando o problema é a articulação **Publicado:** 2026-06-28 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/diccao-articulacao-falar-com-clareza **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** dicção, articulação, voz, oratória, comunicação, fala, exercícios > Quando pedem para você repetir o tempo todo, o instinto é elevar a voz. Mas clareza não vem do volume: vem da articulação. Veja o que é dicção e como treiná-la em casa. Tem gente que pede o tempo todo para você repetir o que disse, e a reação instintiva é falar mais alto. Quase sempre não resolve. O volume sobe, mas as palavras continuam emboladas, porque o que faltava não era força — era articulação. Dicção é a clareza com que cada som sai da boca, e ela depende muito menos dos pulmões do que dos músculos do rosto. ## Volume é uma coisa, clareza é outra Volume é a quantidade de ar e energia que você coloca na voz. Articulação é o trabalho dos lábios, da língua, da mandíbula e do palato para dar forma a cada letra. Dá para gritar de forma incompreensível e dá para sussurrar com nitidez total. Um locutor de rádio fala perto do microfone, em tom baixo, e mesmo assim é entendido em qualquer cidade do país. O segredo está na precisão de cada consoante, não no berro. ## Onde a fala costuma travar Os deslizes mais comuns são quase sempre os mesmos. A mandíbula fica presa, e a boca mal se abre para deixar o som passar. As sílabas do fim da palavra são engolidas, e "verdade" vira "verdad". A pressa atropela tudo, juntando palavras que deveriam ter um respiro entre elas. Nenhum desses problemas se resolve gritando: todos se resolvem desacelerando e abrindo mais a boca. ## Quatro exercícios para treinar em casa A boa notícia é que articulação se treina como qualquer músculo. Cinco minutos por dia já mudam o resultado em poucas semanas. Vale experimentar: - **Leitura exagerada. **Leia um texto em voz alta forçando o movimento da boca além do natural, como se cada palavra fosse importante demais. Depois, ao falar normal, a nitidez fica. - **A rolha entre os dentes. **Prenda uma rolha ou a tampa de uma caneta entre os dentes e leia um parágrafo tentando ser entendido. Ao retirar o obstáculo, a língua trabalha com folga. - **Trava-línguas com calma. **Comece devagar e priorize a clareza, não a velocidade. Acelerar só faz sentido depois que cada som já sai limpo. - **Grave e escute. **Use o celular, leia trinta segundos e ouça. O ouvido pega na hora as sílabas que somem e as palavras que se colam. Esses ajustes melhoram qualquer conversa, mas para quem quer viver da voz eles são só o começo. Respiração, ritmo, interpretação e o uso do microfone entram em cena depois, e é esse conjunto que se desenvolve com orientação [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=diccao-articulacao-falar-com-clareza). Falar com clareza é a base sobre a qual todo o resto se constrói. --- ## A profissão de voz que faz quem não enxerga assistir a um filme **Publicado:** 2026-06-27 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/audiodescricao-profissao-de-voz **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** audiodescrição, audiodescritor, acessibilidade, voz, narração, mercado de trabalho > Uma voz que descreve em palavras o que está na tela permite que quem não enxerga assista a um filme. A audiodescrição é uma das carreiras de voz que mais crescem no Brasil. Numa sala de cinema, uma pessoa cega ri na hora certa, leva o susto junto com a plateia, sabe quem acabou de entrar em cena — tudo sem ver a tela. O que torna isso possível é uma voz: a do audiodescritor, profissional que traduz em palavras o que está sendo mostrado. É uma das carreiras de voz que mais crescem no Brasil, e muita gente nem sabe que ela existe. ## O que é audiodescrição Audiodescrição é o recurso que descreve, em voz, os elementos visuais de um filme, peça ou exposição para quem não enxerga — as cenas, a expressão de um ator, o figurino, a ação no palco. Encaixada nos silêncios entre as falas, ela dá a milhões de brasileiros acesso a filmes, novelas, espetáculos e eventos. ## Por que o mercado está aquecendo Dois movimentos empurram a demanda. O primeiro é legal: a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, exige acessibilidade na radiodifusão de sons e imagens. O segundo é o avanço do streaming e do conteúdo audiovisual, que multiplicou o material a ser descrito. Em 2025, um projeto de lei chegou ao Senado para regulamentar a profissão, prevendo formação mínima ou experiência comprovada — sinal de que o ofício está se consolidando. ## Como é o trabalho O audiodescritor faz mais do que narrar: ele escreve o roteiro da descrição, decide o que é essencial dizer em poucos segundos — porque tudo precisa caber no silêncio entre uma fala e outra — e grava com a voz no tom certo, informativo, sem roubar a cena. Boa parte atua como freelancer, atendendo streamings, emissoras, teatros, produtoras e eventos, presencial ou remotamente. A remuneração média no país gira em torno de cinco mil e quinhentos reais, variando com experiência e complexidade. ## A mesma voz, outras portas A audiodescrição mostra algo que vale para qualquer carreira de microfone: o instrumento é o mesmo — dicção, ritmo, interpretação, controle —, mas as portas que ele abre são muitas. Aqui, ela vira ponte de inclusão. Quem domina esse instrumento encontra na área um mercado em crescimento e um trabalho que faz diferença na vida de quem ouve — e é exatamente esse domínio que [os cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=audiodescricao-profissao-de-voz) formam. --- ## Como um jingle de leite virou a febre nacional dos anos 90 **Publicado:** 2026-06-26 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/jingle-mamiferos-parmalat-forca-do-audio **Categoria:** Campanhas & Publicidade **Tags:** jingle, Parmalat, Mamíferos, publicidade, anos 90, áudio, propaganda > A campanha dos Mamíferos da Parmalat marcou os anos 90, mas o que realmente grudou na memória de uma geração não foi a imagem das crianças fantasiadas: foi o jingle. Quem viveu os anos 90 provavelmente consegue cantar agora, de cabeça, a música de uma marca de leite. Bastam as primeiras notas e a letra volta inteira, com a fila de crianças vestidas de leão, elefante, gato e rinoceronte. A campanha dos Mamíferos da Parmalat virou uma das mais lembradas da publicidade brasileira, e o motivo de ela ter grudado não foi a imagem fofa: foi o som. ## Uma melodia simples e três anos no ar O jingle nasceu em 1996, criado na agência DM9DDB pelas mãos de Erh Ray e Nizan Guanaes. A fórmula era quase ingênua: uma melodia curta, fácil de repetir, com uma letra que apresentava bichos como se fossem amigos da criança. Em vez de explicar atributos do produto, a campanha entregava uma cantiga, e cantiga a gente não esquece. A peça ficou no ar por cerca de três anos, tempo suficiente para entrar na memória de uma geração inteira. ## Quando o jingle saiu da TV e foi para a sala de casa O efeito mais impressionante veio depois. Entre 1998 e 1999, a Parmalat lançou uma promoção em que o consumidor juntava vinte códigos de barras dos produtos da marca, somava oito reais e trocava por um bichinho de pelúcia da série, cada um abraçado a uma caixinha de leite. A procura foi tamanha que a produção planejada de 300 mil bonecos teve de saltar para 15 milhões de unidades. Uma musiquinha de trinta segundos tinha se transformado em objeto de desejo dentro das casas. ## Por que o ouvido vende mais do que a gente imagina O caso dos Mamíferos é uma aula sobre a força do áudio na comunicação. A imagem chama a atenção por um instante, mas é o som que fica rodando na cabeça depois que a tela apaga. Um bom jingle aproveita exatamente isso: melodia repetível, letra clara e uma voz que conduz tudo no tom certo. É um trabalho de roteiro, de música e, principalmente, de locução, porque a mesma frase cantada de dois jeitos diferentes pode soar memorável ou esquecível. Construir essa relação com o ouvido é parte do ofício de quem trabalha com a voz, e é justamente isso que se aprende e se treina [nos cursos da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/voz-na-publicidade?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=voz-publicidade&utm_content=jingle-mamiferos-parmalat-forca-do-audio). Afinal, vinte anos depois, é o som que continua tocando. --- ## Hebe Camargo cantava no rádio antes de virar a rainha da televisão **Publicado:** 2026-06-25 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/hebe-camargo-do-radio-a-rainha-da-tv **Categoria:** História do Radio **Tags:** Hebe Camargo, televisão, entrevista, apresentação, história da TV, rádio > Antes do trono na TV, ela aprendeu no rádio a conversar com quem não via. A história de Hebe Camargo e da arte de entrevistar que a manteve no ar por 60 anos. Antes de ser a Rainha da Televisão, Hebe Camargo foi uma voz no rádio. Nos anos 1940, ela e a irmã Estela cantavam como a dupla Rosalinda e Florisbela, e foi ali, no microfone, que a menina de Taubaté aprendeu a coisa mais importante da sua profissão: como conversar com quem está do outro lado sem nunca ver o rosto. ## A escola foi o rádio Hebe nasceu em Taubaté, em 1929, e começou cedo, cantando — primeiro na dupla com a irmã, depois no quarteto Dó-Ré-Mi-Fá. O rádio daquela época era pura voz: sem imagem, sem cenário, sem teleprompter. Quem quisesse prender o ouvinte precisava de tom, ritmo e intimidade. Foi esse o treino que ela carregou pela vida inteira. Quando a televisão chegou ao Brasil, em 1950, ela estava entre os primeiros rostos no ar. Mas o que a tornou inesquecível não foi ter chegado cedo — foi o que ela fazia depois que as câmeras ligavam. ## A arte de deixar o outro à vontade O talento de Hebe não dependia de pergunta-bomba nem de cenário grandioso. Ela sentava ao lado do convidado e perguntava com curiosidade de verdade, com o dom raro de fazer qualquer um — do calouro tímido ao artista mais blindado — relaxar e falar. Uma boa entrevista, ela sabia, não é interrogatório: é conversa. E conversa se conduz com escuta, timing e a coragem de deixar o silêncio existir. Era um trabalho que parecia fácil justamente porque ela dominava. A naturalidade diante da câmera é das coisas mais difíceis de construir — e das que mais separam o amador do profissional. ## Sessenta anos no ar Poucos artistas atravessam tantas eras sem perder o passo. Hebe entrevistou gente que mal sabia falar em público e também presidentes da República; passou do preto e branco ao colorido, da TV Tupi ao SBT, e seguiu relevante até os anos 2010, à frente do programa que levava seu nome. A câmera ficou mais leve, o estúdio quase virou streaming — mas ouvir, acolher e conduzir uma conversa deu sempre o mesmo trabalho. ## A presença que não envelhece É isso que a trajetória dela deixa para quem sonha em apresentar: o equipamento muda, a plataforma muda, mas fazer o outro se sentir à vontade na sua frente nunca sai de moda. Não é talento de berço — é ofício, e se desenvolve diante de gente, no microfone e na câmera, que é o que se pratica nos [cursos de apresentação da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=apresentacao&utm_content=hebe-camargo-do-radio-a-rainha-da-tv). Hebe começou cantando numa dupla de rádio do interior e virou a entrevistadora mais querida do país. No meio, só conversa — milhares delas. --- ## O que um avaliador realmente escuta num teste de locução **Publicado:** 2026-06-24 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/teste-de-locucao-o-que-avaliam **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** teste de locução, audição, locução, carreira, voz, demo > Texto na mão, microfone na frente e alguém decidindo se a sua voz serve. O que esse avaliador realmente escuta num teste de locução quase nunca é o que o candidato imagina. Um texto na mão, um microfone na frente e alguém do outro lado decidindo se você serve. Todo teste de locução é isso — e quase nada do que decide está onde o candidato imagina. ## Não é sobre ter a voz mais bonita A crença mais comum, e a que mais atrapalha, é a de que o teste premia a voz mais grave, mais "de locutor", mais imponente. Não premia. Timbre bonito ajuda, mas é o item menos decisivo. Estúdios estão cheios de timbres impecáveis que nunca passam, porque travam no que importa: dizer o texto como uma pessoa diria, não como propaganda de rádio AM. ## O que o avaliador escuta Por baixo do timbre, o avaliador escuta três coisas. Se você entendeu o texto ou só pronunciou palavras bonitas — um anúncio de banco, uma chamada de novela e a narração de um documentário pedem intenções completamente diferentes. Se soa como conversa ou como leitura de prova. E, a mais subestimada, se você muda quando ele pede: ao ouvir "faz de novo, mais leve", você consegue, ou repete igual? ## Os erros que derrubam A maioria das reprovações vem de poucos deslizes recorrentes: forçar um vozeirão que não é o seu; ler rápido demais, por nervoso, atropelando a pontuação; ignorar a intenção do texto e seguir no automático; e chegar sem ter lido o material antes, descobrindo as palavras difíceis ao vivo. Quase todos têm a mesma raiz: falta de preparo e excesso de vontade de impressionar. ## Como chegar pronto Antes do teste, leia o texto em voz alta algumas vezes e decida a intenção de cada trecho. Aqueça a voz, mas principalmente aqueça a cabeça: entenda para quem você está falando. Grave-se e ouça sem dó — é o melhor espelho que existe. E vá disposto a errar e a ser corrigido: mostrar que você aceita direção vale mais do que acertar tudo de primeira. ## O teste não cobra perfeição Um teste de locução não cobra perfeição; cobra controle, leitura e a capacidade de transformar texto em conversa. Isso não é dom de nascença — é repertório, e repertório se constrói lendo, gravando e apanhando de correção. É exatamente o que se treina, microfone na mão, nos [cursos de locução da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=teste-de-locucao-o-que-avaliam). Da próxima vez, antes de gravar, decida uma coisa só: quem está falando ali — e o resto se ajeita. --- ## O que o Chacrinha entendia sobre o público que os manuais não ensinam **Publicado:** 2026-06-23 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/chacrinha-licao-comunicacao-publico **Categoria:** História do Radio **Tags:** Chacrinha, Abelardo Barbosa, televisão, programa de auditório, comunicação, história da TV > Buzina no pescoço, paetês e bacalhau voando para a plateia: o caos do programa do Chacrinha era puro cálculo. A história do comunicador que entendia o público melhor que qualquer manual. Um cantor tentava terminar a música. Ao lado, um homem de paetês coloridos buzinava no seu ouvido, jogava bacalhau seco para a plateia e gritava por cima de tudo. Não era acidente nem pane — era uma noite normal no programa do Chacrinha. E, por mais caótico que parecesse, cada segundo daquilo era cálculo de um dos maiores comunicadores que o Brasil já produziu. A pergunta que o palco dele deixou para a história é simples: por que aquela bagunça toda funcionava tão bem? ## A resposta não estava no roteiro Abelardo Barbosa, o Chacrinha, não chegou à TV por acaso. Veio do rádio — foi locutor da Rádio Tupi em 1939 e criou na Rádio Fluminense, em 1943, o programa de carnaval "Rei Momo na Chacrinha", que virou febre. Quando a televisão estreou no Brasil, ele trouxe junto uma certeza aprendida no microfone: o público não quer ser informado, quer ser envolvido. Por isso buzinava, interrompia, provocava. "Eu vim para confundir, e não para explicar", avisava. Por baixo do aparente descontrole havia alguém lendo a plateia em tempo real, medindo a energia do auditório e ajustando o ritmo a cada segundo. O caos era a superfície; embaixo, trabalhava um relojoeiro. ## Quem não se comunica se trumbica A frase mais famosa dele virou piada nacional, mas é quase uma tese disfarçada de bordão: quem não consegue se conectar com o outro se enrola, se perde, "se trumbica". Chacrinha praticava isso como ninguém. Falava com a dona de casa, com o office-boy e com o artista consagrado no mesmo tom, e fazia todos se sentirem parte da festa. Não havia distância entre o palco e a poltrona de casa. ## A linguagem que ele deixou de herança Em 1969, Gilberto Gil o eternizou em "Aquele Abraço" — "alô, alô, seu Chacrinha, Velho Guerreiro". Quando morreu, em 1988, ficou claro que o Brasil não tinha perdido um animador de auditório, e sim o inventor de uma gramática televisiva. De Silvio Santos a Faustão, boa parte da TV popular que veio depois fala o dialeto que ele criou. O Velho Guerreiro nunca teve manual — tinha ousadia, tarimba e um faro raríssimo para não deixar ninguém trocar de canal. Esse faro não é dom de berço: tem nome técnico (presença, escuta, domínio de palco) e se desenvolve diante de gente, no microfone, que é o que se treina nos [cursos de apresentação da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=apresentacao&utm_content=chacrinha-licao-comunicacao-publico). Chacrinha, esse, parecia ter nascido com a buzina na mão. --- ## As muletas invisíveis que sabotam a sua fala **Publicado:** 2026-06-22 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/vicios-de-linguagem-como-domar **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** vícios de linguagem, oratória, falar bem, comunicação, locução, voz > "Né", "tipo", "ãhn": todo mundo tem muletas na fala. A diferença entre o amador e o profissional não é não ter nenhuma — é saber controlá-las. Um guia prático. Grave um áudio de você falando por dois minutos sobre qualquer assunto e ouça depois. É quase certo que vão aparecer: um "né" no fim de cada frase, um "tipo" antes de cada exemplo, um "ãhn" arrastado enquanto você pensa no que dizer. Bem-vindo ao clube — todo mundo tem muletas de linguagem. A diferença entre o amador e o profissional não é não ter nenhuma: é saber controlá-las. ## O que são (e por que atrapalham) Vício de linguagem é toda palavra ou som que a gente repete sem necessidade, no automático, geralmente para preencher o silêncio enquanto o cérebro organiza a próxima ideia. "Né", "tipo", "então", "assim", "meio que", o eterno "ãhn". Em pequena dose, passam despercebidos. Em excesso, cansam o ouvinte, diluem a mensagem e — o mais grave para quem comunica — transmitem insegurança. Quem domina o assunto costuma falar com mais pausa e menos enchimento. ## Por que eles aparecem Quase sempre, o vício é um sintoma de pressa. A boca anda mais rápido que o pensamento, e a muleta entra para não deixar o silêncio aparecer — como se silêncio fosse erro. Não é. O nervosismo piora tudo: quanto mais ansioso, mais o piloto automático assume e mais "ãhn" escapa. Por isso força de vontade no meio da fala quase nunca basta; o que funciona é consciência e treino antes dela. ## Como domar sem ficar robótico Grave-se de novo — agora caçando uma muleta só. Você não corta o que não percebe. Identificada a sua favorita, a técnica central é uma só: trocar o vício pela pausa. No lugar do "ãhn", silêncio. Parece longo para quem fala, mas para quem ouve soa como segurança e controle. Some a isso três hábitos: desacelerar o ritmo (o vício mora na velocidade), preparar a ideia antes de abrir a boca (quem sabe aonde vai precisa de menos enchimento) e praticar em voz alta, não só na cabeça. O objetivo nunca é falar como uma máquina perfeita — é deixar a mensagem limpa o suficiente para o ouvinte focar no que importa. ## Não é sobre falar perfeito Ninguém zera os vícios, e tudo bem: uma fala humana tem suas imperfeições. A meta é que elas parem de atrapalhar. Esse controle — consciência, ritmo, clareza — é parte do bê-á-bá de quem trabalha com a voz, e se treina aula após aula nos [cursos de locução e comunicação da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=vicios-de-linguagem-como-domar). Comece hoje pelo passo mais simples e mais revelador: grave dois minutos da sua própria fala e ouça. O primeiro "ãhn" que você notar já não vai passar despercebido nunca mais. --- ## A invasão de Marte que nunca aconteceu, mas que o rádio fez parecer real **Publicado:** 2026-06-21 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/guerra-dos-mundos-orson-welles-radio-1938 **Categoria:** História do Radio **Tags:** Guerra dos Mundos, Orson Welles, rádio, radioteatro, história da mídia, locução > Em 1938, uma transmissão de rádio convenceu mais de um milhão de pessoas de que marcianos invadiam a Terra. A história de Orson Welles e a prova definitiva do poder da voz no ar. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditaram, por cerca de uma hora, que a Terra estava sendo invadida por marcianos. Não tinham visto nada — só ouvido. Era 30 de outubro de 1938, um rádio estava ligado, e um ator de 23 anos chamado Orson Welles acabava de provar, sem querer, do que uma voz é capaz. ## Um boletim de notícias que era teatro Welles e sua trupe adaptaram o romance A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, para o rádio com uma inversão simples: em vez de contar a história como ficção, fingiram que era um programa musical comum, interrompido a cada poucos minutos por boletins de última hora sobre a invasão. O formato imitava com perfeição o jeito como o rádio noticiava a tensão real da época, às vésperas da Segunda Guerra. ## Seis milhões de ouvintes, mais de um milhão de assustados Estima-se que seis milhões de pessoas ouviram a transmissão. Metade sintonizou com o programa já em andamento e perdeu o aviso inicial de que aquilo era um radioteatro. O resto é o que se sabe: muita gente acreditou que a invasão era real. Houve quem fizesse as malas, quem ligasse desesperado para a polícia, quem rezasse. Tudo provocado por nada além de som — vozes, efeitos e silêncios bem colocados. ## Por que o público acreditou O episódio virou objeto de estudo e é apontado por pesquisadores como um dos programas que mais marcaram a história da mídia no século 20. A lição não é que o público era ingênuo — é que o rádio, bem usado, constrói na cabeça do ouvinte imagens mais vívidas que qualquer tela. Tom, ritmo, urgência, a textura de um locutor ofegante: Welles entendeu que a credibilidade não está só no que se diz, mas em como se diz. ## O que isso ensina a quem comunica Welles ficou mundialmente famoso da noite para o dia e seguiu para o cinema, onde dirigiria Cidadão Kane. Mas o episódio de 1938 continua sendo uma das melhores aulas sobre o ofício do comunicador: a palavra falada, quando domina ritmo, emoção e timing, assusta de verdade. E isso cobra responsabilidade — nasce de técnica: respiração, interpretação, presença diante do microfone. São essas ferramentas — as mesmas que fizeram um país inteiro olhar para o céu com medo — que se aprendem na prática nos [cursos de locução e comunicação da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=locucao&utm_content=guerra-dos-mundos-orson-welles-radio-1938). Marte nunca atacou. Mas a voz que disse que sim entrou para a história. --- ## A dublagem está contratando como nunca, mas exige mais do que uma boa voz **Publicado:** 2026-06-20 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/dublagem-mercado-aquecido-streaming **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** dublagem, dublador, streaming, mercado de trabalho, voz, ator > O boom do streaming deixou os estúdios de dublagem em falta de vozes. Mas tem um detalhe que surpreende quem quer entrar: dublador, antes de voz, é ator. Toda vez que uma série estrangeira estreia dublada na Netflix, no Prime ou na Max, há dezenas de profissionais por trás — gente que deu voz, em português, a personagens que nunca abriram a boca em outra língua. A dublagem brasileira nunca teve tanto trabalho. ## O streaming multiplicou a demanda Nunca se produziu tanto conteúdo audiovisual no mundo, e quase tudo precisa chegar dublado ao público brasileiro, que prefere assistir no próprio idioma. Filmes, séries, desenhos, documentários, realities — tudo entra na fila dos estúdios. A demanda cresceu mais rápido que a oferta de vozes, a ponto de a Netflix anunciar, em 2026, a construção de um estúdio dentro do Retiro dos Artistas, no Rio, para formar e ampliar o time de dubladores. ## O que separa voz bonita de dublagem boa Quem acha que basta ter voz bonita esbarra logo no essencial: dublador, antes de tudo, é ator. O trabalho não é narrar nem locutar — é interpretar. É transferir para o português a emoção, o ritmo e a respiração de uma atuação que já existe na tela, encaixando cada fala no movimento dos lábios do personagem. Uma dublagem ruim quase nunca é problema de timbre; é problema de interpretação. Por isso a legislação brasileira é clara: para dublar profissionalmente é preciso ter o DRT de ator — o mesmo registro exigido de quem atua em novela ou teatro. Não é burocracia à toa: é o reconhecimento de que dublagem é atuação, com a câmera apontada para a fala. ## Por onde se começa O caminho clássico passa por formação em interpretação (artes cênicas) somada a cursos específicos de dublagem, onde se aprende a sincronia labial, a leitura à primeira vista e o jeito particular de atuar usando só a fala. Vozes maduras, aliás, estão especialmente em falta — uma boa notícia para quem acha que começou tarde. ## Uma das muitas carreiras da voz A dublagem é só uma das saídas que cabem na palavra voz — ao lado da locução, da narração esportiva, da apresentação e do rádio. Todas partem do mesmo ponto: alguém que aprendeu a usar a própria voz como ferramenta de trabalho. Saber aonde cada uma leva é o primeiro passo para escolher a sua — e é desse universo, o de quem vive de comunicar, que [a Escola de Rádio cuida todo dia](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/interpretacao-para-locucao?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=interpretacao-locucao&utm_content=dublagem-mercado-aquecido-streaming). --- ## Osmar Santos e os bordões que o Brasil decorou sem perceber **Publicado:** 2026-06-19 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/osmar-santos-bordoes-locutor-esportivo **Categoria:** História do Radio **Tags:** Osmar Santos, narração esportiva, locução, rádio esportivo, história do rádio, bordões > Ele narrava mais de cem palavras por minuto e inventava frases que o país inteiro repetia sem saber de onde vinham. A história do locutor que virou cultura popular — e do acidente que o calou no auge. "Ripa na chulipa." "Pimba na gorduchinha." "Sai daí que o Jacaré te abraça, garotinho." Por décadas, milhões de brasileiros repetiram essas frases sem fazer ideia de onde elas vinham. Vinham todas do mesmo lugar: de Osmar Santos, o locutor que narrava futebol rápido demais pra caber em qualquer roteiro — e que, sem querer, ensinou o país inteiro a falar como ele. ## Do interior de São Paulo para o microfone mais cobiçado do rádio Osmar Santos nasceu em 1949 em Oswaldo Cruz, no interior paulista. Pegou um microfone pela primeira vez aos 14 anos, na rádio da cidade, e nunca mais largou. Passou por Marília até desembarcar, em 1972, na Jovem Pan de São Paulo — onde se tornaria o locutor esportivo mais famoso de uma geração. Sua marca era a velocidade. Despejava mais de cem palavras por minuto sem engolir uma sílaba, narrando lance a lance com uma energia incansável. Esteve em seis Copas do Mundo, de 1974 a 1994, em Olimpíadas, na Fórmula 1 e até na São Silvestre. Onde havia disputa, havia ele. ## Os bordões que viraram patrimônio popular O que o separava dos outros não era só o ritmo — era a criação. No meio da emoção do jogo, ele inventava frases que ninguém tinha ouvido antes e que, no dia seguinte, todo mundo repetia. "Pontapé inicial!" para abrir a transmissão. "Um pra lá, dois pra cá, é fogo no boné do guarda." "No carocinho do abacate." Eram imagens absurdas, engraçadas, ditas com convicção total — e grudavam. Osmar não decorava bordão: improvisava. O carisma vinha da espontaneidade, da capacidade de transformar um lance qualquer em espetáculo ao vivo, em tempo real e sem rede de proteção. ## Do gol ao palanque das Diretas Em 1984, a popularidade de Osmar extrapolou o esporte. Ele virou o "locutor das Diretas", mestre de cerimônia dos comícios da campanha Diretas Já, ao lado de nomes como Franco Montoro e Ulysses Guimarães. O mesmo homem que narrava gol levantava multidões pedindo o direito de votar para presidente. Poucos comunicadores brasileiros transitaram com tanta naturalidade entre o estádio e a história do país. ## O acidente que calou Osmar no auge Em 22 de dezembro de 1994, voltando de carro pelo interior de São Paulo, Osmar sofreu um acidente que atingiu justamente a região do cérebro ligada à fala — uma ironia cruel para quem fez da palavra o seu ofício. Ficou em coma por quinze dias. Sobreviveu, mas não voltou a narrar. Reaprendeu a pronunciar palavras aos poucos e encontrou outra forma de se expressar: a pintura, feita com a mão esquerda e exposta em várias ocasiões. O microfone se calou, mas o personagem seguiu vivo na memória de quem cresceu ouvindo seus jogos — e nos bordões que o Brasil nunca devolveu. ## O que Osmar Santos ensina a quem quer narrar Osmar é a prova do que faz um grande locutor esportivo — e do que nenhum gerador de voz inventaria no calor do lance: "fogo no boné do guarda" não sai de um roteiro nem de um algoritmo, sai de presença, timing e coragem de criar ao vivo. Tecnologia transmite; quem emociona é gente. E ritmo de fala, leitura de jogo, faro pro improviso — tudo isso se treina. Esse é o ofício do [curso de Narração Esportiva da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=osmar-santos-bordoes-locutor-esportivo), com aulas dentro dos estúdios da Rádio Globo no Rio, conduzidas por quem vive a profissão. A voz mais rápida do rádio começou aos 14 anos numa rádio de cidade pequena. O resto foi treino. --- ## Por que todo locutor antigo falava igual? **Publicado:** 2026-06-18 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/por-que-locutor-antigo-falava-assim-voz-de-radio **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** locução, história do rádio, voz de rádio, empostação, técnica vocal, comunicação, locutor > Voz grave, ritmo solene, “r” trilado: os locutores antigos falavam todos parecidos — e havia técnica e motivos técnicos por trás disso. A história da empostação, por que o estilo virou conversa natural a partir dos anos 1970 e o que essa mudança ensina sobre a voz hoje: não existe uma única voz certa. Você já reparou que os locutores de rádio antigos falavam todos parecidos? Aquela voz grave, encorpada, que arrastava as palavras com solenidade e fazia o “r” vibrar — “Booa noiiite, caaaros ouvinteees”. Não era coincidência nem moda boba. Aquele jeito de falar tinha nome, técnica e um monte de bons motivos. Chamava-se empostação, e durante décadas foi sinônimo de “voz de profissional”. ## Por que falavam assim A explicação começa pelo óbvio que a gente esquece: no rádio, ninguém vê o locutor. Não há rosto, não há gesto, não há expressão. Tudo o que existe é a voz — e ela precisava, sozinha, dar conta de passar emoção na novela, credibilidade na notícia e desejo na propaganda. Diante dessa responsabilidade, formou-se um padrão até os anos 1970: tons graves em vez de agudos, ritmo de leitura mais lento, pausas longas e uma dicção caprichada, com fonemas bem marcados — daí o famoso “r” trilado. Havia também uma razão técnica. Os equipamentos e a transmissão da época favoreciam certas frequências; uma voz grave e bem projetada simplesmente “passava” melhor pelo aparelho de válvula da sala. Soma a isso a herança do teatro e do radioteatro, onde declamar com pompa era sinal de arte, e você tem a receita completa da clássica voz de rádio: metade técnica, metade espírito do tempo. ## E por que mudou A partir dos anos 1970, o gosto virou. A locução começou a abandonar a pompa e a buscar um tom mais íntimo, mais perto da conversa do dia a dia. Em vez de declamar para uma multidão, o locutor passou a falar como quem conversa com uma pessoa só, do outro lado, no ouvido. As vozes ficaram mais naturais, o ritmo mais solto, a impostação deu lugar à autenticidade. Faz sentido: o ouvinte mudou, a vida ficou mais informal, e a tecnologia melhorou a ponto de a voz não precisar mais “forçar” para ser ouvida com clareza. O que soava sofisticado em 1955 começou a soar artificial em 1985. A locução, como toda forma de comunicação, acompanhou a maneira como as pessoas queriam ser tratadas. ## O que isso ensina sobre a voz hoje A grande lição dessa virada é libertadora: não existe uma única “voz certa”. Por muito tempo, quem não tinha o vozeirão grave achava que estava fora do jogo. Hoje, sabe-se que o que vende não é o timbre de locutor de cinema — é a verdade na voz. Locução boa, em 2026, é aquela que soa como gente: clara, com intenção, com a pessoa por trás dela. Naturalidade também é técnica, e talvez seja a mais difícil de todas — porque exige soltar o personagem e confiar na própria voz. Seja a voz grave de outrora ou a conversa natural de agora, uma coisa não mudou em cem anos de rádio: comunicar bem com a voz se aprende. É isso que a [Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=institucional&utm_content=voz-de-radio) ensina há mais de três décadas — da técnica clássica à locução moderna. Para conhecer os cursos de locução, fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20os%20cursos%20de%20locu%C3%A7%C3%A3o). > A “voz de rádio” de antigamente não era frescura: era técnica para um tempo em que só a voz dava conta de tudo. Hoje o estilo é outro, mais natural — mas a regra continua a mesma: a voz se trabalha. --- ## Últimas vagas para a turma de Produção Profissionalizante que começa dia 19 de junho **Publicado:** 2026-06-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/turma-producao-profissionalizante-comeca-19-junho-2026 **Categoria:** Bastidores da Escola de Rádio **Tags:** produção profissionalizante, curso de produção, produtor de rádio, produção de podcast, produção de TV, DRT, turma aberta, Escola de Rádio > Formação completa de produtor de rádio, TV, podcast e vídeo, com DRT e prática real — presencial ou online ao vivo. A nova turma começa em 19 de junho e as vagas são limitadas. Matrículas abertas. Tem gente que adora estar na frente do microfone — e tem gente que faz tudo acontecer por trás dele. Quem pensa o conteúdo, escreve o roteiro, coordena a gravação, dirige a equipe e entrega o programa pronto: esse é o produtor. E é uma das funções mais disputadas e mais bem pagas da comunicação hoje. A boa notícia: a nova turma do curso de Produção Profissionalizante da Escola de Rádio começa no dia 19 de junho, e as vagas estão abertas. É uma formação completa de produtor — com DRT, prática real em rádio, podcast, vídeo e TV, presencial na nossa sede ou online ao vivo, você escolhe a cada aula. Faltam poucos dias pro início. Quem quer entrar de vez nesse mercado, a hora de garantir a vaga é agora. ## Pra quem é este curso A Produção Profissionalizante foi desenhada pra quem quer construir carreira nos bastidores da comunicação: - Quem quer se tornar produtor de rádio, TV, podcast e vídeo de forma profissional. - Criadores de conteúdo que querem subir o nível da própria produção e organizar o trabalho como profissional. - Quem precisa do DRT (registro profissional) pra atuar formalmente no mercado. ## Os 8 módulos Ao longo de cerca de 8 meses, você passa por toda a cadeia de produção — do planejamento de uma ideia até a entrega multiplataforma: - **Módulo 1 — **Planejamento de conteúdo e formatos. - **Módulo 2 — **Roteiros e pitches profissionais. - **Módulo 3 — **Direção de conteúdo e coordenação de gravação. - **Módulo 4 — **Produção em rádio (prática). - **Módulo 5 — **Produção de podcast. - **Módulo 6 — **Produção de vídeo e TV. - **Módulo 7 — **Produção multiplataforma. - **Módulo 8 — **Mercado e carreira do produtor. ## Quem vai te ensinar O curso reúne um time de professores que vive o mercado de comunicação na prática: - **Érica Hildebrandt — **jornalista. - **Cris SanCtos — **atriz e comunicadora. - **Cláudia Assis — **fonoaudióloga. - **Ruy Jobim — **diretor e locutor da Escola de Rádio. ## Ficha técnica - **Início: **19 de junho de 2026 (sexta-feira). - **Horário: **sextas, das 19h às 20h30. - **Formato: **híbrido — presencial na sede da ER+ ou online ao vivo, você escolhe a cada aula. - **Duração: **cerca de 8 meses, 32 aulas de 1h30. - **Certificação: **o curso concede DRT (registro profissional). ## Investimento O curso completo sai por R$ 3.240,00, e você pode pagar como ficar melhor: - 8x de R$ 405,00 no boleto. - 10x de R$ 324,00 no cartão. - À vista por R$ 3.078,00 — 5% de desconto. A matrícula é de R$ 100,00 e garante a sua vaga na turma. Com DRT incluído, é um dos melhores custos-benefício pra quem quer entrar no mercado de produção com registro profissional na mão. ## As vagas são limitadas — e a turma começa em poucos dias A turma tem número limitado de alunos pra garantir a qualidade das aulas e da prática — e o início é dia 19 de junho. Se você quer ser produtor de rádio, TV, podcast ou vídeo, ou precisa do DRT pra trabalhar com isso, este é o momento. Garanta sua vaga na [página do curso de Produção Profissionalizante](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-producao&utm_content=turma-aberta-producao) e faça sua matrícula agora. Ficou com qualquer dúvida sobre o curso, formato ou pagamento? Fale direto com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784) (21 99117-7784) — a equipe te ajuda a fechar a matrícula em poucos minutos. 👉 [**Quero garantir minha vaga na turma de Produção Profissionalizante**](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-producao&utm_content=turma-aberta-producao) > Todo grande programa de rádio, TV ou podcast tem alguém por trás fazendo acontecer. Em junho, esse alguém pode ser você. Início dia 19 — as vagas são limitadas. --- ## O que o seu corpo diz quando a câmera liga **Publicado:** 2026-06-16 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/linguagem-corporal-na-frente-das-cameras **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** linguagem corporal, apresentação de TV, comunicação não-verbal, falar em público, presença de câmera, comunicação, teleprompter > Diante da câmera, o corpo comunica antes da voz — e entrega o nervosismo que a fala tenta esconder. Os sinais que denunciam tensão na tela, os ajustes de postura, olhar e gesto que transmitem segurança, e por que presença diante das câmeras é músculo que se treina. Você pode ter o melhor texto, a melhor voz e o assunto mais interessante do mundo. Se o seu corpo disser “estou desconfortável” quando a câmera liga, é isso que o público vai sentir — antes mesmo de processar uma palavra. Diante da lente, a gente comunica com o corpo inteiro, e ele fala mais alto que a boca. A boa notícia: linguagem corporal não é dom, é treino. Quem aprende a se apresentar — para a TV, para o YouTube, para uma reunião no Teams — descobre rápido que metade do trabalho é o que o corpo faz enquanto a voz fala. Vamos ao que mais importa. ## O que o corpo diz sem você perceber A câmera é impiedosa com a tensão. Aquilo que passa despercebido numa conversa de mesa vira gritante na tela. Os sinais que mais entregam o nervosismo: - **Ombros subidos e rígidos: **o corpo encolhe sob pressão. Na tela, lê-se como insegurança — mesmo que a fala esteja firme. - **Mãos perdidas: **não saber o que fazer com as mãos leva a escondê-las, esfregá-las ou agarrar objetos. O gesto travado contamina a fala. - **Olhar fugitivo: **desviar da câmera quebra a conexão. Para quem assiste, é como conversar com alguém que não te olha nos olhos. - **Peso nos calcanhares e balanço: **o corpo que se balança de um lado pro outro denuncia ansiedade e cansa quem assiste. ## Os ajustes que mudam tudo A correção não é “fingir naturalidade” — é construir uma presença confortável. Alguns pilares que se treinam: - Postura aberta: pés firmes na largura do quadril, ombros soltos e para trás, peito disponível. Transmite segurança e, de quebra, libera a respiração e a voz. - A câmera é uma pessoa: não fale para uma lente, fale para alguém querido do outro lado. O olhar muda na hora, e a conexão aparece. - Gesto com intenção: as mãos podem e devem ajudar a contar — desde que sublinhem a ideia, não tamborilem por nervoso. Gesto pensado vira carisma. - Sorriso e respiração: um meio sorriso relaxa o rosto e a voz; uma respiração baixa, antes de começar, ancora o corpo e mata o balanço. ## Por que isso se aprende melhor na prática Ninguém conserta a própria linguagem corporal só lendo sobre ela — porque a gente não enxerga o que faz. É preciso se ver na tela, receber direção de quem entende, repetir diante da câmera até o desconforto virar naturalidade. Por isso a formação de apresentador é tão prática: estúdio, teleprompter, exercício e feedback. Presença diante das câmeras é músculo, e músculo se treina. É exatamente isso que a turma de Apresentação de TV e Mídias da Escola de Rádio — que começa hoje — trabalha do primeiro dia: técnica diante da câmera, linguagem corporal, voz, teleprompter e prática em estúdio. Se você perdeu o início desta turma, ainda dá tempo de garantir a próxima: conheça o [Curso de Apresentação de TV e Mídias](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=linguagem-corporal-cameras) ou fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20de%20TV). > Diante da câmera, o corpo fala primeiro. Quando ele diz “estou à vontade aqui”, o público relaxa junto — e só aí presta atenção no que você veio dizer. --- ## 12,7 milhões ao mesmo tempo: o recorde da CazéTV que provou que o jogo da comunicação mudou **Publicado:** 2026-06-16 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/12-7-milhoes-ao-mesmo-tempo-o-recorde-da-cazetv-que-provou-que-o-jogo-da-comunicacao-mudou **Categoria:** Esporte **Tags:** CazéTV recorde, Copa do Mundo 2026, audiência CazéTV, Brasil x Marrocos, Casimiro Miguel, narração esportiva, TV aberta x streaming > CazéTV bateu o recorde mundial de audiência ao vivo do YouTube na estreia do Brasil na Copa 2026, com 12,7 milhões simultâneos. Entenda o que isso ensina sobre comunicação. O Brasil empatou em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo 2026. Em campo, uma atuação morna. Fora dele, um marco histórico: enquanto a Seleção tropeçava, [a CazéTV cravava a maior audiência ao vivo da história do YouTube em todo o mundo](https://www.terra.com.br/esportes/brasil-x-marrocos-faz-cazetv-registrar-maior-audiencia-ao-vivo-da-historia-do-youtube,f34f78b90e2bb77492ca56a874d76178dtszuv0q.html). Na semana passada, aqui no blog, falamos sobre a "guerra das transmissões" desta Copa. Pois o primeiro jogo do Brasil já entregou o veredito — e ele é mais contundente do que qualquer previsão. ## Os números que pararam o mercado Durante a partida, a transmissão de Casimiro Miguel ultrapassou 12,2 milhões de espectadores simultâneos, com picos apontados perto de 12,7 milhões de dispositivos conectados ao mesmo tempo. Para se ter ideia do tamanho do feito: A marca superou em mais de 100% o recorde anterior do próprio canal, de 5,6 milhões, alcançado em 2025 no Mundial de Clubes. Ultrapassou até transmissões fora do esporte — como a da missão espacial indiana Chandrayaan-3, que tinha passado dos 8 milhões de acessos simultâneos. E durante o jogo, o canal ganhou mais de 1 milhão de novos inscritos, cruzando a marca dos 30 milhões. A audiência acompanhou o roteiro do jogo em tempo real: começou com cerca de 11 milhões nos primeiros minutos, subiu para 11,6 milhões após o gol do Marrocos e estourou os 12 milhões quando Vinícius Júnior empatou. Ou seja: a emoção da partida se traduziu instantaneamente em audiência — exatamente o que uma boa transmissão sabe capturar. ## O "delay" que não importou Aqui está o detalhe mais revelador para quem estuda comunicação. Nas semanas anteriores ao Mundial, Globo e SBT apostaram pesado num argumento técnico: a TV aberta tem sinal mais rápido, enquanto as lives do YouTube sofrem um atraso de quase 30 segundos. A aposta era que esse "delay" afastaria o público — afinal, ninguém quer descobrir o gol pela vibração do vizinho antes de ver na própria tela. Só que não foi o que aconteceu. Mesmo com a desvantagem técnica, a CazéTV bateu o recorde mundial. A lição é poderosa: o público não escolheu a transmissão mais rápida — escolheu a transmissão com a qual tem mais conexão. Linguagem, identificação e vínculo venceram a superioridade técnica. Para qualquer comunicador, isso vale mais que mil aulas. ## Por que a CazéTV venceu (e o que isso ensina) O fenômeno não é sorte nem apenas "ter os direitos de transmissão". É estratégia de comunicação aplicada com precisão. Três pilares explicam o resultado: **Linguagem que pertence ao ambiente.** A CazéTV não tenta soar como a TV. Ela fala a língua da internet — informal, espontânea, em clima de "assistir com os amigos". Num ambiente digital, falar como release oficial é o caminho mais curto para ser ignorado. O público online tem um detector de artificialidade afiadíssimo: percebe na hora quem finge espontaneidade. **Interação real com a audiência.** Diferente da transmissão tradicional, que é uma via de mão única, a live conversa com o público pelo chat, reage em tempo real, transforma o espectador em participante. As pessoas não assistem apenas — elas se sentem parte. **Acesso sem fricção.** De graça, em 4K, em qualquer tela, sem assinatura nem cadastro. O público mais jovem, que cresceu no YouTube, encontra o futebol exatamente onde já está. ## A profissão não morreu — ela se multiplicou É comum ouvir que "a TV está morrendo" ou que "o streaming acabou com a narração tradicional". Os dados contam uma história diferente, e mais animadora. Vale lembrar: na TV tradicional, a Globo liderou com média de cerca de 30,7 pontos na Grande São Paulo durante a partida — seu melhor desempenho de sábado em seis anos —, o SBT cresceu com a estreia de Galvão, e a CazéTV bateu o recorde mundial no digital. Todos ganharam — porque o público se multiplicou por várias plataformas. Isso significa que nunca houve tantas portas para quem quer trabalhar com comunicação esportiva. A narração clássica da TV continua firme. A locução da rádio segue essencial. E surgiu um universo inteiro de transmissão digital, podcasts e criação de conteúdo que precisa, mais do que nunca, de gente que saiba comunicar de verdade. Mas atenção: o recorde da CazéTV não foi feito por amadores improvisando. Por trás da aparente espontaneidade existe técnica de locução, domínio do improviso, leitura de jogo, ritmo, repertório e timing. O "clima de bar" é cuidadosamente construído por profissionais que sabem o que estão fazendo. A informalidade é uma escolha técnica — não a ausência de técnica. E é exatamente isso que se aprende. Plataforma muda, linguagem se transforma, mas a base — voz, presença, capacidade de prender e emocionar quem está do outro lado — continua sendo o que separa quem assiste de quem narra. A Copa de 2026 mal começou e já deixou sua maior lição, e ela não está no placar: a arquibancada agora é digital, ela tem voz, e está esperando por comunicadores preparados. Nossa próxima turma de [**Narração Esportiva com Hugo Lago**](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=link_site&utm_medium=blog&utm_campaign=blog) começa no dia 23 de junho, no estúdio da Rádio Globo — em plena Copa do Mundo. Se aquele 1 a 1 te fez pensar "eu narraria isso melhor"... talvez seja a hora. 🎙️ --- ## A noite em que a TV nasceu no Brasil (com uma câmera quebrada) **Publicado:** 2026-06-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/tv-tupi-nascimento-televisao-brasil-1950 **Categoria:** História do Radio **Tags:** história da TV, TV Tupi, Assis Chateaubriand, televisão brasileira, apresentação de TV, história da comunicação, 1950 > Em 18 de setembro de 1950, a TV Tupi estreou — e quase não foi ao ar: uma câmera quebrou e atrasou tudo em mais de uma hora. A história de como Assis Chateaubriand inventou a televisão brasileira, importou 200 aparelhos pra pôr nas calçadas e provou que o que segura um programa é quem está diante da câmera. Na noite de 18 de setembro de 1950, a televisão estreou no Brasil. E quase não estreou. A poucos minutos do ar, uma das câmeras pifou, e a inauguração da primeira emissora de TV da América Latina — a TV Tupi, de São Paulo — atrasou mais de uma hora enquanto a equipe corria atrás de uma solução. Foi assim, no improviso e no susto, que nasceu a televisão brasileira. E talvez não pudesse ter sido de outro jeito. ## O sonho importado de um homem teimoso A TV brasileira tem um pai, e ele se chamava Assis Chateaubriand — o Chatô, dono do maior império de comunicação do país na época. Em 1948, numa viagem aos Estados Unidos, ele viu a televisão funcionando e se encantou. Decidiu, ali, que traria aquilo para o Brasil — e ignorou todo mundo que disse que era cedo demais, caro demais, impossível demais. Negociou os equipamentos com a americana RCA e bancou a aventura vendendo cotas de patrocínio para marcas como Sul América, Guaraná Antárctica e Moinho Santista. Montou estúdio, contratou gente, marcou a data. Faltava um detalhe nada pequeno. ## Ninguém tinha televisão para assistir Não existiam aparelhos de TV no Brasil. Não se fabricavam aqui, e ninguém tinha um em casa. De que adianta inaugurar uma emissora se não há quem a veja? A solução de Chateaubriand foi tão ousada quanto o resto: ele mandou importar cerca de 200 televisores e os espalhou em pontos movimentados de São Paulo — vitrines de loja, praças, espaços públicos — para que as pessoas pudessem se aglomerar e assistir. Ele criou a emissora e a plateia ao mesmo tempo. Para se ter ideia do tamanho da aposta: o sinal não passava de uns 50 quilômetros, e cada aparelho custava em torno de 700 dólares — uma pequena fortuna. A televisão começou, literalmente, como atração de calçada. ## “Show na Taba” e o nascimento de um ofício Resolvido o problema da câmera, entrou no ar o “Show na Taba”, um programa de variedades de duas horas com artistas que viriam a marcar época, entre eles um jovem Lima Duarte. Era tudo ao vivo, sem margem para erro, sem ninguém que já tivesse feito aquilo antes. Não havia manual de como apresentar na TV, porque a TV não existia até cinco minutos atrás. Os pioneiros inventaram o ofício no ar, errando e acertando diante de uma plateia reunida na esquina. É aí que mora a beleza dessa história para quem trabalha com comunicação. A primeira década da TV brasileira foi pura aventura, improviso e paixão — e firmou uma verdade que sobrevive até hoje: o que segura um programa não é o equipamento, por mais moderno que seja. É a pessoa diante da câmera. Aquela câmera que quebrou em 1950 foi consertada; o que fez a TV dar certo foram os seres humanos que souberam improvisar quando ela quebrou. Setenta e poucos anos depois, a câmera é digital e cabe no bolso, mas o ofício é o mesmo daqueles pioneiros: presença, jogo de cintura e domínio diante das lentes. É exatamente isso que se aprende no [Curso de Apresentação de TV e Mídias da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=tv-tupi-nascimento). Para conhecer a grade e as próximas turmas, fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20de%20TV). > A televisão brasileira estreou com uma câmera quebrada e 200 aparelhos na calçada. Deu certo porque, no fim, o que prende a plateia nunca foi a máquina — é quem está na frente dela. --- ## Quando a geopolítica invade o gramado: o caso do Irã na Copa 2026 e os desafios da cobertura esportiva internacional **Publicado:** 2026-06-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/quando-a-geopolitica-invade-o-gramado-o-caso-do-ira-na-copa-2026-e-os-desafios-da-cobertura **Categoria:** Esporte **Tags:** Copa do Mundo 2026, Irã Copa 2026, Irã Nova Zelândia, ingressos Copa do Mundo, FIFA, jornalismo esportivo, cobertura esportiva, geopolítica e esporte, vistos Estados Unidos, Mehdi Taremi, Grupo G, comunicação internacional > Irã estreia na Copa 2026 contra a Nova Zelândia sob cessar-fogo frágil, protestos e disputa por ingressos. Veja o que o caso ensina sobre jornalismo esportivo internacional. Hoje, segunda-feira (15), às 22h de Brasília, o Irã estreia na Copa do Mundo de 2026 contra a Nova Zelândia, no SoFi Stadium, em Los Angeles, pelo Grupo G. Mas a partida que coloca os iranianos em campo carrega uma carga que vai muito além do futebol: [a seleção disputa o Mundial em um dos países-sede com o qual, meses atrás, travou um conflito direto](https://www.diariodaregiao.com.br/copa-2026/ira-enfrenta-nova-zelandia-em-la-com-expectativa-para-fim-da-guerra-no-horizonte-folhapress:FP2557444) — uma situação inédita na história das Copas. Dias antes da estreia, a Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) ainda veio a público com uma denúncia grave: segundo a entidade, a cota de ingressos destinada aos torcedores do país para a fase de grupos foi retirada. Para quem trabalha ou quer trabalhar com jornalismo esportivo, o episódio é um estudo de caso em tempo real: como cobrir uma história em que esporte, diplomacia e política internacional se misturam? ## O que se sabe até agora Pelo regulamento da FIFA, cada federação participante tem direito a 8% dos ingressos de cada uma de suas partidas, para distribuir aos seus torcedores. A FFIRI afirma que essa cota, já acordada e com vendas iniciadas, foi revogada sem explicações — deixando torcedores que já haviam se planejado para a viagem sem acesso aos jogos. A federação pediu que a FIFA siga os princípios de neutralidade e que questões externas ao futebol não contaminem o torneio. Até a publicação das principais reportagens sobre o caso, nem a FIFA nem as autoridades americanas haviam se pronunciado oficialmente. E esse silêncio é, em si, parte da história. ## Um problema que vem se acumulando O episódio dos ingressos não é isolado. A participação iraniana nesta Copa vem enfrentando obstáculos desde a classificação, em meio à escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos no início do ano: Cerca de 15 integrantes da comissão técnica e da diretoria da seleção tiveram pedidos de visto negados pelos EUA. A incerteza levou a equipe a transferir sua base de treinamento, originalmente prevista para o Arizona, para Tijuana, no México — mesmo disputando toda a fase de grupos em solo americano. E os torcedores residentes no Irã já enfrentavam uma proibição de viagem imposta pelo governo americano, que tornava a obtenção de vistos de turismo altamente improvável. O contraste com as promessas oficiais é inevitável: em 2017, durante a candidatura conjunta de EUA, Canadá e México, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, garantiu publicamente o livre acesso de todas as nações e torcedores ao evento. Em 2025, o governo americano chegou a anunciar o "FIFA Pass", programa de emissão acelerada de vistos para portadores de ingressos — com a ressalva, feita pelo próprio secretário de Estado, de que ingresso não é visto e não garante entrada no país. ## Uma estreia sob um cessar-fogo frágil O pano de fundo de tudo isso é o mais delicado: o conflito que opôs Irã, Israel e Estados Unidos no início do ano chegou a um cessar-fogo, mas a trégua segue instável e tem sido testada a cada semana. Nos dias que antecederam a estreia, novos ataques na região reacenderam as tensões, e uma promessa de acordo de paz mais amplo, especulada para meados de junho, ainda não havia se concretizado — embora as negociações sigam em andamento. É um quadro em aberto, que pode mudar a qualquer momento, e que o comunicador precisa tratar com precisão: não é guerra aberta, mas também não é paz consolidada. Curiosamente, a seleção joga em Los Angeles, cidade apelidada pela imprensa de "Teerã Angeles" pela enorme comunidade iraniana na Califórnia. Mas nem toda essa comunidade está ao lado do time: grupos de iranianos protestaram em Los Angeles — e antes em Vancouver, durante um congresso da FIFA — pedindo a exclusão do Irã do torneio, alegando influência da Guarda Revolucionária Islâmica na federação de futebol do país. Ou seja: até a torcida que poderia abraçar a seleção está dividida por questões políticas. No meio do furacão, uma das vozes mais marcantes veio do gramado. O atacante Mehdi Taremi, principal estrela iraniana, desabafou em entrevista que não sentia a habitual atmosfera de acolhimento ao chegar ao país-sede, e defendeu que esporte e política não deveriam se misturar — acrescentando que qualquer país que aceite sediar uma Copa precisa cumprir suas responsabilidades como anfitrião. ## As lições para quem cobre esporte O caso oferece pelo menos quatro aprendizados valiosos para estudantes e profissionais de comunicação esportiva: **1. A apuração exige atribuição rigorosa.** Repare como as reportagens mais cuidadosas tratam o caso: "segundo a federação iraniana", "de acordo com a entidade". Quando uma das partes ainda não se manifestou, o texto precisa deixar claro o que é fato verificado, o que é versão de uma das partes e o que segue sem resposta. Afirmar além do apurado é o caminho mais curto para o erro. **2. O silêncio também é notícia.** A ausência de resposta da FIFA e das autoridades americanas não encerra a pauta — ela a alimenta. Saber noticiar o que *não* foi dito, sem especular, é uma habilidade que separa o repórter experiente do apressado. **3. Esporte nunca foi uma bolha.** De Berlim 1936 aos boicotes olímpicos da Guerra Fria, das Copas durante regimes militares ao futebol como vitrine diplomática, a história mostra que grandes eventos esportivos sempre refletiram as tensões do seu tempo. O comunicador que entende de geopolítica cobre futebol melhor — e o que só entende de futebol fica refém das assessorias. **4. Há sempre uma história humana embaixo da manchete.** Por trás do comunicado oficial, existem torcedores que economizaram, compraram passagens e planejaram a viagem de uma vida para ver sua seleção — e podem ficar do lado de fora. As melhores coberturas serão as que encontrarem essas pessoas e contarem essas histórias. A bola rola hoje às 22h, e casos como esse continuarão surgindo ao longo do torneio. Para quem sonha em cobrir grandes eventos esportivos, fica o recado: o jogo é só uma parte da história. O resto se apura com técnica, contexto e responsabilidade — exatamente o que a boa formação em comunicação ensina. --- ## Globo tem a pior audiência da história em jogo do Brasil na Copa — e quem cresceu foi o streaming **Publicado:** 2026-06-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/globo-pior-audiencia-copa-2026-streaming **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação, Esporte **Tags:** Copa do Mundo 2026, audiência, Globo, CazéTV, streaming, narração esportiva, Galvão Bueno, mídia alternativa > Na estreia da Seleção na Copa de 2026, a Globo marcou o menor índice da sua história em jogo do Brasil. O detalhe que ninguém pode ignorar: quem mais cresceu não foi a TV concorrente — foi o YouTube. A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 entregou um dado que, faz alguns anos, soaria impossível: a Globo registrou a pior audiência da sua história em um jogo do Brasil em Copa. Foram 30,74 pontos na Grande São Paulo — abaixo do antigo recorde negativo, os 31,5 pontos da disputa de terceiro lugar contra a Holanda, em 2014. Calma: a Globo não afundou. Em números absolutos ela ainda liderou com folga e até bateu o seu melhor índice do ano com a partida. Mas o símbolo é o que importa aqui. Quando a emissora que reinou sozinha por décadas marca o menor índice de toda a sua história em um jogo da Seleção, alguma coisa mudou no jeito como o brasileiro assiste a futebol. E entender essa mudança é entender o futuro de quem trabalha — ou quer trabalhar — com comunicação. ## O primeiro jogo do Brasil sem Galvão Bueno desde 1982 Parte da queda tem nome e sobrenome. Pela primeira vez desde 1982, a Globo transmitiu um jogo da Seleção em Copa sem Galvão Bueno no microfone. Depois de mais de quatro décadas como a voz do futebol brasileiro, Galvão trocou de casa e foi para o SBT, onde narrou ao lado de Tiago Leifert. Na Globo, quem assumiu a narração foi Everaldo Marques. Esse detalhe diz muito. A audiência não acompanha só o time em campo — ela acompanha a voz que conta a história do jogo. Quando um comunicador com a identidade de Galvão muda de canal, parte do público vai atrás. É a prova mais concreta de que, na comunicação, a pessoa por trás do microfone é um ativo, não um acessório. ## A surpresa não veio do SBT nem da Band — veio do YouTube Aqui está a parte que mais interessa para quem pensa o mercado. A maior ameaça à hegemonia da Globo, nessa estreia, não foi a concorrência tradicional da TV aberta. Foi o streaming. A CazéTV, transmissão comandada por Casimiro no YouTube, bateu o recorde histórico de público para uma live de futebol na plataforma: pico de 12,7 milhões de pessoas assistindo ao mesmo tempo, de graça. Para se ter ideia do tamanho do salto, o recorde anterior da própria CazéTV era de 6,9 milhões, na final da Copa de 2022. E a CazéTV detém os direitos digitais para transmitir todas as 104 partidas do torneio. Ou seja: enquanto a disputa parecia ser entre emissoras de TV, quem realmente cresceu foi um canal de internet tocado por um ex-torcedor que começou comentando jogos de casa. A chamada mídia alternativa deixou de ser alternativa. > Audiência de TV e público de streaming são medidos de formas diferentes — pontos de um lado, espectadores simultâneos do outro. Mas a direção do movimento é clara: parte cada vez maior da plateia migrou da sala para a tela do celular. ## O porteiro caiu: o que isso muda para quem quer comunicar Durante muito tempo, falar para milhões de pessoas exigia um crachá. Era preciso passar por uma grande emissora, esperar uma vaga, subir uma escada longa e estreita. Esse portão existia — e ele decidia quem tinha voz e quem não tinha. Casimiro é o retrato de que esse portão caiu. Ele não esperou autorização de ninguém: pegou um microfone, transmitiu pela internet e construiu uma audiência que hoje rivaliza com a da maior rede do país. O que mudou não foi o talento necessário — foi o caminho até o público. Hoje existem mais portas do que nunca: YouTube, podcast, rádio, TV, streaming esportivo, transmissões independentes. - **Mais canais, mais vagas: **cada nova plataforma de transmissão precisa de gente que saiba narrar, comentar, apresentar e dar voz ao conteúdo. - **O diferencial continua humano: **a tecnologia distribui o jogo, mas é a personalidade, a voz e o jeito de contar que prendem quem está do outro lado. - **Quem se prepara, larga na frente: **a internet abriu as portas, mas continua premiando quem tem técnica de verdade — dicção, presença, ritmo e emoção na medida certa. ## A tecnologia muda o palco. O talento continua sendo humano. É tentador olhar para esse cenário e achar que tudo virou tecnologia: streaming, algoritmo, plataforma. Mas repare no que segurou aquelas 12,7 milhões de pessoas na CazéTV, e o que fez parte do público seguir Galvão de canal. Não foi a tecnologia — foi a pessoa. A internet só amplificou o que sempre foi o coração da comunicação: alguém com voz, carisma e história para contar. Essa é a boa notícia para quem sonha em viver de comunicação. O mercado não está encolhendo: ele está se multiplicando em novas telas. E todas elas precisam de narradores, locutores, comentaristas e apresentadores preparados. O futuro não é da máquina que fala sozinha — é do comunicador que sabe usar todas essas novas portas a seu favor. Se a Copa te mostrou que existe espaço para novas vozes no esporte, esse é o momento de transformar a paixão em profissão. Na Escola de Rádio, o curso de [narração esportiva](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=esporte&utm_content=globo-pior-audiencia-copa-streaming) ensina a técnica por trás de quem prende a audiência — da respiração ao grito de gol — pronta para a TV, o rádio ou o seu próprio canal. Quer saber como começar? [Fale com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Oi!%20Vi%20o%20post%20sobre%20a%20audi%C3%AAncia%20da%20Copa%20e%20quero%20saber%20mais%20sobre%20o%20curso%20de%20narra%C3%A7%C3%A3o%20esportiva.). --- ## O narrador grita o gol. O comentarista explica por quê **Publicado:** 2026-06-14 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/comentarista-esportivo-profissao-mercado **Categoria:** Esporte, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** comentarista esportivo, narração esportiva, jornalismo esportivo, Copa do Mundo 2026, carreira em comunicação, transmissão esportiva, mercado de comunicação > Numa transmissão, o narrador descreve o lance e o comentarista explica o porquê. Em ano de Copa, vale entender essa profissão: o que faz um comentarista esportivo, onde trabalha, como se tornar um e quanto se ganha de verdade — sem romantizar. Na transmissão de um jogo, duas vozes dividem o microfone, e elas fazem coisas completamente diferentes. Uma corre atrás da bola, descreve o lance, grita o gol — é o narrador. A outra entra quando a bola para, e responde a uma pergunta que o narrador não responde: por quê? Por que aquele time está sofrendo, por que o técnico fez a substituição, por que aquele pênalti foi mal marcado. Essa segunda voz é a do comentarista esportivo — uma profissão que a Copa coloca em evidência e que pouca gente entende de verdade. ## Narrador descreve. Comentarista explica. Essa é a fronteira. O narrador é o olho que conta o que está acontecendo, em tempo real, com ritmo e emoção. O comentarista é o cérebro que interpreta: traz o rigor técnico, lê a tática, aponta o erro, dá o contexto que transforma um lance solto em parte de uma história maior. Um vive da velocidade; o outro, da análise. Quando os dois se entendem, a transmissão flui como conversa — e é por isso que a parceria entre eles é metade do espetáculo. O bom comentarista não é o que fala mais nem o que grita opinião. É o que faz você enxergar o jogo melhor do que enxergaria sozinho — o que percebe, três segundos antes, por que o gol vai sair daquele lado. ## Onde trabalha (vai muito além do futebol) O futebol é o grande palco, claro, ainda mais no Brasil e em ano de Copa. Mas o mercado de comentário esportivo se espalhou: - Rádio e TV: o território clássico, do jogo de domingo à transmissão internacional. - Streaming e canais de criador: as transmissões na internet criaram dezenas de novas mesas de debate e análise. - Outras modalidades: vôlei, basquete, automobilismo e até eSports já têm seus comentaristas — e demanda crescente. - Pós-jogo e conteúdo: mesas-redondas, podcasts esportivos, cortes e análises que vivem fora da partida em si. ## Como se tornar um Não existe uma porta única, e essa é a boa notícia. Há quem chegue pelo jornalismo, há ex-atletas que trazem a vivência de dentro de campo, e há quem venha da comunicação e construa a autoridade no microfone. O diploma de jornalismo ajuda, mas não é obrigatório para comentar. O que é inegociável são duas coisas: - **Conhecimento profundo do esporte: **não dá pra explicar o que não se domina. Tática, regras, história, bastidor — o comentarista precisa saber mais que o ouvinte médio, e bem mais. - **Comunicação treinada: **conhecimento sem voz não vira transmissão. Clareza, didática, capacidade de resumir uma ideia complexa em dez segundos no calor do jogo — isso é técnica de comunicação, e se aprende. Cursos livres, workshops e — principalmente — prática em rádios, emissoras e projetos próprios são o caminho mais curto pra desenvolver a segunda parte. Muita carreira começou num microfone pequeno, comentando o jogo do time local. ## Quanto se ganha — sem romantizar Como em quase toda profissão de comunicação, a faixa é larga. No começo, comentando em emissoras menores, projetos digitais e rádios locais, os valores são modestos e o jogo é construir nome e repertório. No topo, comentaristas de grandes emissoras de rádio e TV chegam a remunerações que passam de R$ 14 mil, e os nomes mais consagrados vão muito além disso. A distância entre uma ponta e outra se chama reputação — e reputação se constrói com preparo e tempo de microfone. Se a Copa acendeu em você a vontade de estar nesse microfone — narrando ou comentando —, o [curso de Narração Esportiva da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=narracao-esportiva&utm_content=comentarista-esportivo), dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ com o narrador Hugo Lago, é o ambiente certo pra aprender o ofício na prática, ao lado de quem vive dele. Para saber das vagas, fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Narra%C3%A7%C3%A3o%20Esportiva). > O narrador faz você sentir o gol. O comentarista faz você entender o jogo. São duas vozes, dois ofícios — e os dois se aprendem. --- ## A nova turma de Apresentação de TV e Mídias começa dia 16 de junho **Publicado:** 2026-06-13 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/turma-apresentacao-tv-midias-comeca-16-junho-2026 **Categoria:** Bastidores da Escola de Rádio **Tags:** apresentação de TV, curso de apresentador, teleprompter, DRT, Escola de Rádio, turmas abertas, comunicação, mídias digitais > A nova turma do Curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional começa em 16 de junho: formação completa de apresentador, com DRT, presencial + online ao vivo. Vagas limitadas — matricule-se agora. Se você sempre teve vontade de ficar na frente das câmeras — apresentar um programa, conduzir uma entrevista, falar com a desenvoltura de quem está acostumado ao estúdio — este é o momento de dar o passo. As turmas do Curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional da Escola de Rádio estão ABERTAS, e a próxima começa no dia 16 de junho. Faltam poucos dias, e as vagas são limitadas. É uma formação completa de apresentador, com cerca de 8 meses de duração, que concede **DRT** — o registro profissional de radialista, emitido via Sindicato dos Radialistas. Você pode garantir sua vaga agora mesmo na [página do curso](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=turma-aberta-apresentacao). ## Para quem é este curso O curso foi pensado para quem quer transformar a presença diante das câmeras em profissão — ou em diferencial de carreira. Ele serve para: - Quem sonha em ser apresentador de TV e quer entrar no mercado com técnica e registro profissional. - Criadores de conteúdo digital — YouTube, Instagram, TikTok — que querem falar com mais segurança, naturalidade e autoridade na frente da câmera. - Quem quer dominar ferramentas do ofício, como o teleprompter, e aprender a conduzir entrevistas e programas com firmeza. ## O que você vai aprender: os 8 módulos O conteúdo é dividido em oito módulos que partem do básico — estar diante das câmeras sem travar — até o domínio completo da apresentação para TV e para as mídias digitais: - **1. Fundamentos diante das câmeras: **como se posicionar, olhar e respirar para vencer o nervosismo e ganhar presença. - **2. Comunicação, performance e linguagem corporal: **voz, gesto e expressão a serviço da mensagem. - **3. Texto e roteiro para apresentadores: **escrever e adaptar textos pensados para serem ditos, não lidos. - **4. Teleprompter (aula prática em estúdio): **ler o teleprompter de forma natural, sem soar mecânico — treino real no estúdio. - **5. Entrevista e condução de programas: **perguntar, ouvir e conduzir o ritmo de um programa com segurança. - **6. Apresentação para TV e vídeo: **a linguagem específica da televisão e do vídeo profissional. - **7. Apresentação para mídias digitais: **como adaptar tudo isso para YouTube, Instagram e TikTok. - **8. Mercado e carreira do apresentador: **como se posicionar, montar material e dar os primeiros passos profissionais. ## Quem vai te ensinar Uma das maiores forças deste curso é o corpo docente — gente que está no mercado de TV e comunicação todos os dias: - **Érica Hildebrandt — **jornalista. - **Cris SanCtos — **atriz e comunicadora. - **Cláudia Assis — **fonoaudióloga. - **Ruy Jobim — **diretor e locutor da Escola de Rádio. - **Paulo Garritano — **jornalista e apresentador de TV. ## Ficha técnica Anote os dados da turma que está abrindo agora: - **Início: **16 de junho de 2026 (terça-feira). - **Horário: **das 10h às 11h30. - **Duração: **cerca de 8 meses. - **Formato híbrido: **presencial, na sede da ER+, e online ao vivo — você escolhe como assiste a cada aula. - **Certificação: **concede DRT (registro profissional de radialista). ## Investimento e formas de pagamento O investimento no curso completo é de R$ 2.916,00, com condições para caber no seu planejamento: - 8x de R$ 364,50 no boleto. - 10x de R$ 291,60 no cartão de crédito. - Ou à vista por R$ 2.770,20 — com 5% de desconto. A matrícula é de R$ 100,00. E lembre-se: além das aulas, você sai com DRT, o registro que abre portas no mercado profissional de comunicação. ## As vagas são limitadas — garanta a sua A turma começa no dia 16 de junho e o número de vagas é limitado, porque a parte prática — especialmente as aulas de teleprompter em estúdio — exige acompanhamento de perto. Por isso, não deixe para a última hora. Faça sua matrícula direto na [página do Curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=turma-aberta-apresentacao) ou fale agora com a nossa [secretaria pelo WhatsApp](https://wa.me/5521991177784) (21 99117-7784) para tirar dúvidas e reservar seu lugar. Se você quer mesmo estar na frente das câmeras, essa é a oportunidade. [Matricule-se hoje](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=turma-aberta-apresentacao) e comece sua carreira de apresentador no dia 16 de junho. > Presença diante das câmeras não é dom de poucos — é técnica que se aprende. E a melhor hora para começar é antes da próxima turma fechar. --- ## Quando o rádio era o cupido do Brasil **Publicado:** 2026-06-12 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/radio-dedicatorias-amor-dia-dos-namorados **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** história do rádio, Dia dos Namorados, dedicatórias, rádio e cultura, locução, música romântica, comunicação > Antes do story e da DM, o Brasil se declarava pelo rádio: a carta, o locutor lendo o recado e a música certa no ar. A história das dedicatórias e serenatas — e por que, do papel ao áudio de WhatsApp, a voz continua sendo o melhor jeito de dizer “essa é pra você”. Antes do story, do directo na DM, do coraçãozinho na mensagem, o Brasil se declarava pelo rádio. No Dia dos Namorados, vale lembrar de um tempo em que pedir uma música no rádio para a pessoa amada era o gesto romântico definitivo — e de como esse gesto, no fundo, nunca morreu. Só trocou de aparelho. Durante décadas, o rádio foi o cupido mais movimentado do país. E o instrumento dessa paixão era simples: a dedicatória. ## A carta, o locutor e a música certa Funcionava assim. O ouvinte escrevia uma carta — caneta, papel, selo — pedindo que tocassem determinada canção para alguém. Escrevia o nome de quem mandava, o de quem recebia, e um recado. O locutor lia aquilo no ar, com a voz pausada e quente que a hora pedia, e então soltava a música. Do outro lado, alguém estava grudado no rádio esperando exatamente aquele momento. Era íntimo e público ao mesmo tempo: a cidade inteira ouvia, mas a mensagem era para uma pessoa só. Programas inteiros nasceram disso e atravessaram gerações. O “Love Songs”, com canções românticas e recados de ouvintes, embalou madrugadas por mais de três décadas. Outros, como o “Histórias de Amor”, seguem no ar até hoje fazendo a mesma coisa que se fazia nos anos 1970: ler um recado, tocar a música, deixar o resto com o coração de quem escuta. ## Por que o rádio era tão bom nisso Não foi acaso o rádio ter virado o canal do amor. Ele tem uma matéria-prima que combina com declaração: a voz. Sem imagem, sem distração, só o som entrando pelo ouvido — o sentido mais íntimo que temos. A voz do locutor criava cumplicidade, e a música dava o que faltava dizer. Uma dedicatória no rádio funcionava porque a voz humana sabe carregar afeto de um jeito que texto nenhum alcança. É a mesma razão por que, ainda hoje, um áudio de WhatsApp emociona mais que uma mensagem escrita. A gente ouve o tremor, a pausa, o sorriso na voz. O suporte mudou — da carta lida no ar para o áudio enviado no bolso —, mas o princípio é idêntico: a voz aproxima. ## O cupido só trocou de aparelho Os pedidos que chegavam por carta hoje chegam por WhatsApp e e-mail, e os programas de dedicatória continuam lotados de gente querendo dizer “essa é pra você” sem ter coragem de dizer na cara. A FM ainda toca o recado, o influenciador ainda manda o áudio, o podcast ainda abre espaço para a história de amor do ouvinte. O rádio ensinou ao Brasil que voz e música, juntas, declaram melhor que qualquer coisa — e essa lição não envelheceu. Talvez seja por isso que tanta gente se apaixona pela ideia de trabalhar com a voz. Se você sempre teve essa queda — pela locução, pelo rádio, por estar do lado de quem fala —, a [Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=institucional&utm_content=radio-dedicatorias-amor) forma comunicadores há mais de 30 anos. Para conhecer os cursos, fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20os%20cursos%20da%20Escola%20de%20R%C3%A1dio). > Muito antes do coraçãozinho na tela, o Brasil dizia “eu te amo” pedindo uma música no rádio. O aparelho mudou. A voz que aproxima, não. --- ## O Dia dos Namorados é uma campanha publicitária: a história do anúncio que virou tradição nacional **Publicado:** 2026-06-12 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/o-dia-dos-namorados-e-uma-campanha-publicitaria-a-historia-do-anuncio-que-virou-tradicao **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** Dia dos Namorados, origem Dia dos Namorados, João Doria publicitário, história da publicidade brasileira, Standard Propaganda, Exposição Clipper, 12 de junho, Santo Antônio, marketing, propaganda brasileira, datas comemorativas > O Dia dos Namorados brasileiro nasceu de uma campanha publicitária de 1948 criada por João Doria, pai do ex-governador. Conheça a história do anúncio que virou tradição. Enquanto o mundo inteiro celebra o amor em 14 de fevereiro, no Dia de São Valentim, o Brasil marca a data em 12 de junho. E o motivo não tem nada de romântico: o Dia dos Namorados brasileiro nasceu de uma campanha publicitária, possivelmente a mais bem-sucedida da história da propaganda nacional. ## Um problema de vendas e uma ideia genial No fim dos anos 1940, a loja [Exposição Clipper](https://www.otempo.com.br/brasil/2025/6/11/dia-dos-namorados-brasileiro-surgiu-como-estrategia-de-marketing-conheca-historia), uma rede de departamentos de São Paulo, enfrentava um problema clássico do varejo: junho era um mês fraco, sem nenhuma data capaz de movimentar o consumo entre o Dia das Mães e o Natal. A solução veio de um publicitário chamado João Doria — sim, pai do João Doria Jr. que décadas depois seria governador de São Paulo. À frente da agência Standard Propaganda, Doria foi contratado para resolver o problema das vendas de junho. Inspirado no sucesso comercial do Dia das Mães e no Valentine's Day americano, ele propôs algo ousado: em vez de criar um anúncio, criar uma data. ## Por que 12 de junho? A escolha do dia foi um achado de estratégia cultural. O 12 de junho é véspera do Dia de Santo Antônio, o "santo casamenteiro" da tradição popular brasileira. Ou seja: a associação entre a data e o amor já existia no imaginário do público — a campanha só precisou ativá-la. É um caso de manual sobre como a boa comunicação não inventa desejos do zero, mas conecta a mensagem a repertórios que a audiência já carrega. E tinha mais um motivo prático: o 14 de fevereiro, data internacional, cai perto demais do Carnaval — péssimo para o comércio e para a atenção do público. ## "Não é só com beijos que se prova o amor" O slogan da primeira campanha não deixava dúvida sobre o objetivo comercial: "Não é só com beijos que se prova o amor!". Direto, bem-humorado e eficiente. A campanha foi apoiada pela confederação do comércio paulista, alavancou as vendas de imediato e foi reconhecida como a melhor propaganda do ano pela Associação Paulista de Propaganda. A partir de 1949, a ideia se espalhou pelo país — e nunca mais parou de crescer. Hoje, o Dia dos Namorados é a terceira data mais importante do varejo brasileiro, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, movimentando bilhões de reais todos os anos. ## O que essa história ensina sobre comunicação Mais de 75 anos depois, a campanha de Doria continua sendo uma aula: **Comunicação cria cultura.** Uma peça publicitária bem construída não apenas vende um produto — ela pode instituir um comportamento coletivo que atravessa gerações. Quantos casais trocando presentes hoje sabem que estão, no fundo, respondendo a um anúncio de 1948? **Contexto vale mais que criatividade solta.** A genialidade não estava no slogan em si, mas na leitura do terreno: o mês fraco do comércio, o santo casamenteiro no dia seguinte, o modelo americano que podia ser tropicalizado. Pesquisa e repertório vieram antes da frase de efeito. **Toda mensagem precisa de um canal.** A campanha nasceu nos jornais e no rádio — que era, na época, o grande meio de massa do país. Sem a força do rádio dos anos 1940 e 1950 espalhando a novidade, dificilmente a data teria saído de São Paulo. Hoje, quando as redes se encherem de declarações apaixonadas, lembre-se: por trás de cada "feliz Dia dos Namorados" existe um publicitário que, diante de um junho parado, provou que a comunicação bem-feita pode literalmente criar uma tradição. --- ## A arma mais poderosa de quem fala bem é o silêncio **Publicado:** 2026-06-11 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/o-poder-da-pausa-falar-bem **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** oratória, comunicação, falar em público, locução, técnica de voz, pausa, comunicação eficaz > Falar bem não é encher tudo de palavra nem falar rápido — é saber a hora de calar. A pausa cria expectativa, dá peso à mensagem e mata os “é…”, “então…”. Por que o silêncio bem colocado é a ferramenta mais subestimada da boa comunicação, e como treinar a sua. Repare nos grandes oradores, nos apresentadores que prendem a atenção, nos locutores que te fazem ficar mais um pouco no rádio. Todos eles têm uma coisa em comum, e não é falar bonito nem falar rápido. É saber a hora de calar a boca. A pausa — esse pequeno silêncio colocado de propósito — é a ferramenta mais subestimada da boa comunicação. E quase ninguém treina. A gente cresce achando que falar bem é encher todo espaço com palavra, que silêncio é falha, é brancura, é sinal de que travou. No microfone e no palco, é o contrário: o silêncio bem colocado é onde a mensagem respira e o ouvinte se debruça pra ouvir. ## Por que a pausa funciona Não é mística — é como a atenção humana opera. A pausa cumpre três funções que nenhuma palavra cumpre sozinha: - Cria expectativa. O silêncio antes de uma informação importante faz o cérebro de quem ouve se inclinar pra frente. “E o resultado foi…” — a pausa aqui vale mais que qualquer ênfase. - Dá peso ao que veio antes. Falou algo que importa? Cale por um segundo. O silêncio diz “digere isso” sem precisar dizer. - Organiza o pensamento — o seu e o de quem escuta. A pausa separa as ideias como o parágrafo separa o texto. Sem ela, tudo vira um borrão sem pontuação. Há ainda um bônus: a pausa mata o vício dos “é…”, “então…”, “tipo…”. Esses ruídos aparecem justamente porque a pessoa tem medo do silêncio e o preenche com qualquer coisa. Quem aprende a pausar, troca o ruído pela calma — e soa muito mais seguro. ## O medo do silêncio (e por que ele engana) Quando você está falando, dois segundos de pausa parecem dois minutos. É uma distorção real: pra quem fala, o silêncio é desconfortável; pra quem ouve, é alívio e ênfase. Essa diferença de percepção é o que faz o iniciante atropelar tudo e o experiente respirar. O segredo é confiar: aquela pausa que te parece eterna soa, do outro lado, como domínio. ## Como treinar A boa notícia é que pausa se treina como qualquer técnica de voz: - Marque o texto. Ao ler um roteiro ou preparar uma fala, desenhe barras onde vai pausar. Pausa planejada vira pausa natural com o tempo. - Grave-se e ouça. Você vai se assustar com a quantidade de “é…” — e com como soa melhor quando há silêncio no lugar. - Respire na pausa. Use o silêncio pra puxar o ar. Resolve dois problemas de uma vez: o fôlego e o ritmo. Controlar a respiração, o ritmo e a pausa é exatamente o tipo de coisa que parece simples e muda tudo — e é o que se trabalha nos cursos de locução e oratória da [Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=institucional&utm_content=poder-da-pausa). Se você fala em público, grava conteúdo, dá aula ou quer só parar de se atropelar, vale conversar com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20os%20cursos%20de%20locu%C3%A7%C3%A3o%20e%20oratória). > Quem domina a palavra impressiona. Quem domina o silêncio convence. A pausa não é o vazio entre as frases — é onde elas ganham força. --- ## A Copa do Mundo que mudou a TV brasileira: 7 plataformas, Galvão no SBT e o YouTube no centro do jogo **Publicado:** 2026-06-11 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/a-copa-do-mundo-que-mudou-a-tv-brasileira-7-plataformas-galvao-no-sbt-e-o-youtube-no-centro-do **Categoria:** Esporte **Tags:** Copa do Mundo 2026, transmissão Copa 2026, CazéTV, Galvão Bueno SBT, onde assistir Copa do Mundo, narração esportiva, locutor esportivo, Everaldo Marques, Tiago Leifert, streaming esportivo, YouTube esportes, Casimiro, mercado de comunicação > Copa 2026 começa com revolução na TV: CazéTV transmite os 104 jogos no YouTube, Galvão Bueno estreia no SBT e Globo perde exclusividade. Entenda o novo mercado. A bola rola hoje no Estádio Azteca, na Cidade do México, e a Copa do Mundo 2026 já entra para a história antes mesmo do apito inicial. É o primeiro Mundial com três países-sede (Estados Unidos, México e Canadá), o primeiro com 48 seleções e 104 jogos — e, para quem vive de comunicação, o mais importante: é a primeira Copa em que o torcedor brasileiro tem **sete plataformas diferentes** para escolher onde assistir. Globo, SBT, SporTV, N Sports, Globoplay, ge tv e CazéTV dividem a maior cobertura esportiva já montada no país. E cada uma entrou em campo com uma estratégia completamente diferente. Vem entender por que essa Copa diz muito sobre o futuro da profissão de quem narra, apresenta e produz esporte no Brasil. ## CazéTV: o canal de YouTube que tem mais jogos que a Globo Sim, você leu certo. A [CazéTV](https://www.lance.com.br/fora-de-campo/copa-do-mundo-saiba-tudo-sobre-a-transmissao-da-cazetv.html) é a única plataforma brasileira com os direitos de **todos os 104 jogos** do Mundial — de graça, em 4K, no YouTube. Desse total, 49 partidas são exclusivas do canal, incluindo as estreias de Argentina, Espanha, Portugal e Alemanha. Quem quiser ver essas seleções entrarem em campo na primeira rodada não vai encontrá-las na TV aberta: só no canal do Casimiro. O sinal também estará disponível no Prime Video e no Disney+, em parceria. Para entender o tamanho dessa virada, basta voltar a 2022. No Catar, a CazéTV transmitiu apenas 22 jogos — um por dia — e mesmo assim quebrou recordes mundiais: a partida Brasil x Suíça alcançou 4,2 milhões de espectadores simultâneos, tornando-se na época a maior live da história do YouTube no planeta, e o jogo contra a Croácia chegou a 6,9 milhões de aparelhos conectados. Ao todo, foram cerca de 60 milhões de visualizações no torneio. Quatro anos depois, o canal que nasceu de uma live de um streamer carioca chega à Copa movimentando, segundo estimativas da imprensa especializada, perto de R$ 2 bilhões em patrocínios — e com 100% dos jogos. A "Copa da internet" deixou de ser apelido para virar realidade de mercado. ## Galvão Bueno no SBT: a voz da Copa trocou de canal Se a CazéTV é a revolução tecnológica, a contratação de Galvão Bueno pelo [SBT](https://www.itatiaia.com.br/esportes/tv-e-streaming/com-galvao-bueno-e-leifert-sbt-anuncia-time-de-transmissao-para-a-copa-do-mundo/) é a revolução simbólica. Depois de 41 anos na Globo, o narrador mais identificado com a Copa do Mundo no Brasil estreia em outra emissora aberta — aos 75 anos, na sua 14ª Copa desde 1974. O SBT volta a transmitir um Mundial após quase três décadas (a última vez foi em 1998) e exibirá 32 jogos em parceria com o N Sports. A divisão de trabalho: Galvão narra 10 partidas — com foco nos jogos do Brasil e na final —, enquanto Tiago Leifert assume as demais, incluindo o jogo de abertura entre México e África do Sul, com Galvão comandando a cobertura da cerimônia direto do estúdio. O time de comentaristas inclui Mauro Beting, Alexandre Pato, Juninho Paulista e Nadine Bastos na análise de arbitragem. E tem até superstição envolvida: o Olodum, presença tradicional nas Copas desde 2002 e considerado um amuleto do narrador, fechou parceria exclusiva com a equipe de Galvão e vai montar telões no Pelourinho transmitindo o sinal do SBT. ## Globo: a primeira Copa sem exclusividade — e sem suas vozes históricas Pela primeira vez, a [Globo](https://www.lance.com.br/fora-de-campo/saiba-tudo-sobre-a-transmissao-da-globo-na-copa-do-mundo.html) chega a um Mundial sem todos os jogos garantidos: serão 55 partidas na TV aberta, com cobertura completa no SporTV e Globoplay. E há outro marco: desde 1978 a emissora não transmitia uma Copa sem Galvão Bueno, Cléber Machado ou Luís Roberto entre as vozes principais. O afastamento de Luís Roberto por questões de saúde acelerou a renovação: Everaldo Marques assumiu os jogos da Seleção Brasileira — e tratou o posto com elegância rara, dizendo que a cadeira segue sendo do colega e que está "apenas cuidando" dela. A escalação inclui ainda Rogério Corrêa (o mais experiente, com seis Copas), Gustavo Villani, Renata Silveira, Paulo Andrade e o estreante Vini Rodrigues, com Denílson, Junior, Cristiane Rozeira e Ana Thaís Matos nos comentários dos jogos do Brasil. No digital, a novidade é a estreia da ge tv em Copas, com o programa diário "Radar da Seleção" e uma rede de mais de 2 mil influenciadores na cobertura. A emissora promete ainda transmissão em 4K e protocolo de baixa latência, reduzindo o atraso entre o lance no campo e a tela do torcedor — um detalhe técnico que faz toda a diferença na era do spoiler por notificação. ## O que essa Copa ensina para quem quer viver de comunicação Olhando o cenário completo, três lições saltam aos olhos: **O narrador é o produto.** A guerra de audiência dessa Copa não é só entre emissoras — é entre vozes e linguagens. Galvão representa a memória afetiva; Everaldo Marques, a transição respeitosa; Casimiro e sua turma, o "clima de bar" que conquistou uma geração inteira. Cada estilo tem seu público, e todos estão empregados. **Não existe mais um único caminho.** Em 2002, quem sonhava em narrar uma Copa tinha pouquíssimas portas. Hoje, um mesmo Mundial emprega narradores na TV aberta, na TV paga, no streaming e no YouTube — sem contar rádios, podcasts e os milhares de criadores produzindo conteúdo paralelo. **A técnica continua sendo a base.** Plataforma muda, linguagem muda, mas a voz colocada, o domínio do improviso, o repertório e a leitura de jogo seguem sendo o que separa o amador do profissional — seja no microfone da Globo ou na live do YouTube. Por coincidência (ou não 😉), nossa próxima turma de [**Narração Esportiva com Hugo Lago**](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo) começa no dia 23 de junho, em plena Copa do Mundo. Se você assistir à estreia do Brasil contra o Marrocos neste sábado (13), às 19h, e sentir aquele frio na barriga pensando "queria estar narrando isso" — talvez seja a hora de transformar a vontade em profissão. A bola está rolando. E o microfone está esperando. --- # Contato - **E-mail:** escoladeradio@escoladeradio.com - **CNPJ:** 00.190.824/0001-71 - **Localização:** Largo do Machado, 29 — sala 504, Rio de Janeiro - RJ, Brasil - **Como chegar:** estação de metrô Largo do Machado (Linha 1). Não desça na estação Catete — o estúdio fica no Largo do Machado, 29. - **Sitemap XML:** https://www.escoladeradio.com.br/sitemap.xml - **Índice resumido:** https://www.escoladeradio.com.br/llms.txt - **RSS do blog:** https://www.escoladeradio.com.br/rss.xml - **RSS dos podcasts:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/rss.xml