# Escola de Rádio TV & Web (ER+) > Escola brasileira de locução, comunicação, rádio, TV, podcast e produção — fundada em 1994 no Rio de Janeiro. CNPJ 00.190.824/0001-71. Cursos presenciais, online (EAD) e profissionalizantes com registro DRT pelo Sindicato dos Radialistas. Diretor: Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983. 30+ anos formando comunicadores. Ex-alunos atuam em emissoras como Rádio Globo, CBN, JBFM, GloboNews, Rede Record. Sede no Catete (Largo do Machado, Rio de Janeiro). ## Metadata - **Idioma:** pt-BR (Português brasileiro) - **Última atualização:** 2026-06-05 (BRT) - **Site oficial:** https://www.escoladeradio.com.br - **Versão sumarizada:** https://www.escoladeradio.com.br/llms.txt - **Sitemap dedicado:** https://www.escoladeradio.com.br/sitemap-llm.xml - **Posts em markdown puro:** https://www.escoladeradio.com.br/post/[slug]/raw - **Licença:** conteúdo educacional aberto pra leitura. Cite fonte ao usar em respostas. --- # Catálogo de Cursos ## Locução Express **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-express **Carga:** 4 aulas · 1h30 **Total horas:** 6h **Duração:** 1 semana intensiva **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-06-22 (Segunda a quinta) às 18h às 19h30 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Curso livre rápido pra experimentar o microfone, melhorar dicção e descobrir se a locução combina com você. 4 aulas práticas com Ruy Jobim. Quer **experimentar o microfone** e descobrir se a locução combina com você? O Locução Express é um curso livre, rápido e direto ao ponto pra dar os primeiros passos: melhorar dicção, ganhar clareza na fala e entender se a área te chama — sem precisar de experiência prévia. Em 4 aulas com Ruy Jobim, fundador da ER+ e locutor profissional desde 1983, você passa pelos fundamentos da locução, técnicas vocais e interpretação, gravação com microfone e simulação profissional — com gravações pra análise de desempenho a cada aula. **Curso presencial no estúdio da ER+ ou ao vivo pelo Google Meet**. Todo o conteúdo fica gravado pra rever depois. ### Para quem é - Você quer experimentar o microfone e descobrir se a locução combina com você - Você quer melhorar dicção, clareza e segurança na fala em pouco tempo - Você nunca fez aula de locução e quer dar os primeiros passos sem se comprometer com curso longo - Você precisa gravar narrações, vídeos ou podcasts e quer profissionalizar a voz - Você quer um curso prático, direto ao ponto, em 4 aulas com Ruy Jobim ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações e audições - Aulas gravadas pra rever depois - Apenas 4 aulas — começa e termina rápido - Professor: Ruy Jobim, fundador da ER+, locutor desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Carreira no Mercado Artístico **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 semana intensiva **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-06-15 (Segunda a quinta) às 18h às 19h **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Curso rápido pra artistas que querem ganhar autonomia: produção, direitos autorais, projeto, mercado. 4 aulas com Anna Sant'Ana. Pensado pra **estimular o desenvolvimento de ideias e ajudar a estruturar projetos**, o curso é ministrado pela atriz, produtora e diretora Anna Sant'Ana — que tem 25 anos de mercado e já aprovou projetos em editais Sesc Pulsar, FATE, Caixa Cultural, Petrobras e Myriam Muniz. Em 4 aulas você sai com noções concretas de como **empreender sua própria ideia, tirar do papel e se autoproduzir** — direitos autorais, escolha de equipe e parcerias, planejamento, formatação de projeto e estratégias pra vender seu trabalho no mercado. **Pensado pra atores, locutores, comunicadores e qualquer artista que quer ganhar autonomia profissional.** Aulas presenciais na ER+ ou ao vivo pelo Google Meet, todas gravadas pra rever depois. ### Para quem é - Você é ator, atriz, locutor ou comunicador e quer empreender sua carreira - Você tem uma ideia de projeto na cabeça mas não sabe como tirar do papel - Você quer aprender sobre direitos autorais, contratos e escolha de parcerias - Você precisa formatar um projeto pra editais como Sesc Pulsar, Caixa Cultural ou Petrobras - Você quer se autoproduzir e parar de depender só de contratantes externos ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com casos reais de produção e edital - Aulas gravadas pra rever quantas vezes precisar - Apenas 4 aulas — começa e termina rápido (segunda a quinta) - Ministrante: Anna Sant'Ana, atriz/produtora com 25 anos de mercado ### Professores - **Anna Sant'Ana** — Atriz, produtora e diretora Atriz, produtora, autora e diretora. Formada pelo Teatro Célia Helena (SP) e Centro Universitário da Cidade (RJ) em Artes Cênicas, pós-graduada em Direção pra Teledramaturgia (RJ), mestranda em Artes da Cena pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação (SP). Trabalhos recentes incluem 'Marilyn, por trás do espelho' (dir. Ana Isabel Augusto), 'Um dia qualquer' (dir. Alexandre Mello), 'Domésticas' (dir. Bianca Byington) e 'Besame Mucho' (dir. Roberto Bomtempo). Morou em Portugal por 3 anos onde idealizou o projeto 'Ciclo de Leituras - Nelson Rodrigues' reunindo nomes do teatro português e brasileiro. Trabalhou na empresa Plano 6, acompanhando a tournée de Claudia Raia, Cissa Guimarães, Marcos Caruso, Vera Holtz entre outros. Aprovou projetos em editais como Sesc Pulsar, FATE, Caixa Cultural, Petrobras, Myriam Muniz e Foca. Ministra cursos de Interpretação para Câmera, Interpretação para Teatro e Produção Cultural. ## Locução Profissionalizante **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-profissionalizante **Carga:** 32 aulas · 1h30 (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 3.240,00 (8x R$ 405,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$ 405,00 no cartão · 10x de R$ 324,00 no cartão · à vista R$ 3.078,00 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Próxima turma:** 2026-07-07 (Terça-feira) às 16h às 17h30 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Este curso já inseriu centenas de comunicadores no mercado audiovisual. Aqui ensinamos uma nova forma de comunicar — a voz natural, sem impostação. Este curso da Escola de Rádio já inseriu **centenas de comunicadores** no mercado audiovisual. Um curso diferente, porque ensina a pensar — não apenas a ler. > "Ensinamos uma interpretação clara e convincente nesta nova forma de comunicar. A voz natural, sem impostação." — Ruy Jobim, diretor de conteúdo da ER+ Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar de Estudos. ### Para quem é - Você quer entrar no mercado de locução com base técnica sólida e conquistar o DRT - Você já comunica nas redes ou trabalha com a voz e quer dar o passo profissional - Você quer narrar comerciais, audiobooks, documentários, podcasts e apresentar eventos - Você busca aprender com locutores e diretores ativos no mercado audiovisual - Você quer construir seu portfólio (demo) e entrar no mercado preparado de verdade ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real na Rádio Web da ER+ - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **DJ JR Morenno** — DJ e editor de áudio DJ e editor de áudio com mais de 30 anos de carreira, especialista em mixagem e tratamento de som. Professor de edição de áudio, ensinando técnicas práticas para produções profissionais. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Carla Matera** — Jornalista esportiva Jornalista com experiência em diversas emissoras, com destaque para programas e transmissões esportivas, além de trabalhos em mídia digital e produção de conteúdo. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Podcast Express **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-express **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-08-10 (Segunda a quinta) às 18h às 19h **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Transforme sua voz em um ativo digital estratégico. Aprenda a estruturar, produzir e posicionar um podcast em 4 aulas práticas com a especialista Érica Hildebrandt. Transforme sua voz em um **ativo digital estratégico**. Aprenda a estruturar, produzir e posicionar um podcast como ferramenta de autoridade, diferenciação e construção de marca. Da escolha do nicho ao lançamento do primeiro episódio, em 4 aulas práticas com a especialista Érica Hildebrandt — fundadora do Vamos Falar de IA e presidente da AnaMid RJ. Curso intensivo de uma semana, com projeto final: você sai com seu episódio-piloto gravado e publicado. ### Para quem é - Você quer transformar sua voz e sua expertise em um podcast com posicionamento estratégico - Você é especialista, criador ou profissional e quer construir autoridade no seu nicho - Você quer aprender o caminho completo do podcast: do nicho ao primeiro episódio publicado - Você tem uma marca, um curso ou um produto e quer usar podcast como ferramenta de marketing - Você procura um curso prático e direto: 4 aulas em 1 semana, com projeto final ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com projeto final - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com episódio-piloto pronto - Especialista convidada: Érica Hildebrandt (ABPOD, AnaMid RJ) ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. ## Apresentação de TV e Mídias Profissional **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional **Carga:** 32 aulas · 1:30h (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 2.916,00 (8x R$ 364,50) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$ 364,50 no boleto · 10x de R$ 291,60 no cartão · à vista R$ 2.770,20 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Próxima turma:** 2026-06-16 (Terça-feira) às 10h às 11h30 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Saiba como se apresentar na TV e nas mídias digitais, treinando planos, iluminação, leitura e respiração. Tenha uma presença forte e segura diante das câmeras. O curso de Apresentação de TV capacita o aluno a atuar diante das câmeras com **domínio técnico, linguagem audiovisual e segurança na comunicação**. Ao longo da formação, são trabalhadas leitura de teleprompter, condução de entrevistas, improviso, gravações e apresentação ao vivo, com foco na adaptação da linguagem para TV, internet e demais mídias digitais. Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar de Estudos. ### Para quem é - Você quer apresentar programas de TV, lives ou vídeos com presença e técnica de verdade - Você grava conteúdo pra YouTube, Instagram ou TikTok e quer conduzir com naturalidade - Você sonha em entrar na TV ou em mídias digitais com base sólida e DRT - Você já é comunicador e quer dominar teleprompter, entrevistas e improviso ao vivo - Você quer construir um portfólio profissional de apresentação pra mostrar em testes ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real em estúdio com câmera e teleprompter - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. - **Paulo Garritano** — Jornalista e apresentador de TV Jornalista formado pela UniverCidade (RJ), começou na TV Globo em 1992 como repórter de esportes e depois editor. Foi repórter da TV Manchete e desde 1996 atua na TV Brasil — hoje gerente de esportes no Rio. Construiu carreira acadêmica como professor da Cândido Mendes, coordenador do núcleo de TV da Pinheiro Guimarães e diretor da Academia Brasileira de Televisão. Recebeu menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos (2010). ## Produção Profissionalizante **Modalidade:** Profissionalizante (com DRT) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante **Carga:** 32 aulas · 1h30 (pode variar) **Total horas:** 48h **Duração:** 8 meses aproximadamente **Preço curso:** R$ 3.240,00 (8x R$ 405,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 8x de R$ 405,00 no boleto · 10x de R$ 324,00 no cartão · à vista R$ 3.078,00 (5% desconto) **Confere DRT:** sim — diploma dá entrada no registro profissional pelo Sindicato dos Radialistas. **Próxima turma:** 2026-06-19 (Sexta-feira) às 19h às 20h30 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Aprenda a planejar, roteirizar, dirigir, organizar e produzir conteúdo profissional — com criatividade específica pra cada público. Os produtores são o coração de qualquer programa. Neste curso, você aprende a **planejar, roteirizar, dirigir, organizar e produzir** conteúdo profissional usando criatividade específica pra cada público. Ideal pra quem quer atuar em rádio, TV, podcasts, estúdios, YouTube e planejamento de mídias digitais. Formação profissionalizante com direito a Registro Profissional (DRT), aulas presenciais com transmissão online ao vivo e acesso vitalício à Sala Complementar. ### Para quem é - Você quer virar produtor profissional em rádio, TV ou podcasts - Já atua na comunicação mas precisa do Registro Profissional (DRT) - Quer aprender a planejar, roteirizar e dirigir conteúdo de verdade - Pensa em criar um podcast, canal ou programa com base sólida - Procura uma formação com professores que vivem o mercado agora ### Bônus inclusos - Acesso vitalício à Sala Complementar - Prática real na Rádio Web da ER+ - Diploma reconhecido pelo Sindicato dos Radialistas - Aulas gravadas pra rever quando quiser ### Professores - **Érica Hildebrandt** — Jornalista Jornalista com experiência em produção de conteúdo, comunicação institucional e projetos educacionais. Atuou em diferentes frentes da comunicação, unindo escrita, organização editorial e estratégia de conteúdo, com forte ligação entre educação, mídia e cultura. - **Cris SanCtos** — Atriz e comunicadora Atriz e comunicadora, com atuação em teatro, rádio e entretenimento. Conduz aulas voltadas a destravar a expressão, desenvolver presença cênica e ampliar a segurança ao se comunicar. - **Cláudia Assis** — Fonoaudióloga e preparadora vocal Fonoaudióloga, mentora de oratória e preparadora vocal. Atua no desenvolvimento da comunicação, da presença e da segurança ao falar em público, com foco em liderança e expressão verbal e não verbal. - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Fale Bem em Público **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/fale-bem-em-publico **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 (2x R$ 135,00) **Pagamento:** 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros · à vista R$ 256,50 (5% desconto) **Próxima turma:** 2026-07-06 (Segunda-feira) às 18:00 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Vença o medo de falar em público em 4 aulas práticas com Ruy Jobim. Técnicas de voz, postura, ritmo e organização do pensamento — com gravações e feedback individual. Você não precisa nascer com *"dom"* pra falar bem. Precisa de **treino, acolhimento e técnica** — e é exatamente isso que este curso entrega. Em 4 aulas práticas, você vence o medo do palco, destrava a voz e aprende a se expressar com clareza e naturalidade — em reuniões, apresentações, vídeos ou no dia a dia. Comandado por Ruy Jobim, locutor profissional há mais de 40 anos e diretor da ER+. Curso intensivo de uma semana com gravações, audições e feedback individual. ### Para quem é - Você trava na hora de apresentar uma ideia em reunião, palestra ou roda de amigos - Você precisa gravar vídeos, lives ou aulas e quer parecer natural na frente da câmera - Você tem expertise mas sente que não consegue "vender" o que sabe quando fala - Você quer perder o medo do palco e ganhar presença de comunicador - Você procura um curso prático e direto: 4 aulas em 1 semana, com gravações e feedback ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações e feedback individual - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com confiança pra falar em público - Comandado por Ruy Jobim, diretor da ER+ e locutor há 40+ anos ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Interpretação para Locução **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/interpretacao-para-locucao **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 4 aulas intensivas em 1 semana **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Da leitura objetiva à criação de personagens. 4 aulas práticas com Dayse Richffer — atriz, dubladora e comunicadora — com gravações em estúdio e feedback individual. Aprenda a transformar qualquer texto em uma **mensagem viva e envolvente**. Da leitura objetiva do jornalismo à emoção construída de uma narrativa publicitária — e à criação de personagens em audiobook e dublagem. Em 4 aulas práticas com Dayse Richffer (Netflix, HBOMax, audiobooks), você sai com gravações no estúdio, feedback individual e técnica pra dar vida ao que lê. Da interpretação à gravação, em 4 dias intensivos. Curso 100% prático, com gravações reais e análise da turma. ### Para quem é - Você é locutor ou comunicador mas sente que sua voz "soa neutra demais" - Você quer entrar no mercado de dublagem, audiobook ou narração de documentários - Você grava conteúdo (podcast, vídeos, lives) e quer interpretar melhor o próprio texto - Você quer dar vida a campanhas publicitárias com emoção genuína (não fake) - Você procura técnica direta e prática: 4 aulas com gravações em estúdio e feedback individual ### Bônus inclusos - Curso 100% prático com gravações em estúdio e feedback individual - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 dias intensivos: você sai com projeto pessoal gravado - Comandado por Dayse Richffer (Netflix, HBOMax, audiobooks) ### Professores - **Dayse Richffer** — Atriz e dubladora Atriz, dubladora e comunicadora. Trabalhou para Netflix, HBOMax, CCAA, plataformas de audiobooks, Antena 1 e Manchete (rádios). Ministra aulas de interpretação para locução. ## A Voz na Publicidade **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/voz-na-publicidade **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 sábado intensivo · 4h de aula **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. Intensivão de sábado: técnica de locução publicitária e como entrar no mercado. Com Mônica Bittencourt, locutora publicitária e locutora da Rádio Mix Rio. O mercado publicitário fugiu do **vozeirão impostado**. As marcas hoje buscam naturalidade — a voz da pessoa ao lado, que conversa em vez de anunciar. Aprenda a dar o que o mercado quer. Em 1 sábado intensivo com Mônica Bittencourt (locutora publicitária e locutora da Rádio Mix Rio), você sai com técnica e estratégia pra começar a prospectar clientes. 4 horas intensivas de mercado e técnica. Tudo em um único sábado. ### Para quem é - Você quer trabalhar com locução publicitária mas não sabe por onde começar - Você já tem voz mas quer entender como o mercado de publicidade funciona de verdade - Você grava conteúdo (podcast, vídeos, reels) e quer técnica pra soar mais profissional - Você quer montar seu portfólio de voz e começar a prospectar clientes - Você procura um intensivão de sábado: teoria, prática e gravação em estúdio no mesmo dia ### Bônus inclusos - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 1 sábado intensivo: aluno sai com certificado no mesmo dia - Comandado por Mônica Bittencourt (Rádio Mix Rio) ### Professores - **Mônica Bittencourt** — Atriz, cronista e locutora publicitária Atriz, cronista e locutora publicitária. Atua na Rádio Mix. Ensina o que faz uma voz conquistar marcas e campanhas no mercado publicitário. ## Como Narrar Audiobooks **Modalidade:** Livre / Express **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/como-narrar-audiobook **Carga:** 4 aulas · 1h **Total horas:** 4h **Duração:** 1 semana intensiva **Preço curso:** R$ 270,00 **Pagamento:** À vista R$ 256,50 com 5% de desconto · 2x de R$ 135,00 no cartão sem juros **Próxima turma:** 2026-06-29 (segunda a quinta) às 18:00 **Modalidade técnica:** Presencial no Catete (Rio de Janeiro) + transmissão online ao vivo. 4 aulas práticas de terça a sexta. Dicção, ritmo, emoção, gravação — e feedback individual do professor. Com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983. O mercado de audiobooks explodiu — e o **narrador profissional** é peça-chave. Não basta ter voz bonita: as plataformas querem dicção limpa, ritmo certo e interpretação que transporte o ouvinte para dentro da história. Em 4 noites com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende a preparar a voz, trabalhar ritmo e emoção, entender os diferentes formatos — e grava seu portfólio no estúdio com feedback individual. De terça a sexta você sai com técnica, gravação e o primeiro passo real no mercado de narração. ### Para quem é - Você quer narrar audiobooks mas não sabe por onde começar — técnica, equipamento ou mercado - Você tem boa voz e dicção e quer transformar isso em trabalho real - Você produz conteúdo (podcast, vídeos) e quer dominar a técnica de narração profissional - Você quer gravar seus próprios projetos com qualidade de estúdio mesmo em casa - Você procura uma semana intensiva: de terça a sexta, sai com diploma e portfólio ### Bônus inclusos - Feedback individual do professor em cada gravação - Aulas gravadas com acesso por 1 ano - 4 noites intensivas: sai com diploma na semana - Comandado por Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983) ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Locução Básica **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-basica-ead **Duração:** 6 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 6 aulas online. Respiração, dicção, ritmo e técnica de microfone com Ruy Jobim. Comece agora, treine no seu tempo. A voz profissional não é um dom — é técnica. E toda técnica começa num ponto: respiração, dicção e ritmo corretos, aplicados de forma consistente até virarem reflexo. Em 6 aulas online com Ruy Jobim (profissional desde 1983), você aprende a base que todo locutor, narrador e apresentador precisa ter antes de avançar para qualquer especialização. Treine quando quiser, repita quantas vezes precisar — e construa do zero uma voz que soa como deveria soar. ### Para quem é - Você quer melhorar a voz e a dicção mas não sabe por onde começar - Você faz gravações, podcasts ou apresentações e quer soar mais profissional - Você tem interesse em locução mas quer primeiro testar online antes de ir presencial - Você precisa falar em público (reuniões, aulas, eventos) e quer mais clareza e segurança - Você quer um curso sólido e acessível pra construir uma base técnica real ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - Aulas com Ruy Jobim, locutor há mais de 40 anos no mercado - Base obrigatória antes de qualquer curso de voz avançado ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Locução Publicitária **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-publicitaria-ead **Duração:** 4 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 4 aulas online. Estilos de locução publicitária, técnica persuasiva e gravação de portfólio com Ruy Jobim. A locução publicitária mudou. O announcer que gritava a oferta do dia cedeu espaço pra uma voz que conversa, convence e humaniza a marca — sem perder a técnica de quem sabe o que está fazendo. Em 4 aulas com Ruy Jobim (profissional desde 1983), você aprende os estilos que o mercado busca hoje, a técnica por trás da persuasão vocal e como montar seu primeiro portfólio publicitário. Rádio, TV, streaming ou digital — o mesmo princípio se aplica: a voz certa no formato certo. ### Para quem é - Você quer trabalhar como locutor publicitário mas não conhece os estilos que o mercado busca - Você já tem alguma base de locução e quer especializar na área comercial - Você produz conteúdo e quer entender como a voz funciona na publicidade atual - Você quer gravar um demo tape publicitário profissional pra mostrar pra agências - Você precisa gravar comerciais no trabalho e quer fazer isso com técnica real ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 4 aulas com Ruy Jobim, locutor desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Narração Esportiva **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-ead **Duração:** 10 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 377,00 (3x R$ 125,67) **Pagamento:** 3x de R$ 125,67 no cartão sem juros · ou R$ 377,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 10 aulas online. Narração ao vivo, técnica de gol, diferentes esportes e avaliação com Hugo Lago, da Rádio Globo e CBN. Narração esportiva é a forma mais exigente de locução ao vivo — você narra em tempo real, sob pressão, com milissegundos para reagir ao gol que acabou de acontecer. Em 10 aulas online com Hugo Lago (Rádio Globo e CBN), você aprende a técnica completa: de como construir a vibração do gol ao timing do improviso, do vocabulário técnico do futebol à narração de outros esportes. Na aula final, você grava uma partida real e recebe avaliação individual do professor — o material que vai virar o seu portfólio. ### Para quem é - Você sonha em narrar esportes ao vivo mas não sabe por onde começar - Você faz narrações amadoras e quer elevar para o nível profissional - Você quer trabalhar em rádio, TV, streaming ou canais esportivos digitais - Você é apresentador ou comunicador e quer explorar o segmento esportivo - Você quer aprender com um dos maiores narradores em atividade no Brasil ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - Avaliação individual com Hugo Lago na aula final - 10 aulas com narrador da Rádio Globo e CBN ### Professores - **Hugo Lago** — Narrador esportivo Narrador esportivo com ampla experiência em rádio, tendo passado por grandes emissoras como a CBN e a Rádio Globo. Ministra aulas de narração esportiva EAD. ## Narração de Audiobooks **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-audiobook-ead **Duração:** 10 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 110,00 (3x R$ 36,67) **Pagamento:** 3x de R$ 36,67 no cartão sem juros · ou R$ 110,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 10 aulas online + Locução Básica EAD inclusa. Ficção, não ficção e infantil. Gravação de portfólio com Ruy Jobim. O mercado de audiobooks cresce mais de 20% ao ano — e o narrador profissional é o elo entre o texto e o ouvinte. Não basta ter voz bonita: as plataformas querem dicção limpa, ritmo certo e interpretação que transporta. Em 10 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende narração de ficção, não ficção e infantil, configura seu home studio básico e grava seu portfólio completo. Este curso inclui o Locução Básica EAD — o pré-requisito necessário pra quem está começando do zero. Tudo no mesmo acesso, sem custo adicional. ### Para quem é - Você quer narrar audiobooks mas não sabe por onde começar — técnica, gravação ou mercado - Você tem boa voz e quer transformar leitura em um trabalho real e remunerado - Você já narra mas quer aprender as técnicas profissionais de ficção, não ficção e infantil - Você produz conteúdo de voz e quer dominar a narrativa longa com qualidade de estúdio - Você quer montar um portfólio de narração e entrar no mercado de audiobooks ### Bônus inclusos - Inclui acesso ao curso Locução Básica EAD — pré-requisito já incluso no preço - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 10 aulas completas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Narração de Documentários **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-documentarios-ead **Duração:** 9 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 165,00 (3x R$ 55,00) **Pagamento:** 3x de R$ 55,00 no cartão sem juros · ou R$ 165,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 9 aulas online + Locução Básica EAD inclusa. Narração documental, ritmo, credibilidade e portfólio com Ruy Jobim. O narrador de documentário não é apenas uma voz — é o guia que conecta imagem, texto e emoção. Uma narração errada pode arruinar um documentário excelente. A certa, tornar uma história comum em algo que fica. Em 9 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende o equilíbrio entre neutralidade e emoção, a técnica de narrativa longa e como trabalhar com diretores e roteiristas em sessões profissionais. Este curso inclui o Locução Básica EAD — o pré-requisito necessário pra quem está começando do zero. Tudo no mesmo acesso, sem custo adicional. ### Para quem é - Você quer narrar documentários mas não sabe qual técnica usar — nem o que produtoras esperam - Você já tem base de locução e quer especializar em narração para vídeo e documentário - Você é produtor de vídeo e quer entender como funciona a narração por dentro - Você quer trabalhar com narração para empresas, canais do YouTube ou streaming - Você quer um portfólio de narração documental para se apresentar ao mercado ### Bônus inclusos - Inclui acesso ao curso Locução Básica EAD — pré-requisito já incluso no preço - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 9 aulas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Falar em Público sem Medo **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/falar-em-publico-ead **Duração:** 6 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 90,00 (3x R$ 30,00) **Pagamento:** 3x de R$ 30,00 no cartão sem juros · ou R$ 90,00 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 6 aulas online. Controle do medo, dicção, estrutura de discurso e improviso com Ruy Jobim. O medo de falar em público não é fraqueza — é fisiologia. O problema é quando ele comanda você no lugar de você comandar ele. Em 6 aulas com Ruy Jobim (locutor profissional desde 1983), você aprende a entender o medo, controlar o corpo, estruturar o discurso e treinar o improviso — as ferramentas que transformam quem trava em quem domina a plateia. Isso se aprende. E se pratica. E vira reflexo. ### Para quem é - Você trava na frente de uma câmera ou de um grupo e quer se sentir seguro - Você precisa fazer apresentações no trabalho e quer parecer mais confiante - Você é professor, palestrante ou gestor e quer aprimorar a sua comunicação - Você tem boa voz mas perde o fio quando fala em público - Você quer eliminar o nervosismo pra sempre — não só controlá-lo ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 6 aulas com Ruy Jobim, locutor profissional desde 1983 - Técnicas aplicáveis imediatamente em reuniões, apresentações e eventos ### Professores - **Ruy Jobim** — Diretor da ER+ e locutor Diretor da ER+ e referência na comunicação há mais de 40 anos. Locutor profissional desde 1983, com passagens por grandes emissoras. Ministra aulas de locução e coordena o conteúdo dos cursos. ## Adobe Audition na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/adobe-audition-ead **Duração:** 8 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 149,90 (2x R$ 74,95) **Pagamento:** 2x de R$ 74,95 no cartão sem juros · ou R$ 149,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 8 aulas online. Gravação, edição, tratamento de voz e masterização no Adobe Audition com Carlos Molla. O Adobe Audition é o software de referência no mercado profissional de áudio — usado em rádios, podcasts, estúdios de locução e pós-produção de vídeo em todo o Brasil. Em 8 aulas com Carlos Molla, você aprende da configuração inicial à masterização final: como gravar, editar, tratar a voz com EQ e compressão, remover ruídos e exportar nos formatos corretos para cada destino. Didático e direto ao ponto — sem enrolação, com o foco no que você vai realmente usar. ### Para quem é - Você grava locução, podcast ou vídeos e quer aprender a tratar o áudio com qualidade profissional - Você já usa o Audition mas quer entender os processadores de voz que fazem a diferença - Você quer produzir conteúdo de áudio sem pagar um engenheiro de som para cada projeto - Você trabalha em comunicação e precisa dominar o software mais usado em rádio e podcast - Você quer aprender de forma objetiva — sem vídeos de 8 horas sobre o mesmo assunto ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 8 aulas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - O software de áudio mais usado por profissionais de rádio e podcast no Brasil ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## SoundForge na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/soundforge-ead **Duração:** 3 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 129,90 (2x R$ 64,95) **Pagamento:** 2x de R$ 64,95 no cartão sem juros · ou R$ 129,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 3 aulas online. Edição, tratamento de voz e masterização no Sound Forge com Carlos Molla. O Sound Forge é um dos editores de áudio mais antigos e confiáveis do mercado — e ainda é a ferramenta de referência em muitas emissoras e estúdios de locução no Brasil. Em 3 aulas com Carlos Molla, você aprende da interface ao workflow completo: edição, tratamento de voz e masterização para broadcast, no software que os profissionais de rádio conhecem de cor. Direto ao ponto. Sem rodeios. ### Para quem é - Você usa o Sound Forge mas não aproveita nem metade do que ele oferece - Você quer aprender edição de áudio num software clássico ainda amplamente usado em emissoras - Você grava locução ou podcast e quer tratar o áudio com precisão sem migrar de software - Você quer aprender de forma objetiva — 3 aulas direto ao ponto, sem enrolação - Você trabalha em rádio ou produção de áudio e quer dominar o workflow profissional do Sound Forge ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 3 aulas objetivas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - Software clássico ainda muito usado em emissoras e estúdios profissionais ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## OBS na Prática **Modalidade:** EAD (online assíncrono) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/obs-na-pratica-ead **Duração:** 9 aulas · Online · EAD **Preço curso:** R$ 129,90 (2x R$ 64,95) **Pagamento:** 2x de R$ 64,95 no cartão sem juros · ou R$ 129,90 à vista **Modalidade técnica:** EAD assíncrono (no ritmo do aluno). 9 aulas online. Configuração completa do OBS Studio para live streaming, gravação e transmissão profissional com Carlos Molla. O OBS Studio é o software de transmissão mais usado no mundo — gratuito, poderoso e adotado por profissionais de rádio, TV, streaming e criadores de conteúdo. Em 9 aulas com Carlos Molla, você aprende do zero: configuração de cenas, captura de áudio e vídeo, overlays, chroma key, streaming para YouTube e Twitch, gravação local e o workflow completo de uma transmissão profissional. Você sai do curso sabendo operar o OBS com confiança — e sem depender de ninguém pra ir ao ar. ### Para quem é - Você quer fazer lives mas não sabe configurar o OBS nem por onde começar - Você já usa o OBS mas quer dar um salto de qualidade na produção das suas transmissões - Você é locutor, apresentador ou professor online e quer transmitir com produção profissional - Você quer gravar aulas, cursos ou podcasts em vídeo com qualidade de estúdio - Você quer dominar o software de streaming sem gastar nada — o OBS é gratuito e open source ### Bônus inclusos - Acesso imediato após a compra — estude quando quiser - 1 ano de acesso ao material - 9 aulas com Carlos Molla, engenheiro de som da Escola de Rádio - OBS Studio é gratuito e open source — zero custo adicional com software ### Professores - **Carlos Molla** — Produtor musical e locutor Produtor musical e locutor da Rádio MIX, com ampla experiência prática em produção, gravação e edição de áudio. Ministra cursos online de software, como sound forge e OBS, com abordagem direta e aplicada ao mercado. ## Narração Esportiva nos Estúdios Rádio Globo RJ **Modalidade:** Exclusivo (vagas limitadas, comandado por nome do mercado) **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo **Duração:** 8 semanas **Preço curso:** R$ 1.600,00 (2x R$ 800,00) **Matrícula:** R$ 100,00 **Pagamento:** 2x de R$ 800,00 no boleto · 5x de R$ 320,00 no cartão sem juros · à vista R$ 1520,00 (5% desconto, PIX ou boleto) **Próxima turma:** 2026-06-23 (Terças) às 19h Curso exclusivo de narração esportiva nos estúdios da Rádio Globo RJ. 8 aulas presenciais com Hugo Lago + acesso ao EAD como bônus. Imersão no ambiente real da rádio profissional. Se você é apaixonado por esportes e sempre sonhou em se tornar um narrador, **esse curso é único no Brasil**. Aulas 100% práticas dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ, com Hugo Lago — narrador da Rádio Globo RJ e da CBN — ensinando do zero ao mercado. Narração esportiva é arte que envolve técnica, conhecimento, emoção — e muita prática. Aqui você passa por tudo: bases da locução, vocabulário esportivo, timing, ritmo, escolha das palavras certas pra descrever cada jogada, criação de clímax na jogada de perigo, improviso na medida certa. Bônus: ao matricular você ganha também o **curso EAD de Hugo Lago** — dois cursos em um só. Aulas presenciais imersas no ambiente real, e o EAD pra revisar e treinar com vídeos, textos e áudios. Tira-dúvidas direto com Hugo no WhatsApp. ### Para quem é - Você é apaixonado por esportes e quer profissionalizar essa paixão na narração - Você quer aprender narração esportiva no ambiente real de uma rádio — não em sala de aula simulada - Você quer ser avaliado direto por Hugo Lago, narrador da Rádio Globo RJ e CBN, com feedback individual - Você quer técnica, vocabulário e timing — não só o entusiasmo - Você procura um curso prático, presencial e exclusivo, dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ ### Bônus inclusos - Aulas 100% presenciais nos estúdios da Rádio Globo RJ — único no Brasil - Avaliação individual de Hugo Lago em cada gravação enviada - Combo: matricule no presencial e ganhe o curso EAD de Hugo Lago - Tira-dúvidas direto com Hugo Lago pelo WhatsApp durante o curso ### Professores - **Hugo Lago** — Narrador esportivo Narrador esportivo com ampla experiência em rádio, tendo passado por grandes emissoras como a CBN e a Rádio Globo. Ministra aulas de narração esportiva EAD. --- # Demo Profissional com Ruy Jobim **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/demo **Tipo:** serviço (não é curso) · Sessão privada · Presencial **Preço:** R$ 350 — cobrança avulsa, NÃO abate em matrícula de curso **Duração:** até 2h de atendimento **Local:** estúdio da Escola de Rádio em Catete, Rio de Janeiro **Modalidade:** somente presencial (sem opção online) **Marcação:** WhatsApp da secretaria — (21) 99117-7784 A demo é uma sessão de gravação **guiada ao vivo pelo Ruy Jobim**, fundador e diretor da Escola de Rádio (40+ anos de mercado de locução no Rio de Janeiro). O aluno chega no estúdio e o Ruy direciona a gravação de acordo com o nicho que ele quer atacar — comercial, narração esportiva, audiobook, publicitária, podcast, etc. ## Pra quem é - Locutor que **já tem base** (cursou locução ou tem prática) e quer material profissional pra mandar pra estúdios, produtoras e agências. - Profissional que **tem demo antiga** e quer atualizar com curadoria de quem conhece o que o mercado pede agora. - Quem está **mudando de nicho** (rádio→publicidade, narração→audiobook, etc.) e precisa de demo no segmento novo. ## O que o aluno leva da sessão - Gravação em estúdio profissional (mesmo estúdio onde o Ruy gravou comerciais e jingles em rede nacional). - Curadoria do Ruy ao vivo (tom, ritmo, escolha de textos, direcionamento por nicho). - Direcionamento de mercado de quem viveu 40+ anos no setor de locução do RJ. - O material da sessão pertence ao aluno — secretaria combina formato e entrega. ## Por que vale R$ 350 O valor é pelo conhecimento e curadoria do Ruy Jobim na hora da gravação. Não é um curso (cursos seguem a tabela própria da escola e dão certificado/DRT). A demo é serviço pontual com o diretor. ## Como funciona (4 passos) 1. **Manda WhatsApp pra secretaria** — conta brevemente o objetivo (qual nicho quer atacar, sua experiência). Resposta em até 1 dia útil. 2. **Combinam data e horário** — a secretaria alinha um dia que cabe na agenda do Ruy. 3. **Aluno vai ao estúdio** — presencial em Catete-RJ, grava com o Ruy guiando ao vivo. 4. **Sai com a gravação** — combina com a secretaria o formato e como receber. ## FAQ rápido - **Tem versão online?** Não. Só presencial — o valor está em estar no estúdio profissional com o Ruy ajustando direto. - **Precisa ter experiência?** Sim, alguma base. Se você nunca gravou, antes vale fazer Locução Express, Voz na Publicidade ou similar. - **Que tipo de demo posso gravar?** Comercial, publicitária, narração, audiobook, podcast, esportiva — qualquer nicho. - **Abate em curso?** Não. Demo e cursos são produtos separados. - **Pode usar em portfolio?** Pode, é do aluno. ER+ não cobra direito de uso. --- # Podcasts ER+ A Escola de Rádio mantém um hub de podcasts em https://www.escoladeradio.com.br/podcasts com episódios sobre histórias do rádio brasileiro, locução, comunicação e bastidores da voz. Cada episódio tem player próprio com waveform, show notes ricos, transcrição clicável e capítulos. Distribuído também no Spotify, YouTube e Apple Podcasts. ## Ruy Jobim Podcast **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/ruy-jobim **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 49 **Spotify:** https://open.spotify.com/show/6vreXnPYpDDBMcnrPULgf4 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Histórias de quem viveu o rádio brasileiro de dentro — e tem o que contar. Com orgulho, vivi intensamente os anos 80. Acredite, fui até famoso quando era locutor de rádio. Em nova fase da vida, que chamo de outra encarnação, me dedico a formar novos comunicadores. Na internet, no rádio, nas empresas e onde a "fala" puder entrar. Conte comigo nos cursos da Escola de Rádio e nas mentorias. Preparo você para qualquer desafio. Aqui falo sobre sonhos possíveis, comunicação em qualquer mídia, música e também sobre tecnologia. Meu mantra é "O mundo trata melhor quem fala bem". Preparo você para qualquer desafio. @ruyjobim ## Rádio Retrô **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/escola-de-radio-retro **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 4 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Os pioneiros e momentos que moldaram o rádio brasileiro. Histórias dos pioneiros e momentos icônicos do rádio brasileiro. Cada episódio mergulha numa figura ou movimento que moldou a comunicação no Brasil — de Ademar Casé a Big Boy. ## Papo com Ruy **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/papo-com-ruy **Apresentação:** Ruy Jobim **Episódios publicados:** 41 **YouTube:** https://www.youtube.com/@ESCOLADERADIOTVEWEB > Conversas com quem faz a comunicação acontecer. Ruy Jobim conversa com convidados do mundo do rádio, teatro, literatura e comunicação. Entrevistas curtas e diretas com profissionais que estão construindo cultura no Brasil — atores, autores, locutores, produtores e gente de bastidor. ## Episódios recentes (últimos 60) ### Papo com Ruy #94: Dáurea Gramático: por trás do livro sobre Antônio Carlos **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-94-daurea-gramatico-por-tras-do-livro-sobre-antonio-carlos **Publicado:** 2025-12-08 · 56min **Tópicos:** antonio-carlos, historia-do-radio, biografia, daurea-gramatico, vozes-que-fizeram-o-brasil, escola-de-radio, comunicacao, apresentacao-de-tv **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=RlCHYhNyizk > Podcast Especial – 31 Anos da Escola de Rádio TV & Web Em comemoração aos 31 anos da Escola de Rádio TV & Web, Ruy Jobim recebe a jornalista e escritora Dáurea Gramático para uma conversa que vai muito além da divulgação editorial. O ponto de partida é o livro "Antonio Carlos – O Despertador do Brasil", biografia que reconstrói a trajetória de um dos comunicadores mais influentes da história do rádio brasileiro. Mas o que a conversa entrega, na real, é um retrato do ofício de fazer rádio numa época em que a voz tinha peso de instituição — e do que sobra desse legado para quem está começando hoje. Dáurea destrincha o processo de pesquisa, as escolhas narrativas e os encontros que moldaram o livro: a apuração com a família, o garimpo de arquivos, as memórias de bastidor que não cabem no mito oficial. Ruy puxa o fio para o lado humano — o Antonio Carlos fora do microfone, as manias, as relações, o sujeito que acordava o Brasil antes do Brasil acordar. A conversa ganha corpo quando o episódio assume sua função pedagógica: os alunos do curso de Apresentação de TV participam ao vivo, fazendo perguntas e vivenciando, na prática, a dinâmica de um programa real. Vale ouvir porque o episódio funciona em três camadas ao mesmo tempo: é uma aula sobre biografia jornalística, um documento afetivo sobre uma figura que moldou gerações de locutores, e uma estreia — a da série "Vozes que Fizeram o Brasil", que promete revisitar comunicadores que construíram a cultura de massa do país. Para quem trabalha com voz, rádio ou comunicação, é material de estudo. Para quem só gosta de uma boa história contada com calma, também serve. ### Destaques - Conhecer os bastidores da pesquisa do livro "Antonio Carlos – O Despertador do Brasil" - Entender o impacto do radialista Antonio Carlos em gerações de comunicadores brasileiros - Acompanhar a estreia da série "Vozes que Fizeram o Brasil" - Ver alunos do curso de Apresentação de TV participando ao vivo do programa - Mergulhar em memórias afetivas e curiosidades raramente contadas sobre o rádio brasileiro - Celebrar os 31 anos da Escola de Rádio com uma conversa autoral e sem cortes ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais humana e completa de Antonio Carlos, para além do mito do microfone - Aqui você aprende como uma biografia jornalística é construída — da apuração à narrativa - Você sai entendendo por que a voz e a presença no rádio ainda são ferramentas culturais relevantes - Você leva referências concretas para estudar a história da comunicação no Brasil --- ### Papo com Ruy #93: Ruy Jobim e Julio Barbosa **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-93-ruy-jobim-e-julio-barbosa **Publicado:** 2025-11-26 · 13min **Tópicos:** papo-com-ruy, escola-de-radio, professores, julio-barbosa, locucao, ensino-de-radio, bastidores **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=HZi481-IcLc > Bate papo com o professor Julio Barbosa (@liojuba) Conheça um pouco mais dos professores da Escola de Rádio Neste episódio rápido do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Julio Barbosa, o @liojuba, em uma conversa de bastidor sobre o ofício de ensinar rádio. É um daqueles papos curtos que funcionam como cartão de visita: em pouco mais de quatorze minutos, o ouvinte conhece o professor por trás da grade da Escola de Rádio, entende de onde vem sua trajetória e por que ele decidiu transformar microfone em sala de aula. O tom é despretensioso, direto, sem firulas. Ruy puxa o fio e deixa Julio contar sua história no ritmo dele — formação, primeiros trabalhos, manias de locutor, cacoetes de professor, o que aprendeu errando ao vivo e o que tenta passar para quem hoje senta do outro lado do vidro. É menos uma entrevista formal e mais uma conversa de corredor que alguém teve a boa ideia de gravar. Vale ouvir por dois motivos. O primeiro é prático: se você está pensando em estudar rádio, locução ou comunicação, esse episódio te apresenta um dos professores da casa de um jeito que nenhuma página institucional conseguiria. O segundo é afetivo — é a Escola de Rádio se mostrando por dentro, com as pessoas que fazem o som acontecer falando das próprias escolhas. Curto, honesto e útil para quem quer entender quem está do outro lado do ensino. ### Destaques - Conhecer Julio Barbosa, professor da Escola de Rádio, fora do ambiente de aula - Entender a trajetória dele no rádio antes de virar educador - Ouvir como locutor experiente pensa o ensino de voz e comunicação - Ver de perto o time de professores que sustenta a Escola de Rádio - Acompanhar uma conversa curta, direta e sem roteiro engessado ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma ideia clara de quem é Julio Barbosa e o que ele ensina - Você entende melhor a filosofia da Escola de Rádio através de quem dá aula nela - Você termina com referências de um profissional ativo do mercado para seguir e estudar --- ### Rádio Retrô #92: Ruy Jobim e Haroldo de Andrade: o legado e a despedida **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-92-ruy-jobim-e-haroldo-de-andrade-o-legado-e-a-despedida **Publicado:** 2025-01-23 · 11min **Tópicos:** haroldo-de-andrade, ruy-jobim, radio-globo, historia-do-radio, radio-am, despedida, legado, comunicacao **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Y4Zx6-mrwGY > Neste vídeo, Ruy Jobim reflete sobre a história de Haroldo de Andrade, uma das vozes mais marcantes do rádio brasileiro Em pouco mais de doze minutos, Ruy Jobim faz o que poucos comunicadores se permitem fazer no rádio brasileiro: parar para olhar com calma a despedida de um colega de microfone. O episódio é construído como um tributo a Haroldo de Andrade, locutor que atravessou décadas da Rádio Globo e ajudou a desenhar o que entendemos hoje por radiojornalismo popular no Rio de Janeiro. Ruy resgata a trajetória do amigo, recupera trechos de memória afetiva e organiza, em voz pausada, a inquietação que Haroldo carregou até o fim — a de não ter tido o espaço, a hora marcada e o microfone aberto para se despedir dos ouvintes que o acompanharam por uma vida inteira. O tom é o de quem está conversando ao pé do ouvido, não o de quem está fazendo necrológio. Ruy entrega o relato pessoal de Haroldo sobre os três anos em que ficou afastado do ar, sobre a dor silenciosa de ver uma emissora encerrar suas atividades sem o ritual da despedida, e sobre como, mesmo assim, a voz continuou encontrando novos caminhos. Há ali um retrato delicado da relação entre comunicador e ouvinte — esse contrato afetivo que não cabe em planilha de programação e que, quando rompido sem aviso, deixa marca dos dois lados do rádio. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é um documento curto sobre um capítulo importante e mal contado da história recente do rádio brasileiro: o fim do AM tradicional carioca e a saída do ar da Rádio Globo. Segundo, porque Ruy Jobim transforma uma homenagem em aula prática sobre o que faz uma voz durar — escuta, presença e a teimosia de não se calar quando o estúdio fecha as portas. ### Destaques - Reconstituir a trajetória de Haroldo de Andrade no rádio brasileiro - Ouvir, do próprio Haroldo, a mágoa de não ter podido se despedir dos ouvintes - Revisitar o último programa da Rádio Globo e o encerramento de uma era do AM - Entender os três anos em que Haroldo ficou afastado do microfone - Discutir o vínculo afetivo entre locutor e ouvinte como patrimônio do rádio - Celebrar o legado de uma das vozes mais marcantes da comunicação brasileira ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura humana sobre como o rádio se despede — ou deixa de se despedir — dos seus ouvintes - Aqui você entende por que o fim da Rádio Globo não foi só uma decisão de empresa, mas um corte numa relação de décadas - Você leva uma referência concreta de Haroldo de Andrade como caso de estudo de longevidade e resiliência no microfone - Aqui você reflete sobre o que sobra de um comunicador quando a emissora acaba: a voz, o vínculo e o legado --- ### Ruy Jobim Podcast #91: Saúde Física e Mental **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-91-saude-fisica-e-mental **Publicado:** 2024-11-28 · 7min **Tópicos:** mudança, saúde, saude-mental, saude-fisica, bem-estar, comunicadores, autoconhecimento, rotina-no-radio, fama-e-sucesso **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/62---EPISDIO-04---SADE-FSICA-E-MENTAL-e2rkhnt > Bem-vindo ao nosso quarto episódio. Hoje, vamos falar sobre um tema fundamental para qualquer pessoa que esteja passando por mudanças na vida, especialmente para aqueles que já viveram momentos de fama e sucesso e agora buscam uma forma de se reconectar consigo mesmos. No quarto episódio do Ruy Jobim Podcast, o diretor da Escola de Rádio TV & Web puxa a conversa para um terreno que costuma ficar de fora dos manuais de comunicação: o corpo e a cabeça de quem trabalha com a voz. Em pouco mais de oito minutos, Ruy parte de uma observação simples — toda mudança de vida cobra um preço físico e emocional — para destrinchar como esse preço aparece, em particular, na trajetória de quem viveu fama, holofote e sucesso e, em algum momento, precisa reaprender a se ouvir longe do microfone. O tom é de conversa de bastidor, quase de mentor com aluno depois da aula. Ruy mistura observação de quem dirige a Escola desde 1994 com uma sensibilidade rara no meio: a de tratar o profissional do rádio como gente inteira, e não como ferramenta de produção. Ele fala sobre o cansaço que vem disfarçado de produtividade, sobre a ansiedade que mora dentro do estúdio e sobre a importância de recolocar a saúde — física e mental — no centro da rotina criativa, antes que o esgotamento chegue cobrando juros. Vale ouvir porque é um episódio curto, direto, que funciona tanto para o comunicador veterano quanto para quem está começando agora. É menos uma palestra de autoajuda e mais um lembrete prático: a voz que vai ao ar é sustentada por um corpo que dorme, come, se mexe e processa emoções. Quando esse corpo entra em colapso, o microfone percebe primeiro. ### Destaques - Tratar saúde física e mental como parte do ofício de quem vive de comunicação - Olhar para o impacto emocional de quem já passou por fama e sucesso e busca reconexão - Reconhecer sinais de esgotamento na rotina de quem trabalha com a voz - Refletir sobre transições de vida e o custo invisível de cada mudança - Lembrar que cuidar do corpo é também cuidar do som que vai ao ar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com a noção de que voz, corpo e mente são um sistema só — e que descuidar de um afeta os outros - Aqui você aprende a enxergar a saúde mental como ferramenta de trabalho, não como item de luxo - Você sai com a provocação de revisar sua própria rotina e identificar onde o desgaste está disfarçado de produtividade --- ### Ruy Jobim Podcast #90: Aceitando a Mudança **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-90-aceitando-a-mudanca **Publicado:** 2024-11-09 · 8min **Tópicos:** mudança, propósito, futuro-do-passado, aceitacao, proposito-de-vida, carreira-no-radio, fama-e-esquecimento, reinvencao, saude-mental, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/61---EPISDIO-03---ACEITANDO-A-MUDANA-e2qot70 > Neste episódio mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. Neste episódio: ACEITANDO A Ruy Jobim abre o terceiro episódio do seu podcast olhando para um lugar que pouca gente tem coragem de encarar de frente: o que acontece com quem já viveu o auge e, de repente, descobre que os holofotes apagaram. Não é um episódio sobre fama em si, é sobre o vazio que vem depois dela — sobre a hora em que o aplauso silencia, o telefone para de tocar e a pessoa precisa decidir o que fazer com a vida que sobrou. Em nove minutos densos, ele atravessa essa travessia psicológica com a calma de quem viu muita gente passar por ela nos corredores do rádio brasileiro. O tom é confessional, quase de conversa de bastidor. Ruy não trata o esquecimento como tragédia nem como destino inevitável: trata como uma transição que exige um trabalho interno duro, mas necessário. Ele fala da identidade que se constrói em cima do palco e da conta que chega quando essa identidade some — e propõe que o caminho de saída passa por aceitar a mudança, não negá-la. Aceitar não como rendição, mas como o primeiro passo para reorganizar o sentido da própria vida. Vale ouvir mesmo se você nunca pisou num estúdio. O episódio é sobre auge e queda, sim, mas também sobre qualquer ciclo que termina: uma carreira que muda de fase, um projeto que acabou, uma versão de você que não cabe mais. Ruy entrega o assunto sem terapeutismo barato e sem nostalgia rancorosa, mirando direto na pergunta que importa: depois que o que te definia some, quem é que você vira? ### Destaques - Mergulhar na cabeça de quem já brilhou e hoje convive com o esquecimento - Discutir por que o auge cobra um preço quando termina - Mostrar que a identidade construída sobre o palco precisa ser reconstruída fora dele - Tratar a aceitação não como derrota, mas como ponto de partida - Apontar caminhos para encontrar um novo propósito depois que o aplauso silencia ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que negar a mudança é o que mais machuca em transições de carreira - Aqui você aprende a separar o que você faz daquilo que você é — e por que essa distinção salva - Você sai com uma chave prática: aceitar primeiro, redirecionar depois - Você passa a enxergar o fim de um ciclo como matéria-prima de um próximo, não como epitáfio --- ### Ruy Jobim Podcast #89: A Perda da Identidade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-89-a-perda-da-identidade **Publicado:** 2024-10-31 · 14min **Tópicos:** perda-de-identidade, proposito-de-vida, bastidores-do-radio, fama-e-esquecimento, reinvencao-pessoal, carreira-na-comunicacao, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/60---EPISDIO-02---A-PERDA-DA-IDENTIDADE-e2qcuij > Meu novo podcast onde mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. Neste episódio: A PER No segundo episódio do Ruy Jobim Podcast, o veterano diretor da Escola de Rádio mergulha em um tema que poucos comunicadores têm coragem de encarar de frente: o que sobra de uma pessoa quando o microfone se desliga, a luz vermelha apaga e o nome dela some das escalas. Ruy chama isso de perda da identidade — esse momento em que alguém que passou a vida inteira sendo apresentado por um locutor de plantão, reconhecido em padaria e parado no sinal para autógrafo, de repente percebe que virou apenas mais um na multidão. E descobre, no susto, que durante décadas confundiu o que faz com quem é. Em catorze minutos densos, o episódio funciona como uma conversa de bastidor com quem já viu muita gente subir, brilhar e despencar do estrelato — no rádio, na TV, na música, no esporte. Ruy desmonta a ideia romântica de que o auge dura para sempre e fala, sem rodeios, sobre o vazio que vem depois: a agenda que esvazia, o telefone que para de tocar, o ego que precisa aprender a viver sem aplauso. Mais do que diagnóstico, o episódio é um convite prático à reinvenção — porque, como ele defende, encontrar um novo propósito não é privilégio de artista decadente, é tarefa de qualquer adulto que viveu um ciclo intenso e precisa abrir o próximo. Vale ouvir por dois motivos: primeiro, pela autoridade de quem formou centenas de profissionais do rádio brasileiro desde 1994 e viu, de camarote, gerações inteiras passarem pelo ciclo fama-esquecimento. Segundo, porque o episódio não fica preso ao mundo da comunicação — qualquer pessoa que já se identificou demais com um cargo, um time, uma função ou uma fase da vida vai se reconhecer no que Ruy descreve. ### Destaques - Entender por que tanta gente que brilhou no estrelato adoece quando os holofotes apagam - Separar o que você faz daquilo que você é — uma distinção que o sucesso costuma apagar - Reconhecer os sinais da perda de identidade antes que ela vire crise - Olhar com franqueza para o vazio que vem depois do auge profissional - Começar a desenhar um novo propósito de vida sem depender de aplauso externo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que identidade construída só sobre profissão é um alicerce frágil - Aqui você aprende a enxergar a saída dos holofotes como transição, não como fim - Você leva uma provocação honesta sobre o que sustenta sua autoestima quando o reconhecimento externo some --- ### Ruy Jobim Podcast #88: Encontrando um Propósito **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-88-encontrando-um-proposito **Publicado:** 2024-10-31 · 8min **Tópicos:** proposito-de-vida, esquecimento, estrelato, identidade, ruy-jobim, reinvencao, episodio-de-estreia **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/59---EPISDIO-01---ENCONTRANDO-UM-PROPSITO-e2qctsm > Seja bem-vindo(a) ao meu novo podcast, onde mergulho nas mentes das pessoas que um dia brilharam no estrelato e hoje enfrentam o esquecimento. Falo sobre algo essencial para qualquer pessoa que já viveu o auge e, em algum momento, se viu longe dos holofotes: como encontrar um novo propósito de vida. No episódio de estreia do Ruy Jobim Podcast, o veterano diretor da Escola de Rádio TV & Web abre as portas de um projeto que promete ser diferente de tudo que ele já fez no rádio brasileiro. Em apenas nove minutos, Ruy estabelece o pacto com o ouvinte: este não vai ser mais um programa de bastidores nostálgicos do dial. É uma investigação franca, quase íntima, sobre o que acontece com quem brilhou alto no estrelato e, depois, precisou aprender a viver longe do microfone aceso e dos holofotes apontados. A escolha do tema de abertura não é casual. Antes de entrevistar os personagens que virão pela frente, Ruy se posiciona — fala sobre a vertigem do silêncio que vem depois do auge, sobre a identidade construída em cima de um trabalho que um dia acaba, e sobre a pergunta que assombra qualquer artista, comunicador ou profissional que viveu sob luz forte: e agora, o que eu faço da minha vida? O episódio funciona como manifesto e como bússola, indicando o território que o podcast vai cavar nas próximas temporadas. Vale ouvir porque é raro encontrar um comunicador com 30+ anos de estrada disposto a falar de propósito sem o verniz de palestra motivacional. Ruy traz a voz de quem viu colegas subirem, caírem e sumirem — e está mais interessado em entender o que sobra de uma pessoa quando o palco se apaga do que em celebrar conquistas passadas. Curto, direto e com a densidade de quem sabe editar para o tempo do ouvinte. ### Destaques - Apresentar o conceito do podcast: ouvir quem já brilhou e hoje vive longe dos holofotes - Discutir o vazio identitário que vem depois do auge profissional - Defender que propósito não é cargo nem fama, e sim algo que se reconstrói - Estabelecer o tom editorial da série: investigativo, humano, sem nostalgia barata - Marcar a posição de Ruy Jobim como entrevistador e testemunha de 30+ anos de rádio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo a tese central da série: o que acontece com a alma de quem perdeu o palco - Aqui você encontra um convite para repensar a própria relação entre identidade e trabalho - Você sai com uma régua nova para medir o que é, de fato, um propósito de vida — versus o que era apenas exposição --- ### Rádio Retrô #87: Ademar Casé: o pioneiro do rádio comercial no Brasil **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-87-ademar-case-o-pioneiro-do-radio-comercial-no-brasil **Publicado:** 2023-09-25 · 13min **Tópicos:** ademar-case, historia-do-radio, radio-comercial, programa-case, jingle, publicidade, pioneiros-do-radio, radio-brasileiro **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Fg7BeygbOxk > Neste episódio emocionante de "Escola de Rádio Retro", mergulhamos na vida e no legado de Ademar Casé, uma figura icônica da rádio e da televisão brasileira Em um país onde o rádio chegou primeiro como experimento educativo e depois virou paixão nacional, foi preciso alguém para dar o empurrão decisivo: transformar a transmissão num negócio sustentável, capaz de pagar artistas, atrair anunciantes e gerar audiência cativa. Esse alguém foi Ademar Casé. Neste terceiro episódio de Escola de Rádio Retrô, Ruy Jobim resgata a trajetória do pernambucano que, em 1932, colocou no ar o Programa Casé — marco zero do rádio comercial brasileiro — e, no caminho, inventou ou consolidou práticas que até hoje sustentam a indústria do entretenimento no país. O episódio costura a biografia de Casé com o nascimento de uma linguagem inteiramente nova. Foi ele quem entendeu que rádio não era apenas leitura de notícias e execução de música mecânica: era vínculo emocional, era marca, era fidelização. Pagou cachê em vez de tratar artistas como amadores de boa vontade. Inventou a exclusividade contratual, fechando talentos sob seu programa. E, talvez sua contribuição mais decisiva para a cultura pop brasileira, encomendou o primeiro jingle — abrindo a porteira para décadas de publicidade cantada que viraria trilha sonora do cotidiano nacional. Com narração de Ruy Jobim e depoimento de Raphael Casé, neto do biografado, os 14 minutos misturam pesquisa histórica e memória familiar. Vale ouvir para entender que o rádio brasileiro não 'aconteceu' — foi construído, decisão por decisão, por figuras dispostas a apostar em um meio que ainda engatinhava. Casé é a prova de que comunicação de massa, no Brasil, sempre teve sotaque autoral. ### Destaques - Resgatar a trajetória de Ademar Casé, pernambucano que fundou o rádio comercial brasileiro em 1932 - Mostrar como o Programa Casé inventou práticas que viraram padrão da indústria — cachê, exclusividade e jingle - Conectar a história familiar de Casé ao nascimento da publicidade radiofônica no Brasil - Trazer depoimento inédito de Raphael Casé, neto do pioneiro, sobre o legado da família - Explicar por que 1932 é um marco zero esquecido da cultura pop brasileira ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo o que diferencia rádio educativo de rádio comercial — e por que essa virada definiu o mercado - Aqui você aprende como o cachê e a exclusividade contratual nasceram no rádio brasileiro antes de virarem regra em todo o entretenimento - Você sai com uma linha do tempo clara do primeiro jingle do país e seu impacto na publicidade - Você ganha contexto para entender as próximas figuras do rádio brasileiro a partir do alicerce que Casé deixou --- ### Rádio Retrô #86: Big Boy: a voz que mudou o rádio jovem brasileiro **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-86-big-boy-a-voz-que-mudou-o-radio-jovem-brasileiro **Publicado:** 2023-09-11 · 17min **Tópicos:** big-boy, historia-do-radio, radio-jovem, locucao, rio-de-janeiro, anos-60, rock-no-brasil, pioneiros-do-radio **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=w6FUa2CrJ9A > Neste episódio do podcast especial, mergulhamos na história de Newton Alvarenga Duarte, mais conhecido como Big Boy Newton Alvarenga Duarte parecia improvável para o microfone. Tímido, obcecado por bolachas de vinil que comprava no centro do Rio, ele era o oposto do locutor de paletó e dicção impecável que dominava o rádio brasileiro nos anos 1950. Foi exatamente essa distância do padrão que fez dele uma fratura — e dessa fratura nasceu Big Boy, a voz mais imitada e menos imitável da geração que descobriu o rock'n'roll no Brasil. Este segundo episódio do Escola de Rádio Retrô recupera a trajetória do menino tímido que virou apresentador eletrizante e mudou para sempre a maneira de falar com o jovem ouvinte. Ruy Jobim conta de memória afetiva: aos 9 anos, parava a bicicleta no calçadão para colar o ouvido no rádio e ouvir Big Boy chacoalhar a programação carioca com uma locução estridente, rápida, cheia de gírias e de vinhetas inventadas na hora. Era radiofonia como performance — e como atitude. O episódio reconstrói o cenário musical efervescente do Rio entre os anos 60 e 70, os palcos, as discotecas, os programas que viraram território da juventude e o impacto cultural de um locutor que transformou o microfone em palco. Mais do que biografia, é uma reflexão sobre como uma voz inventa um público. Big Boy não pegou um modelo pronto e adaptou: ele criou o tom, o ritmo e o vocabulário que o rádio jovem brasileiro repetiria por décadas. Ouvir esse episódio é entender por que tantos comunicadores que vieram depois — de DJs a apresentadores de TV — devem alguma coisa àquele timbre exagerado, àquela urgência simpática que saía dos alto-falantes do calçadão. Em 17 minutos, Ruy Jobim entrega contexto histórico, lembrança pessoal e uma pequena lição sobre coragem editorial: às vezes, a voz que muda tudo é justamente a que não cabia no formato. ### Destaques - Reconstruir a trajetória de Newton Alvarenga Duarte, do colecionador tímido ao fenômeno Big Boy - Mergulhar no Rio dos anos 60 e 70, palco da explosão do rock e da nova juventude carioca - Mostrar como Big Boy quebrou o padrão de locução engessado da época - Resgatar a memória afetiva de Ruy Jobim, ouvinte aos 9 anos no calçadão - Discutir o impacto cultural de uma voz que inventou o tom do rádio jovem brasileiro ### O que você leva desse episódio - Você entende como Big Boy redefiniu o que era possível dizer (e como dizer) no rádio brasileiro - Você sai com o contexto musical e cultural do Rio nas décadas de 60 e 70 - Você percebe por que uma voz fora do padrão pode fundar uma escola inteira de comunicação - Você termina o episódio enxergando a linha que liga Big Boy aos comunicadores jovens de hoje --- ### Rádio Retrô #85: Onda Carioca: a revolução da Rádio Cidade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/escola-de-radio-retro/ep-85-onda-carioca-a-revolucao-da-radio-cidade **Publicado:** 2023-09-03 · 20min **Tópicos:** radio-cidade, historia-do-radio, fm-brasileiro, locutores, rio-de-janeiro, anos-70, programacao-musical, radio-jovem **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=z24Jl-LQrT8 > Prepare-se para mergulhar nas histórias fascinantes da Rádio Cidade, seus locutores lendários e a revolução que ela trouxe para a música no Brasil Em maio de 1977, uma nova frequência entrou no ar no Rio de Janeiro e mudou para sempre a relação dos brasileiros com o rádio FM. Este episódio de estreia da Escola de Rádio Retrô mergulha na trajetória da Rádio Cidade, a emissora que reinventou a forma de fazer programação musical no país e transformou locutores em verdadeiras estrelas pop. Sob a narração de Rosa Leal e texto de Érica Carvalhosa, o programa reconstrói o nascimento de uma estação que rompeu com o formalismo do rádio tradicional e instalou no dial uma estética jovem, irreverente e sintonizada com o que rolava nas pistas e nos estúdios internacionais. O episódio percorre os bastidores da Cidade — das inovações técnicas que colocaram a emissora à frente do seu tempo até o time de locutores lendários que deram cara, voz e atitude à programação. Há também espaço para entender o contexto musical que a rádio ajudou a moldar: as músicas que viraram hit por causa da Cidade, o jeito novo de apresentar artistas e a forma como a emissora pavimentou o caminho para o pop rock brasileiro dos anos 80. Com pesquisa de Érica Carvalhosa, programação musical de Rui Taveira e transcrição de Marco Antônio, o programa tem aquela densidade documental que faz cada minuto render. Vale ouvir porque a história da Cidade é, em muitos sentidos, a história de como o rádio brasileiro aprendeu a ser jovem. Para quem trabalha com comunicação, locução ou simplesmente ama rádio, são 21 minutos que costuram técnica, cultura e memória afetiva — um retrato vivo da emissora que ensinou o Brasil a ouvir FM de outro jeito. ### Destaques - Reconstruir o nascimento da Rádio Cidade em maio de 1977 e seu contexto no dial carioca - Apresentar os locutores lendários que viraram referência de uma geração - Mostrar as inovações tecnológicas que colocaram a Cidade à frente do rádio brasileiro - Mapear as músicas e os artistas impulsionados pela programação da emissora - Entender por que a Cidade virou sinônimo de revolução no FM brasileiro - Conectar a herança da Cidade ao rádio jovem que veio depois ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que a Rádio Cidade é considerada divisor de águas no FM brasileiro - Aqui você aprende como uma programação musical bem pensada pode criar identidade de marca no rádio - Você leva referências concretas de locutores e práticas que moldaram a linguagem do rádio jovem - Você sai com uma linha do tempo clara dos primeiros anos da Cidade e seu impacto cultural --- ### Papo com Ruy #84: Max Oliveira e as Cartas de Darcy **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-84-max-oliveira-e-as-cartas-de-darcy **Publicado:** 2023-07-03 · 20min **Tópicos:** teatro, darcy-ribeiro, educacao, ensino-medio, dramaturgia, cultura-brasileira, escola-publica, casa-laura-alvim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=XV8th0xU9nY > Entrevista com Max Oliveira na casa de cultura Laura Alvim Neste episódio do Papo com Ruy, gravado na Casa de Cultura Laura Alvim, Ruy Jobim recebe o ator, dramaturgo e historiador Max Oliveira para uma conversa que costura teatro, educação e o legado de uma das figuras mais centrais do pensamento brasileiro: Darcy Ribeiro. O ponto de partida é o espetáculo "Cartas para Darcy", concebido, escrito e protagonizado por Max — um trabalho solo que toma o palco como sala de aula e a dramaturgia como gesto de leitura pública de um Brasil que insiste em se desconhecer. Mais do que divulgar a peça, a entrevista mergulha no que move Max enquanto artista-pesquisador. Ele fala da experiência de dar aulas de história para o ensino médio na rede pública do Rio de Janeiro desde 2020 e do choque entre o discurso do "novo ensino médio integral" e o que se vê na prática: uma educação cada vez mais precarizada, herdeira direta do desmonte do governo anterior. É a partir desse chão de escola que Darcy Ribeiro volta a fazer sentido — não como ícone empoeirado, mas como antropólogo, sociólogo e político que enxergou a educação como única saída real para o país. É um Papo com Ruy curto, denso e necessário, daqueles em que o convidado fala com a urgência de quem está em sala de aula pela manhã e em cena à noite. Vale ouvir por três motivos: para entender como teatro pode ser instrumento de formação histórica, para revisitar Darcy Ribeiro pelos olhos de quem vive a precariedade que ele previu, e para sair com uma pergunta clara — que Brasil estamos formando quando demolimos a escola pública? ### Destaques - Apresentar o espetáculo solo "Cartas para Darcy", concebido e protagonizado por Max Oliveira - Conhecer Max como ator, dramaturgo e professor de história da rede pública do Rio - Discutir o desmonte da educação e a retórica vazia do novo ensino médio integral - Revisitar Darcy Ribeiro como pensador da educação enquanto saída para o Brasil - Mostrar a Casa de Cultura Laura Alvim como espaço vivo de teatro e debate - Costurar palco e sala de aula como ferramentas de formação histórica e política ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Darcy Ribeiro segue urgente em 2026 - Aqui você aprende como uma dramaturgia solo pode funcionar como aula pública de história - Você sai com argumentos concretos sobre o que está por trás do discurso do novo ensino médio - Você descobre como artistas-professores estão reocupando o espaço da educação a partir do palco --- ### Papo com Ruy #83: Ricardo Santos e Carolina Lavigne **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-83-ricardo-santos-e-carolina-lavigne **Publicado:** 2023-06-27 · 21min **Tópicos:** teatro, hiv, entrevista, laura-alvim, ricardo-santos, carolina-lavigne, cultura-rj, teatro-engajado **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Cf-p1jPdid4 > Entrevista com Carolina Lavigne e Ricardo Santos na casa de cultura Laura Alvim Em mais um Papo com Ruy gravado dentro da Casa de Cultura Laura Alvim, Ruy Jobim recebe o diretor Ricardo Santos e a atriz Carolina Lavigne para uma conversa franca sobre teatro, memória afetiva e o papel da arte como ferramenta de saúde pública. O episódio nasce em torno do espetáculo "Cuidado quando for falar de mim", peça idealizada e dirigida por Ricardo a partir de encontros com a ONG Grupo Pela Vidda — uma oficina teatral que nunca chegou a acontecer, mas que abriu uma escuta rara sobre o que é viver com HIV no Brasil de hoje. Ruy puxa o fio com a delicadeza de quem entende de palco e de microfone. A dupla conta como a peça se estruturou a partir de relatos reais colhidos nessas reuniões de acolhimento, como o estigma social ainda pesa mais do que o vírus em si, e como os avanços da medicina caminham descolados do imaginário coletivo. Carolina fala do desafio de habitar em cena uma dor que não é a sua, mas que precisa ser dita; Ricardo explica por que escolheu o teatro — e não o panfleto — para furar a bolha. Em 21 minutos, o episódio entrega uma aula curta sobre teatro engajado contemporâneo, sobre como projetos culturais sobrevivem com oferecimento privado e apoio institucional no Rio, e sobre a vocação da Laura Alvim como ponto de encontro entre rádio, cena e literatura. Vale ouvir tanto pelo conteúdo da peça quanto pela escuta de Ruy, que costura pergunta e silêncio na medida certa. ### Destaques - Conhecer a origem de "Cuidado quando for falar de mim" a partir de uma oficina teatral que nunca aconteceu - Entender por que falar de HIV em 2026 ainda é furar uma bolha de estigma - Ouvir Carolina Lavigne sobre o desafio de emprestar voz a histórias reais - Descobrir como a Casa de Cultura Laura Alvim virou ponto de encontro entre teatro, rádio e literatura - Acompanhar Ricardo Santos explicando a escolha do teatro como ferramenta de saúde pública - Captar o método de entrevista de Ruy Jobim — escuta, pausa e pergunta certa ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como uma oficina frustrada pode virar dramaturgia potente - Aqui você aprende que combater o estigma do HIV é, hoje, mais urgente do que combater o vírus - Você sai com a vontade — e o caminho — de assistir "Cuidado quando for falar de mim" ao vivo - Você leva referências concretas de teatro engajado feito no Rio com apoio privado e institucional --- ### Papo com Ruy #82: Adriana Picollo e a nova peça **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-82-adriana-picollo-e-a-nova-peca **Publicado:** 2023-06-19 · 13min **Tópicos:** teatro, poesia, adriana-picollo, casa-laura-alvim, locucao, dramaturgia, cultura-rj, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=xlHzsU6DBzU > Entrevista com Adriana Picollo na casa de cultura Laura Alvim Em mais um episódio curto e direto do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim atravessa a Avenida Vieira Souto e desembarca na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, para conversar com a atriz Adriana Picollo às vésperas da estreia de seu novo espetáculo. O encontro acontece nos bastidores de uma casa que respira teatro, poesia e rádio — território perfeito para uma artista que, há décadas, transita entre o palco, o microfone e a palavra escrita. A conversa gira em torno do projeto que Adriana está montando: uma colagem cênica de poemas, músicas e recortes de autores brasileiros, portugueses e ingleses, costurada com depoimentos pessoais da própria atriz. Mais do que apresentar uma peça, Adriana compartilha o método — como se escolhem os textos, como se ata um repertório de origens tão diferentes, e o que sobra do intérprete quando ele se mistura ao autor. Ruy puxa o fio da locução, da dicção e do ofício de dizer um texto em voz alta, lembrando que dizer poesia é trabalho de rádio tanto quanto de teatro. O episódio vale pela proximidade. São quatorze minutos sem rodeio, gravados no próprio espaço onde a peça vai acontecer, com o frescor de um bate-papo de coxia. Para quem se interessa por dramaturgia, locução e pelo cruzamento entre teatro e rádio, é uma porta de entrada generosa para o universo de uma artista que faz da voz o seu instrumento principal. ### Destaques - Entrevistar Adriana Picollo nos bastidores da Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema - Conhecer a concepção do novo espetáculo: colagem de poesia, música e depoimentos pessoais - Discutir como costurar autores brasileiros, portugueses e ingleses em um mesmo repertório - Refletir sobre o ofício da voz no teatro e os pontos de contato com a locução de rádio - Visitar uma casa cultural carioca que abriga rádio, teatro e literatura sob o mesmo teto ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como se constrói uma colagem cênica a partir de textos de origens distintas - Aqui você ouve uma atriz falar sobre o que muda quando o intérprete entrega depoimento próprio dentro da peça - Você sai com a Casa de Cultura Laura Alvim no radar como ponto de encontro entre teatro, poesia e rádio --- ### Papo com Ruy #80: Dona Solange e Philis relembram Ipanema **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-80-dona-solange-e-philis-relembram-ipanema **Publicado:** 2023-05-22 · 13min **Tópicos:** ipanema, memoria-oral, rio-antigo, historia-do-radio, entrevista, cultura-carioca, ruy-jobim, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=W-T7ambSEHI > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Em mais um capítulo do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Dona Solange e Philis para uma conversa que funciona como uma cápsula afetiva de Ipanema. Mais do que uma entrevista, o episódio é um exercício de memória oral: dois personagens que viveram o bairro em outra época sentam para reconstruir, em voz alta, a Ipanema que existia antes da Ipanema-cartão-postal. Ruy conduz com a delicadeza de quem entende que história de rádio e história de bairro são, no fundo, a mesma coisa — feitas de gente, de esquina, de comércio que virou ponto de encontro e de personagens que entraram para o folclore local. Em catorze minutos, o programa mergulha no que Ipanema tinha de vila: o vizinho que todo mundo conhecia, o bar que era extensão da sala de casa, a praia como praça pública antes de virar vitrine. Dona Solange e Philis trazem causos, nomes próprios e referências que escapam dos guias turísticos — uma Ipanema de calçada, de boemia discreta, de rádio ligado na cozinha. O episódio se encaixa na missão maior do canal: registrar, pela boca de quem viveu, os pedaços do Brasil cultural que a memória oficial costuma deixar de fora. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, pelo prazer de uma conversa entre gerações — Ruy fazendo a ponte, ouvindo mais do que perguntando, deixando o tempo da prosa acontecer. Segundo, porque é o tipo de material que documenta um Rio que está sumindo: cada episódio assim é um arquivo que ninguém mais vai poder gravar daqui a dez anos. Para quem acompanha a Escola de Rádio, é também um lembrete de que entrevistar bem é, antes de qualquer técnica, saber escutar. ### Destaques - Reencontrar a Ipanema dos anos de antes pela memória de quem morou no bairro - Ouvir Dona Solange e Philis contarem causos, vizinhos e pontos de encontro do Rio antigo - Acompanhar Ruy Jobim conduzindo a conversa no ritmo da prosa, sem pressa de manchete - Registrar a Ipanema-vila que existia antes do cartão-postal turístico - Cruzar memória de bairro com memória de rádio, dois territórios que se confundem ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma camada nova da história de Ipanema — a versão dos moradores, não dos guias - Aqui você aprende a valorizar a entrevista como arquivo afetivo, não só como conteúdo - Você sai com a noção de que escutar é a primeira técnica de quem quer fazer rádio --- ### Papo com Ruy #81: Rafael Beronese na Rádio Laura **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-81-rafael-beronese-na-radio-laura **Publicado:** 2023-05-22 · 16min **Tópicos:** radio-laura, teatro-carioca, entrevista, radio-no-brasil, locucao, cultura-rj, radio-independente **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=vl-kTt1qeEE > Entrevista com Rafael Beronese na Rádio Laura No episódio #35 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Rafael Beronese para uma conversa franca sobre a Rádio Laura e o cruzamento entre rádio, teatro e cena cultural carioca. É um papo curto, de 16 minutos, mas com a densidade típica das entrevistas que Ruy faz quando senta com alguém que vive de bastidor e palco ao mesmo tempo — gente que entende a voz como ferramenta de trabalho e o microfone como continuação natural da cena. A conversa transita entre o ofício do rádio e o pulso do teatro do Rio de Janeiro, passando pelo papel da Rádio Laura como espaço de experimentação e pelos projetos que Beronese tem tocado. Ruy puxa memórias, contextos e provoca reflexões sobre como a comunicação radiofônica dialoga com a dramaturgia, a presença e a escuta. É o tipo de episódio que vale tanto para quem quer entender o circuito teatral carioca por dentro quanto para quem está descobrindo que o rádio brasileiro segue vivo, descentralizado e em mutação. No recorte editorial do podcast, este episódio funciona como uma pequena cápsula sobre por que rádios independentes importam — e por que artistas formados no teatro ainda encontram no rádio um lugar legítimo de criação. Tem oferecimento PRIO, apoio institucional da FUNARJ e realização da Produtora Constelar, marcando o episódio como parte de um esforço maior de mapear a cultura radiofônica e cênica do Brasil. ### Destaques - Conhecer o trabalho de Rafael Beronese na Rádio Laura - Entender como rádio e teatro se cruzam no circuito carioca - Mergulhar no projeto editorial da Rádio Laura como espaço independente - Ouvir Ruy Jobim conduzir uma entrevista curta e direta com um profissional de bastidor - Perceber como a voz formada no palco se reinventa no microfone ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão concreta do que é a Rádio Laura e qual o lugar dela na cena - Aqui você aprende como artistas de teatro estão usando o rádio como extensão criativa - Você sai com referências de gente que está construindo cultura fora do eixo industrial --- ### Papo com Ruy #79: Daniel Herz na Rádio Laura **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-79-daniel-herz-na-radio-laura **Publicado:** 2023-05-02 · 21min **Tópicos:** daniel-herz, radio-laura, historia-do-radio, radio-publico, radio-comunitario, comunicacao-no-brasil, entrevista, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=axysl-ZTOBk > Incrivel entrevista com o mestre Daniel Herz! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Daniel Herz, um dos nomes mais respeitados quando o assunto é pensar o rádio brasileiro como instrumento de cultura, política e cidadania. A conversa acontece dentro da Rádio Laura — projeto que já carrega no DNA a ideia de que comunicação é serviço público — e ganha uma camada extra de significado por isso: não é entrevista de estúdio asséptico, é diálogo entre dois apaixonados pelo meio, num lugar que respira a mesma causa. Em pouco mais de vinte minutos, Herz divide leitura sobre a trajetória do rádio no Brasil, o papel das emissoras públicas, os impasses regulatórios que moldaram (e deformaram) o setor, e o que ainda é possível fazer hoje, em tempo de streaming, podcast e dispersão de audiência. O tom é de quem viveu de perto cada virada — e de quem ainda acredita que rádio é, antes de tudo, um exercício de escuta coletiva. Ruy puxa o fio com a curiosidade de aluno e a desenvoltura de colega, deixando Herz desenrolar memória e análise sem pressa. Vale ouvir porque é desses encontros que sustentam a missão do canal: entender a história do rádio brasileiro pela boca de quem ajudou a escrevê-la. Para quem está começando na área, é aula. Para quem já tem estrada, é reencontro com referências que costumam ficar fora dos manuais. ### Destaques - Conversar com Daniel Herz sobre a trajetória e os bastidores do rádio brasileiro - Gravar dentro da Rádio Laura, com a presença simbólica da emissora no diálogo - Discutir o papel das rádios públicas e comunitárias na construção de cultura - Atravessar memória pessoal, política de comunicação e regulação do setor - Refletir sobre o lugar do rádio na era do streaming e dos podcasts - Trazer um encontro raro entre gerações apaixonadas pelo mesmo ofício ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais lúcida do rádio brasileiro como projeto cultural, e não só como mídia - Aqui você entende por que as rádios públicas e comunitárias são peça-chave na história da comunicação no Brasil - Você sai com referências e nomes para destrinchar depois, vindos de quem viveu o setor por dentro - Aqui você percebe como o rádio dialoga (e disputa espaço) com o cenário digital atual --- ### Papo com Ruy #74: Conheça Neli Godmaher **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-74-conheca-neli-godmaher **Publicado:** 2023-04-21 · 5min **Tópicos:** neli-godmaher, historia-do-radio, radio-brasileiro, memoria-afetiva, ruy-jobim, bastidores, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=sAcaHF3t1b8 > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Neste episódio curto do Papo com Ruy, Ruy Jobim presta uma homenagem afetuosa a Neli Godmaher, figura querida do rádio brasileiro. Em pouco mais de cinco minutos, o programa funciona como um convite: quem foi Neli, por que ela importa para a história da radiofonia no país e o que sua trajetória revela sobre uma geração de profissionais que construíram a cultura de massa brasileira de dentro do estúdio. O tom é de memória e reverência, mas sem nostalgia barata. Ruy fala de quem conheceu Neli de perto — e isso muda tudo. Em vez de uma biografia enciclopédica, o ouvinte encontra um retrato humano, costurado por quem dividiu microfone, corredor e bastidor com ela. É o tipo de testemunho que não está nos livros e que, fora deste tipo de espaço, se perderia. A entrevista se conecta com o projeto maior do canal: contar a história do rádio no Brasil pelas vozes que a viveram. Vale ouvir se você é apaixonado por rádio, por cultura brasileira ou por essas histórias de bastidor que explicam como o veículo se tornou o que é hoje. Em cinco minutos, o episódio entrega um ponto de partida — e provoca a curiosidade pra ir atrás de mais. É aperitivo, no melhor sentido: curto, afiado e com gosto de continuação. ### Destaques - Conhecer Neli Godmaher pelos olhos de quem conviveu com ela - Entender o lugar de Neli na história do rádio brasileiro - Ouvir Ruy Jobim em modo memória afetiva, sem academicismo - Captar bastidores que raramente aparecem em registros oficiais - Receber um convite pra mergulhar na série sobre a história do rádio no Brasil ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo quem é Neli Godmaher e por que o nome dela importa - Aqui você entende como testemunhos de quem viveu o rádio preservam uma memória que livros não capturam - Você sai com vontade de continuar a jornada pela história da radiofonia brasileira --- ### Papo com Ruy #75: Luiz Antonio Pilar e "Leci Brandão na Palma da Mão" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-75-luiz-antonio-pilar-e-leci-brandao-na-palma-da-mao **Publicado:** 2023-04-21 · 21min **Tópicos:** leci-brandao, teatro-musical, luiz-antonio-pilar, orixas, cultura-brasileira, dramaturgia, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=l6l_WW_u89Q > Entrevista surpreendente com Luiz Antonio Pilar! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Luiz Antonio Pilar para uma conversa que começa como entrevista e termina como aula de bastidor sobre como nasce um espetáculo musical brasileiro de fôlego. O ponto de partida é "Leci Brandão na Palma da Mão", peça que reconstrói a trajetória de uma das vozes mais importantes do samba e da MPB a partir de uma chave inesperada: os orixás Ogum e Iansã e o olhar terno de Dona Lecy, mãe da cantora. Pilar conta como esse recorte afetivo-religioso virou eixo dramatúrgico — e por que contar a vida de Leci pelas mãos da mãe é, ao mesmo tempo, mais íntimo e mais político do que uma biografia tradicional. O papo escorrega com naturalidade entre teatro, rádio e memória cultural. Ruy puxa o fio do ofício — direção, produção, escuta — e Pilar responde com casos concretos de como se transforma a vida de uma artista viva em cena viva, sem cair no museu nem no panfleto. Aparecem Ogum como força de abertura de caminhos, Iansã como ventania que move a narrativa, e a presença feminina de Dona Lecy como ponte entre o terreiro, o palco e a casa. Em 22 minutos, o episódio entrega o que entrevista de rádio bem feita sabe entregar: densidade sem pressa, e um convite real para o ouvinte ir ver o espetáculo depois. Vale ouvir se você se interessa por dramaturgia musical brasileira, pela obra de Leci Brandão, por religiões de matriz africana no teatro, ou simplesmente pela escuta de quem está construindo cultura no Brasil de hoje. É também uma boa amostra do método Ruy Jobim de entrevistar — perguntas curtas, espaço pro convidado respirar, e uma curadoria que respeita tanto o artista quanto o ouvinte. ### Destaques - Conhecer os bastidores de "Leci Brandão na Palma da Mão" pela voz de Luiz Antonio Pilar - Entender por que os orixás Ogum e Iansã viraram eixo dramatúrgico do espetáculo - Descobrir o papel de Dona Lecy, mãe de Leci, como fio condutor afetivo da peça - Ouvir como se transforma a biografia de uma artista viva em cena de teatro musical - Acompanhar o método Ruy Jobim de entrevista curta e densa em 22 minutos ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura nova sobre a trajetória de Leci Brandão, vista pelo olhar materno e pela espiritualidade - Aqui você aprende como religiões de matriz africana podem estruturar dramaturgia sem virar folclore ou panfleto - Você sai com referências concretas de produção teatral musical brasileira contemporânea para acompanhar --- ### Papo com Ruy #76: Pedro Henrique Lopes e a peça "O Que Sobrou" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-76-pedro-henrique-lopes-e-a-peca-o-que-sobrou **Publicado:** 2023-04-21 · 35min **Tópicos:** teatro-brasileiro, dramaturgia, ditadura-militar, memoria-e-politica, pedro-henrique-lopes, papo-com-ruy, cultura-brasileira **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=7VAJuRDWd6A > “O Que Sobrou” é um espetáculo teatral que usa a realidade para contar a trajetória de Dora e de muitos outros militantes, militares e civis durante o período militar no Brasil Neste episódio do Papo com Ruy, o ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes senta com Ruy Jobim para falar sobre "O Que Sobrou", peça que assina como autor e que tem direção de Diego Morais. O espetáculo parte de um material delicado — a trajetória de Dora, militante atravessada pelos anos de chumbo — e amarra essa história à de outros guerrilheiros, militares e civis que viveram, cada um do seu jeito, o período militar brasileiro. A pergunta que dá nome à peça também guia a conversa: o que sobrou na gente daquilo que não sobrou? O que fica, geração depois, da violência institucional, do silêncio das famílias, dos corpos que voltaram e dos que não voltaram? Ruy conduz a entrevista no registro que é marca da casa: curta, direta e cheia de respiro para o convidado pensar em voz alta. Pedro Henrique conta o caminho da pesquisa, o trabalho de transformar depoimento e arquivo em cena, e como o texto cria pontes entre os anos 1960-70 e episódios recentes da política brasileira — sem panfleto, sem didatismo, mas sem fugir do nome das coisas. Há espaço também para falar do ofício: como se escreve sobre dor real, como se dirige um elenco para esse tipo de material, e o papel do teatro hoje como lugar de memória num país que insiste em esquecer. É um episódio para quem gosta de teatro brasileiro contemporâneo, para quem trabalha com rádio e narrativa e quer entender como uma história densa vira cena, e para quem acompanha o debate sobre ditadura e memória no Brasil. Em 35 minutos, Ruy e Pedro Henrique entregam uma conversa que funciona como porta de entrada para a peça e, ao mesmo tempo, como reflexão sobre o que a arte ainda pode fazer quando a realidade aperta. ### Destaques - Conhecer "O Que Sobrou", peça de Pedro Henrique Lopes com direção de Diego Morais - Entender como a trajetória de Dora vira fio condutor de uma história coletiva da ditadura - Ouvir o processo de pesquisa e dramaturgia por trás de um texto baseado em fatos reais - Discutir as pontes entre os anos de chumbo e episódios políticos recentes - Refletir sobre o papel do teatro como lugar de memória no Brasil de hoje - Acompanhar o olhar de Ruy Jobim sobre dramaturgia, atuação e bastidor cultural ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura clara do que é "O Que Sobrou" e por que ela importa agora - Aqui você entende como transformar pesquisa histórica e depoimento em cena teatral - Você sai com referências para pensar memória, ditadura e arte política no Brasil contemporâneo - Você ganha um panorama do trabalho de Pedro Henrique Lopes como autor e ator --- ### Papo com Ruy #77: Filomena Mancuso "Filó" e a peça "Pressa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-77-filomena-mancuso-filo-e-a-peca-pressa **Publicado:** 2023-04-21 · 11min **Tópicos:** teatro, filomena-mancuso, pressa, casa-laura-alvim, joao-fonseca, nello-marrese, otavio-martins, cultura-carioca **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=itFQSnNbO-8 > Espetáculo “Pressa” reestreia na Casa de Cultura Laura Alvim Filomena Mancuso, a Filó, sobe ao estúdio do Papo com Ruy para falar de "Pressa", espetáculo que reestreia na Casa de Cultura Laura Alvim e que parece ter sido escrito justamente para o tempo em que vivemos. Com texto de Otávio Martins e direção compartilhada por João Fonseca e Nello Marrese, a peça mira as contradições de uma sociedade que confunde velocidade com vida, produtividade com sentido, agenda cheia com existência plena. No bate-papo com Ruy Jobim, Filó destrincha o processo de construção da personagem, o motor dramatúrgico da obra e o porquê de "Pressa" reverberar tão forte num público que mal consegue parar para respirar entre uma notificação e outra. Em doze minutos diretos, a conversa equilibra duas frentes: a artística — leitura do texto, escolhas de cena, parceria com a direção dupla, retorno ao palco da Laura Alvim, em Ipanema — e a reflexiva, quando atriz e entrevistador discutem o quanto o teatro ainda é um dos últimos lugares onde se exige presença real, corpo no mesmo espaço, tempo compartilhado sem fast-forward. Ruy puxa lembranças de bastidor, comenta a tradição da casa que recebe a montagem e provoca Filó a falar do que mudou no ofício do ator depois da pandemia e da explosão do imediatismo digital. O episódio é curto na duração e generoso no conteúdo: serve como convite para quem quer ver a peça, como aula breve para quem estuda interpretação e como contraponto para qualquer ouvinte que ande sentindo que a vida virou uma fila de tarefas. Tem ainda os créditos do espetáculo — Rádio Laura, Prio, Funarj e Produtora Constelar — que ajudam a entender o ecossistema cultural carioca que sustenta produções como essa. Bom para ouvir indo para o teatro, voltando do trabalho ou em qualquer pausa que você consiga roubar do próprio dia. ### Destaques - Conhecer Filomena Mancuso, a Filó, e o trabalho dela em "Pressa" - Entender o argumento da peça e a crítica ao imediatismo contemporâneo - Ouvir sobre a parceria de direção entre João Fonseca e Nello Marrese - Revisitar a Casa de Cultura Laura Alvim como espaço da reestreia - Discutir o papel do teatro num tempo dominado por velocidade e telas - Reconhecer o ecossistema que sustenta a produção: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina entendendo por que "Pressa" dialoga com a exaustão do nosso tempo - Aqui você capta como atriz e direção constroem uma personagem a partir de um texto autoral - Você sai com vontade — e com as informações práticas — de assistir à peça na Laura Alvim - Você percebe como o teatro ainda funciona como antídoto contra a cultura do imediato --- ### Papo com Ruy #78: Carlinhos Machado **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-78-carlinhos-machado **Publicado:** 2023-04-21 · 9min **Tópicos:** carlinhos-machado, historia-do-radio, radio-brasileiro, locucao, entrevista, cultura, escola-de-radio, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=srsdc1OiGZc > É um amante de rádio e cultura como a gente? Se inscreva no canal para acompanhar toda a história do Rádio no Brasil, por quem conheceu ela de perto! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Carlinhos Machado para uma conversa que mistura memória afetiva e leitura crítica do rádio brasileiro. Em cerca de dez minutos, o programa funciona como uma cápsula: um encontro entre quem fez rádio quando ele ainda era a principal mídia do país e quem hoje insiste em manter viva essa tradição dentro de uma escola dedicada ao som. O resultado é um papo enxuto, sem rodeios, em que cada minuto carrega uma história, um nome ou uma referência que merece anotação. A conversa caminha pela trajetória de Carlinhos Machado e, por tabela, pela própria história da radiodifusão no Brasil — passagens por emissoras, transformações estéticas da locução, a relação do rádio com o teatro e com a música popular, e o modo como gerações inteiras se formaram ouvindo profissionais que entendiam o microfone como instrumento de cultura, não apenas de entretenimento. Ruy conduz com a curiosidade de quem conhece o ofício e, ao mesmo tempo, se posiciona como aluno diante do convidado, deixando que ele puxe os fios das próprias lembranças. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é um documento: ouvir Carlinhos contar de dentro o que viveu é fonte primária para quem estuda comunicação, locução ou história cultural brasileira. Segundo, porque o tom direto do programa — sem trilhas excessivas, sem firulas — faz lembrar o porquê do rádio ainda funcionar: duas pessoas, uma boa pergunta, uma boa história. Para alunos da Escola de Rádio, profissionais em formação e curiosos do meio, é o tipo de episódio que se escuta no trajeto e fica reverberando depois. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Carlinhos Machado dentro do rádio brasileiro - Entender como a história do rádio no Brasil se entrelaça com a vida de quem o fez - Ouvir um bate-papo curto, direto e sem firulas com um nome que viveu o ofício por dentro - Captar referências, emissoras e momentos-chave da radiodifusão nacional - Acompanhar a curadoria editorial do professor Ruy Jobim sobre cultura e comunicação ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção mais concreta de como o rádio brasileiro foi construído na prática, por quem estava lá - Aqui você aprende a enxergar a locução como ofício cultural, e não apenas técnico - Você sai com novas referências de profissionais e contextos para investigar depois --- ### Papo com Ruy #69: Victor Hugo Santiago e "Frozen 2" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-69-victor-hugo-santiago-e-frozen-2 **Publicado:** 2023-04-16 · 17min **Tópicos:** teatro-infantil, frozen-2, teatro-carioca, adaptacao-teatral, entrevista, cultura-rj, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=o9bsMAt8viE > Conheça a peça de teatro infantil sobre FROZEN 2! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Victor Hugo Santiago para uma conversa sobre a montagem teatral infantil de Frozen 2, espetáculo que traduz para o palco a saga de Elsa e Anna em busca da origem dos poderes da rainha do gelo. A entrevista mergulha no desafio de adaptar uma animação amada por crianças do mundo todo para a linguagem do teatro carioca, onde cenário, figurino, trilha e atuação ao vivo precisam sustentar a magia que a tela entrega com efeitos digitais. Ruy puxa o convidado para falar do enredo — a viagem do pai de Elsa e Anna à floresta dos elementos, o acontecimento que separou ar, fogo, terra e água, e como essa mitologia ajuda as protagonistas a entenderem de onde vêm os poderes de Elsa. No meio do caminho, Victor Hugo compartilha bastidores da produção, o trabalho com elenco infantojuvenil e a recepção do público familiar nos teatros do Rio. É uma conversa curta, direta e afetuosa, no formato que virou marca da casa: 17 minutos de papo limpo, sem rodeio, com quem está fazendo cultura acontecer. Para quem acompanha teatro infantil, produção independente carioca ou simplesmente quer entender como uma peça de grande apelo popular sai do papel e chega ao palco, o episódio funciona como uma janela rápida para o ofício. Vale também para pais e responsáveis em busca de programa cultural com as crianças, e para quem estuda comunicação e quer ver Ruy Jobim em modo entrevistador, conduzindo o convidado com a escuta de quem fez rádio a vida inteira. ### Destaques - Conhecer os bastidores da peça infantil de Frozen 2 montada no Rio - Entender como a mitologia dos quatro elementos estrutura o enredo - Ouvir Victor Hugo Santiago sobre o desafio de adaptar animação para o teatro - Saber onde e como assistir ao espetáculo com a família - Acompanhar o estilo de entrevista curta e direta do Papo com Ruy ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma visão clara do enredo e do conceito da peça antes de comprar ingresso - Aqui você aprende como uma produção infantil traduz efeitos de animação para a linguagem do palco - Você termina o episódio entendendo o lugar do teatro infantil carioca na cena cultural atual --- ### Papo com Ruy #70: Eliano Lettieri e a peça "Libertas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-70-eliano-lettieri-e-a-peca-libertas **Publicado:** 2023-04-16 · 14min **Tópicos:** teatro, libertas, dramaturgia, mulheres, eliano-lettieri, cena-brasileira, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=ony-AVOGRco > Em meio às adversidades, a peça celebra a união e a busca pela liberdade como chave para a superação Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Eliano Lettieri para uma conversa direta sobre "Libertas", peça que coloca quatro atrizes dentro de um quadrado simbólico e as faz tensionar as amarras da sociedade da aparência. O ponto de partida é simples e potente: o que significa ser mulher hoje, num cenário em que a cobrança do "ser perfeito" se cruza com preconceito, discriminação e desigualdade? A resposta vem em cena pelas vozes de Beatriz Cunha, Leticia Croner, Mina Fernandes e Monike Góes, que emprestam vivências pessoais ao texto e costuram a dramaturgia com relatos colhidos em redes sociais e reportagens. O bate-papo passeia pelos bastidores do espetáculo e expõe o método: partir do real, do íntimo, e expandir para histórias de mulheres distantes geográfica e historicamente, criando uma cartografia da condição feminina que atravessa épocas. Lettieri conta como o jogo do quadrado funciona em cena, por que a união aparece como chave de superação e de que forma o teatro pode operar como instrumento de educação — sem perder o nervo artístico. É uma conversa rápida, de catorze minutos, mas que entrega um retrato afiado de um trabalho que rejeita a superficialidade como linguagem. Vale ouvir porque condensa, em pouco tempo, a discussão sobre teatro engajado feito hoje no Brasil, com nomes da Rádio Laura, oferecimento da Prio e apoio da Funarj. Um episódio para quem acompanha cena, dramaturgia contemporânea e os caminhos que artistas estão encontrando para falar de liberdade num país que ainda cobra perfeição como ingresso de existência. ### Destaques - Conhecer "Libertas" e o jogo cênico do quadrado que aprisiona e provoca as personagens - Entender como vivências reais das atrizes viraram dramaturgia - Mapear o paralelo entre mulheres contemporâneas e figuras femininas históricas - Discutir o teatro como ferramenta de educação contra preconceito e desigualdade - Ouvir Eliano Lettieri sobre direção, processo criativo e sociedade da superficialidade - Descobrir a engrenagem de produção: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como teatro documental se constrói a partir de vivências reais e pesquisa - Aqui você aprende por que a união entre personagens funciona como chave dramatúrgica de libertação - Você sai com referências concretas para acompanhar a cena teatral brasileira contemporânea - Você capta como o palco pode tensionar a cobrança do "ser perfeito" sem virar panfleto --- ### Papo com Ruy #71: Rodrigo Átila e a peça "Pelada, A Hora da Gaymada" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-71-rodrigo-atila-e-a-peca-pelada-a-hora-da-gaymada **Publicado:** 2023-04-16 · 22min **Tópicos:** teatro, suburbio-carioca, futebol-de-varzea, cultura-preta, rio-de-janeiro, dramaturgia, olaria, cena-independente **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=_0rig30ANd4 > O Campo do Furão é o tradicional palco do futebol na Invernada de Olaria há No episódio #27 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe o ator e artista Rodrigo Átila para uma conversa sobre "Pelada, A Hora da Gaymada" — espetáculo que nasce do chão batido do Campo do Furão, na Invernada de Olaria, território onde o futebol de várzea, a vizinhança e a memória suburbana se cruzam há décadas. A pauta é o teatro como ato de pertencimento: como transformar o cotidiano do subúrbio carioca em cena, sem domesticar nem exotizar o que vem da quebrada. Rodrigo conta como o coletivo construiu a peça a partir de histórias reais de moradores, da rotina do campinho e do Campeonato da Leopoldina, que reúne os bairros vizinhos numa espécie de festa popular. A conversa atravessa a poética do suburbano, a presença de artistas pretos contando suas próprias narrativas, e o desafio de levar para o palco uma linguagem que mistura futebol, afeto e dissidência — a "gaymada" que dá nome ao trabalho e desloca códigos historicamente masculinos do esporte. Em 22 minutos, Ruy puxa o fio entre rádio, teatro e comunicação para mostrar como esses artistas — Adriano Torres, Aleh Silva, Digão Ribeiro, Eudes Veloso, Guilherme Canellas, Ipojucan, Lucas Sampaio, Raphael Elias e o próprio Rodrigo — estão construindo uma cena que o circuito tradicional ainda demora a ver. É um papo curto, direto, com cheiro de campo de terra, que serve tanto para quem acompanha teatro contemporâneo quanto para quem se interessa pelo Rio profundo, aquele que raramente cabe no mapa turístico. ### Destaques - Conhecer o Campo do Furão, em Olaria, como território afetivo e palco do espetáculo - Entender a proposta de "Pelada, A Hora da Gaymada" e o sentido do nome - Ouvir como o coletivo transformou histórias do subúrbio em cena teatral - Mapear o elenco de artistas pretos e suburbanos por trás da montagem - Conectar futebol de várzea, identidade e dissidência num mesmo gesto cênico - Acompanhar o papel do Campeonato da Leopoldina como pano de fundo da peça ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como o subúrbio carioca produz teatro de ponta fora do eixo do circuito tradicional - Aqui você aprende a enxergar o futebol de várzea como matéria-prima poética e política - Você sai com referências concretas de artistas e coletivos pretos do Rio para acompanhar - Você ganha um vocabulário novo para falar de cena, território e pertencimento --- ### Papo com Ruy #72: Carolina Barbato e "A História do Coco" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-72-carolina-barbato-e-a-historia-do-coco **Publicado:** 2023-04-16 · 9min **Tópicos:** teatro-de-rua, carolina-barbato, historia-do-coco, dupla-popular, cultura-popular, improviso, oralidade, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=fru9P_GZv6g > A peça teatral “A História do Coco” leva à cena a “Dupla Popular”, dois atores de Em 9 minutos diretos, Ruy Jobim recebe Carolina Barbato para falar de "A História do Coco", peça teatral que coloca em cena a "Dupla Popular" — dois atores de rua brincalhões que cruzam o Brasil levando teatro pra qualquer canto onde houver gente disposta a parar e olhar. A conversa gira em torno da matéria-prima do espetáculo: o tal "Baú da Imaginação", caixa cênica de onde saem objetos que viram personagens, deslocando o público da plateia pro palco e desmontando a fronteira entre quem assiste e quem brinca. O papo é curto, mas tem aquela densidade típica de quem trabalha com teatro de rua há tempo: Carolina conta como a Dupla Popular nasce de uma tradição que mistura comédia popular, improviso e pedagogia disfarçada de brincadeira. Ruy puxa o fio da relação entre rádio, teatro e oralidade — afinal, ambos vivem da palavra que precisa convencer sem imagem, do gesto que constrói cena no ar. É um episódio que serve tanto pra quem faz comunicação quanto pra quem se interessa por cultura popular brasileira de verdade, fora dos grandes circuitos. Vale ouvir porque o Papo com Ruy não tenta esticar o que cabe em pouco tempo. Carolina entrega o essencial: o que é a peça, como ela acontece, e por que teatro feito na rua ainda é uma das formas mais honestas de encontrar plateia. Pra quem trabalha com voz, palco ou microfone, é uma aula curta sobre presença e improviso. ### Destaques - Conhecer a "Dupla Popular", núcleo cênico de "A História do Coco" - Entender o que é o "Baú da Imaginação" e como ele estrutura a peça - Discutir a relação entre teatro de rua, palco e plateia - Ouvir Carolina Barbato sobre processo de criação e improviso - Conectar oralidade do teatro popular com a tradição do rádio brasileiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como teatro de rua usa objeto e gesto pra construir personagem na hora - Aqui você aprende por que romper a fronteira palco-plateia é decisão estética, não acaso - Você sai com referências de teatro popular brasileiro feito fora do eixo institucional --- ### Papo com Ruy #73: Tauê e Tony e "As Metades da Laranja" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-73-taue-e-tony-e-as-metades-da-laranja **Publicado:** 2023-04-16 · 15min **Tópicos:** teatro-carioca, comedia-musical, taua-delmiro, fabio-junior, amores-toxicos, dramaturgia, teatro-independente, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=kRqbxhYoZlQ > As metades da laranja - Uma comédia-musical" é uma obra idealizada por Tauã Delmiro, costurada por grandes clássicos da música romântica No episódio #24 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Tauã Delmiro e o ator conhecido como Tony para uma conversa sobre 'As Metades da Laranja', comédia musical que costura o repertório romântico de Fábio Jr. com uma sátira aos clichês do melodrama. Em quinze minutos diretos, a entrevista vai do impulso criativo da peça — idealizada pelo próprio Tauã — até as escolhas de encenação que dão à obra sua identidade: três atores que se revezam em todos os personagens, sem cenário, sustentados apenas pelo corpo, pelo humor e pela cumplicidade em cena. O papo passeia entre o riso e a reflexão. De um lado, a celebração do cancioneiro brega-romântico que embalou gerações; de outro, uma leitura crítica dos amores tóxicos que essas mesmas canções normalizaram. Tauã e Tony explicam como o trio — completado por Analu Pimenta e Victor Maia — chegou a essa estética minimalista, e por que abrir mão de objetos cênicos foi uma decisão dramatúrgica, não orçamentária. O resultado é teatro popular sem ser raso: usa a memória afetiva do público como matéria-prima e devolve em forma de espelho. Vale ouvir por três motivos. Primeiro, porque é um retrato curto e honesto de como nasce um espetáculo independente no Rio hoje, com o apoio da Funarj e a realização da Produtora Constelar. Segundo, porque Ruy puxa o fio do ofício — ensaio, criação coletiva, presença em cena — em vez de ficar na superfície promocional. E terceiro, porque cabe num intervalo do dia: quinze minutos para entender por que Fábio Jr. virou ponto de partida pra falar de relação adulta, machismo afetivo e a comédia como ferramenta de crítica. ### Destaques - Conhecer 'As Metades da Laranja', comédia musical idealizada por Tauã Delmiro sobre os clichês do melodrama romântico - Entender por que o repertório de Fábio Jr. virou trilha e fio condutor da peça - Descobrir como três atores encarnam todos os personagens sem cenografia, só com corpo e humor - Ouvir Tauã e Tony falarem do processo criativo e da química do trio com Analu Pimenta e Victor Maia - Mapear quem está por trás da realização: Funarj, Prio3, Rádio Laura e Produtora Constelar ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma ficha clara da peça: elenco, conceito, tom e onde se encaixa no teatro carioca atual - Aqui você entende como uma comédia popular pode ser também leitura crítica de amores tóxicos - Você termina o episódio com a sensação de que minimalismo cênico é escolha estética, não limitação - Aprende como artistas independentes articulam apoio institucional e produção para colocar espetáculo de pé --- ### Papo com Ruy #66: Bruno Bacelar e "João Caetano ou Morte" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-66-bruno-bacelar-e-joao-caetano-ou-morte **Publicado:** 2023-03-23 · 12min **Tópicos:** teatro-brasileiro, joao-caetano, identidade-nacional, dramaturgia, teatro-carioca, bicentenario-da-independencia, entrevista, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=GAAPY_7LQlw > Entrevista com Bruno Bacelar! Em pouco mais de doze minutos, Ruy Jobim recebe o ator e dramaturgo Bruno Bacelar para um papo direto sobre 'João Caetano ou Morte', espetáculo escrito a quatro mãos com Rohan Baruck que coloca em cena dois personagens improváveis para discutir o Brasil dos 200 anos de independência. A conversa começa pelo gesto fundador da peça — um ensaio fictício em que biografias se cruzam — e abre espaço para entender por que João Caetano, pioneiro do teatro brasileiro do século XIX, ainda diz tanto sobre a busca de uma identidade nacional que insiste em não se completar. Bacelar conta o processo de criação, o tom de humor que sustenta a dramaturgia e a aposta em fazer dos embates dos dois biografados um espelho das ancestralidades dos próprios atores em cena. Ruy puxa o fio que mais lhe interessa: o autoconhecimento como ferramenta política e artística, o lugar do teatro carioca hoje e a cadeia de afetos que faz uma peça independente nascer — da Rádio Laura à Funarj, passando pela Produtora Constelar e o oferecimento da Prio. É uma entrevista curta no relógio, mas densa no que revela sobre como se faz teatro no Rio em 2022. Vale ouvir por dois motivos: para quem acompanha a cena teatral, é um retrato fresco de um espetáculo que cruza pesquisa histórica com riso; para quem chega pelo rádio e pela cultura, é um lembrete de que comunicação e palco dividem a mesma matéria-prima — a voz, o corpo, a presença. Ruy entrevista como quem conversa, e Bacelar responde como quem ainda está costurando a peça por dentro. ### Destaques - Conhecer 'João Caetano ou Morte', peça de Bruno Bacelar e Rohan Baruck sobre identidade nacional brasileira - Entender por que João Caetano, pioneiro do teatro do século XIX, segue sendo chave para ler o Brasil - Acompanhar como o humor vira ferramenta para discutir os 200 anos de independência - Ouvir Bacelar contar o processo de criação e o jogo cênico entre os dois atores em cena - Mapear a rede que sustenta o espetáculo: Rádio Laura, Funarj, Produtora Constelar e Prio - Captar o olhar de Ruy Jobim sobre teatro carioca, ancestralidade e autoconhecimento ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo a proposta dramatúrgica de 'João Caetano ou Morte' e o que ela debate sobre identidade brasileira - Aqui você aprende como um espetáculo independente se articula no Rio — parceiros, apoio institucional e produção - Você sai com a percepção de que teatro e rádio compartilham um mesmo trabalho de voz, presença e escuta - Você fica com pistas para acompanhar Bruno Bacelar e a cena teatral carioca contemporânea --- ### Papo com Ruy #67: Stella Maria, Andre Celant e João Fonseca em "Alzira Power" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-67-stella-maria-andre-celant-e-joao-fonseca-em-alzira-power **Publicado:** 2023-03-23 · 34min **Tópicos:** teatro, alzira-power, dramaturgia, stella-maria, andre-celant, joao-fonseca, cena-carioca, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=sZykkLxaUzg > Estranha aos olhos dos outros por tomar atitudes pouco comuns para seu tempo, encara a vida com a rebeldia dos que se recusam a se enquadrar No vigésimo primeiro episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim abre espaço para uma conversa que cruza rádio, teatro e literatura a partir de Alzira Power, peça que ganhou nova montagem com Stella Maria no papel-título, André Celant como Ernesto e João Fonseca na direção. O ponto de partida é uma personagem incômoda — uma mulher que recusa o lugar reservado a ela pelo seu tempo e transforma a própria sala de casa em palco de um jogo de poder com um vendedor casado, conformado, atraído pela porta deixada aberta de propósito. Ruy puxa o fio dessa anarquia doméstica para entender como atriz, ator e diretor traduzem em corpo e voz uma escrita que provoca tanto quanto desconforta. A conversa tem o tom direto que virou marca da casa: pouca cerimônia, muita escuta. Stella Maria fala do desafio de habitar uma figura que não pede empatia barata; André Celant conta como construiu um Ernesto humilhado, pressionado e, ao mesmo tempo, espelho de uma masculinidade média; João Fonseca abre o trabalho de mesa, a leitura do texto e as escolhas de encenação que fazem o público sair do teatro com mais perguntas do que respostas. No meio do caminho, o trio costura ofício de palco com a tradição da palavra falada — território natural de quem ouve a Escola de Rádio. Vale ouvir porque é um encontro raro entre gente de teatro e um entrevistador formado pelo microfone. Em 35 minutos, o episódio entrega bastidor de montagem, leitura crítica de personagem e um retrato honesto do que move artistas a remontar um texto incômodo no Rio de hoje, com Rádio Laura na produção sonora e a Constelar na realização. Para quem acompanha cultura, dramaturgia e a cena carioca, é meia hora bem investida. ### Destaques - Conhecer Alzira pela voz de Stella Maria, atriz que defende a personagem-título - Entender o Ernesto de André Celant, o vendedor que entra em casa e não sai mais o mesmo - Ouvir João Fonseca sobre a direção e as escolhas de encenação da remontagem - Discutir como teatro e rádio conversam pela palavra falada e pela construção de voz - Acompanhar bastidores da montagem realizada pela Produtora Constelar com apoio da FUNARJ - Provocar uma leitura sobre rebeldia feminina e masculinidade conformada em cena ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura mais afinada da personagem Alzira e do jogo de poder que sustenta a peça - Aqui você aprende como atores e diretor pensam construção de personagem a partir de um texto provocador - Você sai com referências concretas para assistir Alzira Power e acompanhar o trabalho de Stella Maria, André Celant e João Fonseca - Você percebe pontes entre ofício de palco e ofício de microfone, úteis para quem estuda voz e interpretação --- ### Papo com Ruy #68: Mônica Bittencourt e a peça "Perversa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-68-monica-bittencourt-e-a-peca-perversa **Publicado:** 2023-03-23 · 21min **Tópicos:** teatro-carioca, monologo, dramaturgia, monica-bittencourt, gustavo-rocha, amor-contemporaneo, entrevista, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=diwyNz0cV0A > PERVERSA é uma obra teatral que mergulha nas complexidades do amor, explorando seus aspectos mais belos, patéticos e terríveis Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz Mônica Bittencourt para uma conversa franca sobre PERVERSA, monólogo que ela co-escreveu com Gustavo Rocha — também diretor da peça — e que vem provocando plateias com uma pergunta incômoda: 'Sou um monstro ou isso é ser uma pessoa?'. Em vinte e dois minutos, a entrevista atravessa o processo de criação da obra, o desafio físico e emocional de carregar sozinha o palco e a decisão deliberada de tratar o amor sem romantização, expondo o que ele tem de belo, patético e terrível ao mesmo tempo. Mônica conta como nasceu a personagem que leva seu próprio nome — uma narradora que arrasta o público por amores e desamores levados ao extremo — e por que a dupla optou por costurar humor, cinismo e perversidade num mesmo tecido dramático. A conversa toca em pontos que interessam a quem faz e a quem consome teatro contemporâneo: a alegoria de terror que a peça constrói sobre relacionamentos fugazes, o desamparo afetivo da vida urbana e essa incapacidade tão atual de amar sem matar o que se ama. Ruy provoca a convidada sobre construção de voz, presença em cena no monólogo e os bastidores de uma produção carioca que reúne Rádio Laura, Funarj e Produtora Constelar. Vale ouvir porque é uma fotografia honesta do teatro carioca em 2026 — um recorte de bastidor sobre como uma atriz-autora pensa o próprio ofício, sem o verniz das entrevistas promocionais. Para quem trabalha com voz, locução ou dramaturgia, é uma aula curta sobre transformar texto em corpo. Para quem só gosta de boa conversa, é Ruy Jobim fazendo o que faz de melhor: tirar do convidado aquilo que normalmente não aparece no release. ### Destaques - Conhecer a gênese de PERVERSA, monólogo co-escrito por Mônica Bittencourt e Gustavo Rocha - Entender por que a peça mistura humor, cinismo e perversidade para falar de amor - Ouvir Mônica explicar o que é sustentar sozinha um palco em formato de monólogo - Discutir a 'alegoria de terror' construída sobre relacionamentos contemporâneos - Explorar o desamparo afetivo e a incapacidade de amar como temas centrais da obra - Conhecer os bastidores da produção carioca com Rádio Laura, Funarj e Constelar ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma leitura mais afiada sobre como o teatro contemporâneo encara o amor sem clichê - Aqui você aprende como uma atriz-autora pensa a construção de personagem que leva o próprio nome - Você sai com referências concretas sobre o circuito teatral carioca de 2026 e seus parceiros institucionais - Você ganha vocabulário para falar de monólogo, presença em cena e o uso do humor como ferramenta dramática --- ### Papo com Ruy #65: Leandro Fazolla e "Uma História de Rabos Presos" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-65-leandro-fazolla-e-uma-historia-de-rabos-presos **Publicado:** 2023-03-09 · 20min **Tópicos:** teatro-infantojuvenil, cia-cerne, ruth-rocha, leandro-fazolla, teatro-carioca, cultura-e-cidadania, funk-no-teatro, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=OjkeLiK-WWk > Conheça Leandro Fazolla nessa incrivel entrevista! No episódio #20 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Leandro Fazolla para uma conversa que sai do estúdio e vai direto para o palco — mais especificamente, para o universo do teatro infantojuvenil que pensa criança como gente grande, capaz de discutir poder, política e cidadania sem perder a graça nem o jogo cênico. O ponto de partida é "Uma História de Rabos Presos", segundo espetáculo da Cia. Cerne voltado ao público infantojuvenil, inspirado na obra de Ruth Rocha e embalado pelo ritmo do funk. Em vinte e poucos minutos de papo, Fazolla conta como nasce um espetáculo que transforma uma metáfora popular — a do "rabo preso" entre figuras poderosas — em fábula visual, musical e provocadora. A conversa interessa a quem faz teatro, a quem programa cultura e a quem trabalha com comunicação para infância. Fazolla detalha o processo da Cia. Cerne, o desafio de escrever um texto ágil para plateias que não toleram lengalenga, e a aposta de usar funk como linguagem para falar de ética pública com crianças e adolescentes. Ruy puxa o fio pelo lado da formação — afinal, o que cabe a um espetáculo infantojuvenil quando o assunto é cidadania? — e o convidado responde sem moralismo: a peça quer estimular a curiosidade e o questionamento, e, de quebra, fazer o adulto que acompanha revisitar o próprio olhar. É um episódio curto, direto e útil para quem se interessa pelos bastidores do teatro carioca, pela cena independente do Rio e pelo modo como artistas têm articulado financiamento, apoio institucional e narrativa autoral. No caminho aparecem os nomes que sustentam a montagem — Rádio Laura, Prio, Funarj, Produtora Constelar — e fica clara a importância de uma cadeia de apoio para que projetos de risco simbólico cheguem ao palco. Para o ouvinte do Papo com Ruy, é um retrato concentrado de como se faz cultura para crianças hoje no Brasil: com humor, ritmo, rigor e uma boa dose de coragem para tratar criança como interlocutor, não como audiência passiva. ### Destaques - Conhecer Leandro Fazolla e o trabalho da Cia. Cerne no teatro infantojuvenil - Entender a gênese de "Uma História de Rabos Presos", inspirada em Ruth Rocha - Discutir como o funk vira linguagem cênica para falar de poder com crianças - Mapear a rede de apoio do espetáculo: Rádio Laura, Prio, Funarj e Constelar - Refletir sobre teatro como ferramenta de formação de cidadania desde a infância - Ouvir Ruy Jobim explorar o cruzamento entre teatro, rádio e cultura carioca ### O que você leva desse episódio - Aqui você entende como uma metáfora popular vira dramaturgia infantojuvenil - Você termina o episódio com referências concretas de teatro infantil que leva tema sociopolítico a sério - Aqui você aprende como articular linguagem pop (funk) com pauta de cidadania sem infantilizar a criança - Você sai com o nome de uma companhia, de um espetáculo e de uma rede de apoio para acompanhar --- ### Papo com Ruy #63: Márcia Santos e a peça "As Pessoas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-63-marcia-santos-e-a-peca-as-pessoas **Publicado:** 2023-02-23 · 27min **Tópicos:** teatro, monologo, teatro-carioca, entrevista, marcia-santos, comportamento-contemporaneo, producao-independente, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=hjzF8LEMU9I > Conheça Márcia Santos nessa surpreendente entrevista! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Márcia Santos — atriz, produtora e autora — para uma conversa que parte do palco e se desdobra em reflexão sobre o tempo em que vivemos. O ponto de partida é o monólogo "As Pessoas", peça que Márcia escreve, produz e protagoniza, dirigida por Rogério Fanju. Em cena, ela dá corpo a Zelma, mulher instruída, cansada e em fricção com o próprio entorno, que ergue uma muralha simbólica de caixas e livros para se proteger do mundo lá fora. Esse gesto cênico abre o terreno para a entrevista: o que sobra de uma pessoa quando ela percebe que não cabe mais no script coletivo? A conversa é curta, direta e surpreendente, fiel ao formato do programa. Ruy puxa Márcia para falar do processo de escrever um texto autoral, dos riscos de subir sozinha ao palco e do incômodo produtivo de encarar um espelho que não devolve resposta pronta. A peça ataca, com humor crítico, esse vício contemporâneo de analisar "as pessoas" sempre na terceira pessoa — esse coletivo abstrato que serve para julgar o outro e nunca a si mesmo. Márcia desmonta a expressão e devolve a pergunta: que entidade incorpórea é essa que chamamos de "as pessoas"? Vale ouvir por três motivos. Primeiro, pelo retrato de uma artista que assume todas as cadeiras do projeto — autoria, produção, atuação — num teatro carioca que insiste em existir entre apoios institucionais e produção independente. Segundo, pela conversa sobre comportamento contemporâneo, solidão intelectual e o cansaço de quem percebe demais. Terceiro, porque é Ruy Jobim no que faz de melhor: entrevista enxuta, curiosa, sem perguntas decoradas, que trata teatro, rádio e literatura como partes do mesmo ofício de construir cultura no Brasil. ### Destaques - Conhecer Márcia Santos, atriz, produtora e autora do monólogo "As Pessoas" - Entender a gênese de Zelma, personagem que ergue muralhas de livros para se proteger do mundo - Discutir o vício coletivo de julgar "as pessoas" sempre na terceira pessoa - Ouvir os bastidores de uma produção independente do teatro carioca, com direção de Rogério Fanju - Acompanhar Ruy Jobim numa entrevista curta, direta e fora do script óbvio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com vontade de assistir "As Pessoas" e olhar pro próprio reflexo nesse coletivo abstrato - Aqui você entende como uma artista sustenta autoria, produção e atuação num mesmo projeto - Você leva uma reflexão sobre solidão intelectual e cansaço contemporâneo que extrapola o palco --- ### Papo com Ruy #64: Tatiana Vereza e "Carne de Segunda" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-64-tatiana-vereza-e-carne-de-segunda **Publicado:** 2023-02-23 · 16min **Tópicos:** teatro, entrevista, tatiana-vereza, carne-de-segunda, feminismo-no-teatro, teatro-carioca, violencia-de-genero, dramaturgia **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=AFQI24ma2Dc > Conheça Tatiana Vereza nessa incrível entrevista que vai mudar sua visão! No episódio #19 do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz Tatiana Vereza para uma conversa breve, mas intensa, sobre o solo teatral "Carne de Segunda" — espetáculo que coloca em cena uma mulher que decide assumir as rédeas da própria vida apesar de tudo que dizem sobre ela: bruta, violenta, safada, gorda, feia, louca. Em pouco mais de quinze minutos, atriz e entrevistador atravessam a peça por dentro, discutindo de onde vem a personagem, como o palco se transforma em arena política e por que o teatro contemporâneo continua sendo um dos lugares mais potentes para confrontar a violência doméstica e de gênero no Brasil. O tom é o que o programa já consolidou: entrevista direta, sem rodeio, com Ruy puxando a história do ofício enquanto deixa a convidada respirar. Tatiana fala da construção do solo, dos mecanismos cotidianos de silenciamento da mulher potente e da escolha de levar essa dor para o tablado em vez de esconder. A conversa também passa pela rede que sustenta o trabalho — Rádio Laura, Funarj, Produtora Constelar, oferecimento Prio3 — mostrando como um espetáculo independente se ergue no Rio hoje. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é raro ver uma artista articular com tanta clareza a ponte entre experiência pessoal, dramaturgia e ação política sem cair no panfleto. Segundo, porque Ruy tem um jeito de entrevistar que extrai contexto de bastidor — figurino, direção, circulação — sem perder o fio da emoção. Quem gosta de teatro carioca, dramaturgia feminista ou simplesmente de uma boa conversa sobre o que move alguém a subir no palco vai sair daqui com referência nova para anotar. ### Destaques - Conhecer Tatiana Vereza e o solo "Carne de Segunda" pela voz da própria atriz - Entender como a peça transforma rótulos impostos à mulher em matéria-prima cênica - Ouvir sobre os mecanismos de silenciamento da mulher potente e como o teatro responde a eles - Mapear a rede de apoio do espetáculo: Rádio Laura, Funarj, Prio3 e Produtora Constelar - Acompanhar Ruy Jobim explorando a fronteira entre arte, política e violência de gênero ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que "Carne de Segunda" é mais do que um solo: é um manifesto cênico contra a violência doméstica - Aqui você aprende como uma atriz transforma os adjetivos usados para calar mulheres em combustível dramatúrgico - Você sai com um nome novo do teatro carioca contemporâneo no radar — e com vontade de ver a peça ao vivo --- ### Papo com Ruy #62: João Guilherme Toasco entrevista o diretor da Escola de Rádio **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-62-joao-guilherme-toasco-entrevista-o-diretor-da-escola-de-radio **Publicado:** 2023-02-14 · 36min **Tópicos:** papo-com-ruy, ruy-jobim, dia-mundial-do-radio, historia-do-radio, locucao, escola-de-radio, entrevista, radio-no-brasil **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=0kyo3AeHijs > Entrevista com Ruy Jobim no Dia Mundial do Rádio! No Dia Mundial do Rádio, o jogo se inverte no Papo com Ruy: quem entrevista é o jornalista João Guilherme Toasco, e o entrevistado é o próprio Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio, locutor com décadas de microfone e um dos nomes que ajudaram a costurar a memória do rádio brasileiro fora dos manuais. Em 36 minutos de conversa direta, Toasco puxa o fio biográfico de Ruy para entender como um menino apaixonado por ondas hertzianas virou professor de gerações inteiras de comunicadores, e por que ele insiste em tratar o rádio como linguagem viva, não como peça de museu. O episódio funciona como uma aula camuflada de entrevista. Ruy fala da formação, dos mestres que ouviu, dos bastidores das emissoras que passaram pela sua vida e da decisão de fundar uma escola para ensinar locução, técnica vocal e história do rádio quando quase ninguém estava olhando para esse lado do ofício. Entre uma lembrança e outra, sobra espaço para o que realmente importa: a defesa do rádio como veículo afetivo, da palavra falada como ferramenta de presença e da escuta como exercício profissional. Vale ouvir tanto para quem sonha em viver de voz quanto para quem só gosta de boa conversa. É curto, é denso, e tem aquele clima de papo entre dois caras que respeitam o microfone — um perguntando com calma de jornalista de rua, o outro respondendo com o tempo de quem já contou essa história mil vezes mas ainda acha graça em contar de novo. ### Destaques - Inverter o jogo: desta vez quem senta no banco do entrevistado é o próprio Ruy Jobim - Mergulhar na trajetória do diretor da Escola de Rádio, do primeiro microfone até a sala de aula - Celebrar o Dia Mundial do Rádio com memória afetiva e história do veículo no Brasil - Entender por que Ruy fundou uma escola dedicada à locução e à formação de comunicadores - Acompanhar o estilo direto de João Guilherme Toasco entrevistando um veterano do rádio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão mais humana e biográfica de quem é Ruy Jobim por trás do título de professor - Aqui você entende por que o rádio segue relevante mesmo na era do streaming, pela voz de quem viveu várias eras do veículo - Você leva referências concretas sobre formação em locução e o caminho de quem quer trabalhar com voz no Brasil - Você sai com um retrato do Dia Mundial do Rádio contado de dentro, por quem dedica a vida ao microfone --- ### Papo com Ruy #59: Graciela Pozzobon e a importância da audiodescrição **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-59-graciela-pozzobon-e-a-importancia-da-audiodescricao **Publicado:** 2023-02-09 · 33min **Tópicos:** audiodescricao, acessibilidade, comunicacao-inclusiva, teatro-acessivel, radio, producao-cultural, libras, cinema-falado **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=UMk4-H6uvvU > Bate papo com Graciela Pozzobon, produtora Cinema falado, abordando a importância da acessibilidade na comunicação Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Graciela Pozzobon, produtora da Cinema Falado, para uma conversa que coloca a acessibilidade no centro da comunicação contemporânea. Em pouco mais de meia hora, o bate-papo costura experiência prática, sensibilidade e técnica para mostrar que audiodescrição não é um adendo de boas intenções — é linguagem, é ofício e é direito. Graciela traz a vivência de quem produz acessibilidade audiovisual no Brasil e ajuda a desmontar a ideia de que o tema interessa apenas a quem tem deficiência visual: trata-se, no fim, de qualidade narrativa para todo mundo. O tom é direto, próximo, com a curiosidade característica do programa. Ruy puxa o fio do rádio — território em que a palavra precisa pintar imagem — para conectar com o trabalho de descrever cenas, gestos e atmosferas no audiovisual e no teatro. A conversa passa pela rotina do roteiro de audiodescrição, pelas escolhas estéticas que separam o descritivo cru do verdadeiramente expressivo, e pelo papel da locução nesse processo. Há ainda espaço para falar do mercado, da formação ainda escassa de profissionais e da pressão crescente por inclusão real em produções culturais cariocas. Vale ouvir porque o episódio funciona como uma porta de entrada honesta: quem nunca pensou no assunto sai com outra escuta, e quem já trabalha com voz, rádio ou teatro encontra reflexões aplicáveis ao que faz amanhã. É um diálogo sobre presença, tempo e respeito ao público — temas que deveriam estar no centro de qualquer comunicação que pretenda durar. ### Destaques - Entender o que é audiodescrição e por que ela é parte da comunicação, não um extra - Conhecer o trabalho da Cinema Falado e a trajetória de Graciela Pozzobon - Discutir como rádio, teatro e audiovisual se cruzam no ofício de narrar imagens - Refletir sobre acessibilidade como qualidade narrativa, não obrigação burocrática - Mapear o cenário carioca de teatro acessível e produção inclusiva - Ouvir bastidores de quem escreve e dirige roteiros de audiodescrição ### O que você leva desse episódio - Você sai com uma definição clara de audiodescrição e do seu lugar dentro da comunicação - Aqui você aprende a enxergar acessibilidade como decisão criativa, não como custo extra - Você termina o episódio entendendo por que locutores e profissionais de voz precisam dominar essa linguagem - Você ganha referências de quem está produzindo cultura acessível no Rio de Janeiro hoje --- ### Papo com Ruy #60: Ramon Matheus, vocalista da banda "Tem Amor" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-60-ramon-matheus-vocalista-da-banda-tem-amor **Publicado:** 2023-02-09 · 23min **Tópicos:** musica-brasileira, banda-tem-amor, cena-carioca, entrevista, musica-independente, ramon-matheus, cultura-rj **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=_sNPw_UUoCQ > Bate-papo com Ramon Matheus, conheça o vocalista da banda "Tem Amor" nessa entrevista cheia de amor! Neste episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim recebe Ramon Matheus, vocalista e um dos rostos da banda carioca Tem Amor. Em pouco mais de vinte minutos, a conversa percorre o que move um grupo que decidiu, em plena efervescência da cena independente do Rio, fundar uma banda cuja matéria-prima é justamente aquilo que a gente costuma achar batido demais para virar repertório: o amor. Amor romântico, amor-próprio, amor pela música, amor pelo ofício. A entrevista escapa do óbvio porque Ramon não está ali vendendo um disco — está contando como se constrói uma identidade artística em volta de uma palavra que todo mundo acha que conhece. O tom é o que o ouvinte já espera de Ruy: pergunta curta, escuta longa. Sobra espaço para Ramon falar de bastidor — como a banda nasceu em 2015, como o repertório foi se moldando pela vivência dos integrantes, e como é manter um projeto autoral vivo entre shows, ensaios e a rotina de um músico carioca. Há também o recorte que interessa a quem acompanha a Escola de Rádio: a relação entre a canção popular brasileira, o rádio e o palco do teatro carioca, três territórios que continuam se alimentando mesmo quando o mercado finge que não. Vale ouvir se você curte conhecer artistas antes de eles virarem manchete, se trabalha com comunicação e quer entender como um músico pensa narrativa, ou se simplesmente está procurando uma trilha nova para colocar no fim de tarde. É um episódio leve, mas que deixa pista — daquelas conversas curtas que terminam com você procurando a banda no streaming. ### Destaques - Conhecer a origem da banda Tem Amor, fundada em 2015 no Rio de Janeiro - Entender por que o amor virou tema-eixo do repertório, e não só letra ocasional - Ouvir Ramon Matheus falar do processo de compor a partir de afeto, sem cair em clichê - Mapear como a cena carioca de música autoral se cruza com teatro e rádio - Descobrir referências e influências que moldam a sonoridade do grupo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com a banda Tem Amor no radar e uma porta de entrada pelo próprio vocalista - Aqui você entende como um artista independente constrói identidade em volta de um conceito simples - Sai com uma leitura mais afiada sobre a cena musical carioca contemporânea e seus pontos de contato com rádio e teatro --- ### Papo com Ruy #61: Conheça Jefferson Almeida **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-61-conheca-jefferson-almeida **Publicado:** 2023-02-09 · 41min **Tópicos:** teatro, entrevista, direcao-teatral, dramaturgia, processo-criativo, teatro-carioca, principio-da-incerteza, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=x0ll1cm3wYI > Uma entrevista incrível com Jefferson Almeida e seu mais recente espetáculo de teatro! Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Jefferson Almeida para uma conversa direta sobre o ofício do teatro, a sala de ensaio como laboratório e o espetáculo Princípio da Incerteza, dirigido por Jefferson em parceria de dramaturgia com Rosyane Trotta. Mais do que divulgar uma estreia, a entrevista funciona como um corte transversal no método: o que acontece quando se entra em cena sem roteiro fechado, sem meta de chegada, e a escrita passa a nascer do que se escuta no ensaio e do que se sofre fora dele. Em pouco mais de quarenta minutos, Ruy puxa Jefferson para falar de processo — não de release. O papo atravessa a lógica de criação compartilhada, a tensão entre direção e dramaturgia em construção simultânea, e o jeito de encarar a incerteza como matéria-prima e não como obstáculo. Há espaço também para o circuito teatral carioca, o papel de instituições como a Funarj no apoio institucional e a estrutura de produção que sustenta um trabalho experimental — com Rádio Laura na realização sonora, Produtora Constelar na realização e Prio como oferecimento. Vale ouvir por três motivos. Primeiro, porque é raro um diretor falar com tanta franqueza sobre o que ele ainda não sabe sobre o próprio espetáculo. Segundo, porque Ruy conduz no ritmo que o programa firmou: pergunta curta, escuta longa, sem pressa de fechar verdade. Terceiro, porque o episódio funciona como uma pequena aula sobre o que significa fazer teatro de pesquisa hoje no Rio — o que entra na sala, o que sai, e o que precisa ser dito em voz alta para o trabalho existir. ### Destaques - Conversa com Jefferson Almeida sobre direção, processo e a estreia de Princípio da Incerteza - Discutir a parceria de dramaturgia em processo com Rosyane Trotta - Entender por que a sala de ensaio vira ponto de partida da escrita, e não o contrário - Mapear a estrutura de produção: Rádio Laura, Funarj, Prio e Produtora Constelar - Refletir sobre o teatro carioca de pesquisa e o lugar da incerteza como método ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo como um espetáculo pode nascer sem roteiro fechado - Aqui você aprende como direção e dramaturgia podem se construir em paralelo, no mesmo ensaio - Você sai com uma leitura prática de como apoio institucional sustenta teatro experimental no Rio - Você ganha um vocabulário melhor para falar sobre processo criativo — não só sobre resultado --- ### Papo com Ruy #58: Rossana Fisciletti **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-58-rossana-fisciletti **Publicado:** 2023-02-02 · 25min **Tópicos:** consumidor-4-0, direito-do-consumidor, industria-4-0, marketing-digital, transformacao-digital, entrevista, papo-com-ruy **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=R5cpcAVhU4Q > Desculpem pela interferência no vídeo Neste episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Rossana Fisciletti para uma conversa que mistura direito do consumidor, transformação digital e os bastidores de quem decidiu transformar pesquisa acadêmica em livro. Logo na abertura, Ruy avisa: o vídeo teve interferência técnica, mas o áudio segue firme — e a conversa, segundo ele mesmo, é importante demais para ser podada por causa de um chiado. A escolha de manter o material no ar dá o tom de toda a entrevista: aqui o que vale é o conteúdo, não o acabamento de estúdio. O fio condutor é a obra de Rossana sobre o Consumidor 4.0 — a figura que nasce no meio da Indústria 4.0, vive de algoritmo, recomendação e compra por impulso digital, e desafia conceitos clássicos do direito do consumo como boa-fé, confiança e vulnerabilidade. Rossana explica como tecnologias disruptivas remodelaram a relação entre quem vende e quem compra, e por que isso obriga advogados, economistas, administradores e profissionais de marketing a repensar manuais que ainda tratam o consumidor como um sujeito passivo de catálogo impresso. Ruy puxa o assunto para o terreno que conhece — comunicação, rádio, vínculo com a audiência — e a conversa naturalmente cruza consumo, mídia e cultura. É um episódio para quem gosta de ver rádio conversando com o mundo lá fora. Em 25 minutos, Papo com Ruy entrega um retrato direto de uma pesquisadora que olha para o consumidor contemporâneo sem nostalgia e sem alarmismo, e mostra por que esse debate interessa a qualquer comunicador que precise entender o ouvinte de 2026. ### Destaques - Apresentar Rossana Fisciletti e o contexto da obra sobre Consumidor 4.0 - Discutir como tecnologias disruptivas redesenham a relação consumidor x fornecedor - Revisitar princípios clássicos: boa-fé, confiança e presunção de vulnerabilidade - Conectar Indústria 4.0, marketing digital e novos hábitos de compra - Mostrar por que o tema atravessa Direito, Economia, Administração e Comunicação - Conversar sobre o ofício de transformar pesquisa densa em livro acessível ### O que você leva desse episódio - Você entende quem é o Consumidor 4.0 e por que ele quebra modelos jurídicos antigos - Você sai com vocabulário novo para discutir consumo digital com clientes e ouvintes - Você percebe como Indústria 4.0 e marketing rápido afetam quem produz conteúdo - Você termina o episódio com uma referência de leitura para aprofundar o tema --- ### Papo com Ruy #57: Valeria Andrade: a história da locutora Val Andrade **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-57-valeria-andrade-a-historia-da-locutora-val-andrade **Publicado:** 2023-01-30 · 64min **Tópicos:** locucao, historia-do-radio, radio-no-brasil, mudanca-de-carreira, bastidores-de-estudio, voz-feminina, radio-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=dglNSET5gi4 > Em Janeiro de 23, Ruy Jobim e Valéria Andrade bateram um papo sobre mudança de profissão, rádio, bastidores Em janeiro de 2023, Ruy Jobim recebeu Valéria Andrade — a Val Andrade que muita gente conheceu pela voz antes de conhecer pelo nome — para uma conversa que escapa do roteiro de entrevista de rádio e vira retrato de ofício. Val chega contando como um dia trocou de profissão, atravessou portas que pareciam fechadas e foi parar atrás de um microfone, num tempo em que locução feminina ainda precisava brigar por espaço de fala. O papo é leve, mas não raso: enquanto rola o bom humor que o ouvinte do canal já reconhece, Ruy puxa o fio dos bastidores — o estúdio por dentro, o tipo de chefia que forma e o tipo que destrói, o microfone como instrumento de trabalho e a voz como identidade construída. O episódio vale como documento afetivo do rádio brasileiro contado por quem viveu de dentro. Val não recita currículo: ela conta histórias de cabine, de programa ao vivo, de erro engraçado, de decisão profissional que muda tudo. Ruy, professor de rádio antes de apresentador, sabe exatamente onde apertar — pergunta sobre técnica, sobre escolha de palavra, sobre o que separa quem só fala bonito de quem comunica. É o tipo de entrevista que serve igualmente para o ouvinte curioso, para o aluno de locução e para o profissional veterano que quer ouvir um colega pensar em voz alta. O tom é de mesa de bar entre gente que se respeita: sem reverência boba, sem hierarquia, com aquela cumplicidade de quem dividiu estúdio em alguma vida. Quem acompanha a Escola de Rádio e a série de entrevistas do Ruy vai reconhecer o formato — papo curto, direto, generoso em pista prática — e quem está chegando agora ganha uma boa porta de entrada para a história viva do rádio no Rio. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Valéria Andrade da mudança de profissão até a consolidação como locutora - Ouvir bastidores reais de estúdio e de programa ao vivo contados por quem operou o microfone - Entender como uma voz feminina se afirma num mercado historicamente masculino - Acompanhar Ruy Jobim destrinchando técnica de locução com quem fez carreira disso - Pegar referências de cultura de rádio carioca e do circuito de teatro do Rio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção concreta de como uma carreira em locução se constrói na prática, longe do curso ideal - Aqui você aprende a escutar voz como ofício — escolha de palavra, respiração, intenção — e não só como timbre bonito - Você leva referências históricas do rádio brasileiro contadas em primeira pessoa, não em verbete - Você sai com a sensação de que mudar de profissão e recomeçar é decisão técnica, não só coragem --- ### Papo com Ruy #54: Fabricio Neri e Gaia Patricia em "Seu Miguel Seu Miguel" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-54-fabricio-neri-e-gaia-patricia-em-seu-miguel-seu-miguel **Publicado:** 2023-01-12 · 16min **Tópicos:** teatro, teatro-de-formas-animadas, marionetes, teatro-infantojuvenil, teatro-carioca, grupo-depois-do-ensaio, entrevista, cultura **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=7eWuD2vhEsA > O Grupo Depois do Ensaio trás ao público uma história recheada de encontros e esperança No nono episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Fabricio Neri e Gaia Patricia, do Grupo Depois do Ensaio, para uma conversa de dezesseis minutos sobre "Seu Miguel, Seu Miguel" — espetáculo infanto-juvenil de cinquenta minutos que aposta na linguagem do Teatro de Formas Animadas, com marionetes e máscaras, para falar de algo aparentemente simples e cada vez mais raro: a capacidade de olhar com atenção para o outro. A história acompanha um artesão que perdeu o sentido do próprio ofício até ser atravessado pela visita de Nina, uma menina cujo sorriso reabre nele um fio de esperança suficiente para seguir acreditando nas pessoas. A conversa transita pelos bastidores da montagem, pelas escolhas estéticas do grupo e pelo desafio de fazer teatro de formas animadas para crianças e jovens sem subestimar o público. Fabricio e Gaia falam do processo coletivo do Depois do Ensaio, da relação entre o trabalho manual do artesão em cena e o trabalho artesanal da própria companhia, e de como marionetes e máscaras carregam camadas que o ator de carne e osso nem sempre alcança. Há espaço também para a circulação da peça, o apoio institucional da Funarj, o oferecimento da Prio3 e a realização da Produtora Constelar, num retrato concreto do ecossistema que sustenta o teatro carioca hoje. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é uma janela direta para uma linguagem cênica pouco comentada nos podcasts brasileiros — o teatro de formas animadas tem tradição forte no país e raramente ganha microfone. Segundo, porque Ruy conduz a entrevista no formato curto e direto que virou marca da casa: sem rodeio, sem promo cansada, focado em entender o que move quem está fazendo. Em quinze minutos, o ouvinte sai com uma noção clara da peça, do grupo e do gesto artístico por trás de "Seu Miguel, Seu Miguel". ### Destaques - Conhecer "Seu Miguel, Seu Miguel", espetáculo do Grupo Depois do Ensaio para crianças e jovens - Entender como o Teatro de Formas Animadas opera com marionetes e máscaras em cena - Ouvir Fabricio Neri e Gaia Patricia sobre o processo coletivo da montagem - Discutir a figura do artesão que reencontra sentido no próprio ofício - Mapear o ecossistema do teatro carioca: Funarj, Prio3 e Produtora Constelar - Conversar sobre fazer arte para infância sem subestimar o público ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção clara do que é Teatro de Formas Animadas e por que ele importa - Aqui você aprende como um grupo independente sustenta uma montagem infanto-juvenil no Rio - Você sai entendendo a aposta dramatúrgica de "Seu Miguel, Seu Miguel" e o gesto por trás do espetáculo - Leva uma referência viva do teatro carioca contemporâneo para acompanhar --- ### Papo com Ruy #55: Bibiana Rozenbaum e Sávio Moll em "Gaivotas" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-55-bibiana-rozenbaum-e-savio-moll-em-gaivotas **Publicado:** 2023-01-12 · 26min **Tópicos:** teatro, teatro-carioca, tchekhov, a-gaivota, bibiana-rozenbaum, savio-moll, producao-cultural, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=nbf4bFQgZj8 > Conheça essa dupla incrivel importante para o teatro do rio de janeiro nesta entrevista Em mais um Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a atriz e produtora Bibiana Rozenbaum e o ator Sávio Moll para uma conversa sobre "Gaivotas", projeto que homenageia os 125 anos da montagem histórica de "A Gaivota", de Anton Tchékhov, pelo Teatro de Arte de Moscou. Mais do que uma releitura, o espetáculo é um gesto de afeto ao ofício — e essa entrevista captura exatamente esse espírito: o de gente que vive o teatro como projeto de vida, não como vitrine. Nos 26 minutos de conversa, Bibiana e Sávio falam sobre o caminho da peça, que nasceu em versão online pelo canal do SESC Rio em 2021, ganhou o palco do Teatro Poeira (Poeirinha) e voltou em 2023 para uma terceira temporada na Casa de Cultura Laura Alvim, dividindo o elenco com Antonio Gonzalez sob direção de Fernando Philbert. Ruy puxa o fio do processo criativo, da escolha de Tchékhov como matriz, do desafio de traduzir um clássico russo para a sensibilidade do teatro carioca de hoje, e de como uma obra de mais de cem anos ainda fala diretamente sobre arte, frustração e desejo. É um episódio para quem gosta de bastidor — daquele tipo que mistura história do teatro, economia da cultura independente no Rio e o trabalho miúdo de manter uma peça viva entre temporadas. Bibiana traz a perspectiva dupla de atriz e produtora, e Sávio entra com a leitura do intérprete que precisa habitar Tchékhov sem caricatura. Curto, direto e com a marca do programa: ouvir quem está construindo cultura no Brasil sem alarde. ### Destaques - Conhecer a história de "Gaivotas", projeto que celebra os 125 anos da encenação de "A Gaivota" pelo Teatro de Arte de Moscou - Entender o caminho da peça do online (SESC Rio, 2021) ao Teatro Poeira e à Casa de Cultura Laura Alvim - Ouvir Bibiana Rozenbaum no papel duplo de atriz e produtora do espetáculo - Acompanhar a leitura de Sávio Moll sobre interpretar Tchékhov no teatro carioca de hoje - Mergulhar no processo de direção de Fernando Philbert e na montagem com Antonio Gonzalez no elenco - Discutir os bastidores da produção independente de teatro no Rio de Janeiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Tchékhov ainda mobiliza atores e plateias mais de um século depois - Aqui você aprende como um projeto teatral atravessa formatos — online, palco pequeno, sala consagrada — sem perder identidade - Você sai com uma leitura de dentro sobre o que sustenta a cena teatral carioca hoje - Você capta como atriz e produtora dividem espaço numa mesma cabeça quando o projeto é autoral --- ### Papo com Ruy #56: Renata Mizrahi e a peça "Coringa" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-56-renata-mizrahi-e-a-peca-coringa **Publicado:** 2023-01-12 · 12min **Tópicos:** teatro-carioca, dramaturgia-brasileira, renata-mizrahi, cia-due, coringa, entrevista, cultura-rj **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=O66t1jIIABk > Entrevista com Renata Mizrahi, autora de sucesso agora comentando sobre seu espetaculo de teatro Coringa Em mais um episódio enxuto do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe a dramaturga Renata Mizrahi para uma conversa sobre Coringa, peça que nasceu de um episódio real — e bizarro — ocorrido na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, pouco antes da pandemia. A história começa quando uma babá é acusada, sem provas, de envenenar o gramado para matar cachorros, num quiprocó que rapidamente escancara a tensão entre mães de crianças e tutores de cães, mas também os contrastes sociais que atravessam a Zona Sul carioca. É desse fato corriqueiro e ao mesmo tempo simbólico que Renata, vencedora do Prêmio Shell em 2015 por Galápagos, costura um texto que vira espetáculo nas mãos da Cia DUE, com Bianca Sacks e Bruna Macaciel. A conversa interessa porque mostra o avesso da criação: como uma autora atenta transforma o ruído do cotidiano em material de cena. Renata fala do que viu como frequentadora da praça com o filho pequeno, Gael, das conversas de cinco anos com as atrizes da DUE até o texto encontrar corpo, e da forma como Coringa usa o microcosmo da praça para discutir coexistência, julgamento social e o jeito carioca de tratar o outro. Ruy conduz a entrevista no ritmo curto que virou marca da casa — direto, sem rodeio, deixando a convidada respirar. Vale ouvir se você gosta de teatro brasileiro contemporâneo, se acompanha a cena carioca, ou simplesmente se interessa por como pequenos acontecimentos urbanos viram dramaturgia. Em treze minutos, dá pra entender de onde veio a peça, com quem ela foi feita e por que esse texto importa agora. ### Destaques - Conhecer a origem real da peça Coringa, inspirada num caso ocorrido na Praça Nossa Sra. da Paz, em Ipanema - Entender como Renata Mizrahi parte da observação do cotidiano para construir dramaturgia - Mapear a parceria de cinco anos entre a autora e a Cia DUE, de Bianca Sacks e Bruna Macaciel - Discutir a tensão entre tutores de cães e mães de crianças como retrato dos contrastes da Zona Sul - Situar o trabalho dentro da trajetória da autora, vencedora do Prêmio Shell 2015 por Galápagos ### O que você leva desse episódio - Você sai com clareza de como um episódio banal de praça pode virar texto teatral - Aqui você entende o método de Renata Mizrahi: observar, escutar e deixar o conflito amadurecer - Você termina o episódio com vontade de assistir Coringa e acompanhar a Cia DUE --- ### Papo com Ruy #53: Clarice Niskier e "A Alma Imoral" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-53-clarice-niskier-e-a-alma-imoral **Publicado:** 2023-01-09 · 20min **Tópicos:** clarice-niskier, alma-imoral, nilton-bonder, teatro-carioca, dramaturgia, entrevista, palco-e-voz, ruy-jobim **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=Loy1jwcGr6w > Surpreendente entrevista com Clarice Niskier! Conheça essa incrível dramaturga e atriz nesse podcast Em uma conversa de pouco mais de vinte minutos, Ruy Jobim recebe Clarice Niskier para uma imersão no que se tornou um dos espetáculos mais longevos do teatro brasileiro contemporâneo: a adaptação cênica de "A Alma Imoral", livro do rabino Nilton Bonder. Mais do que entrevistar uma atriz, Ruy puxa o fio de uma artista que há anos faz da cena um espaço de pergunta — não de resposta — e que transformou um ensaio filosófico-religioso em monólogo capaz de provocar plateias de origens, idades e crenças muito diferentes. Clarice fala com a delicadeza e o humor fino que marcam seu trabalho em palco. Conta como chegou ao texto de Bonder, o que a fisgou na ideia de que romper limites pode ser um gesto ético, e por que a tradição só se mantém viva quando aceita ser traída. A dramaturga divide com Ruy o desconforto produtivo de pôr a plateia para pensar em certo e errado, moral e imoral, herança e transgressão — sem entregar moral da história. O episódio também abre uma janela para o ofício: o que muda na voz, no corpo e na escuta de uma atriz que repete o mesmo espetáculo por anos e ainda assim precisa fazê-lo nascer toda noite. Para quem ouve a Escola de Rádio em busca de comunicadores que dominam a palavra falada, esta é uma aula lateral e preciosa. Clarice é, antes de tudo, uma intérprete da fala — e seu raciocínio sobre presença, ritmo e relação com o público dialoga diretamente com qualquer um que vive de microfone, de palco ou de câmera. Um papo curto, denso e raro com uma das vozes mais singulares do teatro carioca. ### Destaques - Clarice Niskier conta a gênese da adaptação de "A Alma Imoral", do rabino Nilton Bonder - Discutir por que trair a tradição pode ser, paradoxalmente, o ato que a mantém viva - Refletir sobre os limites entre moral e imoral a partir do palco e da plateia - Ouvir uma atriz falar do ofício de repetir um monólogo por anos sem perder a primeira vez - Entender como humor e delicadeza viram ferramentas de pensamento em cena - Conhecer o trabalho de uma das dramaturgas mais autorais do teatro carioca contemporâneo ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que "A Alma Imoral" virou um fenômeno de público que atravessa décadas - Aqui você aprende como uma atriz transforma um texto filosófico em experiência teatral viva - Você leva uma reflexão prática sobre tradição, transgressão e o papel da arte em fazer perguntas - Para quem trabalha com voz e palco, fica um retrato do que sustenta uma intérprete em cena ao longo do tempo --- ### Papo com Ruy #50: Ivan Jaf e Rose: você conhece? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-50-ivan-jaf-e-rose-voce-conhece **Publicado:** 2023-01-06 · 18min **Tópicos:** literatura-infantojuvenil, ivan-jaf, entrevista, escrita-criativa, os-sertoes, canudos, premio-jabuti, mercado-editorial **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=SwgLfgi_f68 > Ivan Jaf é escritor, roteirista, redator e editor brasileiro No sétimo episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Ivan Jaf — um dos nomes mais prolíficos da literatura infantojuvenil brasileira — para uma conversa rápida, mas reveladora, sobre o ofício de quem vive de palavra. Autor de mais de sessenta livros, premiado pela União Brasileira dos Escritores e pela Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil, duas vezes finalista do Prêmio Jabuti, Jaf circula com a mesma desenvoltura entre roteiro, redação publicitária, edição e ficção. Esse trânsito entre linguagens é o que dá liga ao papo: o escritor que também é roteirista, o ficcionista que também passou pela publicidade, o adulto que escolheu falar com crianças e adolescentes sem subestimá-los. O episódio também cruza com um dos projetos mais densos da carreira de Jaf — sua releitura de Os Sertões, que aparece de fundo na descrição do programa, com a guerra de Canudos sendo evocada batalha a batalha, da expedição derrotada de Febrônio de Brito até a vitória do marechal Bitencourt e a degola final dos prisioneiros no arraial. É a literatura usada como ferramenta de memória histórica, e a entrevista deixa entrever como Jaf trabalha esse material para chegar ao leitor jovem sem amaciar a violência do que aconteceu. No formato curto e direto que define o Papo com Ruy, Ruy Jobim conduz uma conversa que interessa a quem vive de comunicação, a quem ensina, a quem escreve — e a qualquer ouvinte que queira entender por que o nome Ivan Jaf aparece nas estantes das bibliotecas escolares do Brasil inteiro. Vinte minutos para conhecer um autor que talvez você já tenha lido sem saber. ### Destaques - Conhecer a trajetória de Ivan Jaf, autor de mais de 60 livros para o público infantojuvenil - Entender como o escritor transita entre ficção, roteiro, redação publicitária e edição - Mergulhar na releitura de Os Sertões e na guerra de Canudos como material literário - Ouvir um dos finalistas do Prêmio Jabuti falar do ofício de escrever para jovens leitores - Descobrir como a literatura infantojuvenil pode tratar de história e violência sem suavizar o real ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo quem é Ivan Jaf e por que o nome dele importa na literatura brasileira - Aqui você aprende como um autor experiente equilibra rigor histórico e linguagem acessível para o público jovem - Você leva uma porta de entrada para Os Sertões pela via da adaptação literária contemporânea - Você sai com uma referência concreta de quem escreve para crianças e adolescentes levando o leitor a sério --- ### Papo com Ruy #51: Adriana Vaz: como publicar um livro com editora **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-51-adriana-vaz-como-publicar-um-livro-com-editora **Publicado:** 2023-01-06 · 36min **Tópicos:** mercado-editorial, publicar-livro, editora-independente, escrita, dicas-para-escritores, bastidores-do-livro, adriana-vaz, letras-virtuais **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=6smzDxO_a1w > Acredite se quiser, escrever o livro é o menor dos seus problemas! Lançar um livro pelas próprias mãos parece a parte difícil — sentar, escrever, fechar a última página. Adriana Vaz, editora à frente da Letras Virtuais, escritora e produtora cultural, desmonta essa ilusão logo nos primeiros minutos da conversa com Ruy Jobim: terminar o manuscrito é, na verdade, o degrau mais baixo de uma escada longa, cheia de decisões técnicas, contratuais e comerciais que poucos autores estreantes enxergam antes de bater na porta de uma editora. Neste episódio do Papo com Ruy, Adriana abre os bastidores do mercado editorial brasileiro com a franqueza de quem já recebeu originais bons, originais ruins e, sobretudo, muitos originais despreparados. Ela explica como funciona a relação entre autor e editora, o que pesa numa avaliação, o papel do preparador e do revisor, como se constrói uma capa que vende, quanto custa de fato colocar um livro na rua e por que tantos projetos morrem na gaveta — não por falta de talento, mas por falta de método. Ruy puxa o fio também para o lado humano: a coragem de se expor, o tempo entre a primeira ideia e o livro físico, a frustração das vendas reais versus a fantasia do best-seller. A conversa interessa a quem sonha em publicar, mas também a quem trabalha com palavra — locutores, roteiristas, jornalistas, professores, podcasters — porque trata de algo mais amplo: como transformar uma voz própria em produto editorial. É uma aula curta de mercado, contada por dentro, com o jeito conversado e sem floreio que virou marca da casa. ### Destaques - Entender por que escrever é só o começo do processo de publicar - Conhecer os bastidores reais do trabalho de uma editora independente - Mapear as etapas entre o original pronto e o livro nas livrarias - Descobrir o que uma editora avalia antes de aceitar um manuscrito - Ouvir a trajetória de Adriana Vaz e da Editora Letras Virtuais - Pegar dicas práticas para autores estreantes que querem ser publicados ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio sabendo o que realmente acontece depois que o autor entrega o original - Aqui você aprende a enxergar o livro como produto editorial, e não só como obra pessoal - Você sai com um checklist mental do que uma editora espera de um escritor que se aproxima - Você entende por que tantos manuscritos bons nunca viram livro — e como evitar esse destino --- ### Papo com Ruy #52: Marina Ribas e a exposição "Mátria" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-52-marina-ribas-e-a-exposicao-matria **Publicado:** 2023-01-06 · 22min **Tópicos:** arte-contemporanea, mulheres-na-arte, exposicoes-rj, curadoria, corpo-feminino, arte-indigena, cultura-carioca **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=gyHDFi8EiNQ > Entrevista com Marina Ribas Matria, a respeito da exposição de arte Mátria, discutindo sobre diversas artistas femininas Marina Ribas senta com Ruy Jobim para um papo que extrapola a moldura da exposição e mira no que está em jogo quando a arte feita por mulheres ocupa, finalmente, paredes que durante séculos foram delas só por acaso. O ponto de partida é "Mátria", mostra que aterrissa no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, reunindo 23 artistas de origens, gerações e identidades distintas — entre elas Kássia Borges, uma das primeiras artistas indígenas a se formar em Artes Plásticas no Brasil, que cursou a graduação nos anos 1980 sem ver uma única mulher citada na bibliografia. Esse detalhe biográfico vira chave de leitura do episódio inteiro: a entrevista é menos sobre catálogo e mais sobre o que sustenta o silêncio histórico em torno das vozes femininas nas artes visuais. A conversa abre o leque para outras duas exposições que, juntas, formam um retrato do momento da arte feita por mulheres no Rio. "Mulherio", na Danielian Galeria, sob curadoria de Viviane Matesco — pesquisadora que vem cavando o tema há duas décadas —, reúne 35 brasileiras de gerações diferentes e empurra o corpo feminino para o terreno ativista e transgressor. Já "Gestos de contato", de Liana Nigri, na Anita Schwartz, transforma o próprio corpo da artista em ferramenta de recusa: à objetificação, ao fetiche, aos modelos idealizados de representação. Marina costura essas três frentes com clareza, sem jargão de release, e Ruy puxa o fio para questões que pulsam fora da galeria — o aborto no Brasil, a violência simbólica sobre o corpo, a desigualdade que continua escrita no DNA do circuito. É um episódio curto, de pouco mais de vinte minutos, mas com densidade incomum: funciona como guia de visita para quem quer ver as três mostras com olhar afiado, e como provocação para quem nunca parou pra pensar por que tanta artista mulher só agora chega ao centro da sala. Vale para o público de arte, para quem trabalha com curadoria, comunicação e cultura, e para qualquer ouvinte interessado em entender como a pauta de gênero se traduz em obra, em parede, em corpo. ### Destaques - Conhecer 'Mátria', mostra com 23 artistas mulheres no Parque das Ruínas - Entender por que Kássia Borges é marco da arte indígena no Brasil - Mapear 'Mulherio', na Danielian, com curadoria de Viviane Matesco - Visitar 'Gestos de contato', de Liana Nigri, na Anita Schwartz - Discutir corpo feminino, aborto e objetificação na arte contemporânea - Cruzar três exposições cariocas que dialogam sobre vozes femininas ### O que você leva desse episódio - Você sai do episódio com um roteiro pronto de três exposições no Rio para visitar com olhar crítico - Aqui você entende como a ausência histórica de mulheres na bibliografia das artes ainda ecoa nas galerias de hoje - Você ganha repertório para conversar sobre corpo, identidade e ativismo feminino na arte contemporânea brasileira --- ### Papo com Ruy #46: Daniel Herz e João Campany em "Dom Pedro I" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-46-daniel-herz-e-joao-campany-em-dom-pedro-i **Publicado:** 2023-01-05 · 12min **Tópicos:** teatro, dom-pedro-i, historia-do-brasil, primeiro-imperio, dramaturgia, radio-laura, teatro-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=yuMB-mOOURM > O legado do império é realmente positivo? Neste quarto episódio do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Daniel Herz e João Campany para uma conversa sobre "Dom Pedro I", peça encenada na Rádio Laura que revisita a figura do primeiro imperador do Brasil sob uma ótica desconfortável e necessária. O ponto de partida é direto: o legado do Primeiro Império é mesmo positivo, ou a história oficial maquiou um governante impulsivo, infiel e autoritário em cima do mito do herói da Independência? Herz e Campany, que assinam o texto ao lado de Roberta Brisson, explicam como o espetáculo costura documento e ficção para devolver Pedro I ao chão — um homem de decisões erráticas, relações familiares marcadas por machismo e um modo de governar que, segundo a leitura dos autores, planta as primeiras sementes da corrupção institucional brasileira. A conversa atravessa o que está no palco e o que ficou de fora dos livros didáticos: o tratamento dado às mulheres da corte, os conflitos com a Assembleia, o gesto às margens do Ipiranga lido menos como epopeia e mais como cálculo político. Vale ouvir porque é teatro pensando o Brasil em voz alta, com dois autores que tratam pesquisa histórica como matéria-prima cênica. Em doze minutos, Ruy puxa o que interessa: como nasce uma peça assim, por que escolher justamente Pedro I em 2026 e o que muda na cabeça do espectador quando o herói de bronze desce do pedestal. ### Destaques - Apresentar a peça "Dom Pedro I" encenada na Rádio Laura - Discutir o legado controverso do Primeiro Império brasileiro - Revelar como pesquisa histórica e ficção se misturam no texto de Herz, Campany e Roberta Brisson - Expor o machismo e os atos impulsivos de Pedro I nas relações familiares e de governo - Traçar uma linha entre a conduta imperial e a origem da corrupção no Brasil - Conversar sobre o papel do teatro carioca em revisitar mitos nacionais ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que o consenso sobre Pedro I como herói da Independência merece ser revisto - Aqui você aprende como dramaturgos transformam pesquisa histórica em cena viva sem cair no didatismo - Você sai com uma leitura crítica do Primeiro Império que conecta passado imperial e disfunções políticas atuais - Você conhece o trabalho da Rádio Laura e da Produtora Constelar como espaços de teatro com pensamento histórico --- ### Papo com Ruy #47: Viviana Rocha e Alexandre Mofati em "Bisa Bia, Bisa Bel" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-47-viviana-rocha-e-alexandre-mofati-em-bisa-bia-bisa-bel **Publicado:** 2023-01-05 · 24min **Tópicos:** teatro-carioca, teatro-infantil, ana-maria-machado, bisa-bia-bisa-bel, literatura-infantil, producao-cultural, joana-lebreiro, memoria-feminina **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=LXDIKxzbSjc > Entrevista com integrantes da peça Bisa Bia Bisa Bel, conheça essa peça da cultura carioca! Quando o livro vira coxia, alguma coisa sempre se ganha — e Ruy Jobim aproveita esses 25 minutos com Viviana Rocha e Alexandre Mofati para investigar exatamente o que acontece quando 'Bisa Bia, Bisa Bel', um dos pilares da literatura infantil brasileira, é traduzido para o palco. A obra de Ana Maria Machado, com sua menina Isabel atravessada pelas vozes da bisavó e da bisneta que ainda virá, ganhou em 2014 uma adaptação dirigida por Joana Lebreiro que aposta num elenco majoritariamente formado por crianças cantando, jogando e habitando essas três gerações ao mesmo tempo. A conversa equilibra dois pontos de vista raramente colocados lado a lado: o da atriz que pisa o palco, representado por Viviana Rocha, e o do produtor que faz a peça caber no mundo, costurado por Alexandre Mofati, da Ofício Produções. De um lado, o trabalho corporal e vocal sob direção musical de Marcelo Rezende, a relação entre crianças intérpretes e um texto que fala diretamente sobre identidade feminina e memória familiar. Do outro, o ofício menos visível: financiamento, oferecimentos, apoio institucional, circulação carioca, FUNARJ, parceiros como a Rádio Laura e o desafio de manter um espetáculo infantil de qualidade vivo numa cidade que historicamente trata teatro para criança como apêndice da programação adulta. Vale ouvir porque é raro encontrar uma entrevista de podcast que trate teatro carioca com a seriedade que ele merece sem virar palestra. Ruy conduz no tom de quem conhece bastidor — pergunta sobre o que importa, deixa o convidado respirar, e transforma os 25 minutos numa fotografia rápida de como uma peça nasce, sobrevive e encontra plateia. Para quem ama rádio, literatura e palco, é também um lembrete de que essas três linguagens conversam mais do que parecem: todas dependem de voz, escuta e memória passada adiante — exatamente o que 'Bisa Bia, Bisa Bel' celebra. ### Destaques - Conhecer os bastidores da adaptação teatral de 'Bisa Bia, Bisa Bel', clássico de Ana Maria Machado - Ouvir Viviana Rocha falar do trabalho de elenco e da relação com as crianças intérpretes - Entender com Alexandre Mofati como se produz teatro infantil carioca hoje - Mergulhar no universo de Joana Lebreiro, diretora e adaptadora do espetáculo - Discutir memória feminina, identidade e travessia geracional no teatro para crianças - Mapear a rede de apoiadores que sustenta a peça: FUNARJ, Rádio Laura, Constelar e Prio ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma noção clara de como um livro infantil vira espetáculo sem perder a alma do texto original - Aqui você aprende quem está por trás de uma produção teatral carioca — do elenco à captação de oferecimentos - Você sai com vontade de ver 'Bisa Bia, Bisa Bel' no palco e de revisitar Ana Maria Machado - Você passa a entender por que teatro infantil é também política cultural e formação de plateia --- ### Papo com Ruy #48: Rafaela Zanetti, museóloga **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-48-rafaela-zanetti-museologa **Publicado:** 2023-01-05 · 16min **Tópicos:** historia-do-radio, museologia, casa-laura-alvim, patrimonio-cultural, radio-brasileiro, cultura-carioca, entrevista **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=zeV64WWpCaE > Entrevista com Rafaella Zanetti na casa de cultura Laura Alvim Neste terceiro episódio do Papo com Ruy, o professor Ruy Jobim leva o microfone até a Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, para uma conversa rápida e afiada com Rafaella Zanetti, museóloga responsável por dar forma ao acervo que conta a história do rádio brasileiro a partir de um dos endereços mais simbólicos da cultura carioca. A entrevista acontece no calor do espaço expositivo, e isso aparece no áudio: tem chão de madeira, gente passando, a respiração viva de uma casa que continua sendo casa enquanto vira museu. O papo gira em torno de um ofício pouco compreendido fora dos bastidores. Rafaella explica o que faz uma museóloga quando o material de trabalho não é tela ou escultura, mas memória sonora, equipamentos antigos, papéis frágeis e biografias inteiras de comunicadores. Ruy puxa o fio da curadoria — como se escolhe o que entra numa exposição sobre rádio? como traduzir um meio que é, por natureza, invisível, em algo que o visitante consiga ver, tocar e atravessar com o corpo? — e a conversa atravessa também o lugar da Laura Alvim nesse circuito: uma casa de cultura que aceitou abraçar o rádio como patrimônio e não como nostalgia. É um episódio curto, de 17 minutos, mas funciona como porta de entrada para qualquer ouvinte que tenha curiosidade sobre como a história do rádio brasileiro está sendo preservada agora — quem cuida, com que critério, e por que isso importa num momento em que o áudio voltou a ser linguagem central da comunicação. Vale ouvir tanto pra quem trabalha com voz e produção quanto pra quem gosta de ver bastidor cultural sendo mostrado sem firula. ### Destaques - Visitar com o Ruy a Casa de Cultura Laura Alvim em modo bastidor - Entender o que faz uma museóloga especializada em acervo de rádio - Ouvir como se cura uma exposição sobre um meio invisível como o som - Conhecer Rafaella Zanetti e o trabalho dela com memória sonora brasileira - Mapear o papel da Laura Alvim na preservação da história do rádio no Brasil ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que museologia de rádio é ofício de tradução: transforma som e memória em experiência visitável - Aqui você aprende por que a Casa Laura Alvim virou endereço-chave pra história do rádio carioca - Você sai com uma noção mais clara de quem está, hoje, cuidando do acervo de comunicação no Rio --- ### Papo com Ruy #49: Luciana Bicalho e Gabriel Bulcão em "24 Horas na Vida de uma Mulher" **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/papo-com-ruy/ep-49-luciana-bicalho-e-gabriel-bulcao-em-24-horas-na-vida-de-uma-mulher **Publicado:** 2023-01-05 · 24min **Tópicos:** teatro-carioca, stefan-zweig, direcao-teatral, laban-bartenieff, adaptacao-literaria, clarice-lispector, desejo-feminino, artes-cenicas **YouTube:** https://www.youtube.com/watch?v=ger7knorRVk > Concepção Geral e Direção Artística Gabriel Bulcão é ator, diretor e produtor formado pela Faculdade CAL de Artes Cênicas e pós-graduado em Literatura e Arte pela PUC-Rio Neste episódio de estreia do Papo com Ruy, Ruy Jobim recebe Gabriel Bulcão e Luciana Bicalho para uma conversa sobre "24 Horas na Vida de uma Mulher", montagem inspirada na novela homônima de Stefan Zweig — texto que Freud chamou de obra-prima e que continua incomodando leitores há quase um século pela forma como expõe, sem rodeios, o desejo feminino e a vertigem de uma decisão tomada fora do roteiro social. Gabriel, ator e diretor formado pela CAL e pós-graduado em Literatura e Arte pela PUC-Rio, chega ao projeto carregando a experiência de "Maravilhoso Escândalo", sua adaptação de "Água Viva", de Clarice Lispector. Luciana Bicalho, dançarina formada pela Faculdade Angel Vianna e pelo Método Ivaldo Bertazzo, traz para a cena três décadas de pesquisa em torno do Sistema Laban/Bartenieff de Análise do Movimento e a memória da Cia. AtoresBailarinos, fundada em 1979 com Regina Miranda. O encontro entre os dois explica muito do espetáculo: um trabalho que não trata o corpo como ilustração do texto, mas como matéria dramatúrgica em pé de igualdade com a palavra. A conversa atravessa concepção, direção, processo de criação e o desafio de adaptar um Zweig denso em pouco mais de uma hora de cena — sem perder a temperatura erótica, o jogo de espelhos e a ambivalência moral que tornam a história tão perturbadora. Em 24 minutos diretos, Ruy puxa um papo que interessa tanto a quem faz teatro quanto a quem trabalha com voz, narrativa e construção de personagem para o rádio: como traduzir uma novela psicológica europeia do começo do século XX em corpo, gesto e respiração no Rio de hoje. ### Destaques - Conhecer os bastidores da montagem de "24 Horas na Vida de uma Mulher", de Stefan Zweig - Entender como Gabriel Bulcão constrói a direção a partir de Clarice e Zweig - Ouvir Luciana Bicalho falar sobre o Sistema Laban/Bartenieff aplicado à cena - Discutir o desejo feminino e a coragem de Zweig em tratá-lo sem tabu em 1927 - Mapear a trajetória da Cia. AtoresBailarinos e a herança de Regina Miranda - Entender o teatro carioca atual pelos olhos de quem produz dentro dele ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que Zweig segue atual quase 100 anos depois - Aqui você aprende como direção e movimento dialogam numa adaptação literária para o palco - Você sai com referências concretas de formação artística no Rio: CAL, Angel Vianna, Bertazzo, PUC-Rio - Você capta o método de trabalho de dois artistas que pensam corpo e texto como uma coisa só --- ### Ruy Jobim Podcast #45: As meninas de Laura Alvim **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-45-as-meninas-de-laura-alvim **Publicado:** 2022-10-24 · 32min **Tópicos:** rádio, laura-alvim, casa-de-cultura, exposicao, atrizes, radio-laura, ipanema, mecenato, cultura-carioca **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/47---As-meninas-de-Laura-Alvim-e1pn9dg > Bate papo com as atrizes que interpretam Laura Alvim na exposição "35 anos de Laura" na Casa de Cultura Laura Alvim. Gravado pelo celular no estúdio da Rádio Laura - www.radiolaura.com Neste episódio #47 do Ruy Jobim Podcast, o microfone sai do estúdio e vai parar dentro de uma exposição. Gravado pelo celular no estúdio improvisado da Rádio Laura, durante a mostra "35 anos de Laura" na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, o programa reúne as atrizes que dão corpo e voz a Laura Alvim na encenação que celebra a trajetória da mecenas carioca. É um registro híbrido, entre o documental e o afetivo: ao mesmo tempo making of da exposição e homenagem à mulher que abriu sua casa para a cultura brasileira. Ruy Jobim conduz a conversa no tom de quem já fez milhares de entrevistas no rádio mas escolhe, aqui, deixar a informalidade vencer. As atrizes contam como construíram a personagem, o que descobriram sobre Laura ao se transformarem nela diariamente, e como é interpretar uma figura real dentro do próprio espaço onde ela viveu e recebeu artistas. A captação no celular dá ao episódio uma textura crua, de bastidor, que casa com o espírito da Rádio Laura — projeto que nasce dentro da exposição para registrar, em áudio, a memória viva da Casa. Vale ouvir como crônica de um Rio que insiste em preservar suas casas de cultura, e como aula informal sobre o ofício do ator quando o palco é uma exposição imersiva. Em 32 minutos, o episódio funciona como cápsula: quem nunca foi à Casa de Cultura Laura Alvim sai com vontade de visitar, e quem já foi reencontra a exposição por outro ângulo — o de quem, todo dia, empresta o corpo para Laura voltar. ### Destaques - Conhecer as atrizes que interpretam Laura Alvim na exposição comemorativa de 35 anos - Entender como nasce a Rádio Laura, projeto de áudio dentro da Casa de Cultura - Escutar bastidores de uma encenação biográfica feita no espaço real da personagem - Mergulhar no legado de Laura Alvim como mecenas e referência cultural carioca - Acompanhar Ruy Jobim em modo repórter de campo, com gravação feita pelo celular ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo quem foi Laura Alvim e por que sua casa virou centro cultural - Aqui você aprende como atrizes constroem uma personagem real dentro do espaço onde ela viveu - Você sai com a Casa de Cultura Laura Alvim e a Rádio Laura no radar para visitar --- ### Ruy Jobim Podcast #44: Ruy Jobim e a Caixa Mágica de Fernando Mansur **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-44-ruy-jobim-e-a-caixa-magica-de-fernando-mansur **Publicado:** 2022-06-27 · 87min **Tópicos:** rádio, personagens, historia-do-radio, radio-carioca, centenario-do-radio, fernando-mansur, ruy-jobim, escola-de-radio, formacao-de-locutores, voz **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/45---Ruy-Jobim-e-a-Caixa-Mgica-de-Fernando-Mansur-e1kggmp > Em homenagem ao centenário do Rádio no Brasil, Fernando Mansur convida personagens de destaque do rádio carioca. Tive a honra de ser convidado pelo meu mestre e amigo. Ouçam um papo alegre, descontraído e emocionante em áudio retirado do Canal no Youtube - A Caixa Mágica. Se desejar ver esse papo, a Neste episódio especial, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 e uma das vozes mais experientes do rádio carioca — senta-se no banco de convidado de Fernando Mansur, seu mestre e amigo de longa data. O papo, originalmente gravado para o canal A Caixa Mágica no YouTube, integra uma série comemorativa pelos cem anos do rádio no Brasil, em que Mansur reúne personagens marcantes da radiofonia do Rio de Janeiro para revisitar histórias, bastidores e afetos que moldaram o veículo no país. O clima é de reencontro. Em vez de uma entrevista formal, o que se ouve é uma conversa entre dois homens de rádio que se conhecem há décadas — Mansur tendo sido professor e referência para Ruy ainda nos primeiros passos da carreira. Há leveza, há riso, há aquela cumplicidade que só existe entre quem dividiu microfone, estúdio e madrugada. E há também a emoção de ver o aluno, hoje formador de gerações na Escola de Rádio, sendo provocado pelo próprio mestre a contar suas memórias, suas escolhas e a forma como aprendeu a transformar a voz em ofício. Vale ouvir porque é raro encontrar registro tão honesto sobre o que sustenta uma vida inteira dedicada ao rádio: o respeito pelo ouvinte, a teimosia em acreditar no veículo mesmo nas curvas mais ingratas do mercado, e o gosto por ensinar. Para quem se interessa por história do rádio brasileiro, formação de locutores ou pelo recorte específico do rádio carioca, este é um daqueles episódios em que cada digressão entrega um pedaço de patrimônio oral que costuma ficar só nos corredores das emissoras. ### Destaques - Celebrar o centenário do rádio no Brasil ouvindo quem fez parte dessa história - Reencontrar Fernando Mansur e Ruy Jobim em uma conversa de mestre e discípulo - Revisitar bastidores marcantes do rádio carioca em primeira mão - Conhecer a trajetória do diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 - Acompanhar histórias raras sobre formação de locutores e ofício da voz - Acessar a versão em vídeo no canal A Caixa Mágica no YouTube ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma visão afetiva e prática do que é construir carreira no rádio brasileiro - Aqui você entende como a relação mestre-aluno moldou gerações de profissionais da voz no Rio - Você sai com referências de personagens e momentos-chave do centenário do rádio no Brasil - Aqui você aprende, pela escuta, o tom e o ritmo de quem domina o veículo há décadas --- ### Ruy Jobim Podcast #43: Saúde vocal. Se cuide **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-43-saude-vocal-se-cuide **Publicado:** 2022-06-15 · 5min **Tópicos:** voz, saúde-vocal, rádio, saúde, saude-vocal, fonoaudiologia, locucao, radio, escola-de-radio, profissionais-da-voz **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/44---Sade-vocal--Se-cuide-e1k0h9n > Desta vez conto para vocês como usar a voz corretamente. Alguma rápidas dicas para profissionais que usam a voz como ferramenta de trabalho. Lembrando que é importante procurar uma fono caso ocorra desconforto vocal. A Escola de Rádio tem duas fonos à sua disposição. 21 22255794 - whatsapp - www.esc Episódio curto e direto ao ponto, este #44 do Ruy Jobim Podcast funciona como um manual de bolso para quem vive da voz. Em pouco mais de seis minutos, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 — compartilha o que aprendeu em décadas formando locutores, apresentadores e radialistas: como tratar o aparelho fonador com o respeito que ele merece, sem mistificação e sem aquela ladainha de gargarejo com mel que circula por aí. O tom é de conversa de corredor com quem já viu de tudo no estúdio. Ruy alinhava dicas práticas sobre uso correto da voz, postura, hidratação e os sinais que um profissional precisa reconhecer antes que o desconforto vire lesão. Mais do que prescrever, ele aponta o caminho responsável: ao primeiro sintoma persistente, procure uma fonoaudióloga. E lembra que a própria Escola mantém duas fonos à disposição dos alunos e profissionais que precisarem de avaliação. Vale ouvir por ser o tipo de episódio que você salva e manda no grupo do trabalho. Locutor, podcaster, professor, atendente de telemarketing, cantor amador — todo mundo que abre a boca para ganhar a vida sai com pelo menos uma ficha caindo. É curto o suficiente para caber no caminho do estúdio e denso o bastante para mudar um ou dois hábitos antes da próxima gravação. ### Destaques - Entender por que a voz é ferramenta de trabalho que pede manutenção - Ouvir dicas rápidas e aplicáveis para usar a voz corretamente - Reconhecer os sinais de desconforto vocal que pedem atenção profissional - Saber quando — e por que — procurar uma fonoaudióloga - Conhecer o suporte de fonoaudiologia oferecido pela Escola de Rádio ### O que você leva desse episódio - Aqui você aprende a identificar quando o cansaço vocal virou alerta de saúde - Você termina o episódio com hábitos práticos para preservar a voz no dia a dia de trabalho - Aqui você descobre que a Escola de Rádio tem duas fonoaudiólogas à disposição para avaliação --- ### Ruy Jobim Podcast #42: Aprendizado online ou presencial? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-42-aprendizado-online-ou-presencial **Publicado:** 2022-03-24 · 11min **Tópicos:** ensino-de-radio, online-vs-presencial, educacao-a-distancia, formacao-em-comunicacao, carreira-no-radio, escola-de-radio, aprendizado-continuo **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/43---Aprendizado-online-ou-presencial-e1g731g > Os dois são ótimos e possuem limitações. Na hora de escolher veja o que é bom no momento. Importante é não estudar e acabar parando no tempo. Não pode! Estudar rádio, locução, produção ou qualquer ofício ligado à comunicação coloca quase todo mundo na mesma encruzilhada: pago um curso presencial, com sala, microfone na mão e professor olhando no olho, ou abro o notebook em casa e aprendo online, no meu tempo, no meu ritmo? Neste episódio #43 do Ruy Jobim Podcast, Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994, ou seja, alguém que viu a transição do VHS para o streaming acontecer dentro da própria escola — pega essa pergunta e devolve com uma resposta menos óbvia do que parece. Spoiler: não existe formato superior. Existe o formato certo para o seu momento. Em pouco mais de doze minutos, Ruy desmonta a falsa rivalidade entre online e presencial. O presencial entrega convivência, correção em tempo real, networking, suor de estúdio e a energia de um grupo errando junto. O online entrega flexibilidade, repetição infinita do conteúdo, custo menor, acesso de qualquer cidade e a chance de estudar entre um plantão e outro. Cada um tem virtudes que o outro não consegue replicar — e limitações honestas que ninguém deveria varrer para baixo do tapete na hora de vender curso. O recado central, no entanto, é mais duro do que a comparação metodológica: o pior cenário não é escolher 'errado', é não escolher. É travar na dúvida, adiar a decisão e deixar o tempo passar enquanto o mercado de áudio, podcast, rádio digital e voz para IA se reinventa todo semestre. Para Ruy, parar de estudar é a única opção realmente eliminatória num ofício que muda o tempo todo. O episódio é curto, direto e funciona como um empurrão para quem está há meses 'pensando em voltar a estudar' sem dar o primeiro clique. ### Destaques - Comparar honestamente o que online e presencial entregam — e o que cada um não entrega - Mostrar por que não existe formato 'superior', e sim formato adequado ao momento de vida - Defender que parar de estudar é o único erro realmente irreversível na carreira de comunicação - Trazer a leitura de quem dirige uma escola de rádio desde 1994 e viu todas as transições - Provocar uma decisão: escolher um caminho hoje vale mais do que escolher o caminho perfeito amanhã ### O que você leva desse episódio - Você sai com critérios práticos para decidir entre estudar online ou presencial agora - Você entende as limitações reais de cada formato — sem o discurso de venda - Você termina o episódio convencido de que continuar estudando importa mais do que o formato escolhido --- ### Ruy Jobim Podcast #41: Eps 03 - Locução publicitária - Entrevista **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-41-eps-03-locucao-publicitaria-entrevista **Publicado:** 2022-03-09 · 10min **Tópicos:** rádio, locução, publicidade, comunicação, entrevista, locucao-publicitaria, paulinho-coruja, producao-de-radio, mercado-de-locucao, dicas-para-iniciantes, comunicacao, bastidores-do-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/42---Eps-03---Locuo-publicitria---Entrevista-e1fe8ha > Neste episódio entrevisto o produtor de rádio e TV, Paulinho Coruja que fala sobre o que um produtor profissional espera do locutor iniciante. Dicas de comunicação em um papo descontraído. Neste episódio do Ruy Jobim Podcast, o convidado é Paulinho Coruja, produtor de rádio e TV com vivência de bastidores que poucos têm o privilégio de acessar. A conversa, conduzida em tom descontraído por Ruy Jobim — diretor da Escola de Rádio TV & Web desde 1994 —, abre uma janela rara: o ponto de vista de quem contrata, dirige e molda locutores no dia a dia da indústria. É o lado de lá do microfone, aquele que o locutor iniciante raramente vê antes de receber o primeiro 'não'. O papo gira em torno de uma pergunta simples e brutal: o que um produtor profissional realmente espera de quem está começando na locução publicitária? Paulinho desmonta expectativas românticas e oferece uma leitura prática do mercado — o que faz um demo se destacar, quais vícios derrubam talentos promissores logo na primeira gravação, e como a postura do locutor dentro do estúdio pesa tanto quanto o timbre. Em dez minutos diretos, sem rodeios, o episódio entrega o tipo de conselho que normalmente só circula entre quem já está dentro. Vale ouvir porque é curto, denso e específico. Não é teoria genérica sobre 'comunicação' — é orientação de quem está do outro lado da mesa, decidindo carreiras. Para quem estuda locução, sonha com publicidade ou quer entender como o mercado realmente avalia uma voz nova, este é um daqueles episódios que cabem no trajeto até o estúdio e mudam a forma de chegar lá. ### Destaques - Entrevistar Paulinho Coruja, produtor de rádio e TV, sobre o ofício por trás do microfone - Revelar o que um produtor realmente avalia ao receber um demo de locutor iniciante - Discutir os vícios mais comuns que derrubam vozes promissoras na primeira gravação - Mostrar como a postura em estúdio pesa tanto quanto o talento vocal - Trazer dicas práticas de comunicação publicitária em um papo descontraído ### O que você leva desse episódio - Aqui você aprende a enxergar o demo pelos olhos de quem contrata, não de quem grava - Você termina o episódio entendendo o que separa um locutor iniciante de um profissional contratável - Aqui você ganha uma checklist mental de postura e comunicação dentro do estúdio - Você sai com uma leitura mais realista do mercado de locução publicitária --- ### Ruy Jobim Podcast #40: Eps 02 - Locução publicitária - Erro de Breafing **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-40-eps-02-locucao-publicitaria-erro-de-breafing **Publicado:** 2022-03-08 · 5min **Tópicos:** locução, publicidade, locucao-publicitaria, briefing, estudio, ruy-jobim, mercado-de-radio, erros-de-locucao, bastidores **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/41---Eps-02---Locuo-publicitria---Erro-de-Breafing-e1fe87p > Aqui eu conto uma história que aconteceu comigo e que pode muito bem acontecer com você. Faz parte! É da vida! Neste episódio de seis minutos da série "Locução Publicitária", Ruy Jobim abre o segundo capítulo da conversa puxando uma história de bastidor que mistura susto, lição e bom humor — daquelas que todo locutor que já pisou em estúdio reconhece de imediato. O tema é o erro de briefing: o que acontece quando o profissional entra na cabine acreditando que sabe o que vai gravar e descobre, no meio do caminho, que entendeu errado, que faltou informação, que o cliente queria outra coisa, ou que o texto não conversa com o produto real. É o tipo de tropeço que parece pequeno por fora, mas custa caro: refaz sessão, atrasa entrega, queima confiança. Ruy conta um caso vivido na pele, sem floreio nem moral pronta. A graça do episódio está justamente em mostrar que esse tipo de erro não é sinal de amador — acontece com gente experiente, em estúdio profissional, com cliente sério do outro lado. "Faz parte. É da vida", ele resume. E é desse lugar de quem já errou e aprendeu que o papo se sustenta: menos manual de boas práticas, mais relato de quem viveu o problema e voltou pra contar. Vale ouvir porque o briefing é o ponto cego da locução publicitária. Todo curso ensina técnica vocal, respiração, interpretação — mas pouca gente fala sobre o que vem antes do microfone abrir: ler o material direito, perguntar o que parece óbvio, confirmar tom, público, intenção. Em seis minutos, Ruy entrega um alerta prático embrulhado em causo de rádio. ### Destaques - Ouvir um caso real de erro de briefing vivido por Ruy Jobim em estúdio - Entender por que o briefing é o calcanhar de Aquiles da locução publicitária - Reconhecer os sinais de que você entendeu o pedido errado antes de gravar - Aprender que errar faz parte do ofício — e que o problema não é cair, é não levantar - Encarar a relação locutor-cliente como conversa, não como execução cega de roteiro ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que ler o briefing duas vezes economiza horas de regravação - Aqui você aprende a perguntar antes de gravar, mesmo quando a pergunta parece boba - Você sai com a noção de que erro em estúdio é matéria-prima de aprendizado, não vergonha --- ### Ruy Jobim Podcast #39: Eps 01 - Locução publicitária **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-39-eps-01-locucao-publicitaria **Publicado:** 2022-01-13 · 7min **Tópicos:** rádio, locução, publicidade, locucao-publicitaria, locucao, radio, voz, mercado-publicitario, escola-de-radio, ruy-jobim **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/40---Eps-01---Locuo-publicitria-e1cu1rl > A partir de agora eu começo uma série de episódios sobre Locução Publicitária. Tudo será falado e respondido. No Youtube vc pode ver o vídeo em www.youtube.com/escoladeradiotveweb Ruy Jobim abre uma nova frente no seu podcast e dedica um arco inteiro a um dos territórios mais subestimados da comunicação: a locução publicitária. Neste episódio de estreia da série, ele estabelece o contrato com o ouvinte — tudo o que cerca o ofício de gravar comerciais vai ser destrinchado, sem rodeio e sem mistério. É o tipo de conversa que o mercado costuma guardar a sete chaves, vinda de quem dirige a Escola de Rádio TV & Web desde 1994 e ouviu, corrigiu e formou centenas de vozes que hoje circulam em rádio, TV e streaming. O tom é o de uma aula introdutória conduzida por alguém que já viu o ofício mudar de pele várias vezes. Ruy explica como a série vai funcionar, antecipa que perguntas serão respondidas ao longo dos próximos episódios e convida quem prefere assistir a acompanhar o conteúdo em vídeo no canal do YouTube da Escola. Em oito minutos, o episódio funciona menos como um ensaio fechado e mais como um pacto: aqui se fala de técnica, mercado, vícios de leitura, respiração, intenção e tudo o que separa um locutor publicitário de alguém que apenas lê um texto em voz alta. Vale ouvir se você quer entrar nesse mercado, se já trabalha com voz e quer afiar o entendimento sobre o briefing publicitário, ou se simplesmente curte ouvir um diretor de escola de rádio explicando, com calma, do que é feito o som de uma propaganda bem gravada. ### Destaques - Inaugurar uma série dedicada exclusivamente à locução publicitária - Estabelecer o formato pergunta-e-resposta como fio condutor dos próximos episódios - Apresentar Ruy Jobim como guia da jornada, com a bagagem da Escola de Rádio TV & Web - Indicar o canal no YouTube como complemento em vídeo do conteúdo em áudio - Posicionar o ouvinte para o que vem pela frente: técnica, mercado e prática ### O que você leva desse episódio - Você entende o escopo da série e o que esperar dos próximos episódios sobre locução publicitária - Você descobre onde acompanhar a versão em vídeo do conteúdo - Você sai com a expectativa certa: formação prática, conduzida por quem ensina locução desde 1994 --- ### Ruy Jobim Podcast #38: Você sabe ouvir? **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-38-voce-sabe-ouvir **Publicado:** 2021-09-27 · 3min **Tópicos:** comunicação, comunicacao, escuta-ativa, radio, oratoria, ruy-jobim, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/39---Voc-sabe-ouvir-e17vog0 > Uma ideia meio doida é ouvir quem sempre ensinou a falar bem, agora vai falar sobre "ouvir". Sempre nos preocupamos em falar melhor, mas saber ouvir também é importante para a comunicação. Nunca achamos que ouvimos errado. A culpa é sempre do emissor que "fala grego". Tem episódio que nasce de uma provocação simples — e esse #39 do Ruy Jobim Podcast é exatamente isso. Ruy, que construiu carreira ensinando gente a falar bem no rádio desde 1994, vira a mesa em três minutos diretos: e se o problema da comunicação não estiver na boca de quem fala, mas no ouvido de quem escuta? A ideia parece meio doida vinda de um locutor, mas é justamente aí que mora a graça do papo. Em tom de conversa de cabine, Ruy expõe um vício coletivo — a gente nunca admite que ouviu errado. A culpa cai sempre no outro, que 'falou grego', que não articulou, que engoliu sílaba. Só que escutar é tão técnico quanto falar: exige atenção, repertório e a humildade de aceitar que o ruído também mora dentro da gente. O episódio é curto, mas funciona como um convite para revisar uma habilidade que ninguém treina e todo mundo acha que domina. Vale pelo deslocamento. Quem vive de voz parando para defender o silêncio ativo é o tipo de inversão que faz o ouvinte sair do automático — seja você comunicador, professor, atendente ou só alguém cansado de discutir por mal-entendido em grupo de família. ### Destaques - Inverter a lógica: quem ensina a falar bem propõe falar sobre escutar bem - Confrontar o vício de culpar sempre o emissor pelo ruído na comunicação - Tratar a escuta como habilidade técnica, não como dom natural - Provocar ouvintes a se assumirem parte do problema na hora da conversa - Abrir uma série de reflexões curtas sobre comunicação além do microfone ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que ouvir mal é tão comum quanto falar mal — e bem menos diagnosticado - Aqui você aprende a desconfiar do reflexo de jogar a culpa do mal-entendido só em quem falou - Você sai com a provocação de tratar escuta como prática que se treina, não como talento que se tem --- ### Ruy Jobim Podcast #37: Exercicio físico para locução. **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-37-exercicio-fisico-para-locucao **Publicado:** 2021-09-09 · 8min **Tópicos:** podcast, locução, locucao, respiracao, voz, tomada-de-ar, exercicio-fisico, saude-do-locutor, podcast-no-celular, mentoria **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/38---Exercicio-fsico-para-locuo-e17586c > Depois da pandemia percebi que minha tomada de ar não estava lá essas coisas quando gravava textos maiores ou com mais dinâmica. A saída é atividade física! Não tem jeito. Gostando ou não, é necessário! Faça seu podcast pelo celular. Se quiser faço sua mentoria. Neste episódio curto e direto, Ruy Jobim faz uma confissão honesta de quem vive da voz: depois da pandemia, percebeu que sua tomada de ar não respondia mais como antes. Textos longos, locuções com dinâmica intensa, passagens que pediam fôlego sustentado — tudo começou a cobrar um preço que antes não cobrava. A constatação é incômoda, mas é a partir dela que o episódio se desenvolve: locutor que não cuida do corpo perde repertório técnico, mesmo que tenha décadas de microfone nas costas. O recado é objetivo e sem rodeios. Não tem atalho, não tem truque de respiração que substitua condicionamento físico. Voz é músculo, diafragma é músculo, e músculo precisa de movimento. Ruy compartilha a virada de chave pessoal — assumir que exercício deixou de ser opcional para virar parte da rotina profissional de quem fala ao microfone — e abre a conversa para qualquer locutor, podcaster ou comunicador que sente o ar acabando antes do ponto final. No encerramento, o episódio também dá a deixa prática para quem quer começar a gravar: dá pra fazer podcast pelo celular, sim. E quem precisar de orientação mais próxima pode buscar a mentoria do próprio Ruy. Oito minutos, mas com aquele tipo de conselho que muda hábito. ### Destaques - Reconhecer como a pandemia afetou a tomada de ar de quem vive da voz - Entender por que textos longos e com dinâmica expõem a falta de preparo físico - Encarar a atividade física como parte do ofício do locutor, não como hobby - Descobrir que voz é músculo — e músculo sem treino entrega no microfone - Aproveitar o celular como porta de entrada acessível para gravar podcast - Saber que existe mentoria personalizada com Ruy Jobim para quem quer evoluir ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo que respiração de locução depende de condicionamento físico, não só de técnica - Aqui você aprende que cuidar do corpo é cuidar da voz — e isso vale mesmo para profissionais experientes - Você sai com a permissão de começar simples: gravar podcast pelo celular já é um caminho válido --- ### Ruy Jobim Podcast #36: Dados recentes de podcast e novo microfone 🎤 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-36-dados-recentes-de-podcast-e-novo-microfone **Publicado:** 2021-08-18 · 9min **Tópicos:** podcast, novo-microfone, dados-de-podcast, mercado-de-podcast, bastidores, equipamento-de-audio, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/36---Dados-recentes-de-podcast-e-novo-microfone-e1643to > Neste episódio inauguramos o novo microfone. Se tiver curiosidade em ver o novo brinquedo, acesse o Instagram de Ruy Jobim e veja lá @ruyjobim No episódio #36 do Ruy Jobim Podcast, o diretor da Escola de Rádio TV & Web inaugura um equipamento novo no estúdio: um microfone que estreia justamente nesta gravação. A conversa começa por aí — pelo brinquedo recém-chegado — e se desdobra num bate-papo curto, de pouco menos de dez minutos, em que Ruy compartilha também leituras recentes sobre o cenário do podcast no Brasil. É o tipo de episódio enxuto que funciona como um respiro entre as edições mais longas: uma atualização franca de bastidores, com Ruy ajustando o ouvido ao novo timbre captado e comentando, em voz alta, o que está vendo no mercado. A pegada aqui é de oficina aberta. Em vez de esconder o processo, Ruy expõe a escolha do microfone como parte da curadoria de qualidade que ele próprio ensina há mais de três décadas dentro da Escola de Rádio. Quem acompanha o podcast sabe que essa atenção à captação não é detalhe técnico — é assinatura. E para quem quer ver o equipamento de perto, ele indica o próprio Instagram (@ruyjobim), onde publicou foto do brinquedo novo, transformando o episódio numa ponte entre o que se ouve aqui e o que se vê por lá. Vale ouvir por dois motivos. Primeiro, porque é uma rara oportunidade de calibrar o ouvido: comparar como soava o Ruy nos episódios anteriores e como ele soa agora, com a captação renovada. Segundo, porque os dados recentes de podcast que ele traz servem de termômetro para qualquer pessoa que produz, estuda ou consome áudio no Brasil — um país que, episódio após episódio, este programa ajuda a mapear pela voz de quem está há décadas dentro do estúdio. ### Destaques - Estrear o novo microfone do estúdio ao vivo, no próprio episódio - Comentar dados recentes do mercado brasileiro de podcast - Indicar o Instagram @ruyjobim para ver o equipamento de perto - Funcionar como atualização curta de bastidores entre episódios maiores - Mostrar, na prática, a curadoria de captação que a Escola de Rádio defende ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio com uma referência sonora atualizada do timbre do Ruy - Aqui você acompanha em primeira mão a escolha de equipamento de quem forma locutores desde 1994 - Você sai com um panorama rápido dos números recentes do podcast no Brasil --- ### Ruy Jobim Podcast #35: Rádio Cidade FM - A história contada por quem fez! **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/podcast/ruy-jobim/ep-35-radio-cidade-fm-a-historia-contada-por-quem-fez **Publicado:** 2021-07-13 · 21min **Tópicos:** radio-cidade-fm, historia-do-radio, carlos-townsand, fm-brasileiro, jornal-do-brasil, radio-segmentado, ruy-jobim, escola-de-radio **Spotify:** https://podcasters.spotify.com/pod/show/ruy-jobim/episodes/35---Rdio-Cidade-FM---A-histria-contada-por-quem-fez-e14d7ps > Oi! Com pesquisa e texto de Érika Carvalhosa este episódio conta a história da Rádio Cidade FM em 1977. Nesta semana, em 12 de julho 2021 chegamos a sete anos sem Carlos Townsand, seu criador. Devemos agradecer à Rádio Cidade pelo rádio interativo, segmentado e dinâmico que temos, pois foi ela a pri Em sete minutos de mergulho histórico que se estendem por vinte e um, o episódio de estreia do Ruy Jobim Podcast reconstrói o nascimento e o impacto da Rádio Cidade FM, a emissora carioca que em 1977 reescreveu o que se entendia por radiodifusão no Brasil. A partir de pesquisa e texto de Érika Carvalhosa, narração de Rosa Leal e programação musical do DJ Rui Taveira, o programa amarra memória afetiva e análise técnica para mostrar como a Cidade não foi apenas mais uma estação no dial — foi o laboratório onde se inventou o rádio interativo, segmentado e dinâmico que o ouvinte de hoje toma como evidente. O eixo emocional do episódio é a homenagem a Carlos Townsand, criador da Cidade, que completa em julho de 2021 sete anos de falecido. Mas o tom não é de saudosismo morno: é o de uma escola de rádio prestando contas a uma matriz. Ruy Jobim, à frente da Escola de Rádio TV & Web desde 1994, conduz o ouvinte pelo prédio do Jornal do Brasil na Av. Brasil 500, pelas mesas de operação que perseguiam o melhor som disponível na época, e pela cultura editorial obsessiva que fazia tudo passar por estudo antes de ir ao ar. É história contada por quem viu de dentro, com a vantagem de saber exatamente o que estava em jogo tecnicamente. Vale ouvir porque o episódio funciona em três camadas ao mesmo tempo: como aula sobre a engenharia de uma rádio que apostava em equipamento de ponta, como retrato de uma equipe que tratava informação e cultura como matéria-prima, e como inventário das heranças que a Cidade deixou — da segmentação musical à conversa direta com o público. Para quem trabalha ou estuda rádio, é mapa de DNA. Para quem só ouve, é um reencontro com a estação que ensinou o Brasil a ligar o FM. ### Destaques - Reconstruir o nascimento da Rádio Cidade FM em 1977 e seu papel pioneiro no FM brasileiro - Homenagear Carlos Townsand, criador da emissora, sete anos após sua morte em julho de 2014 - Mostrar como a Cidade inventou o rádio interativo, segmentado e dinâmico que virou padrão - Revisitar o lendário prédio do JB na Av. Brasil 500 e a obsessão da casa por equipamento de ponta - Mapear a cultura editorial que tratava música, informação e cultura como matéria estudada ### O que você leva desse episódio - Você termina o episódio entendendo por que a Rádio Cidade é considerada matriz do FM moderno no Brasil - Aqui você aprende como segmentação musical e interatividade nasceram de decisões técnicas e editoriais conscientes - Você sai com o nome de Carlos Townsand fixado como referência incontornável da história do rádio brasileiro - Aqui você descobre como infraestrutura, equipe e curadoria se combinam para criar uma rádio que faz escola --- --- # Blog (últimos 50 posts) ## Por que nenhuma IA segura um programa ao vivo no lugar do apresentador **Publicado:** 2026-06-04 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/por-que-ia-nunca-vai-substituir-o-apresentador **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** apresentador de TV, inteligência artificial, live commerce, apresentação de TV, mercado de comunicação, teleprompter, entrevista, mídias digitais > Quando o link cai e o convidado escapa da pergunta, não existe prompt que salve — existe um apresentador. Por que a máquina trava no ao vivo e o apresentador, do telejornal à live de vendas, segue insubstituível em 2026. De tempos em tempos viraliza um avatar “feito por IA” recitando um texto, e volta a velha profecia: o apresentador de TV — e o apresentador moderno, o das lives — está com os dias contados. Não está. E não é torcida nossa: é como o ao vivo funciona. O vídeo de demonstração impressiona por quinze segundos. Coloque esse mesmo boneco para conduzir um programa de verdade, com convidado, imprevisto e plateia reagindo, e a mágica desmonta na primeira curva. Apresentar não é uma tarefa que se automatiza. É uma relação ao vivo com uma plateia que reage, hesita, se emociona e muda de ideia em tempo real. Esse é o terreno onde a máquina tropeça — e tudo indica que vai continuar tropeçando. A IA copia a superfície: a voz, o rosto, o jeito de falar. O que faz um apresentador não está na superfície. ## O apresentador clássico de TV: presença, autoridade e o inesperado Pense no que faz um bom apresentador de telejornal, de programa de auditório ou de mesa-redonda esportiva. Não é ler bonito um teleprompter — isso, sim, uma voz sintética até faz. É outra coisa: é presença. É a autoridade de quem olha na câmera e faz a audiência confiar. É a capacidade de conduzir uma entrevista difícil, perceber quando o convidado escapou da pergunta e voltar a ela com elegância. E é, sobretudo, lidar com o inesperado. A transmissão ao vivo é um campo minado de imprevistos: o link que cai, o convidado que dá uma resposta polêmica, a notícia de última hora que chega no meio do programa, o erro do colega que precisa ser contornado com naturalidade e bom humor. Nesses segundos, não existe roteiro nem prompt — existe um ser humano experiente improvisando com calma. Um avatar remeda um texto pronto e trava no primeiro desvio: não tem onde buscar o repertório, o instinto e o sangue-frio que um apresentador usa quando o plano A vira pó no ar. Some a isso o calor humano. O que prende a audiência num apresentador não é a perfeição: é a humanidade. É o riso espontâneo, a indignação verdadeira diante de uma injustiça, a pausa emocionada numa entrevista delicada. A audiência sente quando há alguém de verdade do outro lado — e sente, ainda mais rápido, quando não há. ## O apresentador moderno: a live que vende em tempo real O apresentador de 2026 não vive só na TV aberta. Ele está na live de vendas do Instagram, no programa ao vivo do TikTok, na transmissão que mistura entretenimento e comércio — o chamado live commerce, um formato que cresceu explosivamente e movimenta vendas em escala de horas. E aqui a IA esbarra num limite ainda mais nítido. Uma live de vendas funciona porque é uma conversa de mão dupla. O apresentador lê o chat rolando em tempo real, responde a dúvida que aparece, percebe que um produto está empolgando o público e estica aquele bloco, sente que outro não engatou e muda de assunto na hora. Ele reage à reação da plateia — e é essa leitura ao vivo que transforma audiência em venda. - **Interação em tempo real: **responder a pessoa pelo nome, brincar com um comentário, criar a sensação de que aquilo está acontecendo só ali, só agora. A IA não improvisa esse vínculo com naturalidade. - **Carisma que converte: **a diferença entre uma live que vende e uma que esvazia raramente é o produto — é o brilho de quem apresenta. Carisma é presença emocional, e presença emocional é justamente o que a síntese não tem. - **Leitura da plateia: **sentir o humor da audiência, perceber o momento certo de fazer a oferta, ajustar o ritmo. Isso é intuição construída na prática, não padrão extraído de dados. Já escrevemos sobre como o live commerce virou uma profissão que mistura apresentador e vendedor e fatura em horas. O ponto se confirma aqui: é um trabalho intensamente humano, daqueles em que a IA pode ajudar nos bastidores, mas não pode ocupar a cadeira de quem está no ar. ## O que a IA não tem — e dificilmente vai ter Quando se separa o que a IA faz do que ela não faz, fica claro que o apresentador opera justamente na zona em que a máquina é mais frágil: - Presença real: a sensação de que existe alguém de verdade ali, e não um boneco bem renderizado. - Improviso com naturalidade: reagir ao imprevisto sem travar, sem soar artificial. - Vínculo com o público: criar a relação que faz a audiência voltar amanhã para ver aquela pessoa. - Leitura ao vivo da plateia: ajustar tom, ritmo e conteúdo conforme a reação de quem assiste, em tempo real. Na melhor das hipóteses, a IA rende uns bastidores: rascunha uma vinheta, transcreve uma gravação, joga uma sugestão de pauta. Trabalho mecânico, de apoio — e olhe lá, ainda precisa de gente revisando. Nada disso é apresentar. No fim das contas ela só deixa mais evidente o que apenas o humano entrega diante da câmera: ao tirar a parte braçal do caminho, expõe que o valor estava todo na presença, no improviso e no vínculo. É por isso que o mercado paga — e paga caro — por quem apresenta de verdade. ## Por isso, formar-se apresentador vale mais do que nunca Se o diferencial é tudo aquilo que a IA não faz — presença diante das câmeras, condução de entrevista, performance, leitura de plateia, domínio das mídias digitais —, então a melhor decisão de carreira é justamente desenvolver essas competências com método. Não nasce pronto: técnica diante da câmera, controle de teleprompter, linguagem corporal, voz e improviso se treinam. É exatamente esse caminho que o [Curso de Apresentação de TV e Mídias Profissional da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=ia-nao-substitui-apresentador) oferece. Em cerca de 8 meses, presencial ou online ao vivo (você escolhe a cada aula), você passa pelos fundamentos diante das câmeras, comunicação e linguagem corporal, texto e roteiro, prática de teleprompter em estúdio, entrevista e condução de programas, apresentação para TV e para as mídias digitais, e ainda mercado e carreira do apresentador. O curso é ministrado por profissionais que vivem do ofício — entre eles jornalistas, atriz e comunicadora, fonoaudióloga e diretor da própria escola — e concede DRT, o registro profissional de radialista. A turma começa em 16 de junho de 2026, com investimento de R$ 2.916,00 (em até 10x no cartão), e atende tanto quem sonha com a TV quanto quem cria conteúdo para YouTube, Instagram e TikTok e quer dominar câmera, teleprompter e entrevista. Para conhecer a grade, valores e datas, fale com a nossa [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/552122255794?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20de%20TV) (21 2225-5794) ou veja a página do [curso de Apresentação de TV](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=lota-turma-apresentacao&utm_content=ia-nao-substitui-apresentador). > A IA remeda uma voz e anima um boneco. Não tem presença, não improvisa com naturalidade, não cria vínculo e não lê a plateia ao vivo. Apresentar continua sendo ofício humano — e quem se forma para isso fica cada vez mais valioso, não menos. --- ## Tela Brasil: o streaming público e gratuito dedicado ao audiovisual nacional acaba de ser lançado **Publicado:** 2026-06-04 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/tela-brasil-o-streaming-publico-e-gratuito-dedicado-ao-audiovisual-nacional-acaba-de-ser-lancado **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** Tela Brasil, streaming, audiovisual brasileiro, cinema nacional, Ministério da Cultura, gov.br, streaming gratuito > O governo federal lançou o Tela Brasil, streaming público e gratuito com mais de 500 obras audiovisuais nacionais. Saiba o que tem no catálogo e como acessar usando sua conta gov.br. O Brasil ganhou uma nova plataforma de streaming — e ela é completamente gratuita. O governo federal lançou, no último sábado (30 de maio), o Tela Brasil, um serviço público e gratuito dedicado exclusivamente ao audiovisual nacional, coordenado pelo Ministério da Cultura. A cerimônia de lançamento aconteceu na Cidade das Artes, na zona oeste do Rio de Janeiro, durante o evento Rio2C. **O que é o Tela Brasil?** A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, ampliando o alcance da produção nacional. O serviço estreia com mais de 500 produções brasileiras no catálogo, incluindo filmes clássicos, documentários e séries nacionais. O catálogo foi composto por obras de propriedade do Ministério da Cultura e por uma seleção feita em edital de licenciamento — um chamamento público realizado em 2024 que contratou mais de 300 obras —, além de 19 filmes licenciados entre os que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar. A curadoria buscou reunir um panorama representativo da diversidade e da história do audiovisual brasileiro, contemplando diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, incluindo cinemas negros, indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude. **O que tem no catálogo?** Entre os destaques estão clássicos como *Deus e o Diabo na Terra do Sol* (1964), de Glauber Rocha, *Xica da Silva* (1976), de Cacá Diegues, e *A Hora da Estrela* (1985), de Suzana Amaral. A plataforma também conta com produções indicadas ao Oscar, como *O Quatrilho* (1995) e *O Que É Isso, Companheiro?* (1997), além de sucessos mais recentes como *Carandiru* (2003) e *Olga* (2004). Outro objetivo declarado do Ministério da Cultura é transformar o streaming em um "lar" para obras independentes que circulam em festivais e mostras de cinema, mas encontram dificuldade para negociar contratos com plataformas privadas. **Como acessar?** A plataforma está disponível inicialmente apenas na versão web, com os aplicativos para Android e iOS previstos para chegar em até 30 dias após o lançamento. O acesso é feito com login da conta gov.br. Não é preciso criar um novo cadastro — basta usar a conta que você já tem. **Uma questão de soberania cultural** No lançamento, o presidente Lula destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros se conheçam melhor e criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país. Para quem trabalha com comunicação, rádio e mídia, o Tela Brasil é especialmente relevante: a plataforma reúne documentários, filmes de época e produções que registram décadas da história cultural do Brasil — um acervo valioso tanto para pesquisa quanto para formação profissional. Acesse em: [telabrasil.cultura.gov.br](https://telabrasil.cultura.gov.br) --- ## Como parar de travar na hora de falar ao microfone **Publicado:** 2026-06-03 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-parar-de-travar-ao-falar-no-microfone **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** medo de falar, glossofobia, microfone, locução, oratória, técnica vocal, falar em público, nervosismo > Travar no microfone tem explicação fisiológica e tem solução. Por que a gente congela diante do microfone e o que fazer, antes e na hora, pra destravar a voz e falar com segurança. O microfone abre, a luz vermelha acende e, de repente, some tudo. A frase que estava na ponta da língua evapora, a boca seca, a voz sai mais fina do que devia. Quem trabalha com a voz já viveu isso, e quem está começando vive direto. Travar na frente do microfone não é sinal de que você não nasceu pra isso. É uma reação com explicação clara, e com solução. Vamos ao porquê de a gente congelar diante do microfone e, sobretudo, ao que fazer pra destravar, antes de começar e no meio da fala. ## Por que você trava, e por que isso é absolutamente normal O medo de falar tem nome: glossofobia, e é um dos medos mais comuns que existem. Quando você encara o microfone, o cérebro interpreta a exposição como uma ameaça e dispara a velha resposta de luta ou fuga. O corpo se enche de adrenalina, o coração dispara, a respiração encurta e a voz sai trêmula ou simplesmente não sai. Nada disso é fraqueza ou falta de talento. É fisiologia pura. A boa notícia mora justamente aí. Como é uma reação do corpo, e não um veredito sobre a sua capacidade, dá pra treinar. Locutores e apresentadores tarimbados também sentem o frio na barriga antes de entrar no ar. A única diferença é que eles aprenderam a trabalhar com esse frio, em vez de brigar com ele. ## O que resolver antes de ligar o microfone Boa parte do travamento se evita antes de você sentar na cadeira. Preparação é o remédio mais subestimado contra o branco. - **Domine o conteúdo, não o decore: **quanto mais claro estiver o que você quer dizer, menos espaço sobra pra ansiedade ocupar. Mas cuidado com decorar palavra por palavra, porque, se você perder a linha, trava de vez. Tenha firmes os pontos que precisa passar e deixe as palavras nascerem na hora. - **Ensaie em voz alta e se grave: **ler com os olhos é uma coisa, falar é outra completamente diferente. Diga o texto em voz alta, grave no próprio celular e escute depois. Você vai descobrir onde tropeça e onde acelera, e corrige antes que conte. - **Faça as pazes com o equipamento: **teste o microfone antes. Saiba a que distância falar, em que ângulo, como a sua voz soa nele. O microfone não é um juiz apontado pra sua cara; é só uma ferramenta que leva a sua voz adiante. Quem o trata como inimigo já começa meio caminho andado pra travar. ## A respiração que destrava a voz Quando o nervosismo aperta, a primeira coisa que ele rouba é o ar. A respiração sobe pro alto do peito, fica curta e rápida, e isso realimenta a ansiedade e deixa a voz instável. Reverter esse ciclo é mais simples do que parece. Antes de começar, faça três respirações lentas e fundas: inspire pelo nariz enchendo a barriga, e não o peito, segure por um instante e solte devagar pela boca. Essa é a respiração diafragmática, a mesma que sustenta toda técnica vocal séria. Ela avisa o corpo de que não existe perigo real e devolve a você o controle da voz. É o primeiro socorro contra o branco, e funciona em segundos. ## Na hora de falar - **Vire o nervosismo a seu favor: **aquela energia extra não precisa virar pânico. Ela pode virar presença, entusiasmo, intensidade. Os melhores comunicadores não são os que não sentem nada; são os que transformam o que sentem em combustível. - **Fale para uma pessoa só: **em vez de imaginar uma multidão te avaliando, fale como se estivesse explicando algo pra um amigo. O microfone é íntimo por natureza e recompensa a conversa, não o discurso solene. - **Errou? Corrige e segue: **a travada feia quase sempre vem de tropeçar numa palavra e parar pra se culpar ali no meio. Numa conversa de verdade, você se corrige sem nem pensar e continua. No microfone é igual. Ninguém repara no deslize de quem não trava nele. - **Respeite a pausa: **meio segundo de silêncio não é travada, é respiro. Quem tem medo do silêncio atropela as frases e aí, sim, se embola. Aprender a pausar com calma é, no fundo, aprender a não travar. ## O segredo que ninguém gosta de ouvir Nenhuma técnica substitui aquilo que realmente destrava de vez: tempo de microfone. Os primeiros minutos no ar são desconfortáveis pra todo mundo, sem exceção, e o desconforto diminui um pouco a cada vez que você volta. A confiança não vem antes da prática. Ela é resultado da prática. O que dá pra fazer é encurtar esse caminho. Quem treina sozinho passa meses repetindo os mesmos erros, porque não tem ninguém pra apontá-los. Quem treina com direção, recebendo a correção na hora certa, destrava numa fração do tempo, simplesmente porque para de tropeçar no que não enxergava. ## Onde praticar no microfone de verdade É esse ambiente de prática guiada que a gente oferece nos cursos da Escola de Rádio. No curso [Fale Bem em Público](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/fale-bem-em-publico?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=medo-microfone), o foco é exatamente vencer o medo e construir segurança diante de uma plateia. E nos cursos de locução você passa horas no estúdio, no microfone, com professores que corrigem cada travada antes que ela vire vício. Pra conhecer as turmas e tirar dúvidas, é só chamar a [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/552122255794?text=Quero%20saber%20sobre%20os%20cursos%20da%20ER%2B) (21 2225-5794). > Ninguém nasce destravado no microfone. O que separa quem fala bem de quem congela não é a ausência de medo. É o número de vezes que a pessoa sentou na frente do microfone sentindo medo e falou mesmo assim. --- ## Rádio Nacional pede ajuda do público para reunir arquivos históricos dos seus 90 anos **Publicado:** 2026-06-03 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/radio-nacional-pede-ajuda-do-publico-para-reunir-arquivos-historicos-dos-seus-90-anos **Categoria:** História do Radio **Tags:** radio nacional, historia do radio, 90 anos da radio nacional, ebc, acervo do radio > A Rádio Nacional lança campanha para reunir arquivos históricos com ouvintes e ex-funcionários, como parte das comemorações pelos seus 90 anos. Saiba como participar. A Rádio Nacional lançou uma campanha para recuperar registros históricos que estejam guardados com ouvintes, ex-funcionários e colecionadores. A iniciativa faz parte das comemorações pelos 90 anos da emissora — fundada em 12 de setembro de 1936 no Rio de Janeiro — e foi apresentada durante o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Com o chamado *"O que você guardou pode ajudar a contar a história da Nacional"*, a campanha aceita áudios de programas antigos, vinhetas, locuções marcantes, narrações de gols históricos, fotografias, correspondências e qualquer outro material com relação direta com a emissora. O objetivo é ampliar e preencher lacunas no acervo oficial da EBC com memórias preservadas pelo público ao longo de décadas. Para participar, o interessado deve enviar um e-mail para [nacional90@ebc.com.br](mailto:nacional90@ebc.com.br). A EBC retorna com um formulário de intenção de doação e, após triagem técnica, o material poderá integrar o acervo histórico da emissora, participar de uma exposição comemorativa e figurar na programação especial dos 90 anos. A Rádio Nacional tem uma história que atravessa gerações: foi responsável pelo *Repórter Esso*, inaugurou as radionovelas no Brasil com *Em busca da felicidade* (1941) e acompanhou momentos fundamentais da vida cultural, esportiva e jornalística do país. Hoje, além do Rio, transmite de Brasília, da Amazônia e do Alto Solimões. As celebrações pelos 90 anos incluem ainda o lançamento da série *90 anos em 90 histórias* (a partir de 12 de junho), um novo site da emissora e uma edição especial do Festival de Música da Rádio Nacional. --- ## Radialista de carreira assume pela primeira vez a direção-geral da EBC **Publicado:** 2026-06-02 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/radialista-de-carreira-assume-pela-primeira-vez-a-direcao-geral-da-ebc **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** Thiago Regotto , EBC, Radio MEC, radiodifusão pública > Thiago Regotto, radialista com 23 anos na EBC, é nomeado diretor-geral da empresa. Segundo a instituição, é a primeira vez que um profissional vindo do jornalismo e da radiodifusão ocupa o cargo. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem um novo diretor-geral. O presidente Lula assinou, em 29 de maio de 2026, a nomeação do jornalista e radialista Thiago Regotto para o cargo máximo da empresa pública de comunicação do país. Segundo informações divulgadas pela própria [EBC](https://www.ebc.com.br/imprensa/2026/de-estagiario-a-diretor-geral-lula-nomeia-thiago-regotto-para-direcao-geral-da-ebc), é a primeira vez na história da instituição que o posto é ocupado por alguém que construiu carreira no jornalismo e na radiodifusão — e não na gestão administrativa. Regotto conhece a casa por dentro há 23 anos. Entrou como estagiário na Rádio MEC em 2003, quando a emissora ainda era gerida pela Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), entidade depois incorporada à EBC. Aprovado em concurso público em 2013, acumulou funções de gestão ao longo dos anos até chegar à gerência executiva das rádios Nacional e MEC — cargo que ocupava até a nomeação. Entre suas contribuições mais concretas estão a expansão das rádios federais pelo território nacional, a modernização da programação e a integração multiplataforma das emissoras. Um dos resultados visíveis foi a implementação da Rádio Nacional de São Paulo, cujo programa Tarde Nacional SP ganhou o prêmio da APCA como Melhor Programa Cultural de Rádio de 2025. A preservação da memória da radiodifusão pública também marca sua trajetória: Regotto idealizou o Museu da Rádio Nacional e coordenou as comemorações do centenário do rádio no Brasil (2022), do centenário da Rádio MEC (2023) e dos 90 anos da Rádio Nacional, celebrados em 2026. No campo acadêmico, é mestre em Educação, Cultura e Comunicação pela UERJ, com MBA em TV Digital, Radiodifusão e Novas Mídias pela UFF, especialização em Marketing pelo COPPEAD/UFRJ e pós-graduação em Gestão e Liderança pela FGV. Publicou pesquisas sobre comunicação pública, história do rádio e os desafios da radiodifusão não comercial no Brasil. Ele substitui David Butter, que esteve no cargo por apenas quatro meses — de janeiro a maio de 2026. Em nota, Butter desejou sucesso ao sucessor e afirmou ter feito uma transição tranquila para quem chamou de amigo e parceiro de projetos. --- ## Estúdio, voz ou edição: onde vale mais investir pra fazer um podcast que dá certo? **Publicado:** 2026-06-01 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/podcast-investir-estudio-voz-edicao-onde-comecar **Categoria:** Tecnologia e Inovação, Dicas de Estágio e Trabalho, Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** podcast, equipamento podcast, estúdio de podcast, edição de podcast, técnica de voz, Ruy Jobim, curso de podcast, como começar podcast > Os três pilares de um podcast comparados em peso real (edição 50%, voz 35%, estúdio 15%), faixas de investimento e casos brasileiros que provam onde está o retorno verdadeiro. Todo mundo que pensa em começar um podcast em 2026 chega numa pergunta que parece trivial mas decide o resultado: por onde gastar o dinheiro primeiro? Investir em microfone bom? Em sala tratada? Em editor profissional? Em curso de voz? A escolha mexe direto na qualidade final, no fôlego pra continuar e na chance de o canal crescer. Este post compara os três grandes pilares (estúdio, voz e edição), mostra quanto custa cada um, qual entrega mais retorno por real investido e, no final, qual deles separa um podcast de fim de semana de um podcast que vira referência. ## Os três pilares — o que cada um faz Antes de comparar custo, vale entender exatamente o que cada pilar entrega no produto final. ### 1. Estúdio (sala + equipamento) Inclui tratamento acústico da sala, microfone(s), interface de áudio, fones, mesa, suporte, cabos. Resolve dois problemas: capta voz com clareza e isola o som de fora. Estúdio caro não faz voz boa — faz voz com menos trabalho de edição depois. Um setup razoável fica entre R$ 2.000 e R$ 6.000. Um setup profissional, R$ 15.000 a R$ 40.000. ### 2. Voz (técnica vocal + presença de microfone) Inclui respiração diafragmática, projeção sem forçar, dicção limpa, intenção, ritmo, pausa controlada, capacidade de manter energia por 60+ minutos sem cansar. É o que faz a pessoa ouvindo no fone do trabalho querer continuar até o fim. Voz boa não nasce — se constrói com treino dirigido. Custo: zero em equipamento, alto em horas de prática. ### 3. Edição (pós-produção) Inclui remover ruídos, ums e ahs, pausas mortas, gaguejos, repetições, sons indesejados (cadeira, café, papel). Inclui também adicionar vinheta, BG, transições, normalizar volume, fazer mixagem final. É o que transforma uma conversa de duas horas mal organizadas em 50 minutos enxutos que prendem. Custo: software (Reaper R$ 250 licença vitalícia, Adobe Audition R$ 100/mês), ou contratar editor (R$ 50 a R$ 250 por hora de áudio bruto). ## Quanto cada pilar realmente retorna Aqui mora a parte contraintuitiva. O instinto manda investir primeiro no que se vê (equipamento). Mas a percepção real do ouvinte é diferente. Ranking de impacto, baseado em padrões observados em podcasts brasileiros que cresceram nos últimos cinco anos: - **Edição — peso 50%: **podcast com edição ruim cansa em 5 minutos, por melhor que seja o conteúdo. Pausa morta de 3 segundos, voz desnivelada entre falantes, ruído de fundo, ums e ahs em sequência — qualquer um desses faz o ouvinte trocar de canal. Edição limpa multiplica o tempo médio de escuta. - **Voz e direção do programa — peso 35%: **ritmo de conversa, capacidade de conduzir convidado, transições suaves entre temas, energia. Tudo isso vem de técnica vocal e oficio de apresentador. Equipamento de R$ 50 mil não compensa um host que não sabe fazer pergunta. - **Estúdio — peso 15%: **mais importante do que a maioria pensa, menos importante do que o instagram de gear-junkie te faz acreditar. Sala tratada e mic decente já entregam 90% do resultado técnico que mic top de linha entrega. Acima desse patamar, retorno marginal é baixo. ## Os casos que provam Os podcasts brasileiros que mais cresceram em 2024-2026 confirmam o ranking acima de jeitos diferentes: O PodPah começou em sala simples, com tratamento acústico mínimo, mics razoáveis e dois apresentadores afinados (Igão e Mítico). O diferencial nunca foi o setup — foi o casamento de personalidades, o ritmo de improviso e a edição enxuta. O canal chegou a milhões de inscritos com setup que cabe em R$ 8.000 no total. Já o Inteligência Ltda, o Flow e Mano a Mano (Mano Brown) operam em estúdios sofisticados, com múltiplos mics, mesa de mixagem em tempo real, painéis acústicos, iluminação profissional. Mas o que sustenta esses canais não é o estúdio — é a curadoria de convidado, a profundidade da entrevista e o ritmo de publicação semanal há anos. O estúdio é resultado do sucesso, não a causa dele. E na ponta contrária: existem dezenas de podcasts em setup de R$ 30 mil que não passam de 500 ouvintes por episódio depois de dois anos. O dinheiro foi pro equipamento porque era visível e mensurável. A energia que faltava — formação de host, treino de voz, prática de edição — não chegou. ## A regra que muda o jogo Se você tem R$ 5.000 pra começar um podcast, a distribuição que historicamente dá mais retorno é: - R$ 2.000 em setup básico decente (mic dinâmico tipo Shure SM58 ou MV7, interface USB simples, par de fones fechados, painéis acústicos básicos). - R$ 2.000 em formação real (curso de voz e apresentação, oficina de roteiro, mentoria de edição). Esse é o investimento que mais retorna porque vira habilidade que você usa por anos. - R$ 1.000 reservados pros primeiros 3 a 6 episódios de edição contratada profissional — pra você ouvir o padrão de outro e replicar depois. Quem inverte essa proporção (R$ 4.500 em equipamento, R$ 500 em formação) quase sempre desiste no 8º episódio porque o resultado não cresce. Quem investe na regra acima sustenta o ritmo e melhora a cada mês. ## Quando vale fazer upgrade de estúdio Não no começo. O momento certo de subir o setup é quando o podcast atinge três marcadores juntos: - Você grava semanalmente há pelo menos 6 meses sem interrupção (provou que aguenta o ritmo). - A audiência cresceu e o conteúdo já existe com qualidade — o gargalo agora é técnico, não criativo. - Convidados de outro patamar começaram a aceitar entrar — e merecem captação à altura. Antes desses três sinais, gastar mais em estúdio é alimentar a sensação de progresso sem gerar progresso real. É o tipo de gasto que parece investimento e funciona como procrastinação. ## O detalhe que ninguém te conta sobre técnica A coisa que mais separa profissional de amador em podcast brasileiro hoje não é equipamento, não é estúdio, nem é edição. É a presença de microfone — capacidade de transmitir intenção sem teatro, manter energia conversacional por uma hora, conduzir convidado sem atropelar, sustentar pausa sem parecer travado. Isso é treino. É oficio. Não vem com mic novo. Quem aprende essas coisas com quem já fez no rádio profissional ganha 18 meses de prática só de tirar manias amadoras logo no início. Quem aprende sozinho gasta os mesmos 18 meses arrumando os erros que ninguém apontou no caminho. ## Sobre o curso de podcast da ER+ Foi exatamente esse buraco entre 'comprei o setup' e 'sei o que estou fazendo' que motivou a criação do [Curso de Podcast do Zero](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-do-zero?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=podcast-estudio-voz-edicao) da Escola de Rádio, conduzido por Ruy Jobim no estúdio profissional da escola. O foco não é técnico de equipamento — é técnica de apresentação, condução de entrevista, ritmo, voz, edição estruturada. Em outras palavras: tudo que separa um podcast que pega tração de um que morre no 10º episódio. Datas e investimento na [página do curso](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-do-zero?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=podcast-estudio-voz-edicao). Pra falar direto, [WhatsApp da secretaria](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20de%20podcast%20da%20ER%2B) (21 99117-7784). > Equipamento top de linha não faz um podcast bom. Faz um podcast ruim com áudio cristalino. Pra fazer um podcast bom o caminho é outro — passa por voz, ritmo, oficio. Esse é o investimento que ninguém vê e que decide tudo. --- ## A gaivota bilíngue de Istambul e o segredo da comunicação que conecta **Publicado:** 2026-06-01 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/a-gaivota-bilingue-de-istambul-e-o-segredo-da-comunicacao-que-conecta **Categoria:** Conteúdo & Entretenimento **Tags:** midia, comunicação, linguagem, comportamento animal, storytelling, gaivotas, gatos, instambul, turquia > Gaivotas em Istambul aprenderam a imitar o miado de gatos para conseguir ração — e esse comportamento coletivo revela uma lição poderosa sobre comunicação estratégica. Em Istambul, na Turquia, um fenômeno inusitado tomou as redes sociais: gaivotas aprenderam a imitar o miado de gatos para conseguir comida de dispensadores automáticos de ração instalados nas ruas da cidade. A Turquia tem uma relação histórica e afetiva com os gatos de rua. Em Istambul, eles são tratados como parte do patrimônio cultural da cidade. Para facilitar a alimentação desses animais, a empresa turca Pugedon criou as chamadas *mamamatiks* — máquinas que liberam ração em troca de garrafas plásticas recicláveis. O pedestre recicla, o gato come. Simples e solidário. Só que as gaivotas observaram o processo. Viram os gatos miando perto das máquinas e recebendo comida. E decidiram tentar a mesma estratégia — não uma delas, mas várias. O comportamento se espalhou entre as aves como um aprendizado coletivo. O turista Andrey Boguslavskiy foi um dos que registraram o momento: passou por uma das máquinas, não havia nenhum gato por perto, mas ouviu um miado. O som vinha de uma gaivota. "Eu nunca imaginei que gaivotas pudessem fazer esses sons", disse ele ao site The Dodo. "Tenho quase certeza de que elas aprenderam isso ao ver as pessoas alimentando os gatos." Do ponto de vista científico, o comportamento tem explicação. Aves utilizam um órgão chamado siringe para imitar sons — o mesmo mecanismo que permite a papagaios e periquitos reproduzir vozes humanas. O que surpreende aqui não é a capacidade técnica, mas a intencionalidade: as gaivotas observaram, identificaram um padrão de comunicação eficaz no ambiente, e o adotaram coletivamente. Isso é comunicação. Não no sentido poético — no sentido literal, técnico, estratégico. As gaivotas fizeram exatamente o que qualquer comunicador precisa aprender a fazer: identificaram o código que funciona com o público-alvo (no caso, o humano que aperta o botão), adaptaram sua mensagem a esse código e obtiveram o resultado desejado. E o fato de o comportamento ter se espalhado entre as aves adiciona outra camada: a comunicação eficaz não fica restrita a quem a criou. Ela se replica, se ensina, se torna cultura. Na rádio, na TV, no digital, o desafio é sempre esse. Não basta ter algo a dizer. É preciso encontrar a linguagem que conecta. O formato que o ouvinte, o telespectador, o seguidor reconhece. A hora certa, o tom certo, o canal certo. As gaivotas de Istambul não têm diploma. Mas entenderam o essencial: comunicação é adaptação. --- ## Qual a diferença entre curso técnico e profissionalizante — e o que vale para locutor e apresentador? **Publicado:** 2026-05-28 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/qual-a-diferenca-entre-curso-tecnico-e-profissionalizante-e-o-que-vale-para-locutor-e **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** curso profissionalizante, curso técnico, registro profissional, sindicato dos radialistas, DRT radialista, locutor profissional, curso de locução, comunicador, escola de radio > Qual a diferença entre curso técnico e profissionalizante? Entenda como funciona a regulamentação da profissão de locutor e apresentador — e por que o curso profissionalizante é o caminho certo para quem quer atuar no mercado de rádio e TV. Alguns alunos nos fazem essa pergunta e ela é muito boa — e muito justa. O curso da Escola de Rádio não é um curso técnico. Então, ele tem valor no mercado? Dá para tirar registro profissional? Vamos responder de vez. ## Técnico e profissionalizante não são a mesma coisa O curso técnico é regulamentado pelo MEC, tem duração mínima definida por lei e emite um diploma dentro do sistema de ensino oficial. Já o curso profissionalizante é focado em desenvolver uma habilidade prática para o mercado, com mais agilidade e sem burocracia. Ele emite um certificado de conclusão — não um diploma técnico. Cada modelo tem seu lugar. E para a área de comunicação, o curso profissionalizante é exatamente o que o mercado reconhece. ## Na área de rádio e TV, a regulamentação segue um caminho próprio A profissão de radialista é regulamentada pela Lei 6.615/78. Essa lei define que o registro profissional é emitido pelo Ministério do Trabalho, mediante solicitação encaminhada pelo Sindicato dos Radialistas. A regulamentação dessa profissão segue uma lógica diferente do sistema de ensino tradicional — e isso é previsto em lei. O que o sindicato aceita como comprovação de formação? O certificado de conclusão de um curso profissionalizante reconhecido — exatamente como os cursos da Escola de Rádio TV & Web. ## O diploma da ER+ abre a porta para o registro Ao concluir os cursos de Locução Profissionalizante, Apresentação de TV Profissionalizante, o aluno recebe um diploma com a nomenclatura Comunicador — função unificada pelo Decreto 9.329/18, que reuniu locutor, apresentador e animador numa só categoria. Com esse documento, o aluno dá entrada no registro profissional junto ao Sindicato dos Radialistas do Estado do Rio de Janeiro. Esse registro é o que permite atuar formalmente no mercado — em emissoras, produtoras, agências e empresas de comunicação. ## Então o curso profissionalizante é suficiente? Para quem quer trabalhar como comunicador, locutor ou apresentador: sim. A formação certa para essa profissão é aquela reconhecida pelo sindicato da categoria. E a Escola de Rádio TV & Web está nesse caminho desde 1994. --- ## Por que a demo é o documento que mais decide carreira na comunicação **Publicado:** 2026-05-27 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/demo-profissional-importancia-mercado-comunicacao **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Comunicação, Oratoria e Voz, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** demo, demo profissional, demo de locução, carreira em comunicação, mercado de voz, locução, Ruy Jobim > A demo é seu CV em áudio. Quem contrata ouve 30 segundos antes de decidir. Por que demo profissional decide carreira — e como diferenciar amadora de profissional. Quem trabalha com voz no Brasil sabe: existe um documento que decide carreira mais do que diploma, mais do que curso e, em muitos casos, mais do que talento. É a demo. E a verdade incômoda é que a maioria dos comunicadores trata essa peça como rascunho — uma gravação caseira feita no celular, sem direção, sem edição, sem clareza sobre quem vai ouvir do outro lado. Este post não é sobre como gravar uma demo. É sobre por que ela é o documento mais importante da sua carreira em comunicação — e por que a diferença entre uma demo profissional e uma amadora vale, literalmente, anos de trabalho. ## A demo é o teu currículo em áudio Quando uma agência precisa de uma voz pra uma campanha nacional, ninguém pede pra você ir ao escritório fazer teste presencial. Ninguém liga pra perguntar sua experiência. O que acontece é simples: o produtor abre uma pasta com 30, 50, às vezes 200 demos de candidatos, e começa a ouvir. Cada uma recebe entre 10 e 30 segundos de atenção antes da decisão de descartar ou separar. Você não tem entrevista. Você tem 30 segundos. Esses 30 segundos são a sua demo. Pra entender o tamanho desse filtro, basta olhar quanto material chega às produtoras maiores. Casas de dublagem do Rio e de São Paulo recebem centenas de demos por mês. Agências de publicidade trabalham com bancos próprios de vozes onde a entrada é feita por demo. Bancos de voz online como Voice123, Bodalgo e os brasileiros Banco de Vozes e Voicebox movem milhares de jobs por ano — e a inscrição inicial é uma demo. ## O que separa uma demo profissional de uma amadora Uma demo amadora geralmente tem três marcas registradas: começa com o locutor dizendo o próprio nome, tem áudio com ruído de ambiente e mistura textos sem critério. Uma demo profissional resolve essas três coisas — e mais quatro: - **Sala tratada acusticamente: **som limpo, sem reverb, sem rua, sem ar-condicionado. Não precisa de estúdio de Globo. Precisa de uma sala onde o áudio capta a voz, não o ambiente. - **Microfone profissional: **mic condensador de qualidade ou dinâmico de broadcast. Microfone de gamer não entrega a curva de frequência que o ouvido treinado de produtor espera. - **Edição inteligente: **transições suaves entre estilos, pausas calculadas, BG (música de fundo) bem misturado. Uma demo não é uma sequência de takes — é uma peça editada. - **Roteiro pensado: **cada trecho mostra uma faceta diferente da voz (comercial, institucional, narração, leitura, AVA). Não é demonstrar quanto você grava — é demonstrar a versatilidade. - **Duração calibrada: **entre 60 e 90 segundos. Mais que isso, ninguém ouve até o fim. Menos que isso, não dá tempo de mostrar variedade. - **Direção de voz: **alguém escutando do outro lado durante a gravação, ajustando ritmo, intenção, ataques. Locutor não tem ouvido neutro pra si mesmo. Todo profissional grande grava com diretor. - **Mixagem final: **volume nivelado, sem peaks, sem variação brusca entre trechos. Quem ouve no celular, no carro e no estúdio precisa receber o mesmo padrão. ## Os erros que matam uma demo nos primeiros 10 segundos Quem decide ouve demos com a paciência de quem está atrasado pra uma reunião. Os erros mais comuns que fazem o produtor pular pra próxima: - **Abrir falando o próprio nome: **ninguém quer ouvir 'olá, meu nome é Fulano e essa é minha demo'. Em 5 segundos você já queimou metade do tempo de atenção. Comece pela voz fazendo o que ela faz melhor. - **Começar pelo trecho mais fraco: **se o seu forte é comercial, abra com comercial. Se é narração, abra com narração. O primeiro trecho determina se o próximo será ouvido. - **Repetir estilo: **três trechos iguais de comercial dizem menos que dois bem diferentes. Variedade conta mais que volume. - **Música de fundo brigando com a voz: **BG existe pra ambientar, não pra competir. Mix mal feito tira foco da voz — que é o produto. ## Quem é o teu juiz, e o que ele procura Saber pra quem você está vendendo muda como você grava. Os principais ouvintes da sua demo são quatro tipos de profissional, e cada um filtra por critério diferente: ### Diretor de produção em agência Procura versatilidade e adequação à marca. Recebe briefing 'precisamos de voz jovem, irreverente, com pegada de marca millennial' e procura na demo trechos que provem isso. Se a sua demo tem só comercial sério, você sai do filtro. ### Estúdio de dublagem ou produtora de áudio Procura limpeza técnica e direção. Quer ouvir que você grava em ambiente controlado e que entende intenção de personagem. Recebe demos com áudio amador e descarta sem culpa — produzir em cima de captação ruim sai mais caro que contratar voz melhor. ### Banco de vozes online (Voice123, Bodalgo, Banco de Vozes) Procura match com keywords. A plataforma indexa sua demo por características (idade, gênero, tom, registro) e te oferece em buscas que correspondem. Sem essa tagueamento, você nunca aparece. ### Cliente final (PME, infoprodutor, marca que faz tudo internamente) Procura confiança e profissionalismo. Não tem ouvido técnico — mas sente a diferença. Vai escolher quem soa 'caro' mesmo sem saber explicar por quê. Demo amadora soa cara? Nunca. ## Quando refazer a sua demo Demo não é peça eterna. Sinais claros de que está na hora de gravar de novo: - Sua voz mudou — envelheceu, ficou mais grave, mais limpa, mais cansada. Demo antiga vende uma voz que não existe mais. - O mercado mudou — em 2020 voz forçada de locutor de FM ainda vendia. Em 2026 a tendência é voz natural, próxima, conversacional. Demo com estética de outra década soa datada na primeira escuta. - Você ganhou equipamento novo — mic, interface, sala tratada. Atualizar a demo pra refletir o seu padrão atual é obrigatório. - Já se passaram dois anos — independente de qualquer outro fator. Demo de mais de dois anos sinaliza 'esse locutor parou'. Sinaliza isso pra quem te contrata. ## O custo real de uma demo profissional (faixa de mercado 2026) Gravar a sua demo em casa, no celular, custa zero — e vale zero pro mercado. Gravar com diretor, em estúdio com tratamento acústico, com microfone broadcast e mixagem final custa, em média, entre R$ 350 e R$ 1.500, dependendo do tempo, dos estilos cobertos e do nível do estúdio. É menos que a maioria das pessoas gasta em um curso de R$ 2 mil. E é a peça que, depois, vai pagar pelo curso inteiro nos primeiros jobs. Demo profissional não é gasto — é investimento de retorno rápido. ## Onde gravar — e o que perguntar antes Você tem três caminhos: home studio próprio (longo prazo), serviço pontual em estúdio profissional (caminho mais comum no início) ou contratar a um produtor independente. Antes de fechar com qualquer um: - Pergunte se haverá direção de voz durante a gravação. Sem direção, é só gravação. Não é demo. - Peça pra ouvir uma amostra de demos que o estúdio já gravou. O nível das demos antigas indica o padrão que você vai receber. - Confirme o que está incluso: roteiro pronto ou seu? Edição entra ou cobra à parte? Mixagem final está no pacote? - Cheque se você sai com os arquivos brutos (raw) além do master. Bruto serve pra reedições futuras. ## Por que a Escola de Rádio passou a oferecer demo profissional A ER+ abriu esse serviço porque, ao longo dos anos formando comunicadores, ficou claro que muito aluno saía dos cursos com voz pronta — e empacava na hora de provar isso pro mercado. Sem demo decente, o caminho de vagas em rádio, agência ou banco de vozes simplesmente não abre. O [novo serviço de demo profissional da ER+](https://www.escoladeradio.com.br/demo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=demo-profissional-importancia) é presencial no Rio, com Ruy Jobim na direção, em estúdio próprio, e custa R$ 350 — uma faixa pensada pra ser acessível justamente por isso. Pra agendar é só falar com a [secretaria pelo WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20gravar%20minha%20demo%20profissional) (21 99117-7784) ou ver detalhes na [página do serviço](https://www.escoladeradio.com.br/demo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=demo-profissional-importancia). > Comunicador grande não é o que tem mais talento. É o que tem mais profissionalismo nos detalhes que o público nem vê. A demo é o primeiro desses detalhes. --- ## O comercial mais lendário do futebol foi filmado por um diretor de Hong Kong **Publicado:** 2026-05-26 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/nike-airport-selecao-1998-john-woo **Categoria:** Campanhas & Publicidade, Esporte **Tags:** Nike, Airport, Copa do Mundo, Copa 1998, John Woo, seleção brasileira, Ronaldo, campanhas, publicidade, Mas Que Nada, locução publicitária > Em 1998, a Nike contratou John Woo pra dirigir a seleção brasileira num aeroporto vazio. Sem locução, com Mas Que Nada de trilha, o comercial viralizou antes de existir YouTube — e virou um dos maiores ícones da publicidade esportiva. Em maio de 1998, faltando duas semanas pra Copa do Mundo da França, a Nike soltou um comercial de quase dois minutos que ainda hoje aparece em quase toda lista séria sobre melhores comerciais esportivos da história. O nome simples: Airport. O cenário: uma sala de embarque vazia de aeroporto. A premissa também era simples. A seleção brasileira chega atrasada pra um voo. Enquanto esperam, começam a jogar bola dentro do terminal. A música é Mas Que Nada, do Sérgio Mendes. Não tem locução. Não tem texto. Não tem logo da Nike até o último frame. O que poucas pessoas sabem é que o comercial foi dirigido por John Woo — sim, o diretor hongkonês que tinha acabado de filmar Cara a Cara com Nicolas Cage e John Travolta. E que os jogadores brasileiros eram fãs declarados dele. [Vídeo YouTube: https://youtu.be/-R4PPUqMYgM — Airport (1998) — comercial da Nike dirigido por John Woo, com a seleção brasileira jogando bola num terminal de aeroporto.] ## A seleção brasileira nas mãos do diretor de Cara a Cara John Woo era, em 1997, um dos diretores de ação mais influentes do planeta. Tinha vindo do cinema de Hong Kong (The Killer, Hard Boiled), pulado pra Hollywood, e estava prestes a filmar Missão Impossível 2. Foi a Wieden+Kennedy, agência da Nike, que sugeriu o nome dele. A aposta era arriscada. Comercial de Nike sempre tinha sido território de diretores de publicidade tradicional. Trazer um diretor de filme de ação chinês pra dirigir a seleção brasileira parecia, no papel, uma combinação estranha demais. Mas Ronaldo Fenômeno, principal jogador da seleção, era fã declarado de Woo. Quando soube quem dirigiria, topou na hora — e arrastou o resto do elenco. Roberto Carlos, Romário, Rivaldo, Denílson, Cafu. Eric Cantona, francês recém-aposentado, fechou o elenco fazendo um pequeno papel: o piloto do avião, no final. ## Filmaram no Galeão e em um aeroporto fechado em Milão A produção começou em dezembro de 1997, numa sala VIP do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio. Os jogadores não puderam ficar muito tempo no Brasil — quase todos jogavam na Europa e tinham temporada em andamento. Solução: terminar as tomadas em Milão, no aeroporto de Malpensa, que ainda não tinha sido inaugurado pra voos comerciais. A cena mais famosa do comercial é Ronaldo cobrando a bola na trave do esqueleto de uma estrutura metálica — bola sobe, bate na trave imaginária, volta. Não foi truque de edição. Ronaldo acertou de primeira em quase todas as takes. Quem trabalhou na produção contou em entrevistas que ele fazia parecer fácil, e fazia mesmo. Em [matéria detalhada da FourFourTwo](https://www.fourfourtwo.com/features/inside-greatest-ad-ever-nikes-brilliant-1998-brazil-airport-commercial-those-who-made-it), produtores e diretor de fotografia contaram que a química do elenco era tão evidente em set que muitas cenas saíram de improviso. Os jogadores brincavam de verdade — a câmera só registrava. ## Mas Que Nada: a trilha sonora que virou marca Sérgio Mendes & Brasil '66 tinham gravado Mas Que Nada (de Jorge Ben Jor) em 1966. A música tinha sido sucesso nos Estados Unidos naquela década, mas em 1998 já era considerada vintage. A Nike escolheu propositalmente. O efeito foi imediato. A música não tinha locução, não tinha refrão em inglês, mas comunicava brasilidade de um jeito que palavra nenhuma teria conseguido. As jogadas dos atletas viraram coreografia da batida do samba. O comercial inteiro funciona como videoclipe — narrativa sustentada por som e movimento, sem precisar de texto. Quase trinta anos depois, Mas Que Nada virou trilha de inúmeras outras peças publicitárias, séries e filmes. Mas pra uma geração de torcedores, ela é a música do Airport. A associação ficou colada. ## 1998 era um país sem YouTube — e o vídeo viralizou mesmo assim Em 1998, a internet brasileira ainda era discada. YouTube não existia (só seria criado em 2005). Plataformas de streaming também não. Espalhar um vídeo de dois minutos pelo mundo dependia de mídia tradicional — TV, MTV, cinema antes da sessão, VHS pirata. Mesmo assim, o Airport rodou globalmente. A Nike comprou espaço em transmissões esportivas em mais de quarenta países. A MTV passou em rotação. Salas de cinema rodavam antes de filmes de grande público. E começou a aparecer em VHS — gravado de TV, repassado mão em mão. Foi um dos primeiros exemplos de comercial que virou conteúdo — peça publicitária que as pessoas queriam assistir de novo, pedir pra ver, gravar em fita. O termo viral marketing ainda não existia no vocabulário publicitário. O Airport tinha as características de viral antes do conceito ser nomeado. ## Em 2018 a Nike refez o comercial — e quase ninguém lembra Para a Copa da Rússia, em 2018, a Nike refez Airport. Mesma premissa, mesmo aeroporto-cenário, nova geração: Neymar, Coutinho, Marcelo, Casemiro, Thiago Silva. Mas Que Nada remixado. Funcionou tecnicamente — produção impecável, jogadores topando o jogo. Mas não chegou perto do impacto original. O motivo é didático: o primeiro Airport tinha sido novidade absoluta. Comercial de futebol não era cinema. Em 2018, todo comercial de Copa já era cinema — a vara estava muito mais alta. > A lição: nem sempre o remake supera. Às vezes a campanha vira ícone porque foi feita num momento em que ninguém esperava aquele padrão. Refazer com mais recursos não recupera o efeito de surpresa. ## Por que isso importa pra quem trabalha com locução e produção Airport é um comercial sem locução — e por isso mesmo é uma aula sobre locução. Mostra que toda peça publicitária é decisão de o que falar e o que deixar em silêncio. Quando a trilha é forte o suficiente, a narração some. Quando a imagem conduz, a voz fica de fora. Todo comercial subsequente da Nike na Copa usou locução — porque tinha outro tom, outra proposta, outra estética. Cantona em 2006 falava direto pra câmera. Iñárritu em 2010 fez narração interna dos personagens. Em 2014 voltou trilha cinematográfica com narração. Cada decisão de incluir ou excluir voz é decisão narrativa antes de ser decisão técnica. Locução publicitária é, antes de tudo, leitura de roteiro. Quem trabalha com voz numa campanha precisa entender por que aquela voz está ali — e quando o silêncio comunicaria mais. A [Escola de Rádio forma locutores publicitários online](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/locucao-publicitaria-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=nike-airport-selecao-1998-john-woo) e também presencialmente, no curso [Voz na Publicidade](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/voz-na-publicidade?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=nike-airport-selecao-1998-john-woo). Voz que entende quando entrar e quando ficar fora vale mais que voz só técnica. --- ## Virgínia Fonseca na Copa do Mundo: entretenimento ou jornalismo? **Publicado:** 2026-05-25 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/virginia-fonseca-na-copa-do-mundo-entretenimento-ou-jornalismo **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** Virgínia Fonseca, Copa do Mundo 2026, jornalismo, entretenimento, influenciadora, Globo, mídia, comunicação > A escalação de Virgínia Fonseca como repórter especial da Globo na Copa do Mundo 2026 gerou polêmica entre jornalistas e comunicadores. Entenda os dois lados do debate e o que o episódio revela sobre a comunicação contemporânea. A confirmação de Virgínia Fonseca como “repórter especial” do Domingão com Huck na cobertura da Copa do Mundo FIFA 2026 reacendeu um debate que vai muito além da influenciadora. A polêmica toca em uma questão estrutural da comunicação contemporânea: onde termina o jornalismo e onde começa o entretenimento? ### O que vai fazer Virgínia na Copa? A empresária e influenciadora — uma das maiores do Brasil, com mais de 90 milhões de seguidores nas redes sociais — foi contratada pela TV Globo para integrar a cobertura do Mundial, que acontece em junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá. Sua função, no entanto, é distante da transmissão jornalística tradicional: ela ficará responsável por mostrar bastidores do torneio, experiências gastronômicas, turismo nas cidades-sede e o cotidiano dos torcedores brasileiros. Cidades como Nova York, New Jersey e Miami estão no roteiro. A proposta da emissora é clara: usar o alcance digital de Virgínia para atrair um público interessado não apenas nos jogos, mas nos aspectos culturais e comportamentais que cercam o evento. Por que a escolha gerou polêmica? A escalação provocou reação imediata de jornalistas e comunicadores. O comentarista esportivo Juca Kfouri foi um dos mais contundentes: classificou a decisão como um “acinte ao jornalismo" e “a esculhambação do entretenimento 100% no lugar do jornalismo”. Para ele, a escolha desrespeita profissionais que dedicaram anos à formação acadêmica e à construção de uma carreira especializada. A crítica tem respaldo em uma angústia real do mercado. Jovens jornalistas formados — que estudaram quatro anos, se especializaram e construíram portfólios cobrindo esporte — veem um espaço de prestígio sendo ocupado por alguém que não passou pela mesma trajetória. Virgínia não tem formação em jornalismo e ficou conhecida por vlogs, conteúdo de lifestyle e parcerias comerciais. Mas o outro lado do debate também existe Há, porém, uma leitura diferente sobre o fenômeno. O papel que a Globo atribuiu a Virgínia não é de repórter jornalístico convencional — é um formato de entretenimento dentro de um programa de variedades. Nesse contexto, a lógica da contratação segue critérios de audiência e engajamento, não de credenciamento profissional. Pesquisadores da área de comunicação já vinham observando essa tendência. A cobertura das Olimpíadas de Paris pela CazéTV, por exemplo, mostrou como influenciadores podem preencher lacunas da grande mídia ao cobrir eventos de maneira mais próxima, descontraída e engajadora para determinados públicos. A fronteira entre jornalismo, opinião e entretenimento é cada vez mais difusa — e não apenas no Brasil. Do ponto de vista estratégico, a Globo aposta na força digital de Virgínia para atrair um segmento de público que talvez não acompanhe os canais tradicionais de cobertura esportiva. É uma lógica de negócio, não necessariamente uma declaração sobre o valor do jornalismo. ### O que esse episódio revela sobre a comunicação hoje? O caso Virgínia é sintomático de uma transformação mais ampla. As emissoras tradicionais convivem com a pressão de disputar atenção em um ecossistema fragmentado, onde influenciadores têm alcance muitas vezes superior ao de jornalistas experientes. A resposta do mercado tem sido a integração — às vezes bem-sucedida, às vezes gerando fricções como a que estamos vendo agora. Para quem trabalha com comunicação — seja em rádio, TV, digital ou qualquer outro formato —, o episódio levanta perguntas que não têm resposta fácil: o que define um comunicador qualificado hoje? Alcance, formação técnica, credibilidade editorial? Ou uma combinação de tudo isso? O debate está aberto. E a Copa do Mundo de 2026, com sua cobertura multiplataforma e inédita, será um grande laboratório para observá-lo em tempo real. --- ## Joga Bonito: a campanha que a Nike fez na sombra da Copa de 2006 **Publicado:** 2026-05-25 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/nike-joga-bonito-copa-2006-campanha **Categoria:** Campanhas & Publicidade, Esporte **Tags:** Nike, Joga Bonito, Copa do Mundo, Copa 2006, campanhas, marketing esportivo, ambush marketing, Ronaldinho, Eric Cantona, publicidade, narração esportiva > Bloqueada pela Adidas em 2006, a Nike levou a campanha de Copa pra internet — três anos antes do Facebook. Joga.com, JogaTV e o futsal de Ronaldinho viraram referência de ambush marketing. Na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, quem patrocinava a FIFA era a Adidas. Não a Nike. Isso significava que a Nike estava proibida de associar a marca dela ao torneio em mídia tradicional — nada de comercial em transmissão oficial, nada de logotipo em estádio, nada de campanha que usasse o emblema da Copa. Em vez de aceitar a invisibilidade, a Nike fez algo que poucas marcas faziam em 2006: levou a campanha pra internet. Não uma campanha qualquer — uma das primeiras grandes operações de marketing 100% digital antes do YouTube virar o que viraria. O nome dela era Joga Bonito. E mudou a forma como marcas pensam patrocínio esportivo. ## A Nike não podia patrocinar a Copa — então criou uma própria O contrato de exclusividade da Adidas com a FIFA bloqueava qualquer concorrente de aparecer dentro do ecossistema oficial da Copa. Nike, Puma, Under Armour — todas barradas da mesma forma. A Adidas pagou caro pra ter aquele monopólio, e tinha razão de defender. A jogada da Nike foi simples na descrição e ousada na execução: rodar campanha em canais que a Adidas não tinha como bloquear. Em 2006, isso queria dizer internet — um espaço que ainda não tinha virado o centro de gravidade da publicidade global, mas que já tinha alcance suficiente pra alguém querer apostar. A criação ficou com a agência W+K (Wieden+Kennedy) de Amsterdam, que tinha histórico de campanhas grandes pra Nike. O briefing era claro: criar uma identidade própria, paralela à Copa oficial, que falasse direto com torcedor de futebol — sem precisar do logo FIFA pra existir. ## Eric Cantona como mestre filosófico do jogo bonito O rosto-âncora da campanha foi Eric Cantona, ex-jogador francês conhecido tanto pelo talento quanto pela personalidade peculiar. Aposentado dos gramados, ele tinha entrado pra carreira de ator. A Nike o transformou em narrador-mestre — uma espécie de guardião filosófico do futebol-arte. Os comerciais começavam com Cantona falando direto pra câmera, em tom solene, sobre os valores que a Nike queria associar à marca: técnica, coração, honra, alegria, espírito de equipe. "Trate o jogo com beleza", dizia ele. "Joga bonito." A escolha do termo em português, vinda de uma agência holandesa pra uma marca americana, não foi casual. Joga bonito é expressão historicamente associada ao futebol-arte brasileiro — atribuída ao Pelé como manifesto da escola que o consagrou. A Nike apostou que o Brasil seria o personagem central da Copa de 2006, e quis colocar a marca dentro daquela mitologia desde o começo. ## Joga.com, JogaTV e o futsal de Ronaldinho A campanha não foi só uma série de comerciais. Foi um ecossistema completo. A Nike construiu três produtos digitais que rodavam em paralelo aos vídeos: - Joga.com — uma rede social esportiva onde jogadores patrocinados pela Nike (Ronaldinho, Robinho, Adriano, Thierry Henry, Wayne Rooney, entre outros) tinham perfis oficiais, e usuários podiam segui-los, comentar e criar perfis próprios. Era basicamente Facebook pra futebol, três anos antes do Facebook abrir pra todo mundo. - JogaTV — um canal de vídeo online com conteúdo exclusivo de bastidores, treinos, freestyle e entrevistas. Uma das primeiras plataformas de streaming esportivo de uma marca, ainda no tempo em que YouTube tinha menos de um ano de existência. - Joga3 — um torneio mundial de futsal 3v3 patrocinado pela Nike, com etapas em vários países e final televisionada. Tirava o futebol da grama e levava pra quadra urbana, reforçando a estética do futebol de rua. Os comerciais de TV — que rodavam fora da janela protegida da FIFA — mostravam jogadores brasileiros e europeus em situações lúdicas: Ronaldinho recebendo a chuteira dourada, Adriano e Robinho jogando bobinho na laje, Cristiano Ronaldo cobrando falta com efeito impossível. Tudo embalado por trilhas que iam de samba a hip-hop, sempre puxando pra estética latino-americana. ## Por que uma marca americana apostou tudo no Brasil A Nike era a fornecedora oficial da seleção brasileira desde 1996. O Brasil chegava em 2006 como pentacampeão mundial, com a melhor geração ofensiva da década: Ronaldinho Gaúcho era o melhor do mundo (eleito em 2004 e 2005), Ronaldo Fenômeno era o maior artilheiro da história das Copas, Kaká estava no auge, Robinho era a promessa. O cálculo era simples: se o Brasil chegasse longe — preferencialmente até a final —, a Joga Bonito seria a campanha mais bem-sucedida da década. Se não chegasse, ainda assim a Nike teria construído uma plataforma digital que sobreviveria ao torneio. O Brasil não chegou. Foi eliminado nas quartas de final pela França, num jogo em que Zidane jogou o melhor futebol da carreira tardia dele. A Joga Bonito sobreviveu mesmo assim — porque o que ela vendia não era o resultado do Brasil em 2006, mas a identidade da Nike como guardiã do futebol-arte global. ## A lição: campanha que escapa do bloqueio cria espaço novo A Adidas dominou o que era visível na Copa de 2006: estádios, transmissões, materiais oficiais. A Nike dominou um espaço que a Adidas não tinha como bloquear: a internet do torcedor. E ao fazer isso, criou um precedente que toda marca esportiva foi obrigada a estudar nas Copas seguintes. > Em 2010, com a Copa na África do Sul, a Nike rodou Write the Future, dirigida por Alejandro González Iñárritu, novamente fora da janela oficial FIFA. Em 2014, com a Copa no Brasil, foi Risk Everything. O método é o mesmo de 2006: ambush marketing inteligente, vinculado ao torneio sem comprar acesso a ele. ## O que isso significa pra quem trabalha com narração e produção Campanhas de Copa concentram em poucas semanas uma fração desproporcional do orçamento publicitário global. Marcas competem por atenção em janelas curtíssimas — e o trabalho de quem narra, locuciona ou produz precisa estar à altura do investimento. Joga Bonito mostrou que a melhor oportunidade nem sempre está dentro do patrocínio oficial. Está em campanhas paralelas, em produções autorais, em jingles que sustentam identidade de marca mesmo sem direito de mencionar a Copa pelo nome. Quem entende essa lógica — narrador, locutor, apresentador — encontra mais espaço de trabalho do que quem espera só pelo evento oficial. Na Copa de 2026, vai ter muita locução esportiva sendo gravada — em campanhas oficiais e paralelas. A [Escola de Rádio tem narração esportiva online](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=nike-joga-bonito-copa-2006-campanha) e também a [Narração Esportiva na Rádio Globo](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=nike-joga-bonito-copa-2006-campanha), presencial, com Hugo Lago. Quem se prepara agora chega no torneio com voz pronta pra ser ouvida. --- ## Viver de arte em 2026: o mapa real do mercado artístico brasileiro (e por onde começar) **Publicado:** 2026-05-24 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/viver-de-arte-mercado-artistico-brasil-2026 **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Cultura, mídia e sociedade, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** carreira artística, mercado artístico, viver de arte, Anna Sant'Ana, Carreira no Mercado Artístico, Lei Rouanet, economia criativa, carreira em arte, ER+ > Os 5 caminhos profissionais que sustentam quem vive de arte no Brasil hoje, faixas de remuneração reais e o que separa quem dura de quem desiste em 3 anos. Toda família brasileira tem uma versão dessa cena: o filho ou a filha que sempre desenhou, que cantava, que escrevia, que atuava — e que ouviu, em algum momento, a frase 'arte é hobby, escolhe uma profissão de verdade'. Em 2026, a frase soa cada vez mais errada. Não porque a arte virou negócio fácil — não é. Mas porque o mapa de quem vive de arte no Brasil mudou tanto nos últimos cinco anos que a recusa virou prejuízo objetivo. Este post desenha o terreno real: quanto se ganha, onde estão as oportunidades, o que separa quem vive de arte de quem desiste, e como entrar nesse mercado sem virar mito da família. ## O retrato que a maioria não vê Quando a gente fala em 'mercado artístico' no Brasil, a cabeça vai pra três imagens: ator de novela, cantor famoso, pintor com galeria. Esses três representam menos de 1% de quem efetivamente vive de arte no país. Os outros 99% trabalham em frentes que ninguém vê — e justamente por isso ninguém ensina. Setores criativos no Brasil empregam cerca de 7,4 milhões de pessoas em 2025, segundo levantamentos do Observatório Itaú Cultural. Isso é mais do que o setor automotivo. E essa conta inclui muito além de palco: design, audiovisual, conteúdo digital, produção cultural, ensino de arte, curadoria, criação independente em plataformas. O movimento mais relevante de 2020 pra cá foi a fragmentação. Quem vive de arte em 2026 raramente vive de uma coisa só. O padrão é três a cinco frentes simultâneas — palco + ensino + redes + pontual em projeto. Esse mix de receitas é o que sustenta a carreira. ## Os 5 caminhos reais de quem vive de arte hoje Mapeando profissionalmente o que existe, a carreira em arte se distribui em cinco grandes blocos. Cada um com porta de entrada diferente, faixa de remuneração diferente, e perfil de quem dá certo diferente. ### 1. Performance ao vivo (música, teatro, dança, stand-up) É o caminho mais antigo e o mais romantizado. É também o mais brutal pra entrar. Cachê de palco médio pra músico instrumental em casa de show pequena gira entre R$ 300 e R$ 1.200 por noite. Ator de teatro independente: R$ 80 a R$ 400 por apresentação, com temporadas curtas. Dançarino freelance: R$ 250 a R$ 800 por evento. Quem vive disso vive de volume. Cinco a oito apresentações por mês é mínimo pra fazer renda básica. E a regra que ninguém conta: 70% do tempo é prospecção, agendamento, divulgação. Só 30% é palco. Quem confunde os dois desiste no segundo ano. ### 2. Audiovisual (atuação pra câmera, dublagem, locução de personagem) Cresceu absurdamente desde a explosão do streaming. Netflix, Globoplay, Disney+ e Amazon Prime produzem no Brasil mais conteúdo em 2026 do que toda a TV aberta produzia em 2010. Isso demanda atores, dubladores, narradores, vozes de campanha. Mas a porta de entrada é vestibular técnico: registro de DRT (ou comprovação alternativa), demo profissional, agente artístico, presença em casting. Quem entra ganha bem — um episódio dublado paga entre R$ 250 e R$ 1.500 dependendo do tamanho do papel. Mas a entrada exige investimento prévio em formação e portfólio. ### 3. Criação independente em plataforma (YouTube, Twitch, Patreon, Apoia.se) O caminho novo, que não existia em 2010, virou frente legítima em 2026. Artistas brasileiros monetizam via YouTube AdSense, ofertas de fãs no Apoia.se, lives no Twitch com bits, vendas diretas no Instagram. Não é caminho fácil — exige consistência de publicação, presença diária, paciência pra primeiros 18 a 24 meses sem retorno. Mas quem chega a 30 mil inscritos no YouTube e mantém ritmo gera entre R$ 4 mil e R$ 25 mil por mês só de monetização, dependendo de nicho. E essa renda escala — não é capeada por horas de trabalho. É o caminho mais democrático que existe pra quem está começando, justamente por não ter porteiro. ### 4. Ensino de arte (presencial e EAD) A frente que mais cresce em silêncio. Quem domina técnica vira professor — em escola, em ateliê próprio, em curso online. Aulas particulares de música: R$ 80 a R$ 200 por hora. Curso online próprio na Hotmart: faixa de receita altíssima quando o conteúdo casa com público. Workshops pontuais em escolas como a ER+, em estúdios, em centros culturais. Praticamente todo artista profissional grande no Brasil dá aula. Não é fallback — é parte estrutural da carreira. Aulas estabilizam fluxo, criam comunidade, mantêm técnica afiada. Quem se recusa a ensinar por achar que 'é coisa de quem não conseguiu' está deixando dinheiro na mesa. ### 5. Projetos pontuais e produção cultural Edital, prêmio, ocupação cultural, projeto via Lei Rouanet, produção pra marca, conteúdo pra evento corporativo. É a frente menos previsível e mais bem paga por hora. Projeto via Lei Rouanet pode pagar entre R$ 30 mil e R$ 200 mil por entrega, dependendo do escopo. Quem ganha aqui é quem aprende a navegar o burocrático: ler edital, montar projeto, prestar conta. Não é arte pura — é gestão cultural. E quem domina os dois lados (criação e gestão) vira indispensável. ## O que separa quem vive de arte de quem desiste Conversando com artistas profissionais brasileiros ao longo dos anos, três padrões aparecem em quem dura: - **Visão de empresa: **tratam a carreira como microempresa. Têm CNPJ MEI, contabilidade básica, conta separada. Quem confunde caixa pessoal com caixa de projeto quebra na primeira sazonalidade. - **Diversificação calculada: **três a cinco frentes ativas. Quando uma seca, a outra sustenta. Quem aposta tudo em uma frente vive em montanha-russa permanente. - **Network como prática: **vão a evento, mantêm contato com produtor, indicam outros artistas, ajudam quando podem. Carreira artística é tribo. Quem isola, desaparece. - **Tolerância pro longo prazo: **os primeiros 3 a 5 anos pagam mal pra qualquer um. Quem entra pensando em retorno rápido pula fora antes da curva virar. Quem segue chega ao platô onde a receita estabiliza. ## Os mitos que mais atrapalham Três crenças que travam quem tenta entrar nesse mercado: Primeiro mito: 'tem que ser bohêmio, sem pensar em dinheiro'. Falso. Artistas profissionais grandes pensam em dinheiro o tempo todo — só não fazem disso bandeira pública. A diferença entre amador romântico e profissional é exatamente esse cuidado com o caixa. Segundo mito: 'precisa de talento extraordinário'. Falso. Carreira em arte é construída por disciplina técnica + capacidade de se vender + persistência. Talento é vantagem inicial — não é determinante. Conheça os 'sem talento' que viraram referência por disciplina pura. E os 'super talentosos' que desistiram. Terceiro mito: 'não há mais espaço, o mercado está saturado'. Falso. Está saturado pra quem quer entrar fazendo o que já existe. Está aberto pra quem entra trazendo proposta nova, formato novo, abordagem diferente. Plataformas novas (TikTok, Twitch, Apoia.se) abriram espaço que nunca existiu na história — e que segue se expandindo. ## Por onde começar concretamente Três passos práticos pra quem está pensando em começar carreira artística agora: - Mapeie onde sua técnica encaixa: das 5 frentes acima, em quais você já tem produto inicial pra mostrar? Não precisa de todas — duas é suficiente pra começar. - Monte portfólio decente: uma página web simples, vídeos no YouTube, perfil organizado no Instagram com bio clara. Sem portfólio você não existe pro mercado. - Procure formação que cubra o lado de gestão da carreira, não só técnica. Curso de instrumento ensina a tocar. Carreira ensina a viver tocando. São coisas diferentes. ## Sobre o curso novo na ER+ Foi exatamente por essa última lacuna — gestão de carreira artística — que a ER+ abriu em 2026 o curso [Carreira no Mercado Artístico](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=viver-de-arte-mercado-artistico), com Anna Sant'Ana na coordenação. O foco do curso não é técnica de palco ou de criação — é o lado que ninguém ensina: como montar carreira artística sustentável no Brasil de 2026. Editais, prospecção, posicionamento, plataformas, redes, remuneração, pensamento a longo prazo. Anna construiu a própria carreira navegando esses 5 caminhos simultaneamente. Quem quiser saber mais sobre o curso, ver as datas e o investimento, pode acessar a [página do curso](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=viver-de-arte-mercado-artistico) ou falar com a [secretaria pelo WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20sobre%20o%20curso%20Carreira%20no%20Mercado%20Art%C3%ADstico) (21 99117-7784). > Arte não é dom inexplicável que só funciona pra alguns. É um ofício como qualquer outro — que se aprende, se constrói e que pode pagar a vida. Só precisa ser tratado como ofício. --- ## Como entrar no mercado de narração esportiva em 2026 — o caminho mudou **Publicado:** 2026-05-23 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-entrar-narracao-esportiva-mercado-2026 **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Esporte **Tags:** narração esportiva, narrador esportivo, carreira, mercado de trabalho, Hugo Lago, Renata Silveira, CazéTV, streaming esportivo, como começar, Copa 2026 > Streaming, YouTube, rádios regionais e concursos abriram portas que antes não existiam. Os caminhos reais para entrar como narrador esportivo em 2026, com exemplos de quem fez assim. Quem quis ser narrador esportivo há vinte anos seguia um caminho único: começar em rádio pequena, subir devagar pra rádio maior, esperar uma vaga em emissora de TV. Esse caminho ainda existe — mas em 2026, ele divide espaço com várias outras entradas que abriram nos últimos anos. Algumas, inclusive, mais rápidas que a rota tradicional. Este post mapeia os caminhos reais hoje, mostra exemplos recentes de quem entrou por cada um deles e explica o que separa quem chega de quem desiste na primeira audição. ## O cenário mudou — e isso é boa notícia Três mudanças importantes redefiniram a entrada no mercado de narração esportiva nos últimos anos: ### 1. As grandes emissoras estão investindo em narradores mais jovens Depois da saída de veteranos como Galvão Bueno e a aposentadoria de outros nomes históricos, a Globo passou a abrir espaço para uma nova geração. E vale destacar um detalhe que orgulha esta casa: Renata Silveira, que fez história ao se tornar a primeira mulher a narrar futebol no Grupo Globo e a primeira brasileira a narrar uma Copa do Mundo em TV aberta, é ex-aluna da Escola de Rádio. Saiu daqui pro topo da narração esportiva brasileira. Vinícius Rodrigues, apelidado de o narrador de todos os esportes, é uma das contratações recentes da Globo. Sergio Arenillas entrou ainda mais novo: aos 24 anos, foi um dos mais jovens da história da TV brasileira a transmitir uma competição em TV aberta, depois de ser aprovado em um concurso de Talentos da Narração. Narrou a partida de softbol entre Austrália e Japão nas Olimpíadas de Tóquio. ### 2. Streaming e YouTube criaram um mercado paralelo A CazéTV, que vai transmitir a Copa do Mundo 2026, recrutou uma equipe inteira de narradores e apresentadores — alguns vindos da TV, outros do digital. Luís Felipe Freitas saiu do TNT Sports para narrar transmissões no Twitch (incluindo o canal do Casimiro, que viralizou narrando o Brasileirão) e hoje está na CazéTV. A Globo lançou o GE TV no YouTube com uma escalação separada da TV aberta, criando vagas que antes não existiam. Para quem está começando, esses canais funcionam como porta de entrada real. Diferente de uma emissora tradicional, eles aceitam testes, audições remotas, e contratam por projeto — sem precisar passar por décadas de fila. ### 3. Rádios comunitárias e regionais seguem abertas O caminho clássico continua válido. José Carlos Cicarelli, um dos grandes nomes da narração brasileira, começou em emissoras locais de Araraquara — Rádio Cultura e Voz Araraquarense — antes de chegar nas grandes. As rádios comunitárias estão em expansão por todo o Brasil e seguem sendo um espaço prático para quem quer aprender no microfone real, com partidas reais, em pressão real. A diferença é que hoje, além desse caminho, existem outros. ## O que separa quem entra de quem desiste Conhecimento técnico vocal é o ponto de partida — mas não é o que decide. Olhando carreiras de quem entrou no mercado de narração nos últimos anos, alguns padrões se repetem: ### Domínio do esporte que vai narrar Futebol é só o começo. Vinícius Rodrigues virou o narrador de todos os esportes porque sabia narrar futsal, vôlei, basquete e modalidades olímpicas. Sergio Arenillas estreou narrando softbol em Tóquio — esporte que pouco brasileiro acompanha. Quem domina só uma modalidade está competindo com milhares; quem domina várias já tem nicho. ### Material gravado em portfólio É praticamente impossível entrar no mercado sem ter o que mostrar. A regra é simples: grave narrações suas em casa — partidas de TV com volume mudo e sua voz por cima. Edite em áudio. Monte um portfólio organizado, acessível, com várias modalidades. Quem chega numa audição sem demo gravado começa atrás. ### Estilo próprio (e não cópia de ídolo) Muita gente começa imitando o narrador que admira. Funciona pra aprender, não pra ser contratado. Quem dirige uma emissora ou produção quer voz nova, identidade própria, ritmo reconhecível. A frase que se repete no meio é direta: por melhor que você imite, nunca vai ser igual ao original. Encontre o seu jeito. ### Conhecimento técnico (e vocabulário) do esporte Narrar não é só descrever a bola. É contextualizar a jogada, lembrar de elenco, citar estatística, antecipar o lance. O narrador que sabe que aquele lateral entrou no segundo tempo do jogo anterior tem repertório que diferencia. Estude o esporte como quem estuda matéria de prova. ### Resistência vocal e física Narração de futebol dura 90 minutos. Olimpíadas, dia inteiro de transmissão. Sem técnica vocal sustentada, a voz quebra no meio da prova — e o profissional não volta. Esse é o filtro mais cruel da profissão, e o que separa quem grava demo em casa de quem aguenta uma transmissão ao vivo. ## Onde estão as portas abertas em 2026 Cinco caminhos atuais que recebem narradores iniciantes: - Rádios comunitárias e AMs regionais — espaço para errar e crescer com pressão menor - Canais de YouTube de esporte (CazéTV, GE TV, Cabine Esportiva, vários menores) — frequentemente abrem audições - Streaming no Twitch — Casimiro, Goes, e dezenas de canais menores narram esporte com equipes próprias - Federações estaduais e ligas independentes — narração de jogos do interior, vôlei, basquete, futsal: pouco visível, mas paga e dá portfólio - Concursos de Talentos da Narração — eventos esporádicos da Globo e outras emissoras que selecionam novos nomes (foi a porta de entrada do Arenillas) ## Por onde começar concretamente Para quem está pensando em entrar agora, três passos práticos: Primeiro, grave em casa. Pegue partidas pela TV com volume mudo e narre por cima. Faça isso semanalmente por meses. Não tem como pular essa etapa. Segundo, construa portfólio. Salve as melhores narrações, edite, suba em um site simples ou pasta pública. Esse material é o seu currículo — o resto é detalhe. Terceiro, faça curso formal. Não porque é obrigatório (não é), mas porque acelera muito o processo de identificar erros que você não percebe sozinho, aprender técnica vocal sustentada e entender a estrutura do mercado que você quer entrar. ## Por que faz diferença estudar com quem está no mercado A diferença entre aprender narração na internet e aprender com alguém que narra todo fim de semana em emissora grande é simples: a primeira te dá técnica, a segunda te dá técnica + entendimento real do mercado, do ritmo de cabine, da pressão da transmissão ao vivo, dos detalhes que só quem trabalha sabe. E vale repetir o que já foi dito acima: Renata Silveira, hoje narradora da Globo e primeira brasileira a narrar Copa em TV aberta, passou por aqui. Não é coincidência — é resultado de formação com gente que vive narração de verdade. Os cursos de Narração Esportiva da Escola de Rádio são ministrados por Hugo Lago, narrador esportivo da Rádio Globo RJ e CBN, com décadas de transmissões ao vivo. Tem duas opções: [Narração Esportiva EAD](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=como-entrar-narracao-esportiva-mercado-2026) para quem prefere estudar no próprio ritmo, e [Narração Esportiva nos Estúdios Rádio Globo RJ](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=como-entrar-narracao-esportiva-mercado-2026) para quem quer a experiência presencial completa, gravando nos estúdios onde acontece de verdade. > A Copa começa em 11 de junho. As próximas seleções e descobertas vão acontecer nas próximas semanas. Quem está pronto, está. Quem ainda não está — esse é o momento de começar. --- ## Novo curso de Narração Esportiva da ER+: aulas dentro dos Estúdios da Rádio Globo RJ, com Hugo Lago — em ano de Copa do Mundo **Publicado:** 2026-05-23 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/curso-narracao-esportiva-radio-globo-hugo-lago **Categoria:** Bastidores da Escola de Rádio **Tags:** Hugo Lago, narração esportiva, Rádio Globo RJ, curso de narração esportiva, Copa 2026, Copa do Mundo, estúdios da Globo, bastidores ER+, novo curso, narrador esportivo > Aulas práticas dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ, com o narrador Hugo Lago, acesso ao backstage de transmissões em ano de Copa do Mundo. 8 semanas. Vagas limitadas. Tem curso que se descreve em uma frase de propaganda. E tem curso que precisa de bastidor pra fazer sentido. O novo curso de Narração Esportiva da ER+ é o segundo tipo — e o motivo é simples: as aulas acontecem dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ, com o narrador Hugo Lago, e os alunos têm acesso ao backstage durante transmissões reais. Em ano de Copa do Mundo. Não é metáfora. É literal. Você senta no estúdio, encosta no microfone que está no ar, vê a engenharia de transmissão funcionando ao vivo. E faz isso por 8 semanas, uma aula por semana, sempre na terça à noite. ## Um curso que só a ER+ pode oferecer no Brasil A gente está abrindo matrículas pra um curso que não existe em outra escola do país. A frase parece de marketing — mas é descritiva. Nenhuma outra escola de comunicação no Brasil tem acesso aos estúdios de uma emissora esportiva do porte da Rádio Globo RJ pra dar aula prática. Foi de dentro dessa redação que saíram narrações históricas de Maracanã, gols de Brasileirão, coberturas de Copa do Mundo. Estudar narração esportiva ali não é simulação. É imersão. ## Aulas com Hugo Lago Hugo Lago é narrador esportivo em atividade. Está no ar narrando. O que ele ensina não é teoria de manual — é o que se aprende fazendo: ritmo do lance a lance, gancho de emoção sem cair no exagero, transição entre tempos, dança com o comentarista, recuperação de erro em tempo real, plantão com gols simultâneos. Em narração esportiva, o perfil do professor importa mais do que em qualquer outra disciplina de comunicação. Quem ensina precisa estar no ar. Hugo está. ## Backstage de transmissões — e em ano de Copa Aqui é onde o curso vira oportunidade única. Durante as 8 semanas, os alunos têm acesso ao backstage de transmissões reais da emissora. Você vê o rito de antes do jogo, a escalação da equipe de transmissão, a coreografia entre narrador, comentarista, plantão e produção. E 2026 não é um ano qualquer. É ano de Copa do Mundo. A cobertura da Rádio Globo é referência histórica em Copa — e parte da rotina das aulas acontece exatamente no período em que essa cobertura está sendo preparada e executada. Esse tipo de acesso, num momento desse, não se repete a cada quatro anos. Ele existe agora. ## O que você aprende, na prática O curso é desenhado pra entregar carreira, não certificado. Em 8 aulas práticas dentro da Globo, o aluno passa por: - **Equipamento profissional: **microfones de transmissão, mesa de áudio, estúdio completo. Você usa o que profissional usa, não simulador. Conhece de perto cada peça e entende o porquê de cada escolha técnica. - **Técnica de narração esportiva: **ritmo, intensidade, lance a lance, narração de gol, transição de tempo, comentário compartilhado. Treinado com feedback direto do Hugo, em estúdio real, com gravação que fica pra rever depois. - **Conteúdo pra Instagram e redes: **a profissão hoje exige presença digital. Você sai do curso com material gravado dentro dos estúdios da Globo — vídeo, áudio, foto — pra montar portfólio profissional e alimentar suas redes. É o tipo de conteúdo que muda a percepção de quem te assiste. - **Locução comercial e plantão: **porque narrador raramente vive só de jogo. A versatilidade que sustenta a carreira — comercial, escalação, plantão de gols, programa de auditório esportivo — entra no treinamento. ## Networking: os contatos que decidem carreira Tem uma camada do curso que não cabe em ementa: passar 8 terças dentro da Rádio Globo RJ coloca você no caminho de gente que decide carreiras de narrador. Você cruza com narradores em atividade, comentaristas, produtores, diretores de transmissão. Toma café no mesmo lugar onde eles tomam. Não tem promessa de emprego — e a gente não vende promessa. Tem oportunidade real de contato. Em comunicação esportiva, contato é o que abre porta. Foi assim com cada narrador grande do país. ## Pra quem é esse curso Não é curso de iniciação total na voz. É pra quem já decidiu que quer narrar — ou já narra em rádio menor, transmissão de futebol amador, podcast esportivo — e quer dar o salto pra um patamar profissional. É também pra locutor que quer migrar pro esporte e precisa de imersão concentrada. Se você quer entender, na prática, o que separa o narrador de fim de semana do narrador de Brasileirão, esse curso responde. ## Como funciona Oito aulas, uma por semana, sempre na terça-feira à noite, nos estúdios da Rádio Globo RJ no Rio. Cada aula fica gravada e disponível pra rever depois — se você faltar num dia, não perde. Turma pequena por opção: a estrutura da Globo não comporta turma gigante, e a gente preferiu manter a qualidade do acesso a inflar número. Pequenos ajustes de calendário podem acontecer por causa de feriados ou imprevistos da emissora — a gente avisa com antecedência. ## Inscrições abertas — vagas limitadas pela estrutura A página do curso com todos os detalhes — datas, valor, plano de pagamento — está em [escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=curso-narracao-esportiva-radio-globo-hugo-lago). Se preferir falar direto, é só chamar a [secretaria no WhatsApp](https://wa.me/5521991177784?text=Quero%20saber%20mais%20sobre%20o%20curso%20de%20Narra%C3%A7%C3%A3o%20Esportiva%20nos%20Est%C3%BAdios%20R%C3%A1dio%20Globo%20RJ) (21 99117-7784). É uma oportunidade única na vida — e a gente repete isso sem cansar porque é verdade. Estudar narração esportiva dentro dos estúdios da Rádio Globo RJ, em ano de Copa do Mundo, com Hugo Lago como professor. Não vai estar disponível assim de novo. > ER+ — Escola de Rádio. Largo do Machado, 29 — sala 504, Catete, Rio de Janeiro. 75 anos formando comunicadores. --- ## Podcast corporativo: a frente que está pagando bem (e ainda tem poucos profissionais) **Publicado:** 2026-05-22 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/podcast-corporativo-renda-extra-comunicadores **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** podcast corporativo, branded podcast, podcast empresa, apresentador, host, produção de áudio, carreira, mercado de trabalho, renda extra, comunicação > 31 milhões de ouvintes ativos, videocasts em 40% das produções e operações que movimentam R$ 30 mil a R$ 100 mil anuais por marca. O mercado de podcast corporativo está aberto — e ainda falta gente preparada. Marca grande quer falar com seu público de forma autêntica, construir autoridade e ainda gerar conteúdo reaproveitável em redes sociais. Em 2026, o formato que mais cumpre essas três promessas ao mesmo tempo é o podcast corporativo. E quem produz, apresenta e roteiriza esse tipo de conteúdo está descobrindo uma frente de renda que ainda tem mais demanda do que profissional qualificado. Este post explica o tamanho real do mercado, os papéis profissionais envolvidos, quanto se cobra de verdade e por que comunicadores treinados saem na frente nessa disputa. ## Os números que explicam o movimento O Brasil é o segundo maior consumidor global de podcasts. Em 2026, 42,9% dos usuários de internet brasileiros consomem áudio semanalmente, somando cerca de 31 milhões de ouvintes ativos. Não é nicho — é mercado consolidado. Outro dado relevante: entre 2024 e 2025, os videocasts passaram a representar 40% da produção total. Ou seja, o podcast deixou de ser só áudio — virou conteúdo audiovisual que serve simultaneamente para Spotify, YouTube, Instagram, TikTok e LinkedIn. Para uma marca, isso significa uma única produção que alimenta cinco frentes de distribuição. Esse é o motivo pelo qual gigantes como Itaú, Magazine Luiza, Natura, XP, Nubank, Localiza e dezenas de outras já têm podcast próprio — alguns produzidos internamente, a maioria contratada externamente. ## Os quatro papéis profissionais num podcast corporativo Quem só pensa em podcast como uma pessoa falando num microfone está enxergando 10% do que está acontecendo. Por trás de cada episódio existem múltiplos profissionais — e cada um cobra separado: ### 1. Host / apresentador É a voz oficial do podcast. Conduz entrevistas, faz aberturas, mantém o ritmo da conversa, garante que o convidado tenha espaço sem perder o foco. É o papel que mais aparece — e o que exige mais técnica de comunicação. ### 2. Roteirista / produtor de pauta Define os temas, escolhe convidados, escreve as aberturas, prepara as perguntas, monta o script de cada episódio. Em podcasts corporativos, esse papel é crítico porque o conteúdo precisa estar alinhado à estratégia de marca da empresa contratante. ### 3. Editor de áudio Limpa o áudio, equaliza vozes, insere vinhetas e trilhas, monta cortes para redes sociais. Em produções com videocast, o editor frequentemente acumula edição de vídeo também. ### 4. Locutor de vinheta e off Abertura, encerramento, transições entre blocos, identificação da marca. Esse papel costuma ser contratado à parte, frequentemente em sessão única de gravação que serve para dezenas de episódios. Profissionais formados em comunicação têm vantagem porque conseguem ocupar mais de um papel — host + roteirista, ou host + editor de pauta — o que aumenta o cachê por projeto e reduz a necessidade de equipe grande. ## Quanto se cobra: faixas reais do mercado em 2026 Os valores variam por nível de profissionalização e tamanho do contratante. Como referência geral: - **Produção básica (freelancer iniciante): **R$ 150 a R$ 400 por episódio. Edição simples, pouca preparação, qualidade variável. - **Produção profissional padrão: **R$ 700 a R$ 1.500 por episódio. Inclui roteiro, captação em alta qualidade, edição avançada e cortes para redes. - **Produção estratégica completa: **R$ 2.000 a R$ 5.000 por episódio. Integra conteúdo com funil de marketing, SEO, tráfego pago, social selling. Pacote completo end-to-end. - **Identidade sonora (vinheta + intro + outro): **R$ 800 a R$ 2.500 em projeto único. Vale para todos os episódios do podcast. - **Apresentador host fixo: **R$ 500 a R$ 3.000 por episódio, conforme posicionamento. Apresentadores com voz reconhecida e portfólio cobram acima. Para colocar em contexto: um podcast corporativo razoável publica 1 episódio por semana — entre 40 e 50 por ano. Mesmo no patamar médio, a operação completa pode movimentar de R$ 30 mil a R$ 100 mil anuais por marca contratante. Para profissionais que atendem 3 ou 4 contratos simultâneos, o cálculo fica óbvio. ## Por que comunicadores treinados saem na frente Há um detalhe que separa quem produz podcast corporativo de quem produz podcast amador, e que vale repetir: o apresentador é a ponte entre marca, convidado e ouvinte. Quando esse papel é tratado como tarefa burocrática, a audiência percebe na primeira frase. Comunicadores formados entregam o que diferencia um podcast institucional de um podcast de marca de verdade: - Técnica vocal sustentada por episódios de 40 minutos sem perder energia - Capacidade de conduzir entrevista — ouvir, repercutir, redirecionar — sem perder o foco - Improvisação dentro do roteiro: saber sair do script quando o convidado entrega algo interessante - Ritmo e timing — quando pausar, quando acelerar, quando deixar o silêncio falar - Postura editorial — sair da posição passiva de quem só pergunta, e entrar como interlocutor Tudo isso é técnica de apresentação aplicada a um formato específico. Não é talento improvisado — é ofício que se aprende. ## Onde estão essas oportunidades Os caminhos mais comuns para entrar nessa frente: - Agências de marketing de conteúdo que oferecem podcast como serviço para clientes corporativos — buscam hosts e produtores frequentemente - Produtoras especializadas em áudio que atendem marcas — equipes pequenas, contratos por projeto - Departamento interno de comunicação de grandes empresas — algumas já têm estúdio próprio e contratam apresentadores externos - Iniciativas próprias — montar um podcast vertical (saúde corporativa, ESG, RH, finanças, tecnologia) e oferecer cota de patrocínio a marcas do setor - LinkedIn — surpreendentemente, é onde a maior parte dos convites para hosts de podcast corporativo circula. Posição visível na plataforma vale ouro ## Para empresas que estão lendo isso Se você está do lado da marca — pensando em criar um podcast corporativo, fortalecer identidade de áudio ou produzir conteúdo em áudio profissional — a Escola de Rádio oferece esse serviço diretamente. Produção de podcast corporativo, identidade sonora, locução institucional, treinamento de equipes. [Conheça as soluções da ER+ para empresas.](https://www.escoladeradio.com.br/para-empresas?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=podcast-corporativo-renda-extra-comunicadores) ## Para quem quer entrar nesse mercado como profissional Se você é comunicador querendo se posicionar pra esse tipo de trabalho, o curso Podcast na Prática da ER+ cobre desde formato e produção até apresentação e distribuição — o conjunto exato de habilidades que o mercado corporativo procura. [Conheça o Podcast na Prática.](https://www.escoladeradio.com.br/podcast-na-pratica?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=podcast-corporativo-renda-extra-comunicadores) E para fundamentar o conjunto completo de técnica vocal e apresentação, [veja todos os cursos da ER+.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=podcast-corporativo-renda-extra-comunicadores) --- ## Home studio de locução em 2026: equipamento, custo real e por onde começar **Publicado:** 2026-05-21 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/home-studio-locucao-equipamento-custo **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Conteúdo & Entretenimento **Tags:** home studio, locução, gravação em casa, microfone, equipamento, tratamento acústico, iniciante, audio, Focusrite, Audio-Technica > Três faixas de orçamento (R$ 800 a R$ 10 mil+), o que cada uma resolve de verdade, e os cinco erros que fazem iniciantes desperdiçarem dinheiro montando o primeiro home studio. Comunicador em 2026 precisa gravar de casa. Audições, demos, gigs remotas, locuções publicitárias, podcasts, vozes pra YouTube — a maioria do trabalho começa (e muitas vezes termina) num setup caseiro. A boa notícia: dá pra montar um home studio decente sem gastar uma fortuna. A má notícia: tem várias armadilhas no caminho que custam caro depois. Este guia mostra três faixas de orçamento, o que cada uma resolve de verdade, e qual o erro mais comum que faz iniciantes desperdiçarem dinheiro. ## Antes de gastar um centavo: o que ninguém te avisa A maior parte do som de um home studio não vem do microfone. Vem do ambiente. Um microfone profissional gravando num quarto com paredes lisas, sem cortina, sem tapete, sem nada que absorva som, soa pior do que um microfone modesto num ambiente tratado. Especialistas em produção de áudio estimam que o tratamento acústico pode representar até 30% do custo total de um home studio bem montado — e é o investimento que mais influencia o resultado final. Pular essa etapa pra economizar é o erro mais comum (e mais caro de corrigir depois). ## Kit 1 — Iniciante (R$ 800 a R$ 1.500) Pra quem está começando, quer testar, ou precisa gravar audições e demos sem investir alto. Cobre o essencial: - **Microfone USB condensador: **Fifine K669B ou similar. Plug-and-play, sem precisar de interface. R$ 250 a R$ 400. - **Fones de ouvido fechados: **Modelo monitor básico (não use fone com cancelamento de ruído). R$ 200 a R$ 400. - **Pop filter e suporte de mesa: **Acessório barato, faz diferença real. R$ 80 a R$ 150. - **Tratamento acústico improvisado: **Cortinas pesadas, tapete, almofadas e um cobertor pendurado atrás do mic. R$ 0 a R$ 200 (usando o que já tem em casa). Esse setup já entrega áudio bom o suficiente pra audições, demo inicial, podcast simples e gigs remotas básicas. Não é estúdio profissional — mas é o ponto de partida real. ## Kit 2 — Intermediário (R$ 2.500 a R$ 4.000) Esse é o setup mais comum entre locutores que já trabalham com voz profissionalmente em casa. O que muda em relação ao kit iniciante: - **Microfone condensador XLR: **Audio-Technica AT2020 (clássico, custo-benefício) ou Rode NT1. R$ 800 a R$ 1.500. - **Interface de áudio: **Focusrite Scarlett Solo ou 2i2. A interface de entrada mais vendida do mundo, preamps confiáveis. R$ 900 a R$ 1.500. - **Fones de qualidade: **Audio-Technica ATH-M40x ou Sennheiser HD 280 Pro. R$ 600 a R$ 1.000. - **Braço articulado, pop filter e cabo XLR: **R$ 300 a R$ 500. - **Tratamento acústico real: **Painéis acústicos de espuma ou lã de rocha em pontos críticos da sala. R$ 500 a R$ 1.500 dependendo do tamanho. Esse setup serve pra locução publicitária profissional, narração de audiobook e podcast comercial. É o ponto em que o resultado começa a competir tecnicamente com estúdio formal — desde que o tratamento acústico esteja correto. ## Kit 3 — Profissional (R$ 5.000 a R$ 10.000+) Aqui já entra território de quem vive da voz. As principais diferenças: - **Microfone condensador de referência: **Neumann TLM 102/103, Rode NT1-A premium, ou condensador valvulado. R$ 3.000 a R$ 8.000. - **Interface premium: **Focusrite Scarlett 4i4, Universal Audio Apollo Solo, ou similar. R$ 2.000 a R$ 5.000. - **Cabine acústica ou tratamento completo: **Kit profissional pra um quarto médio custa entre R$ 2.000 e R$ 5.000. Inclui painéis acústicos, difusores, bass traps e tratamento de teto. - **Monitor de referência: **Par de monitores de campo próximo. R$ 1.500 a R$ 3.000. Esse é o setup de quem grava várias campanhas por mês, narra audiobooks regulares, ou opera como locutor freelance estabelecido. O retorno do investimento se paga em pouco tempo se a demanda existe. ## Os 5 erros mais comuns ao montar ### 1. Comprar microfone profissional antes do tratamento acústico Um condensador de R$ 3 mil revela todo defeito de ambiente. Em sala sem tratamento, o resultado fica pior do que com um microfone simples. Resolva o ambiente primeiro. ### 2. Subestimar a importância dos fones Fone ruim mascara defeitos da gravação. Você só percebe que o som tem chiado, eco ou estouro quando ouve em outro fone — geralmente quando o cliente reclama. Investir em fone monitor decente é não-negociável. ### 3. Microfone USB pra trabalho profissional USB é ótimo pra começar, mas tem limites. Audições de empresa grande, campanhas com diretor de áudio remoto, audiobook profissional — quase sempre exigem XLR + interface. Vale a pena migrar quando o trabalho começar a aparecer. ### 4. Gravar em ambiente sonoro errado Quarto com janela pra rua, sala com TV ligada no cômodo ao lado, cozinha próxima da gravação. Ruídos de fundo destroem a captação. Antes de gravar, fica em silêncio absoluto e escuta o ambiente — o que você ouve sem o mic, o mic vai capturar. ### 5. Ignorar o software de captação Reaper, Audacity, Adobe Audition. Cada um tem sua curva. Saber editar, equalizar e tratar a voz é parte do trabalho do locutor moderno. Tem cursos específicos pra isso, e dominar pelo menos um software faz toda diferença na entrega final. ## O que realmente importa Equipamento bom ajuda — mas técnica vocal continua sendo o que separa o resultado profissional do amador. Microfone caríssimo não conserta dicção fraca, postura corporal errada ou interpretação plana. Por outro lado, técnica vocal sólida transforma até um setup modesto em entrega de qualidade. A combinação que funciona é simples: equipamento adequado ao seu nível de trabalho atual, tratamento acústico decente, e técnica vocal treinada. Os três juntos. Comprar equipamento sem treinar técnica é o caminho mais rápido pra ter um home studio bonito que não gera trabalho. Os cursos da Escola de Rádio cobrem técnica vocal, microfonação, gravação em casa, edição de áudio e tudo que separa o locutor que entrega som profissional de quem só tem equipamento bom. [Conheça os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=home-studio-locucao-equipamento-custo) --- ## O caso Virgínia e o macaco: o que a polêmica ensina sobre comunicação em tempos de contexto zero **Publicado:** 2026-05-21 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/o-caso-virginia-e-o-macaco-o-que-a-polemica-ensina-sobre-comunicacao-em-tempos-de-contexto-zero **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** influenciadores digitais, vini junior, vini jr, Virgínia Fonseca, gestão de crise, comunicação em crise > O vídeo de Virgínia Fonseca beijando um macaco após o término com Vini Jr. gerou uma crise de imagem nas redes sociais. Entenda o que o episódio revela sobre timing, contexto e gestão de crise na comunicação digital. Você provavelmente já viu — ou vai ver — o vídeo. A influenciadora Virgínia Fonseca, em viagem a Dubai, publica um story beijando um macaco num zoológico. Dias antes, ela havia anunciado o término do namoro com Vini Jr., jogador negro que é alvo frequente de racismo na Europa. A internet explodiu. Acusações, defesas, pronunciamentos, mais acusações. Em menos de 24 horas, o assunto dominava todas as plataformas. Mas e se parássemos um momento para olhar para esse episódio com os olhos de quem estuda comunicação? O que ele revela — além da polêmica em si — sobre como a mensagem funciona no mundo de hoje? ## Comunicação nunca acontece no vácuo Existe uma ideia clássica nos estudos de comunicação que diz que uma mensagem não é apenas o que o emissor pretendeu dizer. Ela é o resultado do encontro entre a intenção de quem fala e o contexto de quem ouve. Esse princípio nunca foi tão urgente quanto agora. Virgínia afirmou que o vídeo não tinha nenhuma intenção racista — que beijar macacos é algo que ela faz habitualmente no zoológico de Dubai. Pode até ser verdade. Mas o contexto em que a publicação apareceu transformou completamente a sua recepção. O término recente com um jogador que luta diariamente contra o racismo no futebol europeu funcionou como uma moldura que o público não conseguiu ignorar. Em comunicação, isso tem nome: é o efeito de enquadramento, ou *framing*. A mesma imagem, o mesmo vídeo, o mesmo conteúdo — dependendo do momento e do histórico em que aparecem — pode significar coisas completamente diferentes. ## Timing não é detalhe. Timing é parte da mensagem. Se tem uma lição técnica clara nesse caso, é esta: **quando você publica é tão importante quanto o que você publica.** Profissionais de comunicação, locutores, apresentadores e criadores de conteúdo precisam desenvolver o que poderíamos chamar de *inteligência de contexto* — a capacidade de avaliar não apenas se o conteúdo é adequado, mas se o momento em que ele será recebido é propício. Publicações com timing ruim podem gerar crises mesmo quando o conteúdo em si seria inofensivo em outras circunstâncias. Isso não é algo novo na comunicação corporativa — marcas já aprenderam isso da forma mais difícil. Mas nas redes sociais pessoais, onde a publicação acontece em velocidade de reflexo, esse filtro costuma ser o primeiro a ser desligado. ## O silêncio inicial e o pronunciamento que veio depois Outro ponto que merece análise é a gestão da crise em si. Após o vídeo viralizar, Virgínia ficou em silêncio por horas — um silêncio que a internet interpretou a seu modo, preenchendo o vazio com especulações. Só na manhã seguinte ela se pronunciou, pedindo desculpas e explicando sua intenção. Aqui existe uma tensão clássica na gestão de crises de comunicação: responder rápido ou responder bem? A resposta ideal, claro, é as duas coisas — mas quando isso não é possível, o silêncio prolongado tende a agravar a percepção negativa, pois deixa o campo aberto para que outros controlem a narrativa. Quando o pronunciamento veio, trouxe outro problema recorrente: a estrutura do "me interpretaram errado". Ao colocar o peso da má interpretação no público, a comunicadora acabou dividindo a resposta entre um pedido de desculpas genuíno e uma defesa da própria intenção — e essas duas coisas, misturadas, enfraquecem o efeito de cada uma. Em comunicação de crise, reconhecer o impacto é mais eficaz do que explicar a intenção. O público não estava processando a intenção de Virgínia — estava processando como o vídeo o afetou. ## O que isso tem a ver com quem trabalha com comunicação profissional? Tudo. Se você é locutor, apresentador, repórter, comunicador ou criador de conteúdo — seja para grandes audiências ou para comunidades menores — você opera exatamente nesse mesmo território: o da mensagem que será recebida por pessoas com histórias, contextos e molduras diferentes das suas. Desenvolver consciência comunicacional significa entender que: - **Você não controla como sua mensagem será recebida** — mas pode reduzir os riscos sendo mais atento ao contexto. - **O histórico do seu público importa** — uma audiência que carrega uma ferida coletiva vai filtrar qualquer conteúdo por essa lente. - **A velocidade das redes sociais exige um freio interno mais apurado** — não um freio que censura, mas um que pergunta: *este é o momento certo para isso?* - **Crise de imagem não começa quando o público reage** — começa no instante em que a publicação é feita sem essa avaliação. ## Comunicação é escuta antes de ser fala O caso Virgínia vai continuar rendendo discussões — sobre racismo, sobre relacionamentos, sobre cancelamento, sobre intenção versus impacto. Todas essas discussões são legítimas e importantes. Mas para quem estuda e pratica comunicação, há uma camada específica que vale guardar: **nenhuma mensagem existe sozinha**. Ela existe dentro de um tempo, de um histórico, de uma relação com quem vai recebê-la. Profissionais de rádio, televisão e comunicação digital aprendem isso na prática — muitas vezes, da forma difícil. A boa notícia é que essa inteligência de contexto pode ser desenvolvida, treinada e aprimorada. É, em última análise, parte essencial da formação de qualquer comunicador. E talvez seja exatamente por isso que a comunicação — feita com responsabilidade, escuta e consciência — continua sendo uma das habilidades mais humanas e mais necessárias do nosso tempo. --- ## Quanto ganha um locutor em 2026? De R$ 3 mil ao topo de R$ 5 milhões — o panorama completo **Publicado:** 2026-05-20 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/quanto-ganha-locutor-radialista-2026-salarios **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** salário locutor, quanto ganha radialista, piso salarial, CBO, SATED, cachê locução, mercado de trabalho, narrador esportivo, apresentador TV, carreira > Piso CBO de R$ 3.178, tabela SATED de cachês, Galvão Bueno na Prime a R$ 2,5 milhões mensais, Luciano Huck acima de R$ 3 milhões. Os números reais da carreira de locução em 2026. Quanto ganha um locutor no Brasil em 2026? A resposta varia mais do que em quase qualquer outra carreira da comunicação. O piso oficial é R$ 3.178. O teto, quando se olha pros profissionais de referência, ultrapassa R$ 5 milhões mensais. Entre um extremo e outro, existe um mercado inteiro, com regras próprias e remunerações que dependem de fatores muito específicos. Este post compila os dados oficiais, as tabelas sindicais regionais e os valores reais que circulam no mercado em 2026 — do iniciante que está começando ao apresentador que assina contrato milionário com emissora. ## Camada 1: o piso oficial (CBO + convenção coletiva) Quem trabalha com carteira assinada numa emissora segue a tabela do CBO e da convenção coletiva da categoria. Os números atualizados para 2026: ### Locutor de Rádio e TV (CBO 2617-15) - Piso mínimo: R$ 3.178,94 - Média geral: R$ 3.268,20 (jornada de 38h semanais) - Teto da faixa: R$ 7.616,51 - Reajuste 2026: 5,20% (INPC) ### Apresentador de Rádio e TV (CBO 2617-05) - Faixa 2026: R$ 3.454,51 a R$ 4.650,52 ### Comentarista e Narrador Esportivo (CBO 2617-10) - Faixa 2026: R$ 3.754,81 a R$ 5.064,47 ### Repórter de Rádio e TV (CBO 2617-30) - Faixa 2026: aproximadamente R$ 3.300 a R$ 5.200 Dentro da faixa do locutor, a variação por experiência é grande: o nível I (júnior) começa em torno de R$ 3.253, o nível II (pleno) gira em R$ 4.332, e o nível III (sênior) chega a R$ 5.576. A diferença entre o iniciante e o sênior é de mais de 70% — e o que separa um do outro não é só tempo, é técnica, portfólio e formação reconhecida. ## Camada 2: o mercado por cachê — locução publicitária Quando o trabalho é por cachê (sem vínculo empregatício), entra outro universo. O Sindicato dos Atores e Técnicos em Diversões (SATED), em suas seccionais regionais, publica tabelas de cachê mínimo recomendado. Os valores do SATED-RS, referência usada por muitos contratantes em todo o país, em 2026: - Spot de rádio (30 segundos): R$ 200 a R$ 600 (varia por região e abrangência) - AVT (locução para audiovisual): R$ 250 a R$ 1.000 - Locução para internet: mínimo de R$ 400 - Locução para TV fechada: redução de 30% sobre a tabela de TV aberta - Locução audiovisual até 3 minutos: R$ 500 - Locução para espera telefônica (URA): R$ 350 - Veiculação adicional em internet sobre outros canais: +20% Esses são valores de piso. Locutores consolidados — com voz reconhecida, portfólio robusto e relacionamento com agências — operam frequentemente acima desses números. E quando o trabalho exige exclusividade vitalícia ou de longo prazo, o valor de uma única campanha pode chegar facilmente aos R$ 10 mil ou mais. ## Camada 3: narração de audiobook e documentário No Brasil, o custo médio de produção de um audiobook completo gira entre R$ 1.500 e R$ 2 mil — quando o narrador não é uma celebridade — e o pagamento do narrador costuma representar parte significativa desse valor. Para referência internacional, plataformas como Audible/ACX pagam de US$ 50 a US$ 100 por hora finalizada para narradores iniciantes, e de US$ 200 a US$ 400 por hora finalizada para narradores experientes. No Brasil, a faixa por hora gravada gira em torno de R$ 200 a R$ 800 para narradores estabelecidos, dependendo da editora e do tipo de obra. Um audiobook típico de 8 horas de áudio final pode render de R$ 2 mil a R$ 6 mil em um único projeto. Narradores consolidados, com várias produções ativas ao mês, somam renda significativa neste nicho. ## Camada 4: o topo do mercado — narradores esportivos consagrados Aqui é uma realidade à parte. Os contratos dos principais narradores esportivos da TV brasileira em 2025-2026, segundo apurações da imprensa especializada: - **Galvão Bueno (Amazon Prime Video): **cerca de R$ 30 milhões anuais — aproximadamente R$ 2,5 milhões mensais. - **Luís Roberto (Globo): **R$ 800 mil por mês. Principal narrador da emissora atual. - **Cleber Machado (Record TV): **cerca de R$ 400 mil por mês. - **Gustavo Villani (Globo): **estimado em R$ 250 mil por mês. Esses contratos refletem décadas de mercado, voz reconhecida pelo público e relação direta com audiência. Não é o normal da profissão — é o teto absoluto. Mas mostra o quanto a voz pode valer quando se torna marca. ## Camada 5: apresentadores de TV — os contratos mais altos Apresentadores consolidados das principais emissoras operam em outra escala. Alguns números que circulam na imprensa em 2025-2026: ### Globo - Luciano Huck: estimado em mais de R$ 3 milhões por mês - Faustão (em parceria com a Band): aproximadamente R$ 5 milhões mensais - William Bonner: cerca de R$ 900 mil por mês - Renata Vasconcellos: por volta de R$ 400 mil mensais ### SBT - Ratinho: aproximadamente R$ 2 milhões mensais - Christina Rocha: cerca de R$ 400 mil mensais - Celso Portiolli: aproximadamente R$ 350 mil mensais ### Record - Ana Maria Braga: cerca de R$ 300 mil mensais ### Band - Neto (Donos da Bola): aproximadamente R$ 200 mil mensais Esses valores ilustram o teto absoluto da carreira de apresentação no Brasil. São contratos individuais, fruto de décadas de mercado e audiência consolidada — não a média nem o normal. Mas servem para ilustrar a amplitude completa da profissão. ## O que separa o piso do topo Olhando carreiras de comunicadores que migraram do nível inicial para faixas mais altas, alguns padrões aparecem com clareza: - Formação técnica reconhecida e DRT em dia — abre acesso ao mercado formal e às vagas com salários no teto da faixa - Versatilidade de formatos — quem narra esporte, faz publicidade, apresenta evento e grava audiobook tem múltiplas fontes de renda simultâneas - Portfólio audível e organizado — demos atualizadas, site pessoal, reel acessível - Identidade vocal reconhecível — voz com personalidade, não genérica - Rede de contatos no setor — agências, produtoras e emissoras chamam quem conhecem - Constância no posicionamento digital — locutores que aparecem para o mercado, aparecem para o contratante ## O resumo realista Em 2026, a renda típica de um locutor brasileiro fica entre os seguintes patamares: - **Iniciante com DRT em emissora: **R$ 3.200 a R$ 3.500 mensais - **Locutor pleno com freelances publicitários: **R$ 5 mil a R$ 8 mil mensais - **Locutor consolidado (vínculo + publicitária + esporte ou audiobook): **R$ 10 mil a R$ 20 mil mensais - **Locutor de referência (voz reconhecida, várias campanhas nacionais): **R$ 30 mil a R$ 80 mil mensais - **Topo absoluto (narradores e apresentadores de rede): **centenas de milhares a milhões mensais A faixa é larga porque a profissão é larga. E o que define onde cada profissional vai parar é uma combinação consistente de técnica, formação, posicionamento e tempo de mercado. Talento ajuda — mas não substitui processo. Os cursos profissionalizantes da Escola de Rádio formam comunicadores com a base técnica, o DRT e o portfólio que o mercado paga melhor — o ponto de partida pra construir uma carreira que não fica no piso. [Conheça os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=quanto-ganha-locutor-radialista-2026-salarios) --- ## Junho começa cheio na ER+: seis turmas abertas para quem quer entrar de vez no mercado de comunicação **Publicado:** 2026-05-20 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/junho-comeca-cheio-na-er-seis-turmas-abertas-para-quem-quer-entrar-de-vez-no-mercado-de **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** cursos de locução, narração esportiva, produção de rádio, apresentação de TV, mercado artístico, carreira artistica, anna santanna, ruy jobim, cursos de comunicção, rio de janeiro, hugo lago > A ER+ abre seis turmas entre maio e junho de 2026: Como Narrar Audiobooks (25/mai), Apresentação de TV e Mídias Profissional (02/jun), Produção Profissionalizante (05/jun), o novo curso Carreira no Mercado Artístico com Anna Sant'Ana (08/jun), Locução Express (22/jun) e Narração Esportiva nos Estúdios da Rádio Globo RJ com Hugo Lago (23/jun). Cursos presenciais e online ao vivo, para todos os perfis e objetivos. Tags: cursos de locução, narração esportiva, produção de rádio, apresentação de TV, audiobook, carreira artística, mercado artístico, DRT, cursos de comunicação Rio de Janeiro, ER+, Escola de Rádio TV e Web, Ruy Jobim, Hugo Lago, Anna Sant'Ana Tem gente esperando o momento certo para começar. Tem gente que já começou, mas sente que precisa de mais técnica, mais direção, mais mercado. Para os dois perfis — e para todos os que estão no meio do caminho — a Escola de Rádio TV & Web abre seis turmas entre maio e junho de 2026. Da locução ao audiobook, da frente das câmeras à produção nos bastidores, da narração esportiva à carreira artística: há um caminho aqui para cada objetivo. Veja o que começa em breve. **Já na semana que vem: **[**Como Narrar Audiobooks**](https://escoladeradio.com.br/cursos/como-narrar-audiobook?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho)[ ](https://escoladeradio.com.br/cursos/como-narrar-audiobook?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho)*25 de maio · Ter–sex · 18h30 · Express · R$ 270* O mercado de audiobooks no Brasil cresce sem parar — e abre vagas para locutores que sabem fazer mais do que ler em voz alta. Narrar um livro exige interpretação, fôlego, ritmo e consistência ao longo de horas de gravação. Com **Ruy Jobim**, referência em formação vocal na ER+, este curso Express de 4 aulas vai direto ao ponto: técnica, prática e o que o mercado realmente espera de um narrador. Uma semana. Resultado concreto. [Saiba mais aqui](https://escoladeradio.com.br/cursos/como-narrar-audiobook?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) [**Apresentação de TV e Mídias Profissional**](https://escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) *2 de junho · Terças · 10h às 11h30 · Profissionalizante · DRT · 8× R$ 364,50* Aparecer bem na frente das câmeras não é dom — é técnica. E técnica se aprende. Este é o curso mais completo da grade para quem quer atuar com apresentação jornalística, postura, dicção, improviso e produção para multiplataforma. São 32 aulas ao longo de aproximadamente 8 meses, com um time de professores experientes: **Ruy Jobim, Érica Hildebrandt, Cláudia Assis, Paulo Garritano, Cris Sanctos e outros**. Ao final, o curso tem validade para registro no DRT. [Saiba mais aqui.](https://escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) [**Produção Profissionalizante**](https://escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) *5 de junho · Sextas · 19h às 20h30 · Profissionalizante · DRT · 8× R$ 405* Por trás de todo bom programa, tem um bom produtor. Este curso forma quem quer trabalhar nos bastidores da comunicação com domínio real: pauta, roteiro, direção de gravações, podcast, vídeo e conteúdo para redes sociais. A grade inclui prática na Rádio Web da própria ER+ — porque produção se aprende produzindo. Ao longo de 32 aulas com validade para o DRT. [Saiba mais aqui](https://escoladeradio.com.br/cursos/producao-profissionalizante?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) **LANÇAMENTO —**[** Carreira no Mercado Artístico**](https://escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho)[ ](https://escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho)*8 de junho · Seg–qui · 18h às 19h · Express · R$ 270* A ER+ apresenta um curso inédito na grade: **Carreira no Mercado Artístico**, com **Anna Sant'Ana** — atriz, produtora e diretora com 25 anos de mercado e projetos aprovados em editais Sesc Pulsar, FATE, Caixa Cultural, Petrobras e Myriam Muniz. O curso responde a uma das perguntas mais frequentes de quem trabalha com arte: como transformar talento em carreira sustentável? Em 4 aulas intensivas, Anna compartilha o que aprendeu na prática — como autoproduir, tirar projetos do papel, formatá-los para editais, montar orçamentos e se posicionar no mercado. Para atores, locutores, narradores e comunicadores que querem parar de esperar e começar a construir. [Saiba mais aqui.](https://escoladeradio.com.br/cursos/carreira-no-mercado-artistico?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) [**Locução Express**](https://escoladeradio.com.br/cursos/locucao-express?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) *22 de junho · Seg–qui · 18h às 19h30 · Express · R$ 270* Um dos cursos mais procurados da ER+ — agora com nova turma em junho. Em uma semana com **Ruy Jobim**, você passa pelos fundamentos que sustentam qualquer carreira na locução: técnica vocal, respiração, interpretação, dicção e prática de gravação. Ideal para quem quer conhecer a área antes de ir para um curso mais longo — ou para quem já atua e quer afinar o que sabe. [Saiba mais aqui.](https://escoladeradio.com.br/cursos/locucao-express?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) [**Narração Esportiva nos Estúdios da Rádio Globo RJ**](https://escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) *23 de junho · Terças · ~19h · Exclusivo · Vagas limitadas · 2× R$ 800* Este não é um curso comum — e o cenário já diz tudo. As aulas acontecem presencialmente nos estúdios da Rádio Globo RJ, com **Hugo Lago**, narrador da Globo e da CBN, como professor. São 8 encontros às terças-feiras, com horário ajustado conforme a programação esportiva da semana. O curso inclui ainda um bônus em EAD. As vagas são limitadas — e quem já tem interesse sabe que esse tipo de oportunidade não fica aberta por muito tempo. [Saiba mais aqui.](https://escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) **Como se inscrever** [Matrículas abertas pelo site](https://escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=post&utm_medium=blog&utm_campaign=junho) ou pelo WhatsApp (21) 99117-7784. Todos os cursos acontecem no Rio de Janeiro, com opção de participação online ao vivo. --- ## Live commerce: a profissão que mistura apresentador com vendedor (e fatura em horas) **Publicado:** 2026-05-19 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/live-commerce-profissao-apresentador-vendedor **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação, Tecnologia e Inovação **Tags:** live commerce, TikTok Shop, apresentador, host, venda ao vivo, mercado de trabalho, comunicação, carreira, e-commerce, social commerce > R$ 39 bilhões projetados até 2028, GMV crescendo 21x em cinco meses e marcas faturando milhões em uma única transmissão. O host de live commerce é a nova profissão da comunicação no Brasil. Imagine vender 6 mil unidades de um produto em uma única transmissão ao vivo, com 330 mil comentários rolando em tempo real e o faturamento do mês inteiro multiplicado por 12,5. Esse foi o resultado da estreia da marca brasileira Mascavo no TikTok Shop em 2026. E não é caso isolado — é o novo normal de um mercado que está criando uma profissão híbrida no Brasil. Live commerce — venda ao vivo via transmissão — chegou para ficar. E quem está no centro dessa operação não é o vendedor tradicional, nem o apresentador clássico. É algo novo: o host de live commerce. Um perfil que mistura técnica de apresentação, dinamismo de vendas e leitura de audiência em tempo real. ## Os números que mostram que isso é sério Quem ainda acha que live commerce é hype passageiro precisa olhar os dados: - O TikTok Shop deve movimentar R$ 39 bilhões no Brasil até 2028 — 9% de todo o e-commerce nacional - Nos primeiros cinco meses de operação no país, o GMV médio diário de lives cresceu 21 vezes - Entre 10/10 e a Black Friday de 2026, o GMV gerado por lives cresceu 143% - 31% dos consumidores brasileiros já compraram através de live commerce, segundo CNDL e SPC Brasil - O e-commerce brasileiro projeta R$ 258 bilhões em 2026, com participação crescente das transmissões ao vivo Para colocar em perspectiva: a marca de moda fitness Pink Urban saiu de R$ 4 mil em vendas no TikTok em maio de 2025 para R$ 3,2 milhões em março de 2026. Uma única estratégia, em menos de um ano, multiplicou o faturamento por 800. ## Por que isso é uma nova profissão Vender ao vivo não é a mesma coisa que vender numa loja, nem é a mesma coisa que apresentar um programa. É um híbrido com exigências próprias: ### Apresentação de produto em tempo real O host precisa demonstrar o produto enquanto fala, mostrar detalhes na câmera, responder dúvidas que aparecem nos comentários — tudo simultaneamente. É apresentação ao vivo com objetivo comercial claro. ### Leitura constante de audiência Diferente da televisão, a audiência interage o tempo todo. Cada mensagem nos comentários é um sinal: produto certo, preço aceito, dúvida não respondida, gatilho de compra acionado. Bons hosts ajustam o ritmo da live em tempo real conforme a leitura do chat. ### Domínio técnico de voz e câmera Lives duram horas. Manter dicção, energia, postura e clareza por todo esse tempo exige técnica — a mesma que apresentadores e locutores profissionais treinam há décadas. É um trabalho de resistência vocal e cênica que improvisação pura não sustenta. ### Conhecimento estratégico de gatilhos de venda Senso de urgência, prova social, demonstração comparativa, oferta-relâmpago. O host não está só apresentando — está conduzindo uma audiência a uma decisão de compra, dentro de uma janela de tempo curta. Isso é apresentação aplicada a um objetivo concreto. ## Quem está saindo na frente Marcas como Mascavo (beleza), Pink Urban (moda fitness) e dezenas de outras estão demonstrando que o host certo faz a diferença entre uma live morna e uma live recorde. E o perfil que aparece com mais força é justamente o do comunicador treinado: - Quem tem técnica vocal para sustentar horas de transmissão sem perder energia - Quem domina câmera — postura, gestos, enquadramento — sem parecer artificial - Quem sabe improvisar sem perder o foco da mensagem - Quem entende ritmo e timing — quando acelerar, quando pausar, quando dar gancho Tudo isso são habilidades de apresentação profissional aplicadas a um formato novo. Não é talento puro — é técnica que se aprende e se treina. ## Por que comunicadores treinados saem na frente Há muita gente boa de venda que não sustenta o formato — falta resistência vocal, falta presença de câmera, falta organização de fala. Há muito apresentador bom de palco que não converte — falta entender o objetivo comercial, falta agilidade com o chat, falta intimidade com produto. O perfil completo é raro, e quem o tem está sendo disputado. Marcas que querem escalar em live commerce não estão procurando influencer com seguidor. Estão procurando comunicador profissional com técnica e capacidade de venda. E esse perfil ainda é escasso no Brasil. ## Onde isso vai chegar O mercado brasileiro está repetindo, em ritmo acelerado, o que aconteceu na China em 2019, quando o live commerce movimentou US$ 66 bilhões. Plataformas como Instagram Shopping, Shopee e Magazine Luiza Live já operam no formato. Marcas grandes estão criando equipes internas de hosts. Em um cenário em que o tráfego digital fica cada vez mais caro e a confiança em conteúdo de IA cai, o host humano com técnica e identidade ganha valor. E o pagamento começa a refletir isso — bons hosts já fecham contratos com remuneração híbrida (cachê + comissão sobre vendas) que rivalizam com salários de apresentação tradicional. Os cursos profissionalizantes da Escola de Rádio formam comunicadores com a base técnica que o mercado de live commerce está procurando — voz, câmera, ritmo, presença e capacidade de manter audiência. [Conheça os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=live-commerce-profissao-apresentador-vendedor) --- ## A IA não vai substituir o comunicador de verdade — e os dados de 2026 explicam por quê **Publicado:** 2026-05-18 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/ia-vai-substituir-locutor-dados-2026 **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação, Tecnologia e Inovação **Tags:** inteligência artificial, IA, locutor, locução, voz, mercado de trabalho, tecnologia, futuro da locução, comunicação, carreira > A IA está afetando o segmento da voz tratada como commodity. Mas o comunicador de verdade — com técnica, presença e identidade — não está sendo substituído. Está sendo mais valorizado. É a pergunta que mais aparece em grupos de locução, fóruns de comunicação e conversas nos bastidores de estúdio: a inteligência artificial vai acabar com o trabalho do locutor? A resposta, olhando os dados reais de 2026, é direta: não vai. E entender por que não vai é o que separa quem está apenas preocupado de quem está se posicionando bem no mercado. ## Primeiro, o que a IA realmente faz As ferramentas de IA de voz disponíveis hoje são boas em uma coisa específica: imitar padrões. Elas conseguem ler um texto com entonação que soa parecida com a fala humana, em vários idiomas, com custo baixo. Para tarefas mecânicas — narração de manuais, módulos de treinamento corporativo, avisos automatizados em sistemas, localização em massa de conteúdo descartável — funciona. Esse é o segmento que a IA está realmente afetando: o pedaço do mercado onde a voz é tratada como commodity, onde ninguém liga para quem está narrando, onde o objetivo é apenas entregar informação. Aí o impacto é real, e plataformas de streaming já estão usando IA para dublagem de conteúdo que seria caro demais dublar manualmente. Mas esse nunca foi o mercado do comunicador de verdade. ## Onde a IA não chega — e provavelmente nunca chegará Comunicação humana profissional não é leitura de texto. É interpretação, é presença, é decisão em tempo real sobre como dizer cada palavra. Esses elementos não são padrão — são únicos. E IA é, por definição, um sistema que generaliza padrões. Onde não há padrão para generalizar, ela falha. Olha onde o comunicador humano segue insubstituível em 2026: ### Narração esportiva ao vivo Improvisação genuína, leitura do momento, emoção que não pode ser ensaiada. Uma narração de gol não é a leitura de uma frase — é uma resposta corporal a um evento. Nenhum sistema de IA narra um gol porque ele não estava torcendo. ### Locução publicitária de impacto Spots de marca, campanhas institucionais e peças publicitárias que precisam emocionar dependem de uma voz com identidade. A Coca-Cola, a Globo, as grandes agências não contratam vozes genéricas porque o ouvido humano detecta autenticidade em segundos. Voz sem alma vende menos — e os anunciantes sabem disso. ### Apresentação ao vivo Programas de rádio, eventos, transmissões digitais e fan fests dependem de presença. Apresentar não é ler — é conduzir um público em tempo real, adaptar a fala ao que está acontecendo na sala, conectar emocionalmente com quem está do outro lado. IA não faz isso. ### Narração de audiobooks e documentários O subtexto, o personagem, a respiração de quem está contando uma história. O ouvinte percebe quando a interpretação é vazia. Por isso, mesmo com toda a IA disponível, as grandes produções continuam contratando narradores humanos. ### Tudo que envolve uma marca de verdade Marcas que querem construir reputação não usam voz genérica. Usam voz com nome, com história, com identidade reconhecível. Isso é o oposto do que IA entrega. > A cloned voice can read a line. A trained actor can perform meaning. ## O Brasil tem uma vantagem específica Há um argumento que vale para o mercado brasileiro especificamente: a IA é treinada majoritariamente em conteúdo em inglês. O sotaque carioca, o jeito mineiro, a musicalidade nordestina, o português falado de verdade — tudo isso é praticamente inexistente nos bancos de dados que treinam essas ferramentas. O dublador brasileiro Fabio Azevedo resume bem: o trabalho dele é fazer o conteúdo estrangeiro soar brasileiro com todas as nossas particularidades. Não tem como uma máquina treinada em voz neutra americana fazer isso. Esse é um diferencial competitivo real do comunicador brasileiro — e ele só cresce conforme a IA se massifica em outros mercados. Inclusive, o México já regulamentou e proibiu o uso não autorizado de IA em dublagem. O Brasil tende a seguir caminho semelhante. ## O dado que ninguém comenta Locutores com identidade vocal própria estão licenciando suas vozes para sistemas de IA — e ganhando até 85 vezes mais do que ganhariam em trabalhos tradicionais de voice-over. Não é substituição. É uma nova frente de receita que só existe para quem tem voz treinada e reconhecível. Uma voz genérica, sem técnica, sem personalidade, é facilmente replicável. Uma voz com presença, com identidade, com história — vira um ativo licenciável. A IA, em vez de substituir esses profissionais, passou a ser cliente deles. ## A conclusão honesta A IA não está acabando com a comunicação humana. Está acabando com a comunicação genérica. O comunicador que entrega valor — técnica, presença, interpretação, identidade — está mais valorizado do que nunca, porque o contraste com a voz sintética só destaca o que o humano faz de melhor. A pergunta certa não é se a IA vai substituir o locutor. A pergunta é: você está se formando para entregar o que a IA nunca vai conseguir entregar? Os cursos profissionalizantes da Escola de Rádio formam comunicadores com técnica vocal, interpretação, presença e identidade — exatamente o conjunto de habilidades que o mercado segue pagando bem, e que a IA não substitui. [Conheça os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=ia-vai-substituir-locutor-dados-2026) --- ## A convocação virou espetáculo: por que o anúncio de Ancelotti no Museu do Amanhã é histórico **Publicado:** 2026-05-18 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/convocacao-copa-2026-virou-espetaculo **Categoria:** Esporte, Cultura, mídia e sociedade **Tags:** copa-do-mundo-2026, selecao-brasileira, ancelotti, museu-do-amanha, narracao-esportiva, convocacao, comunicacao-esportiva > Pela primeira vez na história, a CBF transformou o anúncio dos 26 da Seleção em megaevento cultural — com Ludmilla, João Gomes, Samuel Rosa e Veigh subindo ao palco antes de Carlo Ancelotti. Antes de Carlo Ancelotti subir ao palco para ler os 26 nomes que vão representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026, o Museu do Amanhã virou casa de show. Ludmilla, João Gomes, Samuel Rosa e Veigh se revezaram cantando “Bate no Peito”, o tema oficial da Seleção produzido por Papatinho com participação de Zeca Pagodinho. Discurso do presidente da CBF, Samir Xaud. Quase 700 jornalistas credenciados de 13 países. Transmissão simultânea em Globo, SBT, SporTV, ESPN, CNN, Disney+, CazéTV, TNT Sports. Tudo isso antes de o técnico abrir a boca para dizer o primeiro nome. Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, uma convocação foi tratada como um lançamento de álbum. E essa mudança diz mais sobre o futuro da comunicação esportiva do que sobre qualquer escalação. ## Os 26 convocados de Ancelotti A escalação ficou assim — 3 goleiros, 4 laterais, 5 zagueiros, 5 meio-campistas e 9 atacantes: ## 🥅 Goleiros (3) - Alisson (Liverpool) - Ederson (Fenerbahçe) - Weverton (Grêmio) ## ➡️ Laterais-direitos (2) - Danilo (Flamengo) - Wesley (Roma) ## ⬅️ Laterais-esquerdos (2) - Alex Sandro (Flamengo) - Douglas Santos (Zenit) ## 🛡️ Zagueiros (5) - Bremer (Juventus) - Gabriel Magalhães (Arsenal) - Ibañez (Al-Ahli) - Léo Pereira (Flamengo) - Marquinhos (PSG) ## ⚙️ Meio-campistas (5) - Bruno Guimarães (Newcastle) - Casemiro (Manchester United) - Danilo (Botafogo) - Fabinho (Al-Ittihad) - Lucas Paquetá (Flamengo) ## 🎯 Atacantes (9) - Endrick (Lyon) - Gabriel Martinelli (Arsenal) - Igor Thiago (Brentford) - Luiz Henrique (Zenit) - Matheus Cunha (Manchester United) - Neymar (Santos) - Raphinha (Barcelona) - Rayan (Bournemouth) - Vinícius Júnior (Real Madrid) ## Leitura tática rápida - **Neymar dentro: **depois da dúvida que dominou as últimas semanas, o camisa 10 do Santos foi convocado e participou pessoalmente do evento. Volta a uma Copa três anos depois da lesão grave de outubro de 2023. - **Ausência mais pesada: **Thiago Silva (Porto), apesar das quatro Copas no currículo, ficou de fora. É o fim de uma era na zaga da Seleção. - **Outras ausências de peso: **Rodrygo (Real Madrid) está fora por lesão no ligamento cruzado do joelho direito. Bento (Al-Nassr) perdeu a vaga de terceiro goleiro para Weverton. - **Base do Flamengo: **cinco jogadores do clube carioca foram chamados — Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira, Lucas Paquetá e o sexto entre os defensores. É a maior representação de um único time brasileiro na lista. - **Geração nova: **Endrick (Lyon), Rayan (Bournemouth) e Wesley (Roma) representam a aposta de Ancelotti em jogadores ainda em formação para a janela 2026–2030. ## De 1994 a 2026: a linha do tempo de uma virada Para entender por que o evento desta segunda é inédito, vale comparar com o que a CBF fez nas últimas Copas: - **1994 (Parreira): **convocação anunciada numa sala de imprensa da CBF, sem câmera ao vivo, sem cerimônia. Os repórteres ouviram, anotaram e correram para o telefone. - **2014 (Felipão): **anúncio num hotel em Teresópolis. Houve transmissão, mas o assunto do dia acabou sendo a ausência do Ronaldinho Gaúcho. Cerimônia institucional, sem produção de espetáculo. - **2022 (Tite): **evento em São Paulo, com transmissão ao vivo bem-produzida, mas sem nenhuma camada cultural — sem música, sem artistas, sem narrativa. - **2026 (Ancelotti): **Museu do Amanhã, palco, quatro artistas de quatro gêneros diferentes (funk, forró, rock, trap), tema oficial, helicóptero pra levar o técnico direto pro Jornal Nacional depois. Escala de abertura de Copa. Não é só um detalhe de produção. É uma reposição estratégica do papel da Seleção dentro da cultura brasileira — e do papel da CBF como produtora de mídia, não apenas administradora do esporte. ## O que muda quando o anúncio vira mídia A escolha do Museu do Amanhã não é decorativa. É um cartão-postal do Rio que simboliza inovação e revitalização urbana, ocupado por uma instituição que tradicionalmente fazia tudo dentro da sua sede na Barra da Tijuca. A CBF saiu de casa de propósito. Os artistas convidados também não foram escolha aleatória. Ludmilla (funk carioca), João Gomes (forró pop), Samuel Rosa (rock dos anos 90/2000) e Veigh (trap) cobrem quatro gerações e quatro Brasis musicais distintos. O recado é claro: a Seleção quer falar com todo mundo, não apenas com o torcedor masculino tradicional. E o detalhe mais simbólico: os cachês dos quatro artistas foram doados a um projeto social. Ou seja, o entretenimento veio embalado com propósito declarado. Para a comunicação esportiva, isso é um ponto de virada. A cobertura de uma Copa já não começa no apito inicial — começa quatro semanas antes, no momento em que a CBF decide tratar uma convocação como evento global. ## Locutor esportivo em 2026 não é mais só voz na transmissão Se a convocação virou espetáculo multiplataforma, o profissional que vai cobrir Copa do Mundo precisa estar pronto pra muito mais do que narrar um jogo. Precisa fazer pré-jogo no YouTube, comentar lance em podcast, gravar conteúdo curto pra Instagram e TikTok, entrevistar artista no tapete vermelho, falar com torcedor estrangeiro em transmissão pra fora. O Brasil vai chegar à Copa de 2026 com mais demanda por comunicador esportivo polivalente do que em qualquer Copa anterior. Quem está estudando narração, locução e apresentação agora, vai encontrar o mercado mais aquecido da década. Na Escola de Rádio, [o curso de Narração Esportiva com Hugo Lago](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=convocacao-copa-2026-virou-espetaculo) — locutor da Rádio Globo RJ, voz oficial em transmissões de jogos da Seleção — prepara o aluno pra narrar futebol no novo formato: rádio AM/FM, streaming, podcast, redes sociais. Tudo numa turma só. Se a vontade é mais ampla — apresentação, voz, presença em frente à câmera —, vale conhecer também [os cursos profissionalizantes](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=convocacao-copa-2026-virou-espetaculo) que abrem turmas nas próximas semanas. > Apresentação oficial dos 26 está marcada para 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). --- ## A campanha da Coca-Cola que transformou um emoji em logotipo **Publicado:** 2026-05-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/coca-cola-emoji-comunicacao-de-marca-licoes **Categoria:** Campanhas & Publicidade, Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** Coca-Cola, emoji, comunicação de marca, campanhas, marketing, branding, redes sociais, publicidade, comunicação digital, tendências > Em 2015, a Coca-Cola criou o primeiro emoji patrocinado da história. Em 2026, foi além: reivindicou o 🥤 como seu. O que essa estratégia revela sobre comunicação de marca. O emoji de refrigerante existe desde 2010. Durante anos, foi só um desenho genérico — o tipo de coisa que aparece quando alguém quer falar de refrigerante numa mensagem. Até que a Coca-Cola decidiu que aquele símbolo era dela. Não por acidente. Por estratégia. E o que essa história revela sobre comunicação de marca é mais relevante do que parece à primeira vista. ## 2015: o primeiro emoji patrocinado da história Em 2015, a Coca-Cola fez algo que nenhuma marca havia feito antes: pagou ao Twitter para criar um emoji personalizado. A mecânica era simples — qualquer pessoa que twittasse a hashtag #ShareACoke via duas garrafinhas de Coca-Cola brindar automaticamente na mensagem. O valor pago nunca foi divulgado, mas o impacto foi imediato. O Twitter chamou o formato de admoji — uma fusão de ad (anúncio) com emoji. A Coca-Cola foi a primeira marca a testar o modelo, e a plataforma anunciou que avaliaria a adoção pública para decidir se ofereceria o produto a outras empresas. O que parecia uma curiosidade de campanha virou um ponto de virada: pela primeira vez, uma marca havia comprado um símbolo dentro da linguagem digital nativa das pessoas. ## 2026: a Coca-Cola reivindica o emoji de refrigerante Mais de dez anos depois, a Coca-Cola foi além. Em campanha lançada na Arábia Saudita pela agência VML, a marca decidiu reivindicar o próprio emoji de refrigerante — aquele 🥤 genérico que qualquer pessoa usa — como um ativo de marca. A ação criou um produto físico: um copo de edição limitada que replicava visualmente o emoji. Junto, uma plataforma digital onde consumidores combinavam emojis de alimentos com o emoji de bebida para montar refeições virtuais e desbloquear vouchers reais em restaurantes e estabelecimentos parceiros. Os resultados foram expressivos: 630 milhões de impressões nas redes sociais, taxa de conversão de 62% — acima dos 40% de benchmark do setor — e crescimento de 5,2% no volume de vendas entre os parceiros durante a ativação. ## A lição estratégica que vai além da campanha O movimento da Coca-Cola ilustra algo que comunicadores modernos precisam entender: as marcas mais inteligentes não criam novos símbolos do zero. Elas identificam códigos culturais que já existem no comportamento das pessoas e os ressignificam. O emoji de refrigerante já era usado por milhões de pessoas todos os dias. A Coca-Cola não precisou ensinar ninguém a usar aquele símbolo — ele já fazia parte da linguagem. O que a marca fez foi associar esse código preexistente à sua identidade, reduzindo o atrito entre o consumidor e a mensagem. > Em vez de partir da criação de novos símbolos, a estratégia se apoia na identificação de códigos culturais já existentes. Os emojis fazem parte da comunicação digital e funcionam como uma linguagem nativa — especialmente entre públicos mais jovens. ## Marca como linguagem: o que isso muda para quem trabalha com comunicação Por muito tempo, comunicação de marca foi sinônimo de slogan, jingle e logotipo. O trabalho era criar um símbolo e repetir até ele ser reconhecido. Ainda funciona — mas não é mais o único caminho. A Coca-Cola mostra que uma marca pode operar dentro da linguagem que as pessoas já usam, em vez de tentar inserir uma linguagem nova. Isso tem implicações diretas para quem trabalha com locução publicitária, produção de conteúdo, apresentação e criação: - Campanhas de voz e áudio precisam falar a língua do público — não a língua da marca. O locutor que entende esse princípio entrega um resultado diferente. - Conteúdo digital eficaz parte de comportamentos existentes, não de formatos que a marca quer impor. - A comunicação mais poderosa hoje é a que parece natural — como se já fizesse parte da conversa, não como se estivesse interrompendo ela. ## Por que isso importa para quem trabalha com comunicação Entender como marcas comunicam é parte do trabalho de qualquer comunicador profissional. O locutor que grava um spot, o apresentador que conduz uma ativação, o produtor que roteiriza uma campanha — todos eles precisam entender o contexto estratégico por trás do que estão executando. A Coca-Cola não contratou profissionais para decorar um roteiro. Contratou pessoas que entendem comunicação de verdade. Esse é o diferencial que separa quem executa de quem agrega valor. Na Escola de Rádio, a formação vai além da técnica vocal. Os cursos profissionalizantes cobrem comunicação como ela funciona no mercado hoje — da locução publicitária à apresentação, com professores que atuam no setor. [Conheça os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=coca-cola-emoji-comunicacao-de-marca-licoes) --- ## Copa 2026: o boom de comunicação que começa em 3 semanas (e onde estão as vagas) **Publicado:** 2026-05-16 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/copa-2026-oportunidades-comunicadores-carreira **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** Copa do Mundo 2026, Copa 2026, comunicação, narração esportiva, locutor, apresentador, mercado de trabalho, publicidade, CazéTV, oportunidades > R$ 18,6 bilhões em publicidade, 5 narradores escalados pela Globo e 104 jogos na CazéTV. Onde estão as oportunidades reais para comunicadores na Copa do Mundo 2026. A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho. São pouco mais de três semanas. E enquanto a maioria das pessoas está pensando em tabela de jogos e escalação do Brasil, o mercado de comunicação já está em movimento — movimentando cifras que vão impactar diretamente quem trabalha (ou quer trabalhar) com voz, apresentação e produção. Este post não é sobre futebol. É sobre o que acontece ao redor do campo — e onde estão as oportunidades para comunicadores nos próximos 60 dias. ## Os números que explicam o movimento O Brasil deve registrar o maior crescimento entre os principais mercados globais de publicidade em 2026: alta de 9,1%, contra média global de 5,1%. A combinação de Copa do Mundo e eleições projeta o investimento em publicidade no país para cerca de R$ 18,6 bilhões. Para colocar em perspectiva: isso é dinheiro que vai direto para produção de conteúdo, campanhas de TV, spots de rádio, ativações de marca, transmissões ao vivo e criação digital. Boa parte desse volume vai precisar de voz, de apresentadores e de profissionais que saibam se comunicar em frente a um microfone ou câmera. Outro dado relevante: 94% dos brasileiros afirmam que associar uma marca à Copa contribui positivamente para sua reputação, e 66% relatam aumento na intenção de compra. Resultado: as marcas vão de tudo nessa Copa. E tudo precisa de comunicação. ## O que a Globo e a CazéTV estão fazendo — e o que isso significa A Globo escalou cinco narradores para a Copa: Everaldo Marques (jogos do Brasil na TV aberta), Gustavo Villani, Renata Silveira, Luiz Carlos Jr e Paulo Andrade. Vale destacar um detalhe que orgulha esta casa: Renata Silveira, a primeira mulher a narrar futebol no Grupo Globo e a primeira brasileira a narrar uma Copa do Mundo em TV aberta, é ex-aluna da Escola de Rádio. Além disso, a Globo contratou 26 criadores de conteúdo digitais para cobrir o torneio — um sinal claro de que a cobertura esportiva profissional não é mais monopólio dos narradores tradicionais. A CazéTV, em parceria com a LiveMode, vai transmitir todos os 104 jogos da Copa gratuitamente no YouTube. O modelo de transmissão é diferente: linguagem mais leve, interação em tempo real com o público, ativações comerciais nativas de internet. Isso abre espaço para um perfil de profissional que a TV fechada não comportava antes. ## As oportunidades que a maioria não está vendo Muito além da cabine de narração, a Copa 2026 vai gerar demanda em frentes que comunicadores bem preparados podem ocupar: ### Locução publicitária Com R$ 18,6 bilhões em publicidade circulando, agências e produtoras vão precisar de locutores para spots de rádio, offs de TV, hotsite, vídeos institucionais e conteúdo digital de marca. E a Copa tem prazo: quem não estiver disponível e posicionado no mercado em maio/junho fica de fora do ciclo. ### Apresentação em Fan Fests e ativações de marca A Copa cria um mapa de oportunidades presenciais além dos estádios: Fan Fests, praças públicas, bares com transmissão, shoppings, terminais de transporte. Marcas como Lay's e McDonald's já anunciaram ativações físicas. Esses espaços precisam de apresentadores para conduzir interações, sorteios, entrevistas e transmissões ao vivo. ### Produção de conteúdo esportivo para plataformas digitais A CazéTV mostra que o modelo funciona: transmissão esportiva com identidade digital própria, linguagem jovem, interatividade. Criadores que entendem de comunicação esportiva e sabem operar em formatos digitais estão sendo contratados — não só para narrar jogos, mas para apresentar programas ao redor da Copa, cobrir bastidores e produzir conteúdo de marca. ### Narração esportiva A oportunidade clássica, mas que segue sendo real. Além das grandes emissoras, existe um ecossistema de rádios regionais, canais do YouTube, streamings menores e produções independentes que precisam de narradores para cobrir o torneio. Quem tem técnica e um portfólio sólido tem chance de entrar nesse mercado durante a Copa. ## Uma vaga real que vale mencionar Por curiosidade — e para mostrar como o mercado está aquecido: a FOX Sports abriu uma vaga para alguém assistir todos os 104 jogos da Copa e produzir conteúdo para suas redes sociais, com salário de US$ 50 mil (cerca de R$ 247 mil). Inglês fluente era requisito. A vaga já encerrou, mas o que ela sinaliza é real: quem consegue articular conhecimento esportivo com comunicação de qualidade tem um mercado disposto a pagar bem por isso. ## O que isso tem a ver com formação A Copa não espera. Os contratos de locução publicitária já estão sendo fechados. As marcas que vão ativar em fan fests estão selecionando apresentadores. As produções digitais já estão montando equipe. Quem está posicionado — com técnica, portfólio e, no caso de trabalho formal, com DRT em dia — tem chance real de aproveitar esse momento. Quem está começando agora pode não pegar esta Copa, mas pode se preparar para o próximo ciclo: as eleições de outubro, o Carnaval de 2027, e os eventos esportivos que não param. Se narração esportiva é o caminho, a ER+ tem duas opções com Hugo Lago — narrador da Rádio Globo RJ e CBN, com décadas de transmissões ao vivo. Para quem prefere estudar no próprio ritmo: [Narração Esportiva EAD](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-ead?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=copa-2026-oportunidades-comunicadores-carreira). Para quem quer a experiência presencial completa, gravando nos estúdios onde acontece de verdade: [Narração Esportiva nos Estúdios Rádio Globo RJ](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/narracao-esportiva-radio-globo?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=copa-2026-oportunidades-comunicadores-carreira). Para quem quer entrar no mercado formal — locução publicitária, emissoras, contratos com agências — os cursos profissionalizantes da ER+ habilitam ao DRT e posicionam o aluno no mercado. [Veja todos os cursos.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=copa-2026-oportunidades-comunicadores-carreira) > A Copa começa em 11 de junho. O mercado de comunicação ao redor dela já está em movimento. A pergunta é: você vai assistir ou vai trabalhar? --- ## Comunicador sem DRT: o que pode acontecer (e o que é mito) **Publicado:** 2026-05-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/comunicador-sem-drt-riscos-e-mitos **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** DRT, registro profissional, radialista, locutor, apresentador, carreira, profissionalização, mercado de trabalho, lei 6615, sindicato > Trabalhar sem registro profissional é um risco real ou burocracia que ninguém cobra? A resposta honesta — com os riscos, os mitos e o que a lei realmente diz. Você provavelmente já ouviu alguma versão desta história: fulano trabalha em rádio há anos, nunca tirou DRT, e tá vivendo bem. Talvez você mesmo esteja nessa situação — fazendo locução, apresentando programas, conduzindo podcasts corporativos — sem o registro profissional em dia. A pergunta que fica no ar: isso é mesmo um risco, ou é aquela burocracia que todo mundo ignora e ninguém cobra? Aqui vai a resposta honesta — sem enrolação. ## O que diz a lei — sem juridiquês A profissão de radialista é regulamentada pela Lei 6.615/78. Locutores, apresentadores, operadores de áudio, produtores e repórteres de rádio e TV estão todos dentro dessa categoria. E a lei é clara: o exercício da profissão exige registro prévio no Ministério do Trabalho. Desde novembro de 2005, empresas de radiodifusão — rádios, TVs e outras constantes no Decreto 84.134/79 — só podem contratar radialistas que já tenham o registro. Não é recomendação: é requisito legal. ## Riscos reais para o profissional Sem o registro, você está em impedimento legal para exercer formalmente as funções de radialista. Na prática, isso significa: - Você não tem acesso garantido aos direitos trabalhistas específicos da categoria — piso salarial, adicionais, jornada diferenciada — mesmo que esteja trabalhando na função há anos. - Em caso de fiscalização do Ministério do Trabalho, sua situação é irregular. Isso afeta tanto você quanto o contratante. - Em concursos públicos, contratações em emissoras públicas e processos seletivos em empresas maiores, a ausência do registro é motivo de eliminação antes mesmo de chegar à entrevista. - Sem o registro, você não aparece como profissional habilitado para o contratante. Em um mercado competitivo, isso é terreno cedido para quem está regularizado. ## Riscos reais para a empresa que contrata sem DRT Contratante que mantém radialista sem registro também se expõe. O Ministério do Trabalho pode aplicar multas administrativas — cujos valores foram atualizados pela Portaria 66/2024 — e a empresa fica sujeita a sanções que incluem a impossibilidade de receber benefícios ou incentivos de órgãos públicos enquanto a irregularidade não for sanada. É uma situação ruim para os dois lados. E que se resolve com o registro em dia. ## E quem só faz YouTube ou podcast independente? Aqui existe uma zona cinzenta real, e é honesto reconhecê-la. A Lei 6.615/78 foi criada para regulamentar o trabalho em empresas de radiodifusão — rádios, TVs e empresas listadas no Decreto 84.134/79. Quem produz conteúdo de forma totalmente independente, sem vínculo com uma emissora ou empresa do setor, não está diretamente no escopo da lei. Mas atenção: assim que você é contratado por uma emissora, agência, produtora ou empresa que se enquadra na lei — seja para gravar uma campanha, apresentar um programa, narrar um jogo — o registro passa a ser exigido. A zona cinzenta desaparece no momento em que existe contratação formal. ## 5 mitos sobre DRT que vale desmistificar ### Mito 1: Preciso de diploma universitário para tirar DRT Falso. A lei não exige diploma de ensino superior. Um curso técnico profissionalizante na área já é aceito pelo sindicato como base para emissão do atestado de capacitação — que é o documento que embasa o registro no Ministério do Trabalho. O que conta é comprovar formação ou experiência na função. ### Mito 2: DRT só vale para quem tem carteira assinada Mito. O registro profissional é do profissional, não do emprego. Freelancers que prestam serviço recorrente para emissoras e empresas do setor também precisam estar regularizados. A ausência de vínculo empregatório formal não elimina a exigência. ### Mito 3: O sindicato só atende quem é associado Não é verdade. O sindicato atende qualquer profissional da categoria, sócio ou não. A diferença é financeira: associados costumam ser isentos da taxa de serviço, enquanto não-sócios pagam — no Rio de Janeiro, por exemplo, os valores são R$ 180 (capital) ou R$ 130 (interior do estado). Nada que justifique adiar o registro. ### Mito 4: DRT só serve para trabalhar em rádio ou TV Longe disso. O registro profissional abre portas em narração esportiva, produção de audiobooks, locução publicitária, apresentação de eventos corporativos, podcasts institucionais e qualquer contexto em que o contratante seja uma empresa organizada. Cada vez mais agências e produtoras exigem o documento para fechar contrato — inclusive para trabalhos pontuais. ### Mito 5: Posso trabalhar sem DRT e regularizar depois, quando precisar O problema com essa lógica é que o momento de precisar costuma coincidir com uma oportunidade boa — e o registro não sai do dia para a noite. O processo envolve sindicato, Ministério do Trabalho e pode levar semanas. Quem não está regularizado perde vagas enquanto espera. Tirar o registro antes de precisar é o movimento certo. ## O caminho mais direto para o registro Se você ainda não tem o DRT, o primeiro passo é entender exatamente o que precisa providenciar — documentos, sindicato responsável pela sua região e como funciona o processo pelo SIRPWEB. A gente cobriu tudo isso em detalhes [neste guia completo](https://www.escoladeradio.com.br/post/como-conseguir-o-registro-de-radialista-drt-em-2026?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=comunicador-sem-drt-riscos-e-mitos). Para quem está começando na área — ou quer garantir que a formação que serve de base para o registro seja sólida — os cursos profissionalizantes da Escola de Rádio são uma das rotas mais diretas. Locução Profissional, Apresentação e Produção Radiofônica formam com certificado reconhecido e dão a base que o sindicato analisa na hora de emitir o atestado de capacitação. Regularizar o DRT não é burocracia por burocracia. É o documento que transforma quem trabalha com comunicação em profissional habilitado — com direitos garantidos, portas abertas e sem risco de perder oportunidades por falta de papel. [Conheça os cursos profissionalizantes da ER+.](https://www.escoladeradio.com.br/cursos?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=blog-cta&utm_content=comunicador-sem-drt-riscos-e-mitos) --- ## Fábio Porchat, persona non grata e a ALERJ: o que a polêmica tem a ver com linguagem e poder **Publicado:** 2026-05-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/fabio-porchat-persona-non-grata-e-a-alerj **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** fabio porchat, persona non grata, alerj, humor, liberdade de expressao, humor politico, politica > A expressão latina "persona non grata" saiu das relações diplomáticas e caiu no noticiário político com o caso Fábio Porchat na ALERJ. Entenda a história do termo, a polêmica e o que isso revela sobre discurso, poder e liberdade de expressão. O Brasil parou esta semana para discutir uma expressão em latim. Pelo menos nas redes sociais e no noticiário político, o termo *persona non grata* voltou aos holofotes — e com um protagonista inesperado: o humorista e apresentador Fábio Porchat. **O que aconteceu** A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) aprovou, em 13 de maio, o projeto de lei que passa a considerar o apresentador e humorista Fábio Porchat *persona non grata* no Rio de Janeiro. O projeto foi apresentado pelo deputado Rodrigo Amorim (PL) e a aprovação foi por quatro votos a dois. A iniciativa está relacionada a declarações públicas de Porchat em vídeos nas redes sociais com críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, o humorista teria ultrapassado os limites da crítica política ao utilizar tom considerado ofensivo e desrespeitoso. O projeto é curto e possui apenas dois artigos — simplesmente declara Porchat *persona non grata* no Estado e determina que a medida entre em vigor na data de sua publicação. Entre os episódios citados está um vídeo em que Porchat simula uma ligação telefônica para Bolsonaro, fazendo ofensas em tom de deboche. O projeto menciona ainda manifestações do humorista sobre religião em entrevistas e programas de televisão. Para ser aprovado no plenário, é necessário que 36 deputados estejam presentes e que a maioria simples vote a favor. **A reação de Porchat** Fiel ao seu estilo, o humorista não levou a sério — pelo menos na forma. Em vídeo publicado nas redes sociais, Porchat agradeceu pelo "reconhecimento" com deboche: "Deputado chateado comigo é o negócio que enche o meu peito de orgulho." Ele ainda comparou sua situação à de figuras muito mais graves que nunca receberam o mesmo título, e encerrou pedindo votos aos deputados do plenário: "Eu preciso de 41 votos. Fica aqui meu apelo, me dá essa chance." **Mas afinal, o que é *****persona non grata*****?** O termo vem do latim — *persona* + *non* + *grata* — e significa, literalmente, "pessoa não agradável" ou "não bem-vinda". É um instrumento diplomático utilizado nas relações internacionais para indicar que o representante de um país não é mais bem-vindo ao país que o classificou como tal. Apesar de não ter efeitos punitivos claros, a declaração funciona mais como um gesto simbólico do que como uma punição prática. A principal base jurídica para a figura de *persona non grata* é a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, assinada em 18 de abril de 1961 e em vigor desde 1964, ratificada por 193 estados. No uso popular, o termo se expandiu. No cotidiano, popularizou-se para descrever alguém rejeitado por um grupo ou instituição por motivos éticos, políticos ou pessoais. Exemplos famosos incluem o ex-presidente Lula, declarado *persona non grata* em Israel em 2014, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, em países do Leste Europeu. **E no caso da ALERJ, tem efeito prático?** A medida possui apenas caráter simbólico e não produz efeitos legais. Especialistas apontam que, mesmo aprovado, o projeto não tem efeito prático. O parlamentar que votou contra reconhece que o uso da expressão pertence tradicionalmente ao campo das relações diplomáticas entre países, e não à política interna, e levanta a questão de que a medida poderia representar constrangimento institucional ou até uma forma indireta de censura política ou artística. **Por que isso importa para quem trabalha com comunicação?** O caso Porchat é um exemplo claro de como a linguagem e o poder se entrelaçam. Um termo criado para a diplomacia entre nações foi deslocado para o campo da política interna — e usado contra um humorista que faz crítica política pela via da comédia. O episódio levanta questões reais sobre os limites da liberdade de expressão, o papel do humor na democracia e como o discurso público pode ser instrumentalizado. Para quem trabalha com comunicação, locução, rádio e TV — como os profissionais que a ER+ forma há mais de 30 anos —, acompanhar esse tipo de debate não é apenas curiosidade: é parte do repertório essencial de quem fala para o público. --- ## Onde estão trabalhando os apresentadores em 2026? 4 frentes do mercado que vão além do rádio **Publicado:** 2026-05-14 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/apresentadores-mercado-2026-onde-estao-as-vagas **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho, Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** apresentação, mercado de trabalho, carreira, locução, podcast, eventos, live commerce, esports, vagas, comunicação > O mercado de apresentação se transformou. Não é mais só bancada de rádio AM/FM: podcasts, eventos corporativos, live commerce e streaming de jogos abriram milhares de vagas pra quem sabe se comunicar bem. Mapeamos onde os apresentadores estão trabalhando hoje no Brasil — e o que eles têm em comum. ## O mercado de apresentação não cabe mais numa categoria só Por décadas, ser apresentador significava trabalhar em rádio ou em uma emissora de TV. Hoje, em maio de 2026, uma busca rápida em sites como LinkedIn, Glassdoor e Indeed mostra um cenário bem diferente: há centenas de vagas abertas no Brasil, em segmentos que mal existiam dez anos atrás. Streaming, gaming, branded content e live commerce hoje disputam o mesmo perfil profissional que antes ia direto pra emissora. A boa notícia: as habilidades fundamentais — respiração, dicção, presença, improviso, capacidade de manter ritmo numa transmissão ao vivo — são as mesmas. O que muda é o palco. Mapeamos quatro frentes onde os apresentadores estão sendo contratados agora. > Importante: as vagas citadas abaixo são exemplos reais coletados em maio/2026 e têm data de validade. Quando você ler este texto, podem já ter sido preenchidas. A Escola de Rádio não tem vínculo comercial com nenhuma das empresas citadas — esta é uma análise editorial independente do mercado. ## 1. Rádio e streaming de áudio: o mercado tradicional segue vivo Apesar do barulho em torno do podcast e do streaming, o rádio brasileiro continua contratando. No LinkedIn, uma busca por [“locutor” mostra 65 vagas ativas no Brasil](https://br.linkedin.com/jobs/locutor-vagas), [“radialista” puxa 92 vagas](https://br.linkedin.com/jobs/radialista-vagas) e [“jornalista de rádio” outras 108](https://br.linkedin.com/jobs/jornalista-de-r%C3%A1dio-vagas). Só no Rio de Janeiro são mais de 100 oportunidades ligadas ao rádio. São funções que vão muito além da bancada: locução comercial, narração esportiva, plantão de notícias, programação musical, operação de áudio. Emissoras como CBN, Bandeirantes, Jovem Pan e dezenas de afiliadas regionais aparecem com frequência nos job boards. O perfil esperado: dicção limpa, voz trabalhada, capacidade de improvisar dentro de um relógio apertado, e — cada vez mais — saber operar a parte técnica sozinho (mesa, edição rápida, vinhetagem). ## 2. Podcast: o boom que virou indústria O podcast deixou de ser hobby. Em maio de 2026, o LinkedIn lista [149 vagas com a palavra “podcast” no Brasil](https://br.linkedin.com/jobs/podcast-vagas), e o [Glassdoor sobe esse número pra 288 vagas em aberto](https://www.glassdoor.com.br/Vaga/podcast-vagas-SRCH_KO0,7.htm). As funções variam: apresentador/host, produtor, editor de áudio, roteirista, assistente de produção, social media especializado em conteúdo de podcast. Os contratantes são variados — vão de produtoras independentes a grandes marcas (bancos, empresas de tecnologia, varejistas) que mantêm podcasts internos como ferramenta de marketing e employer branding. O perfil esperado: voz que segura uma hora de conversa, capacidade de conduzir entrevista com naturalidade, repertório, e fluência pra adaptar o tom ao público da marca. ## 3. Eventos corporativos, mestre de cerimônias e live commerce Eventos voltaram com força no pós-pandemia, e com eles a profissão de mestre de cerimônias ganhou nova relevância. O [piso CBO para Apresentador de Eventos no Brasil em 2026 está em R$ 1.976,39](https://www.salario.com.br/profissao/apresentador-de-eventos-cbo-376305/), com média de R$ 2.165 e teto de R$ 3.034 para jornadas CLT — números que excluem os freelas, onde o cachê por evento pode ser substancialmente maior. A novidade é o live commerce: transmissões ao vivo de vendas (no estilo dos shopping channels antigos, mas em e-commerce moderno) viraram canal de receita relevante para varejistas e marcas. É um mercado novo, ainda em formação, mas que demanda exatamente o perfil de apresentador: gente que segura uma hora de câmera vendendo produto com energia, sem soar artificial. Eventos como o [VTEX Day 2026 — um dos maiores do varejo digital na América Latina — chegam a contratar apresentadores consagrados](https://portalradar.com.br/vtex-day-2026-felipe-andreoli-sera-o-mestre-de-cerimonias-do-palco-stadium/), como Felipe Andreoli, pra animar palcos. Mas a base do mercado é formada por profissionais formados em comunicação que circulam entre congressos, lançamentos de produto e eventos corporativos internos. O perfil esperado: presença de palco, leitura de público em tempo real, capacidade de improvisar quando algo dá errado (e sempre dá), e versatilidade pra falar de qualquer assunto com profundidade convincente. ## 4. Gaming, e-sports e streaming de jogos: o palco que ninguém esperava Aqui está a frente que mais cresceu nos últimos anos — e a que pega de surpresa quem ainda associa apresentação só com rádio e TV. Estúdios de streaming de jogos contratam apresentadores em turnos 24/7 para conduzir transmissões ao vivo, narrar partidas, animar lobbies e fazer a ponte entre o jogador e a audiência. Um exemplo recente: uma vaga aberta em maio/2026 para “Apresentador de Jogos Online” em São Paulo — turnos rotativos 24/7, presencial, exigindo português C2 e inglês mínimo B2. É um nicho que paga bem para quem domina o jogo da câmera ao vivo e tem inglês na ponta da língua. O e-sports brasileiro segue na mesma linha: campeonatos de CS, League of Legends, Valorant e Free Fire empregam casters (narradores), apresentadores de bastidores e entrevistadores. Equipes como LOUD, Furia e Pain mantêm produções audiovisuais próprias com vagas regulares. O perfil esperado: energia alta sustentada por horas, capacidade de improvisar narração em tempo real, conhecimento mínimo do produto (jogo) e — pra vagas internacionais — inglês. ## O que esses quatro mercados têm em comum Olhando lado a lado, dá pra ver que o que muda entre rádio, podcast, evento e streaming é o contexto. As habilidades fundamentais são as mesmas: - **Voz trabalhada: **respiração consciente, dicção limpa, projeção sem cansar. - **Presença ao vivo: **capacidade de manter energia constante mesmo sem retorno imediato do público. - **Improviso estruturado: **saber sair do roteiro quando precisar e voltar pra ele sem que ninguém perceba. - **Leitura de público: **ajustar tom, ritmo e linguagem ao perfil de quem está do outro lado. - **Resiliência técnica: **conviver com microfone, câmera, equipamento e software sem se desconcentrar. Quem domina essas cinco frentes tem trânsito nos quatro mercados. Quem só sabe ler um roteiro fica preso a um só. ## A vantagem competitiva de quem se forma com técnica É aqui que a formação faz diferença. O [Curso Profissionalizante de Apresentação da Escola de Rádio](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional) é desenhado pra entregar exatamente esse conjunto de habilidades versáteis — não pra preparar pra uma única vaga, mas pra dar base pra qualquer um dos quatro mercados acima (e outros que ainda nem nomeamos). São aulas práticas com profissionais que trabalham no mercado hoje: locutores de rádio, narradores esportivos da Rádio Globo RJ, apresentadores de eventos e podcasters. O foco é montar um repertório técnico real — voz, dicção, respiração, postura, improviso, leitura — que abre porta em qualquer um dos segmentos citados. 👉 [Conhecer o Curso Profissionalizante de Apresentação](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional) > As vagas e os números citados nesta matéria foram coletados em maio/2026 dos principais job boards do Brasil (LinkedIn, Glassdoor, Indeed). A Escola de Rádio não tem vínculo comercial com nenhuma das empresas citadas; trata-se de uma análise editorial independente do mercado de apresentação. ## Fontes consultadas e exemplos de vagas Pra montar esta análise, consultamos os principais job boards do Brasil em maio/2026. Abaixo, as fontes que embasaram os números citados ao longo do texto — incluindo links pra duas vagas reais como exemplo. As vagas eram válidas no momento da publicação; podem ter sido preenchidas ou expirado. ### Buscas nos job boards (maio/2026) - Vagas de Locutor no LinkedIn Brasil — [https://br.linkedin.com/jobs/locutor-vagas](https://br.linkedin.com/jobs/locutor-vagas) - Vagas de Radialista no LinkedIn Brasil — [https://br.linkedin.com/jobs/radialista-vagas](https://br.linkedin.com/jobs/radialista-vagas) - Vagas de Jornalista de Rádio no LinkedIn Brasil — [https://br.linkedin.com/jobs/jornalista-de-r%C3%A1dio-vagas](https://br.linkedin.com/jobs/jornalista-de-r%C3%A1dio-vagas) - Vagas de Podcast no LinkedIn Brasil — [https://br.linkedin.com/jobs/podcast-vagas](https://br.linkedin.com/jobs/podcast-vagas) - Vagas de Podcast no Glassdoor Brasil — [https://www.glassdoor.com.br/Vaga/podcast-vagas-SRCH_KO0,7.htm](https://www.glassdoor.com.br/Vaga/podcast-vagas-SRCH_KO0,7.htm) ### Exemplos de vagas reais (válidas em maio/2026) - Locutor — Vianense Supermercados (Rio de Janeiro, presencial) — [https://www.linkedin.com/jobs/view/4408119240](https://www.linkedin.com/jobs/view/4408119240) - Apresentador de Jogos Online (São Paulo, presencial, turnos 24/7) — [https://www.linkedin.com/jobs/view/4412591699](https://www.linkedin.com/jobs/view/4412591699) ### Outras fontes citadas - Piso salarial CBO Apresentador de Eventos 2026 — [https://www.salario.com.br/profissao/apresentador-de-eventos-cbo-376305/](https://www.salario.com.br/profissao/apresentador-de-eventos-cbo-376305/) - VTEX Day 2026: Felipe Andreoli como mestre de cerimônias — [https://portalradar.com.br/vtex-day-2026-felipe-andreoli-sera-o-mestre-de-cerimonias-do-palco-stadium/](https://portalradar.com.br/vtex-day-2026-felipe-andreoli-sera-o-mestre-de-cerimonias-do-palco-stadium/) > Lembrete: links de vagas individuais no LinkedIn costumam expirar em cerca de 30 dias. Se algum link específico não funcionar, use as buscas dos job boards acima para encontrar vagas equivalentes em aberto no momento da sua leitura. --- ## Sair de uma aula mexido é o maior sinal de que o aprendizado foi real **Publicado:** 2026-05-14 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/sair-de-uma-aula-mexido-e-o-maior-sinal-de-que-o-aprendizado-foi-real **Categoria:** Bastidores da Escola de Rádio **Tags:** apresentação de tv, ruy jobim, curso de apresentação de tv, apresentação de tv, paulo garritano > Ruy Jobim, locutor com 43 anos de carreira, foi entrevistado por alunos do curso de Apresentação de TV e Mídias da ER+ — e saiu transformado pela experiência. Entenda o que aconteceu e conheça a próxima turma. Foi exatamente isso que aconteceu com Ruy Jobim — 43 anos de estrada no rádio e na locução — depois de ser entrevistado por alunos do curso de Apresentação de TV e Mídias da ER+. A dinâmica era simples: os alunos praticavam a arte da entrevista. O entrevistado era um profissional de referência. O resultado? Inesperado para os dois lados. Sob a direção do professor Paulo Garritano, referência no telejornalismo brasileiro, os alunos conduziram uma conversa que levou Ruy a revisitar décadas de dedicação ao rádio e à gestão da Escola de Rádio — e a sair da aula diferente de como entrou. Nas palavras dele: *"Olhar para trás e sentir que cada tropeço e cada conquista de uma carreira de mais de quatro décadas traz uma clareza profunda e até assustadora. Tempo é veloz."* É isso que um bom curso de comunicação faz: transforma quem está na frente da câmera — e também quem está atrás dela. **Você quer estar dos dois lados dessa câmera?** A próxima turma de **Apresentação de TV e Mídias** começa **terça-feira de manhã**. Aprenda a se comunicar com presença, técnica e confiança — com quem faz isso há décadas. 👉 [Garanta sua vaga aqui](https://escoladeradio.com.br/cursos/apresentacao-tv-profissional?utm_source=email&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsletter_2026_05_14) --- ## Do pós-abolição às ondas do rádio: como a cultura negra construiu a identidade sonora do Brasil **Publicado:** 2026-05-13 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/do-pos-abolicao-as-ondas-do-radio **Categoria:** História do Radio **Tags:** abolição da escravatura, história do rádio, Grande Otelo, Osmar Santos, Pixinguinha, Dom Salvador, Identidade Negra, Racismo Estrutural, Era de Ouro do Radio, 13 de maio > No Dia da Abolição, a ER+ resgata a presença negra no rádio brasileiro — de Grande Otelo na Rádio Nacional a Osmar Santos nas Diretas Já — e reflete sobre o apagamento histórico de vozes negras na memória da radiodifusão. Hoje, 13 de maio, é o Dia da Abolição da Escravatura no Brasil — data em que, em 1888, a Lei Áurea extinguiu formalmente a escravidão no país. É também uma data de reflexão: a assinatura da Lei Áurea foi um marco que aboliu formalmente a escravatura, mas que não determinou uma fronteira clara entre a escravidão e a liberdade dos negros. Para o movimento negro, o 13 de maio não é celebração — é memória crítica e convite à análise do que ficou por fazer. No universo do rádio e da comunicação, essa história tem um capítulo fundamental que merece ser contado. **** **A música negra como única porta aberta** Nos anos seguintes à abolição, o meio musical ainda apresentava uma das poucas possibilidades de mobilidade para os negros no período pós-abolição. As canções escravas impulsionaram todo um mercado, dando visibilidade aos descendentes de africanos. Muito antes do rádio existir como meio de comunicação, artistas negros já construíam seu espaço às duras penas. Um exemplo fascinante é o de Eduardo das Neves (1874–1919), cantor e artista circense que lançou em 1907 o lundu "Canoa virada" em homenagem à abolição, em que clamava: "o preto já é livre, já não tem senhor." Ele influenciou diretamente artistas que viriam a se tornar nomes centrais da Era do Rádio — João da Baiana, Sinhô, Pixinguinha. **** **O rádio surge e a cultura negra está lá** Quando o rádio brasileiro começa a se estruturar nos anos 1920 e se populariza nos anos 1930 e 1940, são justamente os ritmos de origem afro-brasileira que fazem o veículo explodir em audiência. A "era do rádio" foi fundamental na popularização de intérpretes do samba. Muitos deles saíram dos morros e das periferias das grandes cidades para conquistar multidões por meio das ondas radiofônicas, principalmente entre as décadas de 40 e 60. E não era só música. Entre 1938 e 1946, Grande Otelo — ator, compositor e uma das maiores personalidades negras da cultura brasileira — fazia trabalhos na Rádio Nacional e na Rádio Tupi. Era uma presença negra no microfone, mesmo que a história oficial raramente o lembre por isso. Até a contratação de Grande Otelo para apresentações, os negros não podiam sequer entrar pela porta da frente do Cassino da Urca — e ainda assim ele estava no ar, sendo ouvido por todo o Brasil. **** **Resistência também soa em estúdio** Nos anos 1970, em plena ditadura militar, o rádio voltaria a ser palco de afirmação da identidade negra. O pianista e compositor Dom Salvador fundou a banda de black power Abolição — e foi ao fundar esse grupo que ele encontrou a expressão sonora autêntica. Em um período de ditadura militar, a Abolição emergiu como um ato de afirmação da identidade negra. Na mesma época, surgiu no rádio esportivo Osmar Santos, locutor conhecido como "O Pai da Matéria", um dos mais populares narradores do rádio brasileiro, capaz de pronunciar mais de 100 palavras por minuto, com passagens pela Jovem Pan, Record e Rádio Globo. Uma voz negra que virou fenômeno nacional — e que também ficou marcado na história ao se tornar o locutor dos comícios das Diretas Já, em 1984, quando foi convidado a se candidatar como deputado federal, mas recusou: tudo o que queria era se comunicar diante de um microfone. **** **O apagamento que também é história** Há, porém, uma lacuna que precisa ser dita: a historiografia do rádio brasileiro registrou muito mal a contribuição de locutores e comunicadores negros. Os livros, os museus, os especiais de aniversário — quase todos reconstroem a Era de Ouro com pouquíssimas vozes negras nominadas. Não porque elas não existissem, mas porque o racismo estrutural operou também no arquivo, na memória e no reconhecimento. Os veículos de comunicação contribuem para a manutenção da discriminação ao não dar espaço para artistas negros, negando sua contribuição para a formação da cultura nacional. Isso vale para o presente — e também para como contamos o passado. Num 13 de maio, vale lembrar: a voz que saía dos alto-falantes e entrava nas casas brasileiras por décadas carregava, muitas vezes, uma história de superação que a história oficial nunca contou direito. E nós, da comunicação, temos a responsabilidade de contar agora. --- ## Por que todo mundo está falando como influencer? **Publicado:** 2026-05-12 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/por-que-todo-mundo-esta-falando-como-influencer **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** linguagem, comunicação, influencers, locução, comunicação digital > A internet criou um sotaque próprio — e ele está na boca de todo mundo. Entenda como a padronização da linguagem dos influencers afeta a comunicação e por que encontrar a própria voz nunca foi tão importante. Você já parou no meio de uma conversa e percebeu que estava usando uma expressão que nem é sua? "Gente, basicamente…", "cara, literalmente…", "não, mas espera, deixa eu explicar…". Talvez tenha vindo de um podcast que você ouve todo dia. Talvez de um criador que aparece todo dia no seu feed. Talvez você nem saiba de onde veio — e esse é exatamente o ponto. A internet não apenas mudou o que falamos. Ela está mudando **como** falamos. E vale a pena parar pra entender o que está acontecendo com a nossa comunicação. ## O sotaque da internet Existe, hoje, um jeito de falar que não pertence a nenhuma região do Brasil, mas que qualquer pessoa com acesso ao YouTube ou ao TikTok reconhece imediatamente. É um ritmo acelerado, cheio de pausas calculadas pra parecer espontâneo. São as expressões que funcionam como muletas: "tipo assim", "basicamente", "cara", "literalmente" (usado mesmo quando nada é literal), "gente" no início de cada frase. É o tom que sobe no final da sentença, criando aquela sensação de que tudo é urgente, tudo é revelador, tudo merece atenção. Esse é o sotaque da internet. E ele já atravessou a tela. Pesquisadores e especialistas em comunicação observam que gírias e expressões surgidas em vídeos virais se espalham rapidamente, moldando o vocabulário — e o jeito de falar — de gerações inteiras. O fenômeno não é novo: toda época tem suas marcas na linguagem oral. Mas nunca antes a velocidade de disseminação foi tão alta, nem a exposição tão intensa e contínua. ## Quando a espontaneidade vira fórmula Há uma ironia no centro de tudo isso: o que tornou os influencers tão populares foi justamente a sensação de proximidade, de alguém falando com você de verdade, sem roteiro, sem o tom empostado da TV tradicional. A câmera tremida, o erro não cortado, o "peraí, deixa eu recomeçar" — tudo isso foi lido pelo público como autenticidade. O problema é que autenticidade, quando vira estratégia, deixa de ser autenticidade. E quando vira fórmula amplamente replicada, ela gera exatamente aquilo que prometia combater: **padronização**. Hoje, do canal de maquiagem ao podcast de finanças, do perfil de receitas ao videocast de política, existe um template de como soar "natural". Tom intimista. Ritmo de conversa. Expressões que criam sensação de comunidade. E quanto mais esse padrão se repete, menos ele pertence a alguém — e mais ele pertence ao algoritmo que o premiou. ## O que o algoritmo tem a ver com isso Muito. Plataformas como TikTok, YouTube e Instagram não são neutras. Elas aprendem o que prende a atenção e amplificam esses padrões. Um formato que funciona vira referência. Uma expressão que gera engajamento se replica. Um jeito de falar que retém o espectador por mais tempo é recompensado com mais alcance — e portanto com mais imitadores. O resultado é um ecossistema onde a linguagem não evolui livremente: ela é selecionada pelo desempenho. Quem foge demais do padrão tem menos visibilidade. Quem adota o padrão tem mais. E quem tem mais visibilidade forma mais referências. O ciclo se fecha. Não é conspiração. É o funcionamento natural de qualquer sistema que recompensa o que funciona. Mas é importante reconhecer que "o que funciona no algoritmo" e "o que comunica de verdade" não são sempre a mesma coisa. ## Falar como todo mundo custa algo Existe uma diferença entre ser influenciado pela linguagem do seu tempo — o que é inevitável e até saudável — e perder a sua própria voz no processo. A linguagem é onde mora a identidade de quem fala. O ritmo, a escolha das palavras, as pausas, o tom — tudo isso diz algo sobre quem você é antes de dizer qualquer coisa sobre o assunto que você está abordando. Um comunicador reconhecível não é aquele que fala "certo" no sentido gramatical estrito. É aquele cuja voz você identificaria com os olhos fechados. Quando todo mundo fala igual, ninguém se destaca. E num mercado de comunicação cada vez mais saturado, soar como uma cópia de uma cópia é o caminho mais curto pra se tornar invisível. ## Técnica não é o oposto de autenticidade Aqui mora um equívoco comum, especialmente entre quem está começando na comunicação: achar que estudar a própria voz, trabalhar a dicção, entender respiração, articulação e ritmo é o caminho pra soar "artificial" — como aquele locutor de rádio antigo que ninguém aguenta mais. Não é. Técnica é justamente o que permite que a sua autenticidade chegue intacta do outro lado. É o que garante que a sua intenção não se perde no caminho. É o que faz com que, quando você tem algo importante a dizer, o ouvinte sinta isso — e não fique distraído pela forma. O influencer que parece natural muitas vezes tem horas de prática invisível por trás. A diferença é que ele praticou um padrão coletivo. Quem passa por uma formação em comunicação pratica a si mesmo — com consciência, com repertório, com escolha. ## A pergunta que fica Na próxima vez que você se pegar falando "basicamente" pelo terceiro vez na mesma frase, ou adotando aquele tom de quem está revelando um segredo toda hora, não é pecado. É humano absorver os padrões do que a gente consome. Mas vale se perguntar: isso é minha voz — ou é o eco de mil vozes que ouço todo dia? Responder essa pergunta com honestidade é o primeiro passo pra quem leva comunicação a sério. --- ## Como fazer sua figurinha da Copa 2026 — e o que a trend diz sobre comunicação **Publicado:** 2026-05-11 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-fazer-sua-figurinha-da-copa-2026 **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** figurinhas da copa 2026, trend instagram, como fazer figurinha, copa do mundo 2026, cultura digital, panini, figurinhas da copa > A trend das figurinhas da Copa 2026 tomou conta do Instagram. Entenda o fenômeno e aprenda a criar a sua — pelo Canva, por app de celular, pelo site oficial da Panini ou com inteligência artificial. A febre do álbum de figurinhas da Copa do Mundo chegou com força em 2026, mas desta vez foi além das bancas de jornal. Nas últimas semanas, o Instagram e o TikTok se encheram de uma brincadeira simples e contagiante: pessoas transformando a própria foto em uma figurinha estilo Panini, com uniforme da Seleção, número de camisa e nome estampado. Jornalistas, professores, locutores, pets — todo mundo virou cromo. Mas de onde veio essa febre? E como você pode fazer a sua? A gente explica tudo. ## O álbum que aqueceu o Brasil antes da Copa começar O álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026 foi lançado pela Panini no dia 30 de abril e já nasceu como o maior da história dos Mundiais. São 980 figurinhas representando as 48 seleções que vão disputar o torneio nos Estados Unidos, Canadá e México, entre junho e julho deste ano — quase 300 cromos a mais do que na edição do Catar. O custo mínimo estimado para completar o álbum gira em torno de R$ 1.000, considerando pacotinhos com sete figurinhas a R$ 7 cada. Na prática, com as repetidas, os cálculos mais realistas apontam para valores bem maiores. Mesmo assim, o álbum virou febre instantânea. A explicação está no que qualquer pessoa reconhece bem: o ritual de abrir o pacotinho, a ansiedade pela figurinha que não aparece, a alegria de completar uma página. São experiências sensoriais e emocionais que constroem memória afetiva. Esse álbum já vende muito antes de a bola rolar — e é justamente por isso que a trend das figurinhas personalizadas encontrou tanto terreno fértil. ## A trend que tomou conta das redes Em paralelo ao álbum físico, uma outra versão do fenômeno explodiu nas redes sociais: as figurinhas personalizadas. A lógica é simples — transformar a própria foto em um cromo no estilo Panini, com todos os elementos visuais típicos: moldura gráfica, iluminação de estúdio, textura de impressão, posição, número e nome. A brincadeira saiu rapidamente do universo do futebol. Tem figurinha de apresentador de rádio, de professor, de jornalista, de influenciador, até do nosso diretor Ruy Jobim! A trend funciona porque toca em algo que toda boa comunicação busca: fazer a pessoa se reconhecer e querer ser vista. Virar figurinha é, de certa forma, ter uma identidade que pode ser compartilhada, colecionada e lembrada. E o melhor: dá para fazer sem gastar nada e sem precisar de nenhum conhecimento técnico. ## Como fazer sua figurinha — quatro caminhos ### Opção 1: pelo site oficial da Panini + Coca-Cola (mais fácil) A Coca-Cola lançou, em parceria com a Panini, uma ferramenta oficial para criar figurinhas personalizadas diretamente pelo celular — sem app, sem cadastro complicado. **Como funciona:** 1. Acesse **coca-cola.com/br/pt/offerings/copa-do-mundo-da-fifa-2026/panini/crie-seu-card-panini** 1. Crie uma conta ou faça login 1. Selecione seu país 1. Tire uma foto ou selfie diretamente pela câmera do celular 1. Pronto: a figurinha é gerada automaticamente e pode ser baixada ou compartilhada nas redes O visual segue a identidade oficial da Copa 2026 e o resultado pode ser compartilhado direto nos Stories. Quem participar ainda ganha um código para pacotes de figurinhas digitais grátis no álbum virtual. ### Opção 2: pelo Canva com template editável (mais personalizado) Para quem quer controle total do resultado — escolher o fundo, a posição, o nome, as cores — o Canva é a melhor opção. A plataforma tem templates prontos de figurinha da Copa que podem ser personalizados do zero, gratuitamente. **Passo a passo:** 1. Acesse **canva.com** pelo celular ou computador e crie uma conta gratuita 1. Na barra de busca, digite *"figurinha da Copa"* 1. Clique em **Modelos** e escolha um dos templates disponíveis 1. No menu lateral, vá em **Uploads** e faça o upload da sua foto 1. Arraste a foto para dentro do espaço da figurinha — o Canva substitui automaticamente 1. Edite os textos: nome, posição, número, cidade 1. Personalize cores e adicione elementos gráficos se quiser (bandeirinha, brasão etc.) 1. Exporte a imagem e compartilhe **Dica:** antes de subir a foto, use o site **remove.bg** para remover o fundo da imagem. O resultado fica muito mais limpo e próximo do visual oficial das figurinhas. ### Opção 3: montagem pelo celular com app de edição (mais criativa) Para quem já tem familiaridade com edição de imagem e quer um resultado mais artesanal, dá para montar a figurinha usando apps como **PicsArt**, **PhotoRoom** ou o próprio Canva pelo celular, combinados com molduras baixadas da internet. **Como fazer:** 1. Encontre uma moldura de figurinha da Copa 2026 no Pinterest ou Google Imagens (procure por *"figurinha Copa 2026 PNG sem fundo"*) 1. Tire uma foto com boa iluminação e fundo neutro 1. Use o **PhotoRoom** ou **remove.bg** para remover o fundo da sua foto 1. No **PicsArt** ou no Canva, sobreponha sua foto à moldura baixada 1. Adicione os textos (nome, posição, número) usando fontes que combinem com o estilo do álbum 1. Salve e compartilhe Essa opção dá mais trabalho, mas permite resultados bem criativos — inclusive figurinhas temáticas fora do futebol, como figurinha de locutor, de repórter, de podcaster. ### Opção 4: pelo Google Gemini ou ChatGPT com inteligência artificial (mais realista) Para quem quer o resultado mais próximo do visual oficial da Panini, as ferramentas de IA generativa são as que chegam mais longe em termos de fidelidade gráfica — iluminação de estúdio, textura de impressão, moldura com acabamento realista. **Como fazer pelo Gemini:** 1. Acesse **gemini.google.com** pelo celular ou computador 1. Anexe duas imagens: a sua foto e uma figurinha oficial da Copa 2026 como referência estética 1. Cole o seguinte comando no chat: > *"Na primeira imagem aparece uma figurinha do álbum da Copa do Mundo 2026. Quero que você crie uma nova figurinha com a imagem da pessoa da segunda foto. Coloque a camisa da Seleção Brasileira. Mantenha a textura, sombras e iluminação da figurinha original. No lugar do nome do jogador, coloque: [SEU NOME]. Na posição, coloque: [SUA FUNÇÃO]. A imagem deve ter as mesmas medidas da figurinha original."* 1. Salve a imagem gerada e compartilhe O mesmo processo funciona no **ChatGPT** (chat.openai.com), na versão gratuita. Quanto mais detalhes você incluir no comando — altura, cidade, número de camisa, equipe favorita — mais personalizado fica o resultado. --- ## 7º Simpósio Nacional do Rádio: evento gratuito no Rio de Janeiro celebra 90 anos da Rádio Nacional **Publicado:** 2026-05-08 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/evento-gratuito-no-rio-de-janeiro-celebra-90-anos-da-radio **Tags:** Simpósio Nacional do Rádio, Rádio Nacional, ebc, evento de radio > O 7º Simpósio Nacional do Rádio acontece de 20 a 22 de maio no Rio de Janeiro, com entrada gratuita. As inscrições encerram dia 15 de maio. Saiba como participar. **As inscrições estão abertas e encerram no dia 15 de maio. Se você trabalha ou estuda comunicação, esse é um encontro que vale a viagem.** Entre os dias 20 e 22 de maio de 2026, o Rio de Janeiro vai reunir pesquisadores, estudantes, profissionais e especialistas de todo o Brasil para debater o presente e o futuro da mídia sonora. O 7º Simpósio Nacional do Rádio acontece no Edifício Gustavo Capanema, no Centro da cidade, com programação diária das 12h às 17h — e entrada gratuita para o público. O evento é realizado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), por meio da Rádio Nacional, em parceria com o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom. #### Por que esta edição é especial Em 2026, o simpósio ganha um significado a mais: a Rádio Nacional completa 90 anos. Fundada em 1936, a Nacional é uma das instituições mais importantes da história da comunicação brasileira — uma emissora que ajudou a construir linguagens, formatos e a própria ideia de rádio como serviço público no país. O tema escolhido para esta edição resume bem o espírito do evento: **"Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora"**. #### O que vai ser debatido Ao longo dos três dias, o simpósio vai abordar questões que estão no centro do debate contemporâneo sobre o rádio e o áudio: - Os legados históricos que ainda orientam o rádio de hoje - As transformações tecnológicas, políticas e culturais que redefinem o papel do rádio público, comercial, comunitário, universitário e digital - O impacto da inteligência artificial e da plataformização na produção e no consumo de áudio - Os caminhos possíveis para o futuro da mídia sonora É um espaço de diálogo entre universidade, setor profissional e instituições públicas — raro e necessário. #### Como se inscrever As inscrições são **gratuitas** e podem ser feitas pelo site oficial do evento até o dia **15 de maio de 2026**: 🔗 [doity.com.br/7-simposio-nacional-do-radio](https://doity.com.br/7-simposio-nacional-do-radio) **Local:** Sala Funarte Sidney Miller — Edifício Gustavo Capanema, Rua da Imprensa, 16, Centro, Rio de Janeiro **Datas:** 20, 21 e 22 de maio de 2026 **Horário:** 12h às 17h **Inscrições até:** 15 de maio de 2026 **Entrada:** gratuita e aberta ao público Se você é estudante de comunicação, locutor em formação ou profissional do setor, esse é o tipo de evento que alimenta o olhar e renova o entendimento sobre o meio. O rádio está em transformação — e quem entende essa transformação sai na frente. --- ## Adeus, Eldorado: o fim de uma era no rádio brasileiro **Publicado:** 2026-05-07 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/adeus-eldorado-o-fim-de-uma-era-no-radio-brasileiro **Categoria:** História do Radio **Tags:** Rádio Eldorado, história do rádio , rádio brasileiro, fechamento Eldorado, comunicação, menoria, midia > No dia 15 de maio de 2026, uma das vozes mais sofisticadas do dial brasileiro se cala para sempre. A Rádio Eldorado FM encerra 68 anos de história — e leva consigo uma forma única de fazer rádio. Era 4 de janeiro de 1958. Enquanto São Paulo despertava para mais um verão, uma nova voz entrava no ar pela primeira vez: a Rádio Eldorado AM 700. O primeiro programa transmitido foi "Música de Concerto". Naquele momento, ninguém imaginava que aquela emissora se tornaria, décadas depois, sinônimo de curadoria musical, jornalismo de qualidade e cultura — uma referência afetiva para gerações inteiras de paulistanos. Quase 70 anos depois, a história chegou ao fim. No dia 23 de abril de 2026, o Grupo Estado comunicou oficialmente o encerramento das transmissões da Eldorado FM 107.3, marcado para **15 de maio de 2026**. #### Uma linha do tempo de memórias A trajetória da Eldorado é também a trajetória do rádio cultural brasileiro. Alguns marcos que ficam: **1958** — A Rádio Eldorado AM 700 vai ao ar pela primeira vez, em 4 de janeiro, às 7h30, com o programa "Música de Concerto". A programação inicial era feita de noticiários e músicas eruditas, com uma proposta diferente de tudo que existia no dial paulistano. **Anos 1970 e 1980** — A emissora se consolida como referência. Locutores com vozes serenas e elegantes definem o estilo da casa. Nomes como Boris Casoy e William Bonner passam pela Eldorado antes de se tornarem grandes nomes da comunicação nacional. Pelo Selo Eldorado, a emissora lança discos com intérpretes da música erudita brasileira — uma iniciativa única no rádio do país. **1975** — A Eldorado FM entra no ar na frequência 92,9 MHz e amplia o alcance da marca para a frequência modulada, levando sua curadoria musical refinada para uma nova geração de ouvintes. **1985** — A rádio realiza uma parceria histórica com a TV Cultura para transmitir o debate entre candidatos à prefeitura de São Paulo. A mediação fica a cargo do jornalista Adhemar Altieri, em uma cobertura que marcou época. **Anos 1990 e 2000** — Programas como *Um Piano ao Cair da Tarde*, *São Paulo de Todos os Tempos*, *Hora da Vitrola* e *Jô Soares Jam Session* tornam-se parte da memória afetiva da cidade. A Eldorado passa a ser referência não apenas pelo que toca, mas por como fala — com respeito, profundidade e elegância. **2011** — O Grupo Estado cria a Rádio Estadão ESPN em parceria com a ESPN Brasil, assumindo as frequências AM e FM 92.9. A programação musical da Eldorado migra para a frequência 107.3 FM, em parceria com a Fundação Brasil 2000 — endereço que ocuparia até o fim. **22 de abril de 2026** — O Grupo Estado convoca uma reunião interna e comunica a decisão: a emissora encerrará as atividades. Cerca de 60 profissionais — locutores, técnicos, produtores e jornalistas — são informados do fim. A notícia vaza e provoca comoção imediata nas redes sociais. **1º de maio de 2026** — Sete petições no Change.org já somam quase 15 mil assinaturas pedindo a reversão do fechamento. Ouvintes, artistas e profissionais da comunicação se mobilizam. **3 de maio de 2026** — Um protesto reúne ouvintes, ex-colaboradores e jornalistas na Avenida Paulista, um dos cartões-postais de São Paulo. Faixas, cartazes e muita emoção. **15 de maio de 2026** — Data prevista para o encerramento definitivo das transmissões em FM. A frequência 107.3 passará a ser operada pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. #### O que fica Apesar do silêncio no dial, a marca Eldorado não desaparece completamente. O Grupo Estado anunciou que programas como *Som a Pino* e *Clube do Livro* serão reformulados para plataformas digitais, com ênfase em vídeo. A identidade da emissora seguirá viva em projetos especiais e eventos. Mas para quem cresceu ouvindo aquela voz no carro, em casa, no escritório — nada disso é igual. O rádio tem uma presença física, uma intimidade com o ouvinte, que nenhuma plataforma digital substituiu ainda. O dial vai mudar. A frequência 107.3 vai ter outro nome, outra voz, outra proposta. Mas quem ouviu a Eldorado sabe que aquele jeito de fazer rádio — sereno, culto, humano — deixou marca. E marca assim não some. --- ## Supermercado abre vaga para LOCUTOR no RJ: oportunidade para quem já está preparado **Publicado:** 2026-05-06 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/supermercado-abre-vaga-para-locutor-no-rj **Categoria:** Dicas de Estágio e Trabalho **Tags:** locutor de supermercado, supermarket, vaga para locutor, trabalhar no supermarket, locutor mercado, vaga locutor, locutor supermercado , locução em loja > A rede Supermarket está com vaga aberta para locutor no Rio de Janeiro. A oportunidade mostra que o mercado de locução está cada vez mais exigente: não basta ter boa voz, é preciso técnica, prática e preparo profissional. O recado é claro: oportunidades existem, mas quem está preparado sai na frente. Se você foi aluno da Escola de Rádio TV & Web ou quer entrar no mercado de locução, essa é uma oportunidade real — e que mostra como a profissão está presente em diferentes setores. A rede **Supermarket** está com vaga aberta para **locutor** em unidades no Rio de Janeiro. #### O que a vaga exige? Diferente de outras funções, aqui o nível já é mais profissional: - Ensino médio completo - Disponibilidade de horário - Experiência comprovada (com registro em carteira) Ou seja: não é uma vaga para iniciantes absolutos. É para quem **já domina a voz e tem prática real**. #### Onde o locutor entra no supermercado? Muita gente subestima esse tipo de trabalho, mas ele é estratégico, além de ser excelente para ter como experiência. O locutor em loja: - anuncia ofertas e promoções - cria ambiente e ritmo dentro do espaço - influencia diretamente o comportamento de compra - dá personalidade à marca Na prática, é comunicação ao vivo, constante e com impacto direto no resultado. #### O que essa vaga revela sobre o mercado? O mercado está cada vez mais exigente. Não basta “ter voz bonita”. É preciso: - técnica - interpretação - controle vocal - consciência de comunicação #### Como se candidatar? Para participar do processo: - Envie seu currículo para: **contato@mparh.com.br** - Ou fale pelo WhatsApp: **(21) 9 8529-7947** - No assunto, coloque o nome da vaga: **Locutor** #### Pra quem quer entrar nesse mercado Essa vaga deixa claro um ponto importante: Oportunidade existe. Mas quem entra preparado, entra na frente. Se você ainda não tem experiência, o caminho é construir isso com prática, orientação e direcionamento profissional. --- ## CazéTV vai transmitir a Copa do Mundo 2026 — e isso muda tudo para quem trabalha com comunicação **Publicado:** 2026-05-05 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/cazetv-vai-transmitir-a-copa-do-mundo-2026-e-isso-muda-tudo-para-quem-trabalha-com-comunicacao **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** cazetv, copa do mundo 2026, copa do mundo > A CazéTV vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo 2026 pelo YouTube, de graça. Entenda o que essa virada no consumo de mídia significa para quem quer trabalhar com comunicação, locução e presença digital. A forma de assistir futebol no Brasil acaba de dar mais um passo importante. E para quem trabalha — ou quer trabalhar — com comunicação, essa notícia diz muito mais do que parece. A CazéTV confirmou que vai transmitir todos os jogos da Copa do Mundo de 2026, ao vivo e gratuitamente pelo YouTube. Todos mesmo. Do primeiro ao último minuto, de qualquer partida, sem assinatura nem TV por cabo. **O fim do monopólio da televisão na Copa?** Durante décadas, assistir à Copa do Mundo significava ligar a televisão. As grandes emissoras ditavam o ritmo, o tom e o horário. Mas isso vem mudando — e rápido. A edição de 2026 será a primeira na história em que uma plataforma digital terá 100% dos jogos disponíveis gratuitamente na internet. Canais como Globo e SporTV também vão transmitir jogos, mas não todos. Isso coloca a CazéTV em uma posição inédita: ser o único lugar onde o público pode acompanhar a competição do início ao fim, a qualquer hora, em qualquer tela. É um marco. Mas não só para o futebol. **O que a CazéTV representa além da transmissão** A CazéTV não é apenas mais um canal exibindo partidas. Ela representa uma nova forma de narrar, comentar e se conectar com o público. O formato aposta em linguagem mais leve e próxima do espectador, interação em tempo real, participação de criadores de conteúdo e uma transmissão pensada desde o início para o ambiente digital — não adaptada da televisão. Esse modelo conversa diretamente com uma geração que já não depende da TV para consumir conteúdo ao vivo. E é exatamente aí que entra a comunicação. **O que esse movimento revela sobre o mercado** Para quem trabalha ou estuda comunicação, a transmissão da Copa por um canal digital não é apenas uma curiosidade tecnológica. É um sinal claro sobre para onde o mercado está indo. O profissional de comunicação precisa dominar o ambiente online. A linguagem tradicional, sozinha, já não é suficiente. Saber se comunicar de forma autêntica — com presença, ritmo e identidade — virou diferencial real. E o público quer proximidade, não formalidade. Mais do que narrar um jogo ou apresentar um programa, hoje é preciso criar conexão. Com a voz, com as palavras, com o tempo de fala. **O futuro já começou** A Copa de 2026 não será apenas um evento esportivo. Ela será também um marco na forma como consumimos conteúdo ao vivo — e na forma como profissionais de comunicação precisam estar preparados para atuar. A pergunta mais importante não é "onde assistir". É: quem está preparado para comunicar nesse novo cenário? Na Escola de Rádio TV & Web, a gente prepara você para isso — com técnica vocal, linguagem contemporânea e presença em qualquer plataforma. --- ## Shakira em Copacabana: o que significa estar no palco quando tudo desmorona por dentro **Publicado:** 2026-05-03 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/shakira-em-copacabana-o-que-significa-estar-no-palco-quando-tudo-desmorona-por-dentro **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** shakira, Show Copacabana, Comunicação ao Vivo, todo mundo no rio > Na noite de 2 de maio, Shakira foi informada de que seu pai havia passado mal pouco antes de entrar no palco — e mesmo assim subiu. O show atrasou mais de uma hora, mas ela estava lá. Estado de Minas Mesmo abalada, transformou a tensão em energia e conduziu o espetáculo com intensidade. Não foi ausência de emoção. Foi emoção convertida em presença. Para quem trabalha com comunicação ao vivo, essa é a maior aula: a voz carrega tudo. Você não esconde o que está sentindo do microfone — você aprende a habitar esse estado e comunicar através dele. Shakira não fingiu que estava bem. Ela simplesmente estava lá, inteira, mesmo com parte dela em outro lugar. E 2 milhões de pessoas sentiram isso. Na noite do último sábado, 2 de maio, mais de 2 milhões de pessoas esperavam na Praia de Copacabana. O show atrasou 1 hora e 36 minutos — o maior atraso já registrado nas edições do *Todo Mundo no Rio*. O público não sabia o motivo. Mas havia um motivo. Pouco antes de entrar no palco, Shakira foi informada de que seu pai havia passado mal. A artista pediu um tempo para se recompor. William Mebarak Chadid tem 94 anos e um quadro de saúde delicado que exige monitoramento constante. Nos últimos anos, ele enfrentou pneumonia, hidrocefalia e traumatismo craniano resultante de uma queda. Mais do que isso: William foi o principal entusiasta do talento de Shakira, tendo a incentivado desde os primeiros concursos de canto na infância e chegando a atuar como seu empresário no início da carreira. Não era qualquer pessoa passando mal do outro lado. Era o homem que construiu com ela a base de tudo. E mesmo assim, ela subiu. **O palco não espera — e quem trabalha com comunicação ao vivo sabe disso** Existe uma crença popular de que profissionalismo é não sentir. Que o comunicador de verdade deixa tudo para depois, respira fundo, e "liga o modo trabalho". Mas o que Shakira mostrou em Copacabana é diferente — e mais honesto do que isso. Mesmo abalada, a cantora seguiu com o show. Ao subir ao palco, transformou a tensão em energia, conduzindo o espetáculo com intensidade. Não foi ausência de emoção. Foi emoção convertida em presença. Para quem estuda locução, rádio e comunicação, essa distinção é fundamental. A voz carrega tudo: ansiedade, dor, alegria, medo. Você não esconde isso do microfone — o microfone escuta tudo. O que você pode aprender a fazer é habitar esse estado em vez de fugir dele. Usar o que está dentro como combustível para o que está fora. Shakira não fingiu que estava bem. Ela estava no palco *porque* algo importante estava em jogo — e isso é diferente de estar no palco *apesar* de algo importante estar em jogo. **Presença real é diferente de performance vazia** Há uma frase que ela disse em 2023, ao falar sobre a saúde do pai: "Ele passou por seis cirurgias, dois episódios de Covid, duas quedas, uma hemorragia cerebral, problemas neurológicos e pneumonia, e ainda continua sorrindo, iluminando a vida daqueles que o amam." Esse sorriso que ela descreveu no pai — resiliente, presente, real — foi exatamente o que ela levou para o palco naquela noite. Não um sorriso de fachada. Um sorriso que carrega peso e ainda assim se abre. Na comunicação ao vivo, essa é a diferença entre quem apenas fala e quem de fato comunica. O ouvinte, o público, a plateia — eles sentem quando há algo verdadeiro do outro lado. Não conseguem nomear, mas sentem. E é por isso que 2 milhões de pessoas esperaram mais de uma hora e ninguém foi embora. **O que isso tem a ver com você, que está aprendendo a comunicar** Nenhum de nós vai estrear a carreira num palco em Copacabana. Mas todos nós vamos, em algum momento, ter que estar presentes quando não estamos com vontade. Uma entrada ao vivo com o coração apertado. Um podcast gravado num dia difícil. Uma locução feita com o peso de algo que aconteceu antes. Esses momentos não são obstáculos para a comunicação. Eles são a comunicação. É nesses momentos que se descobre o que você realmente aprendeu — e o que sua voz é capaz de carregar. Shakira deu uma aula em Copacabana. Não sobre dança, não sobre palco. Sobre o que significa estar inteiro em um lugar quando parte de você está em outro. --- ## Talento não basta: como o seu posicionamento define o que você ganha **Publicado:** 2026-04-30 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/talento-n%C3%A3o-basta-como-o-seu-posicionamento-define-o-que-voc%C3%AA-ganha **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** carreira em comunicação, locução, mercado de rádio, Ruy Jobim, Escola de Rádio > O mercado não compra o que você sabe — compra a confiança que você transmite. Se ganha menos do que merece, o problema raramente é falta de talento: é estar mal posicionado. > "Fazer bem feito é o mínimo. Ser visto e respeitado pelo que faz é o que muda tudo." — Ruy Jobim Talento não basta! Ter talento é o ponto de partida. Mas talento sozinho não paga as contas. Muitos excelentes profissionais de comunicação cometem o mesmo erro: acreditam que o resultado do trabalho deveria falar por si. Só que o trabalho não fala com o mercado. Ele não tem voz para se promover ou se defender. Essa tarefa é exclusivamente sua. **O mercado não compra o que você sabe — ele compra a confiança que você transmite.** Enquanto você espera ser "descoberto" pelo seu esforço, tem gente com menos domínio técnico ocupando espaços que deveriam ser seus. Sabe por quê? Porque confiança se constrói com presença, com a forma como você se expressa e com um posicionamento estratégico que transforma experiência em autoridade real. **Você precisa aparecer.** Se você sente que ganha menos do que merece, o problema raramente é a falta de diplomas. O problema é como você se coloca na vitrine. Estar "mal pago" costuma ser um sintoma de estar mal posicionado — ou acomodado demais. A boa notícia: a solução é totalmente sua. Não depende da sorte, da economia ou do cliente "que não valoriza". Depende da sua coragem de aparecer e projetar o valor real do que você entrega. **Networking não é opcional. É estratégia.** Fazer bem feito é o mínimo. Ser visto e respeitado pelo que faz é o que muda tudo. *Você sente que o seu posicionamento hoje reflete a qualidade real do seu trabalho? * --- ## Horas complementares na faculdade: os cursos da Escola de Rádio TV & Web contam? **Publicado:** 2026-04-29 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/horas-complementares-cursos-escola-de-radio > Horas complementares são obrigatórias para se formar, e cursos da Escola de Rádio contam para cumpri-las. Quem planeja cedo escolhe atividades alinhadas com a carreira. Se você está na graduação e ainda precisa cumprir horas complementares, temos uma boa notícia: **qualquer curso da Escola de Rádio TV & Web pode ser exatamente o que você estava procurando**. Mas tem um detalhe que muitos estudantes só descobrem tarde demais: as horas complementares são obrigatórias para se formar. Sem elas, não tem diploma — independentemente de ter passado em todas as matérias. E o prazo pesa: quem deixa para o último ano acaba correndo atrás de qualquer atividade disponível, sem critério. Quem planeja cedo escolhe o que faz sentido para a carreira. ### O que são horas complementares? Horas complementares — também chamadas de atividades complementares — são atividades extracurriculares obrigatórias na maioria dos cursos de graduação. Elas fazem parte do currículo e precisam ser cumpridas para que o aluno possa se formar e receber o diploma. A lógica por trás delas é simples: a faculdade quer que o estudante vá além da sala de aula, tenha contato com práticas do mercado, desenvolva novas habilidades e amplie sua visão sobre a área de formação. A carga horária exigida varia entre as instituições, mas costuma ficar entre 100 e 200 horas ao longo de toda a graduação. ### Os cursos da Escola de Rádio contam como horas complementares? Sim — e esse é um ponto que muitos estudantes desconhecem. Cursos profissionalizantes e livres estão entre as atividades aceitas pela maioria das faculdades para cumprir horas complementares. A validação depende do regulamento interno de cada instituição, mas em geral o que importa é: - O certificado com a carga horária especificada - O nome da instituição promotora - O conteúdo ter relação com a área de formação do estudante Todos os cursos da Escola de Rádio — seja Locução, Produção, Narração Esportiva ou qualquer outro da nossa grade — emitem certificado com carga horária e conteúdo programático detalhado, exatamente o que as faculdades exigem para validar. Para estudantes de **Comunicação, Jornalismo, Publicidade, Produção Audiovisual, Letras e áreas afins**, o conteúdo tem relação direta com a formação — o que torna a aprovação mais fácil junto à coordenação. ### Como funciona na prática 1. **Escolha e faça o curso** que mais tem a ver com o seu perfil e área de atuação. 1. **Guarde o certificado** com carga horária, nome da instituição e conteúdo programático. 1. **Consulte a coordenação do seu curso** para confirmar os critérios de aprovação da sua faculdade. 1. **Protocole a solicitação** na secretaria ou pelo sistema online da instituição, anexando a documentação. 1. **Aguarde a validação** e as horas entram no seu histórico. Simples assim. Muitos alunos deixam as horas complementares para o final do curso e acabam se estressando para fechar a carga horária. Fazer um curso que você já tem interesse — e ainda converter isso em horas na graduação — é a forma mais inteligente de aproveitar o tempo. ### Dois objetivos, um só investimento Ao fazer qualquer curso da Escola de Rádio, você: - Aprende algo concreto e é valorizado no mercado - Recebe um certificado com carga horária - Pode usar esse certificado como horas complementares na faculdade - Sai com um diferencial real no currículo Quer conhecer todos os cursos disponíveis e escolher o que faz mais sentido para você? Acesse [www.escoladeradio.com.br](http://www.escoladeradio.com.br) --- ## Por que 85% dos podcasts falham — e como fazer um podcast de sucesso **Publicado:** 2026-04-27 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/como-fazer-um-podcast-de-sucesso **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** comunicação, Escola de Rádio, podcast, radialista, locutor, curso de podcast > 85% dos podcasts desaparecem, mas não por falta de tecnologia. O diferencial real é consistência: programas modestos publicados regularmente constroem mais audiência que produções perfeitas que somem por semanas. Quem quer saber como fazer um podcast de sucesso precisa conhecer um número: 85%. É a taxa de abandono dos podcasts no mundo. São mais de 7 milhões de programas cadastrados nas plataformas. Mas quando você olha quantos publicaram um episódio nos últimos 90 dias, sobra menos de 1 milhão. Isso não é uma estatística sobre tecnologia. É uma estatística sobre pessoas — e sobre o que separa quem dura de quem desiste. ### Começar é fácil. Continuar é o trabalho. A barreira técnica para criar um podcast nunca foi tão baixa. Com um celular, um aplicativo e uma conta gratuita em alguma plataforma de hospedagem, qualquer pessoa publica um episódio hoje. E é exatamente aí que mora o problema. Quando tudo parece simples, a ilusão de que "fazer áudio é fácil" se instala. O primeiro episódio sai. O segundo também. No terceiro, a empolgação começa a ceder para a rotina. Na semana do quarto, acontece alguma coisa. No quinto... o programa simplesmente para de existir. Esse fenômeno tem até nome no mercado internacional: **podfade** — o esvanecimento silencioso de um projeto de áudio que começou com entusiasmo e terminou sem despedida. ### A consistência é o segredo de como fazer um podcast de sucesso A pesquisa de mercado é clara: a audiência tolera imperfeições técnicas muito mais do que tolera irregularidade. Um programa que publica todo sábado às 8h — mesmo com um microfone modesto — constrói mais vínculo do que um programa impecável que some por semanas. O ouvinte cria **ritual**. E ritual exige previsibilidade. Não à toa, os programas de rádio mais duradouros do Brasil têm algo em comum: horário fixo, apresentador presente, promessa cumprida semana após semana. O rádio ensinou isso muito antes do podcast existir. ### O que isso tem a ver com a sua formação Estudar rádio e produção de áudio não é só aprender a operar um console ou editar um arquivo de som. É desenvolver uma **mentalidade de continuidade**. Profissionais de áudio que duram no mercado são aqueles que aprenderam, desde cedo, que produção é processo — não inspiração. Que roteiro, gravação, edição e publicação precisam virar hábito antes de virar arte. Alguns princípios práticos que fazem a diferença: **Planeje em lotes.** Gravar vários episódios em uma mesma sessão (o chamado *batch recording*) reduz a pressão de prazos e mantém a qualidade estável. Estúdios de rádio profissionais trabalham assim há décadas. **Defina uma frequência que você consiga honrar.** Publicar quinzenalmente com consistência vale mais do que prometer semanalmente e falhar. A frequência realista é melhor que a frequência aspiracional. **Trate cada publicação como um compromisso com o ouvinte.** No rádio, o locutor não falta porque está sem inspiração. Ele se prepara, entra no ar e entrega. Essa disciplina é o que transforma comunicadores em profissionais. ### A consistência como diferencial de mercado Em um ecossistema onde 85% desiste, quem permanece vira referência quase automaticamente. Isso vale para podcasts independentes, para produtores de rádio, para comunicadores digitais. O mercado de áudio está em expansão — e a maioria das vagas será preenchida por quem souber combinar técnica com disciplina. A boa notícia: disciplina se aprende. E o melhor lugar para aprendê-la é dentro de uma rotina de produção real, com orientação, feedback e prática constante. É exatamente isso que uma formação sólida em rádio oferece. *Quer entender na prática como se tornar um profissional de áudio consistente e preparado para o mercado? *[*Conheça o curso express de podcast *](https://www.escoladeradio.com.br/cursos/podcast-express) --- ## Curso de locutor e Imposto de Renda: o que você pode e não pode deduzir **Publicado:** 2026-04-24 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/curso-de-locutor-imposto-de-renda **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação > Cursos livres não entram na dedução do IR. Mas cursos profissionalizantes reconhecidos pelo sindicato da categoria seguem critérios diferentes. Saiba quando sua formação em radiodifusão se torna dedutível. Toda vez que chega a época de declarar o IR, a dúvida aparece: **dá para deduzir o curso de locutor no imposto de renda?** No caso dos cursos de locutor, produtor e apresentador profissionalizantes, a resposta exige um pouco mais de explicação — porque existe uma diferença importante que a maioria das pessoas não conhece. ### O que a Receita Federal aceita como dedução do curso de locutor no Imposto de Renda A Receita Federal permite deduzir despesas com educação, mas dentro de critérios bem definidos. São aceitos gastos com ensino infantil, fundamental, médio, técnico reconhecido pelo MEC, graduação e pós-graduação. O teto de dedução no IR 2026 (ano-base 2025) é de **R$ 3.561,50 por pessoa** — válido para o contribuinte e para cada dependente declarado. Cursos livres e profissionalizantes em geral não entram nessa lista. A legislação adota um critério objetivo: apenas ensino formal, com estrutura curricular reconhecida pelo MEC, é aceito como despesa dedutível. ### Mas o nosso curso não é um curso comum E aqui está o ponto que faz diferença. Os cursos da nossa escola são profissionalizantes, com currículo alinhado aos critérios do sindicato da categoria e amparo na **Lei nº 6.615/78**, que regulamenta a profissão de radialista. Não se trata de uma extensão ou workshop avulso — é uma formação estruturada, reconhecida por uma entidade com autoridade legal sobre a categoria profissional. Esse reconhecimento, no entanto, opera em uma esfera diferente da educação formal do MEC. Para fins de **Imposto de Renda**, a Receita Federal ainda não equipara cursos com reconhecimento sindical aos cursos técnicos do MEC — e por isso, atualmente, o curso não se enquadra como despesa dedutível na declaração. Ser transparente sobre isso é importante. Induzir o aluno ao erro pode gerar problemas com a Receita. ### O que o curso representa, na prática Não ter dedução fiscal não diminui o valor real do investimento. O certificado emitido pela escola, alinhado aos critérios do sindicato, é o documento que ampara o aluno no processo de obtenção do **registro profissional de radialista junto à DRT** — o que abre portas para atuar formalmente no mercado de rádio, TV e comunicação. É um investimento com retorno direto na carreira — e esse retorno, quando vira renda, faz parte da sua vida financeira de outra forma. *Ficou com dúvida? Entre em contato com a nossa equipe.* --- ## Undertone filme da A24: o terror que coloca um podcast no centro de tudo **Publicado:** 2026-04-22 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/undertone-filme-a24-audio-podcast **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade > Undertone prova que o áudio bem feito dispensa imagem. O filme constrói horror inteiramente pelo som, arrecadando 20 milhões com apenas 500 mil de orçamento. Uma lição valiosa para podcasters sobre o poder do design sonoro. Imagina receber dez arquivos de áudio de um remetente desconhecido. Você não sabe quem enviou. Não sabe o que tem dentro. Mas você é podcaster — e sua curiosidade fala mais alto. Undertone filme lançado pela A24 em março de 2026 está dando muito o que falar. E não é só pelo terror. É pelo que ele diz sobre o poder do áudio. ### Undertone filme feito de som A protagonista Evy apresenta um podcast paranormal ao lado do amigo Justin. Os dois recebem gravações misteriosas de um casal que registrou sons estranhos em casa — e decidem colocar no ar. O que vem depois assusta de verdade. O diferencial do filme é simples: quase não tem imagem. O horror é construído inteiramente pelo som. Sem monstros aparecendo na tela. Sem sustos visuais. Só o áudio — e o que ele provoca na imaginação de quem ouve. A crítica especializada chamou de "um pesadelo auditivo". Faz sentido. ### O que isso tem a ver com rádio? Tudo. Quem estuda comunicação sonora sabe que o som bem trabalhado dispensa imagem. Uma boa locução, uma trilha no momento certo, um silêncio estratégico — esses elementos criam cenas inteiras na cabeça do ouvinte. *Undertone* prova isso numa tela de cinema. E prova com eficiência: produzido com apenas 500 mil dólares, o filme arrecadou 20 milhões. O segredo não foi efeito especial. Foi design de áudio. ### Vale assistir? Vale — e de preferência com um bom fone de ouvido ou num cinema com som de qualidade. Essa é a única forma de sentir o filme de verdade. Mas além do susto, fica uma reflexão importante para quem trabalha ou quer trabalhar com comunicação: **o áudio ainda é a mídia mais poderosa que existe.** Quando bem feito, ele não precisa de nada mais. E você aprende exatamente isso aqui. --- ## Tadeu Schmidt no BBB 26: "Que se dane o protocolo" **Publicado:** 2026-04-20 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/tadeu-schmidt-bbb-26-que-se-dane-o-protocolo **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade > Quando a vulnerabilidade genuína toma o lugar do roteiro. Tadeu Schmidt largou o protocolo e escolheu a humanidade, provando que ser autêntico é mais forte que qualquer personagem. > Quando a vida não aguenta mais o personagem que a gente construiu — e a única saída honesta é ser você mesmo. ### O momento em que Tadeu Schmidt quebrou o protocolo no BBB 26 Domingo à noite, em rede nacional, o apresentador do BBB estava no seu posto Roteiro na cabeça, câmeras apontadas, milhões de pessoas assistindo. Tudo dentro do protocolo — até o momento em que ele mesmo disse que o protocolo podia ir embora. Ana Paula Renault havia acabado de receber, dentro do confessionário, a notícia da morte do pai. Ela escolheu continuar no programa. Voltou para a casa, desabou no gramado, contou para os amigos com os olhos cheios de lágrima. E então Tadeu Schmidt apareceu na telona para falar com os finalistas. ### Quando o roteiro acaba Era o momento do apresentador ser o apresentador. Conduzir. Segurar a emoção. Manter o ritmo do programa. **Ele não fez isso.** ### A confidência que ninguém esperava > "Eu queria te contar uma coisa que foge totalmente do protocolo. Mas, nessas alturas, que se dane o protocolo." — Tadeu Schmidt, BBB 26 E aí ele contou: o irmão tinha morrido na sexta-feira anterior. Oscar Schmidt. Dois dias antes. Ele estava ali, na televisão, de luto, sendo apresentador de um reality show — porque era o que precisava ser feito. Mas naquele instante, diante da dor de Ana Paula, o personagem simplesmente não cabia mais. Não era fraqueza. Era a coisa mais humana que ele poderia ter feito. ### A armadura que pesa mais do que protege A gente constrói personagens para sobreviver. O profissional que não mistura vida pessoal com trabalho. O forte que não chora na frente dos outros. O que está bem mesmo quando não está. São armaduras legítimas — às vezes necessárias. Mas tem um ponto em que a armadura pesa mais do que protege. ### A gente finge de forte Tia Milena, também finalista, resumiu tudo numa frase simples: *"A gente pensa que é forte e se depara com pessoas assim. A gente finge de forte."* Ela disse isso emocionada, sem cerimônia, sem querer ser citada em nenhum livro de autoajuda. Disse porque era verdade. E a verdade, quando sai assim — crua, sem filtro, sem roteiro — tem um peso diferente. Toca diferente. Porque a gente reconhece. Reconhece porque também já fingiu. Também já segurou o choro no banheiro antes de voltar para a reunião. Também já respondeu "tô bem" quando não estava nem um pouco bem. ### Até quando a gente renova o protocolo? O que Tadeu fez naquela noite não foi um colapso. Foi uma escolha. A escolha de dizer: *agora, nesse momento, eu sou um ser humano antes de ser qualquer outra coisa.* E essa escolha criou um dos momentos mais honestos que o BBB já produziu — não porque era dramático, mas porque era real. A pergunta que fica é: a gente precisa esperar uma situação limite para se permitir ser quem é? Será que o protocolo que carregamos no dia a dia — o da postura, da competência, da imagem que construímos — será que ele tem validade? Ou a gente renova ele automaticamente, por hábito, sem nunca parar para perguntar se ainda faz sentido? ### Aparecer de verdade Às vezes a cena mais poderosa não é a do herói que segura tudo. É a do ser humano que olha para outro ser humano e diz: *eu também estou passando por isso. Estamos juntos.* *Que se dane o protocolo. Às vezes, o mais corajoso que a gente pode fazer é simplesmente aparecer — de verdade.* --- ## Globo define substituto de Luís Roberto na Copa do Mundo 2026 **Publicado:** 2026-04-18 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/substituto-luis-roberto-copa-2026 > Everaldo Marques é o novo narrador dos jogos da Seleção Brasileira na Copa 2026. A escolha marca uma mudança importante na cobertura da Globo após o afastamento de Luís Roberto. A cobertura da próxima Copa do Mundo já começa a ganhar novos contornos — e uma mudança importante chamou a atenção do mercado de comunicação. A TV Globo definiu quem será o responsável por narrar os jogos da Seleção Brasileira no Mundial de 2026: o escolhido é Everaldo Marques. A decisão vem após o afastamento de Luís Roberto, que não participará da cobertura da Copa. ### Substituto de Luís Roberto na Copa 2026: o que muda na Globo Narrar a Copa do Mundo — especialmente os jogos do Brasil — não é apenas uma escala. É o posto mais simbólico do jornalismo esportivo na televisão brasileira. Durante anos, nomes como Galvão Bueno e o próprio Luís Roberto ocuparam esse espaço, ajudando a construir momentos históricos da memória coletiva do país. Agora, esse protagonismo passa para Everaldo Marques. ### Quem é Everaldo Marques Conhecido pelo público por seu estilo vibrante e técnico, Everaldo construiu uma carreira sólida passando por diferentes plataformas. Antes de chegar à Globo, ganhou destaque na [ESPN Brasil](https://www.espn.com.br?utm_source=chatgpt.com), narrando esportes como NFL, NBA e futebol internacional — sempre com uma linguagem moderna e conectada com o público. Na Globo, vem consolidando seu espaço nas transmissões esportivas e agora assume o maior desafio da carreira. ### E os outros narradores? A divisão de transmissões também já começa a se desenhar. O narrador Gustavo Villani deve assumir o jogo de abertura da Copa, enquanto outros nomes da emissora seguem participando da cobertura ao longo do torneio. Essa reorganização reforça uma tendência clara: a renovação das vozes que conduzem o futebol brasileiro na televisão. ### O que isso revela sobre o mercado de comunicação Mais do que uma troca pontual, essa decisão mostra como o mercado está em constante transformação. A nova geração de narradores chega com: - Linguagem mais próxima do público atual - Referências multiplataforma - Experiência em diferentes formatos (TV, streaming, digital) A comunicação esportiva hoje exige muito mais do que narrar um jogo — exige conexão. ### A voz continua sendo protagonista Mesmo com todas as mudanças tecnológicas, uma coisa permanece: a força da voz. É ela que emociona, conduz a história e transforma um lance em memória. E é exatamente por isso que movimentos como esse chamam tanta atenção — porque mostram que, no fim das contas, o mundo continua tratando melhor quem fala bem. --- ## Oscar Schmidt: o Brasil se despede de uma lenda do esporte e da comunicação **Publicado:** 2026-04-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/oscar-schmidt-o-brasil-se-despede-de-uma-lenda-do-esporte-e-da-comunica%C3%A7%C3%A3o **Categoria:** Cultura, mídia e sociedade **Tags:** comunicação, oratória, legado > Comunicar bem não é sobre perfeição. É sobre verdade. O Brasil amanheceu mais silencioso com a notícia do falecimento de Oscar Schmidt — um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma referência que ultrapassou as quadras. Conhecido como **“Mão Santa”**, Oscar não foi apenas um atleta extraordinário. Ele foi, acima de tudo, um **comunicador nato**, alguém que entendia o poder da presença, da fala e da conexão com o público como poucos. ### Muito além do basquete Mesmo para quem não acompanhava o esporte, era impossível não reconhecer Oscar. Sua forma de se expressar — direta, autêntica e cheia de personalidade — transformava qualquer entrevista em algo memorável. Ele falava com verdade.Sem roteiro engessado.Sem medo de ser quem era. E talvez aí esteja uma das maiores lições que ele deixa: **Comunicar bem não é sobre perfeição. É sobre verdade.** ### Oscar Schmidt um exemplo de posicionamento Oscar sempre teve opinião. E nunca se escondeu atrás de respostas genéricas. Ao longo da carreira e depois dela, participou de programas, palestras e entrevistas onde demonstrava algo essencial para qualquer profissional da comunicação: ✔ Clareza ao falar ✔ Segurança no posicionamento ✔ Identidade própria Num mundo onde muitos tentam agradar a todos, Oscar mostrava que **ter voz é também ter coragem**. ### Um legado que não se apaga Dentro das quadras, seus números são históricos.Fora delas, seu impacto é ainda maior. Ele inspirou gerações — não só de atletas, mas de pessoas que entenderam que **se expressar bem pode abrir caminhos, marcar histórias e criar conexões reais**. ### O que fica para quem quer se comunicar melhor? A história de Oscar Schmidt deixa um recado claro: 👉 Técnica é importante 👉 Estudo é fundamental 👉 Mas sem autenticidade, nada disso sustenta. Na comunicação — assim como no esporte — quem se destaca é quem **assume sua própria voz**. ## 🖤 Uma despedida que ecoa **Hoje, o Brasil se despede de um ícone.** Mas sua voz, suas falas e sua presença continuam vivas em tudo o que ele construiu. Porque algumas pessoas não passam. **Elas ficam.** *Obrigada Oscar! * --- ## Profissão Repórter abre inscrições: o que essa oportunidade revela sobre o jornalismo na prática **Publicado:** 2026-04-17 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/profissao-reporter-inscricoes **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** jornalismo, comunicação, fantástico, TV Globo, mercado de comunicação, produção de conteúdo, mídia, televisão, comunicação profissional > A abertura de inscrições revela o que o mercado quer: comunicadores preparados para a prática real. Processo seletivo até 10 de maio para quem está no último ano. A busca por novos talentos no jornalismo ganhou um novo capítulo com a abertura de inscrições para o quadro “Profissão Repórter Procura”, ligado ao programa Profissão Repórter, apresentado por Caco Barcellos. Mais do que uma oportunidade na televisão, essa iniciativa revela algo importante: **o mercado continua procurando comunicadores preparados para a prática real.** E, como sempre, seguimos atentos a esse tipo de movimento — porque ele diz muito sobre o presente (e o futuro) da comunicação. ### Como funciona a seleção para o profissão repórter O processo começa com a escolha de 20 estudantes de jornalismo. Depois, apenas 6 seguem para a fase exibida no Fantástico, onde enfrentam desafios reais de reportagem — exatamente como acontece no dia a dia da profissão. No final, um participante ganha a oportunidade de vivenciar a rotina do jornalismo dentro da Globo. ### Profissão Repórter inscrições Para participar, é necessário: - Estar no último ano de Jornalismo ou Comunicação - Ter mais de 18 anos - Ter disponibilidade para gravações em julho de 2026 ⚠️ **Importante:** é voltado para estudantes de jornalismo no último ano — ou seja, quem já está na reta final da formação. Além disso: 👉 É preciso enviar uma reportagem de até 2 minutos sobre **cultura brasileira** Sem exigência de equipamento profissional. Pode ser gravado com celular. 📅 Prazo de inscrição: **até 10 de maio de 2026** ### O detalhe que muita gente ignora Muita gente olha para esse tipo de oportunidade e pensa: “Ah, é só gravar um vídeo.” Mas não é. O que está sendo avaliado ali não é o equipamento.É: - Clareza na comunicação - Capacidade de contar uma história - Naturalidade diante da câmera - Sensibilidade para escolher um bom tema Ou seja, exatamente o que diferencia quem tenta… de quem realmente entra no mercado. ### O que essa seleção mostra sobre o mercado Esse tipo de iniciativa reforça um ponto importante: **Comunicação não é improviso. É preparo.** Mesmo em um cenário onde o celular virou ferramenta de produção, o que realmente pesa continua sendo: - Repertório - Técnica - Consistência - Capacidade de apurar e contar histórias E isso vale especialmente para o jornalismo, que exige formação, responsabilidade e prática. A abertura dessas inscrições é, ao mesmo tempo: ✔ Uma oportunidade ✔ Um retrato do mercado ✔ Um sinal claro do que está sendo valorizado hoje E para quem acompanha de perto a área da comunicação, fica evidente: O espaço existe. Mas ele é ocupado por quem está preparado para ele. --- ## 16 de Abril: Por que existe o Dia Mundial da Voz? **Publicado:** 2026-04-16 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/dia-mundial-da-voz **Categoria:** Comunicação, Oratoria e Voz **Tags:** voz, comunicação, locução, oratória, fonoaudiologia, voz profissional, comunicação profissional, falar bem, locutor, Escola de Rádio TV e Web > Criada no Brasil no fim dos anos 1990, a data lembra que voz é identidade, ferramenta e carreira. Entenda por que cuidar dela muda como o mundo te escuta. Você usa sua voz todos os dias.Para conversar, trabalhar, se expressar… ou simplesmente existir no mundo. Mas você já parou pra pensar **por que a voz tem um dia só dela?** ### A origem da data do "Dia Mundial da Voz" O **Dia Mundial da Voz**, celebrado em 16 de abril, surgiu no Brasil — sim, aqui mesmo. A iniciativa partiu de médicos e especialistas em voz, especialmente ligados à **Sociedade Brasileira de Laringologia e Voz**, no final dos anos 1990. O objetivo era claro: - **chamar a atenção para a importância da saúde vocal** - **prevenir doenças que podem afetar a fala** - **conscientizar profissionais que dependem da voz** Com o tempo, o movimento cresceu e ganhou o mundo, sendo reconhecido internacionalmente com o nome de “World Voice Day”. ### Por que essa data importa tanto? Porque a voz não é só som. Ela é identidade, ferramenta e, para muita gente, profissão. Locutores, professores, cantores, apresentadores, atendentes, influencers… Todos dependem da voz — mas poucos cuidam dela como deveriam. Problemas vocais, quando ignorados, podem evoluir para: - Rouquidão crônica - Lesões nas cordas vocais - Perda parcial da voz - E até doenças mais graves ### A voz como instrumento profissional Na comunicação, a voz vai além da saúde. Ela carrega: ✔ intenção ✔ emoção ✔ autoridade ✔ conexão Não é exagero dizer: **a forma como você fala influencia diretamente como o mundo te percebe.** ### Um lembrete simples (e poderoso) O Dia Mundial da Voz não é só sobre evitar problemas. É sobre entender que: 👉 sua voz pode abrir portas 👉 sua voz pode contar histórias 👉 sua voz pode construir uma carreira ### E você… tem cuidado da sua voz? Se a resposta for “mais ou menos”, talvez esse seja o melhor momento pra começar. Porque no fim das contas, a voz não é só o que você diz. **É como o mundo te escuta.** --- ## Rádio em 2026: Os Dados Mostram que Ele Não Morreu **Publicado:** 2026-04-15 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/radio-em-2026-futuro-do-radio **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** rádio, pesquisa, tv, audiência, Cetic.br > Pesquisa do Cetic.br revela: 58% dos brasileiros ainda consomem rádio e TV diariamente, e a credibilidade segue nos meios tradicionais. O comunicador híbrido é quem sai na frente. Se você ainda acha que o rádio e a TV ficaram para trás na era digital, os dados mais recentes do [Cetic.br](http://Cetic.br) mostram um cenário bem diferente — e cheio de oportunidades para quem sabe se adaptar. Divulgada em abril de 2026, a pesquisa *Painel TIC – Integridade da Informação* analisou como o brasileiro consome notícia e entretenimento hoje. E os resultados ajudam a entender exatamente para onde o mercado da comunicação está caminhando. ### O Raio-X do Consumo de Informação no Brasil Pela primeira vez de forma tão clara, as redes sociais se consolidaram como a principal porta de entrada para a informação, alcançando **72% da população**. Mas isso não significa o fim dos meios tradicionais. O rádio e a televisão continuam extremamente relevantes, sendo fonte diária de informação para **58% dos brasileiros**. E aqui está o ponto mais importante: 👉 **As pessoas ainda confiam nos veículos tradicionais para confirmar o que veem nas redes.** Ou seja, a velocidade está nas redes — mas a credibilidade ainda está na comunicação profissional. ### O que isso muda na carreira do radialista? Esses dados não são só curiosidade. Eles mostram, na prática, como o mercado está se transformando. **1. O profissional híbrido virou regra** Não basta mais ter uma boa voz. O comunicador precisa entender de vídeo, redes sociais e distribuição de conteúdo.A notícia não termina no microfone — ela vira corte, vira post, vira conteúdo multiplataforma. **2. O rádio em 2026 ganha um novo valor: confiança** Em um cenário cheio de desinformação, o radialista deixa de ser apenas locutor e passa a ser **curador de conteúdo**. A mediação humana volta a ser essencial. **3. O local continua imbatível** Enquanto as redes são globais, o rádio mantém algo que nenhuma plataforma conseguiu substituir: **proximidade com a comunidade.** ### O rádio em 2026 não acabou — ele evoluiu O rádio de hoje não é só som. Ele é: - visual - digital - social - multiplataforma E é exatamente isso que o mercado está pedindo. Aqui na Escola de Rádio TV e Web, a formação acompanha esse movimento: o aluno aprende a dominar o microfone, mas também a construir presença e relevância no ambiente digital. Porque a verdade é simples: **Quem entende o novo comportamento do público, sai na frente.** **Fonte:** Pesquisa *Painel TIC – Integridade da Informação*, publicada em abril de 2026 pelo [Cetic.br](http://Cetic.br). --- ## O novo site da Escola de Rádio TV & Web está no ar — e você pode nos ajudar! **Publicado:** 2026-04-14 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/site-novo-escola-de-r%C3%A1dio **Categoria:** Bastidores da Escola de Rádio **Tags:** Escola de Rádio, curso de locução, narração esportiva, locução profissional, comunicação profissional, Escola de Rádio TV e Web > O site renovado da Escola de Rádio TV & Web apresenta cursos de locução, narração e produção. Navegue, explore e nos ajude a identificar possíveis melhorias. ### O site da Escola de Rádio TV & Web foi renovado! Navegue, conheça nossos cursos de locução, narração e produção, e nos avise se encontrar algo fora do lugar.O site da Escola de Rádio TV & Web acaba de ganhar uma nova versão — e hoje ele está oficialmente no ar! Navegando por aqui você encontra tudo sobre nossos cursos de locução profissional, narração esportiva, produção para rádio, TV e web, além de informações sobre mentoria, consultoria e muito mais. Mas sites novos têm aquela característica curiosa: alguns detalhes só aparecem quando muitos olhos passam por eles. E ninguém melhor do que você, que faz parte desta comunidade, para nos dar uma mão. **Se durante a navegação encontrar algo fora do lugar** — um link que não abre, uma página estranha, qualquer coisinha — conta pra gente aqui nos comentários ou nos chama nas redes sociais. Vai ser um baita favor! Aproveite a visita, explore os cursos e, como sempre: faça sua voz ser ouvida. 🎙️ --- ## Desfalque de peso: Luís Roberto está fora da Copa do Mundo de 2026 **Publicado:** 2026-04-10 **URL:** https://www.escoladeradio.com.br/post/desfalque-de-peso-lu%C3%ADs-roberto-est%C3%A1-fora-da-copa-do-mundo-de-2026 **Categoria:** Mercado de Rádio, TV e Comunicação **Tags:** narração esportiva, TV Globo > A ausência de Luís Roberto na Copa 2026 vai além do futebol. Ela marca o impacto de uma voz que construiu memória coletiva e reafirma uma verdade essencial: a comunicação mais forte é aquela que carrega humanidade. O cenário esportivo brasileiro foi impactado nos últimos dias por uma notícia que mexe diretamente com quem acompanha — e vive — a comunicação esportiva. Luís Roberto, um dos principais nomes da narração atual e sucessor natural do legado de Galvão Bueno na TV Globo, não estará na cobertura da Copa do Mundo de 2026. ### **O impacto de Luís Roberto fora da Copa 2026** O narrador foi diagnosticado com um problema de saúde identificado em exames de rotina e precisará se afastar das atividades intensas para focar no tratamento e na recuperação. Em comunicado, trouxe uma mensagem que mostra exatamente o que sempre transmitiu ao público: humanidade. > “Neste momento, minha maior transmissão será a da minha própria saúde.” ### **Uma ausência sentida** Dono de bordões marcantes e de uma narração vibrante, Luís Roberto se consolidou como uma das vozes mais reconhecidas do futebol brasileiro. Ter Luís Roberto fora da Copa 2026 representa mais do que uma ausência técnica. Ela representa a pausa de uma voz que ajudou a construir momentos importantes da emoção coletiva do esporte no país. ### **Para quem trabalha com comunicação** Aqui na Escola de Rádio TV e Web, esse tipo de notícia traz uma reflexão importante: Por trás de toda grande voz, existe uma pessoa. E a comunicação mais forte não é só a que emociona — é a que carrega verdade. A equipe da Escola de Rádio TV e Web deseja força e uma pronta recuperação. E que, em breve, possamos ouvir novamente aquele bordão que já faz parte da memória do público: *** “Sabe de quem?”*** --- # Contato - **E-mail:** escoladeradio@escoladeradio.com - **CNPJ:** 00.190.824/0001-71 - **Localização:** Catete (Largo do Machado), Rio de Janeiro - RJ, Brasil - **Sitemap XML:** https://www.escoladeradio.com.br/sitemap.xml - **Índice resumido:** https://www.escoladeradio.com.br/llms.txt - **RSS do blog:** https://www.escoladeradio.com.br/rss.xml - **RSS dos podcasts:** https://www.escoladeradio.com.br/podcasts/rss.xml